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Os antecedentes Os anos vinte presos ao academicismo e às influências francesas da belle époque; Informações fragmentadas sobre as vanguardas necessidade.

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2 Os antecedentes Os anos vinte

3 presos ao academicismo e às influências francesas da belle époque; Informações fragmentadas sobre as vanguardas necessidade de atualização das artes a busca de identidade nacional retorno às raízes culturais do país. anseios desencadeados pela Primeira Guerra e pela proximidade dos festejos do primeiro centenário da Independência. Anseios Modernistas

4 Eventos que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro – Retorno de Oswald de Andrade da Europa e o início da divulgação do Futurismo de Filippo Tommaso de Marinetti. –Até hoje a literatura tem exaltado a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono. Queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, a velocidade, o salto-mortal, a bofetada e o murro (F.T.M) – lançamos ao mundo este manifesto de violência arrebatadora e incendiária com o qual fundamos nosso futurismo, porque queremos libertar este país de sua fétida gangrena de professores, arqueólogos, cicerones e antiquários. (F.T.M)

5 Eventos que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro A irreverência e a ironia demolidora de Oswald fazem eco a Marinetti: haveremos de andar sempre 50 anos atrás dos outros povos? (O.A) Antes já haviam se manifestado na fundação, com Emílio de Menezes, do jornal O Pirralho. Nesse semanário encontramos também as paródias de Juó Bananére, que influenciarão os poemas paródia de Oswald de Andrade.

6 Uma das paródias que Bananére fez de Bilac Soneto XIII De Via Láctea Olavo Bilac Uvi Strella Juó Bananere Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E vos direi, no entanto Que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via lactea, como um palio aberto, Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estao contigo?" E eu vos direi: "Amai para entende-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender as estrelas." Che scuitá strella, né meia strella! Você stá maluco! e io ti diró intanto, Chi p'ra iscuitalas montas veiz livanto, i vô dá una spiada na gianella. I passo as notte acunversáno c'oella, Inguanto cha as otra lá d'un canto Stó mi spiano. I o sol como um briglianto Nasce. Ogliu p'ru çeu: Cadê strella?! Direis intó: Ó migno inlustre amigo! O chi é chi as strellas ti dizia Quano illas viéro acunversá contigo? E io ti diró: Studi p'ra intendela, Pois só chi giá studô Astrolomia, É capaiz de intendê istas strella.

7 Eventos e exposições que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro – A exposição de Lasar Segall sinaliza contatos com as vanguardas alemãs. Paisagem brasileira Mário Fim e Começo

8 Eventos e exposições que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro O jornal O Estado de São Paulo publica vários artigos sobre o Futurismo A primeira exposição de Anita Malfatti evidencia o abandono da pintura acadêmica. Meu irmão Alexandre, 1914

9 Eventos que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro Fundação da Revista Orpheu,organizada ao mesmo tempo no Rio por Ronald de Carvalho e Luís de Montalvôr.

10 Eventos e exposições que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro Ano fundamental no desencadeamento do Movimento modernista Publicados livros de estréia de vários autores que participarão da Semana de Arte Moderna. Mário de Andrade – Há uma gota de sangue em cada poema. Manuel Bandeira – Cinza das Horas Menotti del Picchia – Moisés e Juca Mulato Guilherme de Almeida – Nós Cassiano Ricardo – A frauta de Pã Murilo Araújo - Carrilhões

11 Poemas Mário de Andrade Manuel Bandeira Assim como há resquício de barro Nas estradas asfaltadas E ruínas pelo impacto das guerras e catástrofes Há em cada poema uma lágrima; Assim como ecoa aplausos e vaias Da grande semana! Onde sobra Pedaços mastigados na antropofagia Mário não desperdiçaria uma idéia Sem que esfacelasse fontes, rituais e oferendas. Há uma gota de suor em cada letra E em cada verso um gozo de dor Por que sempre a dor do poeta? Simples… É exatamente aí que sucumbi As mágoas de exprimir pelo dom; E despedir a força vital paulatinamente… Mas há de deixar cada poeta, em cada página seca A ata boêmia, ideia difusa e sua vida latente! DESENCANTO Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca, Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. - Eu faço versos como quem morre.

12 Poemas Menotti del Picchia Guilherme de Almeida E, na noite estival, arrepiadas, as plantas tinham na negra fronde, umas roucas gargantas bradando, sob o luar opalino, de chofre: "Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre... Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida... Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito é o mesmo que cravar uma faca no peito. Esta vida é um punhal com dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais"! Nessa tua janela, solitário, entre as grades douradas da gaiola, teu amigo de exílio, teu canário canta, e eu sei que esse canto te consola. E, lá na rua, o povo tumultuário ouvindo o canto que daqui se evola crê que é o nosso romance extraordinário que naquela canção se desenrola. Mas, cedo ou tarde, encontrarás, um dia, calado e frio, na gaiola fria, o teu canário que cantava tanto. E eu chorarei. Teu pobre confidente ensinou-me a chorar tão docemente, que todo mundo pensará que eu canto.

13 Poemas Cassiano Ricardo Murilo Araújo O pássaro fugiu, ficaram-me as penas da sua asa, nas mãos encantadas. Mas, que é a vida, afinal? Um vôo, apenas. Uma lembrança e outros pequenos nadas. Passou o vento mau, entre açucenas, deixou-me só corolas arrancadas... Despedem-se de mim glorias terrenas. Fica-me aos pés a poeira das estradas. A água correu veloz, fica-me a espuma. Só o tempo não me deixa coisa alguma até que da própria alma me despoje! Desfolhados os últimos segredos, quero agarrar a vida, que me foge, vão-se-me as horas pelos vãos dos dedos. SINOS DE BRONZE! o vosso timbre escuto dobrando em luto - dobrando e soluçando quando tange. A angústia negra o coração me morde: O vosso acorde - a Morte vem zoá-lo como um alfanje? Eu vos escuto como um choro fundo, quando aprofundo o nada... a vida - e o ser se me confrange. Sinos de bronze! a vossa voz tão longa, na noite se prolonga como um gemido ao longe... E plange, plange!

14 Eventos e exposições que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro Ano fundamental no desencadeamento do Movimento modernista Villa Lobos – compõe Amazonas, sob a influência de Igor Stravinsky. Donga – compõe Pelo Telefone

15 Eventos que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro Exposição com 53 telas de Anita Malfatti: o estopim do Movimento Modernista O homem amarelo A estudante O japonês

16 Eventos e exposições que marcam o período antecedente ao Modernismo Brasileiro. A crítica de Monteiro Lobato – Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. [...] – A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro.

17 Entre 1917 e 1922 Exposição de Di Cavalcanti Escultura de Vitor Brecheret Artigo Mestres do Passado, de Mário de Andrade A publicação de Carnaval, de Manuel Bandeira

18 Poemas de Carnaval Os sapos Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: -Meu pai foi à guerra! -Não foi!-Foi!-Não foi!. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: - Meu cancioneiro É bem martelado. Longe dessa grita, Lá onde mais densa A noite infinita Verte a sombra imensa; Lá, fugido ao mundo, Sem glória, sem fé, No perau profundo E solitário, é Que soluças tu, Transido de frio, Sapo-cururu Da beira do rio... (1918) Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinqüenta anos Que lhes déia norma: Reduzi sem danos As formas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas... Urra o sapo-boi: - Meu pai foi rei- Foi! - Não foi!- Foi! – Não foi!. Brada em um assomo O sapo-tanoeiro: - A grande arte é como Lavor de joalheiro. Ou bem de estatuário. Tudo quanto é belo, Tudo quanto é vário, Canta no martelo. Outros, sapos-pipas (um mal em si cabe), falam pelas tripas: - Sei! – Não sabe! – Sabe!.

19 A semana 1922

20

21 Cartazes da Semana

22 Pintura 1.A onda 2.A ventania 3.Mulher de cabelos verdes 4.O homem de sete cores (Fauno) MALFATTIMALFATTI ANNITAANNITA

23 Di Cavalcanti

24 O "gran finale" surge na forma de um recital de música comandado pelo maestro Ernani Braga. Executa solos de piano das Danças Africanas de Villa Lobos: I Farrapós II Kankukus III Kankikis Mais uma vez Villa Lobos


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