A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Seminário Movimentos Sociais no Campo Guilherme Conigiero Gabriel Nascimento Juliana Casagrande Rafaela Chaves.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Seminário Movimentos Sociais no Campo Guilherme Conigiero Gabriel Nascimento Juliana Casagrande Rafaela Chaves."— Transcrição da apresentação:

1 Seminário Movimentos Sociais no Campo Guilherme Conigiero Gabriel Nascimento Juliana Casagrande Rafaela Chaves

2 Organização do seminário Apresentação dos autores; Apresentação do tema dos estudos; Fontes principais dos estudos; Estruturas dos textos – construção dos argumentos e teses; Alinhamento teórico dos autores; Metodologia; Divergências nas perspectivas dos autores.

3 Apresentação do tema dos estudos Artigos analisados: Antônio Montenegro – Ligas Camponesas e sindicatos rurais em tempo de revolução, In: O Brasil Republicano: O tempo da experiência democrática – da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964, Livro 3, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Cliff Welch – Rivalidade e Unificação: mobilizando os trabalhadores rurais em São paulo na véspera do Golpe de Proj. História, São Paulo, (29) tomo 2, p , Tradução de Melissa Santos Fortes da versão original publicada pela Cambridge, no Journal of latin American Studies, Londres, 1995.

4 OS AUTORES

5 Antônio Torres Montenegro Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco (1974), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1983) e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1991). Pós Doutorado pela State University of New York - Stony Brook (2000). Professor Titular de História do Brasil da Universidade Federal de Pernambuco. Temas de pesquisa: História e Memória, com ênfase em História do Brasil Contemporâneo, sobretudo em Teoria e Metodologia da História, Lutas Políticas, Memória e Cultura.

6 Clifford Andrew Welch Professor adjunto de História do Brasil Contemporâneo na UNIFESP e UNESP. Professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Geografia; Líder e pesquisador do NERA - Núcleo de Estudos, Projetos e Pesquisas em Reforma Agrária. Coordenador de projetos da Catédra da Unesco em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial. Publicações na área da História Social, com ênfase na História do Brasil Contemporâneo. Temas de pesquisa: Movimentos sociais no campo, Campesinato, História Agrária, História Comparativa, História Oral e História das Relações Internacionais, Desenvolvimento territorial e Geografia agrária. Trabalhou como peão, estivador, marinheiro e carpinteiro.

7 Fontes principais dos estudos Antônio Montenegro Entrevista (João Lopes da Silva); Também dispôs de entrevistas com padre Jaime de Boyer e Jonas de Sousa, líder das Ligas, feitas por terceiros; Relato (Joseph Page); Reportagens de jornais (Antonio Callado - Diário da Manhã; Tad Szule - The New York Times; Correio da Manhã; Folha do Povo). Cliff Welch Entrevistas (Irineu Luis Moraes, Celso Ibson Syllos, Antônio Crispim Cruz, Arlindo Teixeira, Antônio Girotto); Reportagens (A Rural; Diário de Notícias; Diário da Manhã; Jornal de Ribeirão; O Estado de São Paulo, entre outros).

8 Criação da Superintendência de Política Agrária pela Lei n°11 de 11 de outubro de 1962: Art. 2º Compete à SUPRA colaborar na formulação da política agrária do país, planejar, promover, executar e fazer executar, nos termos da legislação vigente e da que vier a ser expedida, a reforma agrária e, em caráter supletivo, as medidas complementares de assistência técnica, financeira, educacional e sanitária, bem como outras de caráter administrativo que lhe venham a ser conferidas no seu regulamento e legislação subseqüente. Parágrafo único. Para o fim de promover a justa distribuição da propriedade e condicionar o seu uso ao bem estar social são delegados à SUPRA podêres especiais de desapropriação, na forma da legislação em vigor.

9 Estrutura dos textos Construção dos argumentos e teses

10 Antônio Montenegro 1) Memórias de João Lopes da Silva (fonte) – a ruptura do «pacto patriarcal»; 2) A Galiléia; 3) Relato de Joseph Page (fonte) – o encontro «casual» da comissão de trabalhadores rurais do engenho Galiléia com o deputado Francisco Julião; 4) A atribuição, feita pela imprensa, da expressão «ligas camponesas» para se referir ao movimento da Galiléia – com isso, atribuição de um caráter comunista; 5) As denúncias de Antonio Callado (fonte) – articulação, na opinião do autor, com o governo de Juscelino Kubitschek, o qual buscava apoio da opinião pública para seus projetos que visavam resolver a crise do Nordeste – com grande repercussão, as denúncias de Callado tornam-se temas centrais do debate nacional; 6) Tad Szulc (fonte) – representação de um Nordeste revolucionário e comunista – discurso articulado a outros de diversos setores da sociedade do Nordeste e de outras regiões do Brasil; 7) André Franco Montoro (Partido Democrata Cristão) – respondendo a uma reivindicação de um grupo de bispos do Nordeste, em 1962, anuncia a aprovação de diversas cartas sindicais. Obs: O autor não apresenta qualquer debate historiográfico.

11 Cliff Welch 1) Apresentação de um debate historiográfico – a influência da militância rural no golpe que derrubou Goulart; 2) Circunscrição do objeto – a negligência de estudos sobre a mobilização dos trabalhadores rurais no centro-sul; 3) Colocação de um problema – representação comum, de analistas tanto de esquerda como de direita, a respeito de uma «anarquia» no movimentos rurais que teria causado seus fracassos; 4) Oposição à sobredita representação – a Superintendência da Reforma Agrária (Supra), embora não fosse um projeto dos trabalhadores, mas do Estado, respondia a mudanças sociais; 5) Narrativa factual a partir das fontes; 6) Conclusões.

12 Alinhamento teórico Antônio Montenegro Michel Foucault; Michel de Certeau. Cliff Welch Marxismo.

13 Metodologia

14 Divergências nas perspectivas dos autores Antônio Montenegro Mostra a organização dos trabalhadores rurais como advinda de uma ruptura do «pacto patriarcal» por parte dos latifundiários empregadores (ele não busca, entretanto, os motivos de tal rompimento); Enfatiza que aquilo que posteriormente foi chamado de ligas camponesas surgiu como uma entidade de caráter associativo, sem fins políticos, e que os trabalhadores rurais, por si só, não teriam condições de organizar um movimento político de grandes proporções; a dimensão que tomou o movimento das ligas camponesas, assim como seu alinhamento político, foi devido a acaso. Cliff Welch Mostra a organização dos trabalhadores rurais no enquadramento de uma luta de classes; explora as condicionantes econômicas (substituição da produção de café por açúcar; transição do colono para o bóia-fria) que intensificaram o conflito de classes; Busca provar que os trabalhadores rurais não eram seguidores cegos de líderes politicamente motivados; apesar de os líderes mais influentes no movimento rural da Alta Mogiana serem um padre católico e um militante do PCB, eram os trabalhadores que geravam suas próprias exigências.

15 Divergências nas perspectivas dos autores (continuação) A diferença fundamental entre as duas perspectivas apresentadas está, portanto, na importância dada aos próprios trabalhadores rurais na construção dos movimentos; Enquanto Cliff Welch atribui aos trabalhadores o papel de agentes mais importantes, Antonio Montenegro atribui às lideranças partidárias e à imprensa o papel de destaque.


Carregar ppt "Seminário Movimentos Sociais no Campo Guilherme Conigiero Gabriel Nascimento Juliana Casagrande Rafaela Chaves."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google