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A Reforma Protestante 1517. A Reforma do Século XVI n Movimento restaurador. n Primariamente religiosa; dimensões políticas, econômicas e sociais. n Origem.

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1 A Reforma Protestante 1517

2 A Reforma do Século XVI n Movimento restaurador. n Primariamente religiosa; dimensões políticas, econômicas e sociais. n Origem das igrejas históricas do protestantismo. n Quatro manifestações principais: luteranismo, calvinismo, anabatismo e anglicanismo.

3 Causas da Reforma n A situação da Igreja Católica medieval. n A insatisfação política e religiosa dos povos europeus. n O nacionalismo emergente. n A ansiedade e insegurança provocadas pela espiritualidade vigente. Papa Leão X

4 Preparação para a Reforma n Os pré-reformadores: 1. João Wyclif (c ) e os lolardos. 2. João Hus (c ) e os irmãos boêmios/morávios. n A tradução das Escrituras nas línguas locais. n A obra dos humanistas. Erasmo de Roterdã

5 O Estopim da Reforma n A experiência religiosa de Lutero. n A eleição do sacro imperador romano (Alemanha). n A escolha do arcebispo de Mainz (Alberto de Brandemburgo) n A venda das indulgências. n As Noventa e Cinco Teses. Arcebispo Alberto Caixa de Coletas

6 1. A Reforma Luterana: Martinho Lutero n Nasceu em Eisleben, leste da Alemanha, filho de Hans e Margaretha Luder. n 1505 – Aos 22 anos ingressou na vida religiosa no mosteiro agostiniano de Erfurt. n 1512 – Aos 29 anos tornou-se professor da Universidade de Wittemberg.

7 Hans e Margaretha Luder – pais de Lutero

8 Wittenberg e Igreja do Castelo

9 O alvorecer da Reforma n de outubro: Convocação à comunidade acadêmica para um debate teológico sobre as indulgências entre monges dominicanos e agostinianos. n 95 Teses – a pauta apresentada para refutar a prática errônea de venda de indulgências.

10 Desenrolar da Reforma n Em debate com João Eck, Lutero defende Hus e afirma que papas e concílios podem errar. n Bula Exsurge Domine dá-lhe 60 dias para retratar-se. A Bula é queimada em praça pública. n 1520 – Escreveu: 1. À Nobreza Cristã da Nação Alemã, 2. O Cativeiro Babilônico da Igreja, 3. A Liberdade do Cristão. Catarina Van Bora

11 Desenrolar da Reforma n1n Bula de excomunhão: Decet Pontificem Romanum nLnLutero vai à Dieta de Worms: defende-se, mas, mesmo assim foi condenado. nRnRefugia-se no Castelo de Wartburg, onde começa a traduzir a Bíblia para a língua alemã.

12 Visão do Castelo de Wartburg Aposento de Lutero no Castelo de Wartburg Tradução da Bíblia para a língua Alemã

13 O Luteranismo n Idéias de Lutero difundem-se na Alemanha e na Europa graças à imprensa. n Dieta de Spira: surge o nome protestantes. n Filipe de Hesse convoca o Colóquio de Marburg. n Divergência entre luteranos e zuinglianos sobre a Ceia do Senhor. Oficina do Impressor

14 O Luteranismo n Surgem igrejas nacionais luteranas na Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia. n Na Alemanha, ocorrem guerras entre católicos e luteranos, que cessam com a Paz de Augsburgo (1555). n Princípio: cuius regio, eius religio. n Houve novas guerras na primeira metade do século XVII, até a Paz de Westfália (1648). Imperador Carlos V

15 2. A Reforma Calvinista n O segundo movimento de reforma surgiu na Suíça. n Seus primeiros líderes foram Ulrico Zuínglio (Zurique) e João Calvino (Genebra). n Esta segunda expressão histórica do protestantismo ficou conhecida como movimento reformado.

16 Ulrico Zuínglio n Nasceu em Wildhaus. n Leu o Novo Testamento traduzido por Erasmo de Roterdã. n É nomeado sacerdote da catedral de Zurique. Torna-se afamado pregador bíblico n Questiona o jejum da quaresma e o celibato clerical; abandona o sacerdócio e torna-se pastor reformado.

17 Zuínglio n Início dos debates públicos em Zurique. Os Sessenta e Sete Artigos. n Zuínglio casa-se publicamente com Ana Reinhart. n As missas são abolidas em Zurique. Passa-se a celebrar a Ceia do Senhor. n Surge o movimento anabatista.

18 Zuínglio n1n Encontra-se com Lutero e outros líderes no Colóquio de Marburg. n1n Morre na segunda batalha de Kappel. nMnMovimento reformado difunde-se na Suíça e no sul da Alemanha. nBnBullinger sucede Zuínglio na liderança da Reforma na Suíça. Henry Bullinger

19 Martinho Lutero Justus Jonas Filipe Melanchton André Osiander Estêvão Agrícola João Brentz João Ecolampádio Ulrico Zuínglio Martin Butzer Gaspar Hedio Participantes do Colóquio de Marburgo

20 João Calvino n Com a morte precoce de Zuínglio, surgiu um novo líder para o movimento reformado, João Calvino n Calvino nasceu em Noyon, no nordeste da França. Seus pais são Gérard Cauvin e Jeanne Le Franc. n Estudou humanidades e teologia em Paris.

21 João Calvino n Estudou direito em Orléans e Bourges. n Retornou a Paris e retomou seus estudos humanísticos. n Escreveu um comentário do tratado de Sêneca De Clementia. n Converteu-se, começa a sofrer perseguição e tem de fugir de Paris. n Começa a escrever a sua obra magna.

22 João Calvino n Primeira edição da Instituição da Religião Cristã ou Institutas (Basiléia). n Deseja ir para Estrasburgo; Guilherme Farel convence-o a ficar em Genebra. n Devido a conflitos com as autoridades civis, ambos são expulsos.

23 João Calvino n Calvino passou três anos felizes em Estrasburgo: n Pastoreou uma igreja de refugiados franceses. n Participou de conferências com o reformador Martin Butzer. n Lecionou na academia de João Sturm. n Casou-se com Idelette de Bure. n Escreveu diversas obras. Martin Butzer

24 João Calvino n Calvino retorna a Genebra; Escreve as Ordenanças Eclesiásticas. Enfrenta uma longa luta com os magistrados. n Torna-se cidadão de Genebra, funda a Academia e publica a última edição das Institutas. n Morre no dia 27 de maio. Calvino e os pastores de Genebra

25 Princípios calvinistas n A soberania de Deus na criação, providência e redenção. n O estudo sério e criterioso das Escrituras. n A importância da educação, para os pastores e os crentes em geral. n Governo representativo através de presbíteros e concílios.

26 3. A Reforma Anabatista n1n Grupo de jovens religiosos e humanistas reúne-se em torno de Zuínglio, em Zurique (os Irmãos Suíços). n1n Conflitos acerca do batismo infantil; primeiros batismos de adultos e primeira congregação anabatista. nTnTambém conhecidos como reformadores radicais. Menno Simons

27 Os Anabatistas n União Fraternal reúne-se em Schleitheim e aprova uma Confissão de Fé escrita por Miguel Sattler. n Começa um período de intensas perseguições em diversas partes da Europa.

28 Os Anabatistas n Extremistas criam uma teocracia em Munster e são destruídos. n Menno Simons torna-se líder dos anabatistas da Holanda. Fundador da Igreja Menonita. n Simons publica a obra Fundamento da Doutrina Cristã.

29 Princípios Anabatistas n Separação entre igreja e estado. n Batismo de adultos, por imersão. n Afastamento do mundo. n Fraternidade e igualdade. n Pacifismo: proibição de porte de armas e serviço militar. n Vida comunitária em colônias agrícolas.

30 4. A Reforma Anglicana n Ao contrário de outros países da Europa, na Inglaterra a Reforma foi introduzida pela ação direta de alguns reis. n Henrique VIII procurou a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, mas o papa recusou-se a atendê-lo. Rei Henrique VIII

31 n Um tribunal eclesiástico inglês declarou nulo o casamento do Rei. n O Ato de Supremacia colocou o rei como chefe supremo da Igreja da Inglaterra. n Eduardo VI sucedeu o pai após sua morte. n Seus conselheiros eram todos protestantes.

32 Esposas do Rei Henrique VIII

33 Rei Eduardo VI e Rainha Maria I n Adotado o Livro de Oração Comum, escrito por Thomas Cranmer, Arcebispo de Cantuária. n Cranmer escreve os Quarenta e Dois Artigos (teologia calvinista). n Eduardo morre e sua meio- irmã, Maria Tudor, sobe ao trono. n Maria I, filha de Katarina de Aragão, desfez o Ato de Supremacia e volta a Igreja da Inglaterra ao romanismo.

34 Rainha Maria I, a sanguinária n Muitos protestantes são mortos ou exilados. n Mártires mais famosos: Nicolau Ridley e Hugo Latimer. n Cranmer também é morto na fogueira. n Maria morre e é sucedida por sua meio-irmã Elizabete.

35 Rainha Elizabeth I n Elizabeth teve um longo reinado de 45 anos ( ). n Restabeleceu o Ato de Supremacia, e traz de volta os perseguidos. n O anglicanismo reúne elementos católicos (hierarquia, liturgia) e reformados (teologia). n Compõe-se da Igreja Alta (católica) e da Igreja Baixa (protestante).

36 Rainha Elizabeth I

37 A Reforma Escocesa nAnA Reforma na Escócia é parte da Reforma Calvinista. nOnO líder que mais contribuiu para implantar o calvinismo na Escócia foi João Knox (c ). nNnNo continente europeu, as igrejas calvinistas foram chamadas de igrejas reformadas; na Escócia, igrejas presbiterianas.

38 O Presbiterianismo n No século XVII, os calvinistas ingleses e escoceses realizaram a Assembléia de Westminster. n Os escoceses-irlandeses levaram o presbiterianismo e os padrões de Westminster para os Estados Unidos. n Ashbel Simonton, um descendente de escoceses, trouxe o presbiterianismo para o Brasil em meados do século XIX. John Knox

39 Princípios dos reformadores n Sola Scriptura - A suficiência da Escritura como única regra de fé e prática. n Solo Christo – A suficiência da obra de Cristo, único mediador entre Deus e o homem. n Sola Gratia - Salvação baseada única e exclusivamente na graça de Deus manifesta na cruz de Cristo. n Sola Fides – A fé como meio para alcançar a graça salvadora da obra de Cristo na cruz. n Sacerdócio universal dos fiéis. n Soli Deo Gloria – Toda a glória somente a Deus.


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