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VINICIUS DE MORAES. Biografia do autor Marcos Vinícius de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro, em 1913. Advogado e boêmio, começou cedo nas rodas literárias.

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1 VINICIUS DE MORAES

2 Biografia do autor Marcos Vinícius de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro, em Advogado e boêmio, começou cedo nas rodas literárias e musicais. Estreou na literatura com O Caminho para a Distância, em 1933, e firmou sua carreira poética com a publicação de outras obras.

3 Política e Arte A carreira diplomática, iniciada em 1943, levou-o aos Estado Unidos, Espanha, Uruguai e França. Apesar disso, sempre manteve contato com a vida literária e cultural do Rio de Janeiro. Em favor da literatura e da música popular, abandonou o Itamaraty. Com a ascensão da "bossa nova", Vinícius se dedicou, desde o final dos anos 50, para canções populares.

4 Um gênio das linguagens Poeta, teatrólogo e cantor, Vinícius sabia conciliar as várias facetas de sua generalidade artística. Em 1968, com o violonista, Toquinho, iniciou uma parceria que duraria anos, cantando sua poesia em várias cidades e países, o que o tornou um dos poetas mais populares e queridos do país. Morreu em julho de 1980, no Rio.

5 Nova Antologia Poética Nova Antologia Poética, de Vinícius de Moraes, é uma obra que reúne 112 poemas deste autor, reorganizados pelos poetas Antônio Cícero e Eucanaã Ferraz. Poucos poetas brasileiros aliaram grande refinamento estético a uma enorme popularidade como Vinicius de Moraes. Seus versos marcaram a literatura brasileira ao longo de mais de cinqüenta anos, e alguns deles são conhecidos até mesmo por pessoas pouco habituadas à leitura de poesia.

6 O livro A Nova antologia poética lança um olhar renovado sobre a produção de um dos poetas que mais influenciaram a cultura brasileira do século XX, tanto na literatura quanto na música popular. A poesia de Vinicius de Moraes ( ), conforme ele mesmo afirma no prefácio de sua Antologia poética, divide-se em duas fases que traduzem posturas diferentes frente à vida e à criação lírica:

7 Primeira fase Correspondendo à sua formação religiosa, os dois primeiros livros inserem-se numa linha que poderia ser designada como neo-simbolista. Intensas conotações místicas, desejo de transcendência, busca do mistério e um confronto entre as solicitações da alma e as do corpo impregnam estes textos de um fervor espiritual nebuloso e rebuscado. Na primeira estrofe do poema Ânsia, percebe-se este clima de "perdição" representado pelo amor físico:

8 Na treva que se fez em torno a mim Eu vi a carne. Eu senti a carne que me afogava o peito E me trazia à boca o beijo maldito. Eu gritei. De horror eu gritei que a perdição me possuía a alma (...) Por outro lado, a linguagem solene, excessiva, centrada em versos longos (que remetem aos versículos da Bíblia) e no uso de adjetivação farta e de longas enumerações confere aos poemas um caráter retórico.

9 O dia da criação Macho e fêmea os criou. Gênese, 1, 27 Hoje é sábado, amanhã é domingo A vida vem em ondas, como o mar Os bondes andam em cima dos trilhos E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar. Hoje é sábado, amanhã é domingo Não há nada como o tempo para passar Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal. (...) Impossível fugir a essa dura realidade Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios (...) Porque hoje é sábado. Neste momento (...) Há uma mulher que apanha e cala Porque hoje é sábado (...) Há criancinhas que não comem Porque hoje é sábad Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação. De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado. Na verdade, o homem não era necessário Nem tu, mulher, (...) Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias (...) Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo (...) Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo E para não ficar com as vastas mãos abanando Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança Possivelmente, isto é, muito provavelmente Porque era sábado.

10 Segunda Fase A partir de 1943, com Cinco elegias, a poesia de Vinícius começa a mudar. Nela - segundo o próprio autor – "estão nitidamente marcados os movimentos de aproximação do mundo material, com a difícil mas consciente repulsa ao idealismo dos primeiros anos". Esta vinculação à realidade mais imediata dá-se esquematicamente em três planos: - o canto do amor concreto e a exaltação da mulher; - a valorização do cotidiano e a abertura para o social; - a utilização da linguagem coloquial.

11 Soneto da Fidelidade De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angustia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que e chama Mas que seja infinito enquanto dure.


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