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( Aula Nº 2 ) Epistemologia Espírita. Sabedoria Divina Mitologia As Tradições Sapienciais Os sistemas filosóficos A Ciência.

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1 ( Aula Nº 2 ) Epistemologia Espírita

2 Sabedoria Divina Mitologia As Tradições Sapienciais Os sistemas filosóficos A Ciência

3 Teosofia tem sua origem etimológica na palavra grega theosophia, de theos, Deus, e sophos, sabedoria, geralmente traduzida como 'sabedoria divina'. O termo Teosofia possui várias interpretações: tradição-sabedoria (a sabedoria presente em toda religião, filosofia e ciência); filosofia perene e etc. De acordo com os grandes sábios, a verdade está inscrita em uma dimensão celestial que só é acessível aos que conseguirem elevarem plenamente o nível de suas consciências. Essa dimensão para os Vedantinos é chamado de AKASHA, e pelos mulçumanos de LAHUL-MALUF, para os cristãos é O REINO DOS CÉUS, e para os Budistas NIRVANA. O Mito é um sonho público, e o sonho é um mito privado. A mitologia tem dois aspectos ( Exoterico e Esotérico ) O Objeto de estudo da Filosofia e da Ciência são diferentes: enquanto o conhecimento cientifico atinge fatos concretos e perceptíveis (através do método indutivo), o conhecimento é edificado com base na pesquisa (Método dedutivo) em torno do objeto idéias. Essas não são passiveis de observações Experimentais.

4 A ciência ( do latim scientia=aprender, conhecer) corresponde a um conjunto e atividades racionais dirigido ao sistemático conhecimento com objetivo limitado, capaz de ser verificado. A Ciência isola o seu contexto, atingindo seguimento da realidade. A Filosofia ( do latim philos + sophia = amigo da sabedoria) não possui objeto determinado como acontece na ciência, a mesma dirigi-se a quaisquer aspecto da realidade, desde que esses sejam problemáticos. Doutrina : É um conjunto coerente de idéias fundamentais, definitivas e exclusivas de características próprias. Propõe diretrizes para a ação. Doutrina Religiosa ( Revelação divina) X Doutrina Filosófica ( Reflexão dedutiva). A Ciência busca explicar os fatos através do mo método cientifico. Ex: Observação dos fatos Formulação das Hipóteses Verificação (Experimentação) Conclusão sobre o Fato

5 A Filosofia é a ciência dos primeiros princípios e das primeiras causas. (Aristóteles) Definição Sumária de Filosofia : é o campo do conhecimento que trata da razão de ser das coisas. Alguns Sistemas Filosóficos: - Realismo : A realidade das coisas em si e por si, independentemente. - Idealismo : As coisas são conteúdos do Eu cognocentes. - Racionalismo : A Razão é o meio para o conhecimento. - Empirismo : O Conhecimento procede diretamente da Experiência. - Dogmatismo : Uma ordem de idéias que são inquestionáveis. - Ceticismo : O conhecimento do ser é limitado às suas percepções. - Espiritualismo : A Realidade perene é Espiritual. - Materialismo : A Realidade perene é material.

6 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ESTRUTURA DO CONHECIMENTO ESPIRITA

7 Definição de Kardec É uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. ( O QUE É O ESPIRITISMO) Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma maneira que as ciências positivas, isto é, aplica o método experimental. ( A GÊNESE ;Cap. I, 14)

8 O Espiritismo deixa de parte as teorias nebulosas, desprende-se dos dogmas e das superstições e vai apoiar-se nas base inabalável da observação científica (( O ESPIRITISMO PERANTE A CIÊNCIA;Gabriel Delanne) (...) esta é uma ciência positiva, baseada no estudo experimental dos fenômenos psíquicos e nos ensinamentos dos espíritos elevados (RESUMO DA DOUTRINA ESPÍRITA; Gustavo Geley) O Espiritismo é uma ciência cujo fim é a demonstração experimental da existência da alma e sua imortalidade, por meio de comunicações com aqueles aos quais impropriamente se têm chamado mortos (O FENÔMENO ESPÍRITA; Gabriel Delanne) Outras Definições

9 CARÁTER DA DOUTRINA Espiritualista: Afirma a existência do Espírito, como principio independente da matéria e sua sobrevivência após a morte. Imortalista: Toda sua filosofia se apóia na tese da imortalidade do Espírito. Deísta: Deus como causa primeira de todas as coisas. Reencarnacionista: Adota o ideário da pluralidade das existências.

10 Pontos Cardeais do Pensamento Espírita Existência de Deus ( Deismo ) Reencarnação Evolução do Espírito Sobrevivência do Espírito após a morte Comunicabilidade com o mundo Espiritual Lei de Causa e Efeito. Pluralidade dos mundos habitados.

11 Concepção Tríplice do Homem: Corpo, perispirito (corpo fluídico) e Espírito. Evolução em todos os planos da natureza. Continuação da responsabilidade individual. Jesus é o Guia e modelo da Humanidade. A moral cristã representa o ápice da moral religiosa da humanidade. A Existência das relações existente entre o mundo material e do mundo Espiritual. CONCEPÇÕES FUNDAMENTAIS

12 A estrutura Filosófica Espírita Os grandes problemas filosóficos têm sido agrupados didaticamente pelos diversos autores em três campos: teoria do conhecimento,teoria do ser, e teoria dos valores. Teoria do Conhecimento - A Lógica - A Gnosiologia - A Epistemologia LE,Parte 1ª, Cap.II e nas questões 10, 11 e 42. GE - Cap.I, LE-Introdução, ESE - item II da Introdução, LM - 1a. Parte, Caps. III e IV. Teoria do Ser - Ontologia - Metafísica LE,a partir da questão 100, escala espírita LE,Parte 1ª, Cap.II e nas questões 10, 11 e 42. Teoria dos valores - A Axiologia -A Ética e a Estética - a Teologia - ESE,OP,GE e CI

13 1- Metafísica - A Questão Deus - A Questão Espírito ( Origem,natureza e destino ) - A Origem da Vida 2- Cosmologia - A Origem do Universo - Leis naturais (Conservação,Destruição e Reprodução) - A Pluralidade dos mundos habitados 3- Ética - Lei de Sociedade, Liberdade e Trabalho - Lei de amor, justiça e caridade - Perfeição moral 4- Teologia - Penas e gozos terrenos - Penas e gozos futuros Livros dos Espíritos e Filosofia

14 Divisão da Historia do Espiritismo Podemos dividir a história do Espiritismo em duas partes: Fenômeno e Doutrina. As quatro fases históricas do Fenômeno: ( 1º Fase ) – Generalidade : Literatura das tradições de Sabedoria. (2º Fase) – Empirismo: a) Antes das irmãs Fox (Davis, Irving e etc) e b) As irmãs Fox (Hydesville,1848) (3º Fase) – Caráter Cientifico: Fundação de Sociedade Espírita de Paris, Fundação da Sociedade Dialética de Londres,Experiências de William Crookes, Obras de Flammarion,Aksakof,Richet,Lombroso etc) ( ) (4º Fase) – Contemporâneo: Surgimento da Metapsiquica, surgimento da Parapsicologia, da Psicobiofisica e da Psicotronia. ( )

15 As Sete fases históricas da formação da Doutrina: ( 1º Fase) – Magnetismo (1864): Allan Kardec Estuda o Magnetismo. ( 2º Fase) – Observação dos Fenômenos (1854/55) : Kardec passa a fazer observações de caráter experimental em torno das mesas girantes e de outros fenômenos e depois começar a organizar o material para a constituição da Doutrina junto com as instruções dadas em condições especiais pelos Espíritos através de vários médiuns. ( 3º Fase) – Formação da Doutrina (1857): Depois da observação fenomenológica, da organização das informações colhidas e da constituição das bases da Doutrina, surge o 1º Livro Fundamental, o Livro dos Espíritos na sua primeira edição.

16 ( 4 º Fase) – Desdobramento da doutrina ( ) : Tomando como Ponto de Partida O LIVRO DOS ESPIRITOS, surgem as outras obras básicas, os opúsculos e as Revistas Espíritas. ( 5° Fase) – Elaboração da Constituição Espírita( ): Depois de consolidada as obras fundamentais do Espiritismo, Kardec elaborou em forma de Projeto a Constituição do Espiritismo com o intuito de estabelecer de forma racional a Unidade do Pensamento Espírita. Nesse Projeto consta tambem a elaboração de um curso regular para a divulgação do ideário Espírita. ( 6º Fase) – Sistematizadores (a partir de 1869): Surgimentos de varias obras escritas com base na leituras particulares de Determinados pesquisadores e filósofos Espiritistas e tambem simpatizantes.

17 ( 7º Fase) – Mensagens do Além ( Século XX) : Surgimentos de varias obras Psicografadas que são tomadas como verdades espíritas. ( 8º Fase ) – Adaptação com as Mensagens do Além ( Século XXI) : Surgimentos de e obras que denotam adaptação forçadas de determinadas informações pertinente ao âmbito Científico, Filosófico e Religioso com certas informações trazidas pelos Espíritos desencarnados. Geralmente obras que retratam o fenômeno mediúnico e tambem obras de auto-ajuda. Unidade do Pensamento Espírita Fragmentação da Unidade do Pensamento Espírita Fase de Resgate

18 Atitudes com Relação ao Pensamento Espírita Ortodoxia: Ortodoxia é uma palavra grega que significa, à letra, glória (doxa) reta, direita, justa, verdadeira (orto). Significa ser fiel a Doutrina. No Espiritismo são aqueles que buscam a preservação da Unidade do Pensamento Espírita de acordo como propôs os Espíritos ao Codificador. Heterogeneidade: Variação de Conceitos com base em opiniões pessoais de Indivíduos e de Espíritos. Tais interpretações decorrem de interesses ideológicos,materiais o da própria ignorância. Surge o problema da falta de unidade e da desfiguração doutrinaria.

19 Tendências do Conhecimento Espírita a) Progressividade (Sentido Evolução) b) Enriquecimento (Contribuições diversas) c) Atualização ( Não ficar à margem das descobertas da ciência nem das transformações Sociais)

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21 Malgrado a arte que incumbe à atividade humana na elaboração dessa doutrina, a iniciativa pertence aos espíritos, mas não está formada pela opinião pessoal de nenhum deles; ela não é,e nem pode ser, senão o resultante de seu ensinamento coletivo e concordante. Por essa única condição, pode-se dizer a doutrina dos Espíritos, de outro modo, não seria senão a doutrina de um Espírito e não teria senão o valor de opinião pessoal. Generalidade e concordância nos ensinamentos, tal é o caráter essencial da doutrina, a própria condição da sua existência; disso resulta que todo principio que não recebeu a consagração do controle da generalidade, não pode ser considerado parte integrante dessa mesma doutrina, mas uma simples opinião isolada, da qual o Espiritismo não pode assumir a responsabilidade. ( Introdução, Gênese)

22 (...)O Que caracteriza a revelação espírita é que sua fonte é divina, que a iniciativa pertence aos Espíritos,e que a elaboração resulta do trabalho do homem. (....) (Cap I, Item 14,Gênese) Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente do mesmo modo que as ciências positivas, quer dizer, aplica o método Experimental.(...) (Cap I,item 13, Gênese)

23 O CUEE – ESE, Item II O CUEE foi um método científico empregado pelo codificador, Allan Kardec, na montagem da estrutura da doutrina nascente e na postulação de suas bases. "O primeiro controle é, sem contradita, o da razão, ao qual é necessário submeter, sem exceção, tudo o que vem dos Espíritos. Toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, com uma lógica rigorosa, e com os dados positivos que possuímos, por mais respeitável que seja o nome que a assine, deve ser rejeitada. Mas esse controle é incompleto para muitos casos, em virtude da insuficiência de conhecimentos de certas pessoas e da tendência de muitos, de tomarem seu próprio juízo por único árbitro da verdade.

24 O CUEE A concordância no ensino dos Espíritos é portanto o seu melhor controle, mas ainda é necessário que ela se verifique em certas condições. A menos segura de todas é quando um médium interroga por si mesmo numerosos Espíritos, sobre uma questão duvidosa. É claro que, se ele está sob o império de uma obsessão, ou se tem relação com um Espírito embusteiro, este Espírito pode dizer-lhe a mesma coisa sob nomes diferentes. Não há garantia suficiente, da mesma maneira, na concordância que se possa obter pelos médiuns de um mesmo centro, porque eles podem sofrer_a_mesma_influência.

25 A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, em_diversos_lugares. "...Na nossa posição, recebendo as comunicações de cerca de mil centros espíritas sérios, espalhados pelos mais diversos pontos do globo, estamos em condições de ver quais os princípios sobre que essa concordância se estabelece. É esta observação que nos tem guiado até hoje, e é igualmente ela que nos guiará, através dos novos campos que o Espiritismo está convocado a explorar. É assim que, estudando as comunicações recebidas nos diversos lugares, tanto na França quanto no exterior, reconhecemos, pela natureza toda especial das revelações, que há uma tendência para entrar numa nova via, e que se chegou o momento de se dar um passo à frente... Esse controle universal é uma garantia para a unidade futura do Espiritismo, e anulará todas as teorias contraditórias. É nele que, no futuro, se procurará um_criterium_da_verdade.

26 Por que motivo as revelações mediúnicas no Brasil só podem ser caracterizadas com o cunho de opinião pessoal e não como expansão doutrinária? Porque existem normas criadas pelo Codificador que mostram como isso deve ser feito. Uma delas chama-se Controle Universal dos Espíritos, um mecanismo que permite avaliar se uma novidade doutrinária é verdadeira ou não. O Controle utiliza o método comparativo, onde mensagens recebidas por médiuns que se desconheçam entre si são analisadas, tendo em vista verificar se falam dos mesmos conceitos. Quando os Espíritos Superiores querem comunicar alguma nova revelação eles o fazem em vários centros sérios ao mesmo tempo. No movimento espírita brasileiro nunca foi criado esse mecanismo de aferição. É bem possível que tal fato tenha ocorrido por causa das distorções ocorridas no processo_de_sua_formação. O Controle Universal deveria ter sido instituído por um agente centralizador, que contaria com a ajuda de vários centros espíritas para colher informações do plano espiritual sobre as questões em debate. Poderia ser uma federação, por exemplo. ( J.Herculano Pires)

27 Caracteres da Revelação Espírita –Cap I, GE Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las. Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem. (Gênese, Cap. I, item 13)

28 Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. (...) (Gênese, Cap. I, item 14) Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material, o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do principio espiritual. Ora, como este último principio é uma das forças da Natureza, a reagir incessantemente sobre o principio material e reciprocamente, segue-se que o conhecimento de um não pode estar completo sem o conhecimento do outro. O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. O estudo das leis da matéria tinha que preceder o da espiritualidade, porque a matéria é que primeiro fere os sentidos. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas científicas, teria abortado, como tudo quanto surge antes do tempo. (Gênese, Cap. I, item 16)

29 (...)O Espiritismo não descobriu, nem inventou este princípio; mas, foi o primeiro a demonstrar-lhe, por provas inconcussas, a existência; estudou-o, analisou-o e tornou-lhe evidente a ação. Ao elemento material, juntou ele o elemento espiritual. Elemento material e elemento espiritual, esses os dois princípios, as duas forças vivas da Natureza. Pela união indissolúvel deles, facilmente se explica uma multidão de fatos até então inexplicáveis. O Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca forçosamente na maior parte das ciências; só podia, portanto, vir depois da elaboração delas; nasceu pela força mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo se explicar com o auxílio apenas das leis da matéria. (Gênese, Cap. I, item 16).

30 O Espiritismo experimental estudou as propriedades dos fluidos espirituais e a ação deles sobre a matéria. Demonstrou a existência do perispírito, suspeitado desde a antigüidade e designado por S. Paulo sob o nome de corpo espiritual, isto é, corpo fluídico da alma, depois da destruição do corpo tangível. Sabe-se hoje que esse invólucro é inseparável da alma, forma um dos elementos constitutivos do ser humano, é o veículo da transmissão do pensamento e, durante a vida do corpo, serve de laço entre o Espírito e a matéria. O perispírito representa importantíssimo papel no organismo e numa multidão de afecções, que se ligam à fisiologia, assim como à psicologia. (Gênese, Cap. I, item 39).

31 Simultaneidade das comunicações Espíritas Tendo sido os elementos da revelação espírita ministrados simultaneamente em muitos pontos, a homens de todas as condições sociais e de diversos graus de instrução, é claro que as observações não podiam ser feitas em toda parte com o mesmo resultado; que as conseqüências a tirar, a dedução das leis que regem esta ordem de fenômenos, em suma, a conclusão sobre que haviam de firmar-se as idéias não podiam sair senão do conjunto e da correlação dos fatos. Ora, cada centro isolado, circunscrito dentro de um círculo restrito, não vendo as mais das vezes senão uma ordem particular de fatos, não raro contraditórios na aparência, geralmente provindo de uma mesma categoria de Espíritos e, ao demais, embaraçados por influências locais e pelo espírito de partido, se achava na impossibilidade material de abranger o conjunto e, por isso mesmo, incapaz de conjugar as observações isoladas a um princípio comum. Apreciando cada qual os fatos sob o ponto de vista dos seus conhecimentos e crenças anteriores, ou da opinião especial dos Espíritos que se manifestassem, bem cedo teriam surgido tantas teorias e sistemas, quantos fossem os centros, todos incompletos por falta de elementos de comparação e exame. Numa palavra, cada qual se teria imobilizado na sua revelação parcial, julgando possuir toda a verdade, ignorando que em cem outros lugares se obtinha mais ou melhor. (Gênese, Cap. I, item 51).


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