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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Prof. Natália Modernismo 1 a Geração.

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Apresentação em tema: "Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Prof. Natália Modernismo 1 a Geração."— Transcrição da apresentação:

1 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Prof. Natália Modernismo 1 a Geração

2 6/4/20142 Modernismo 1ª Geração SAM 13, 15 e 17 de Fevereiro

3 A boba, Anita Malfatti (Exposição em 1917) 6/4/20143

4 Assim criticou Monteiro Lobato a exposição de Anita Malfatti, com o artigo intitulado Paranoia ou Mistificação?: (...) quando as sensações do mundo externo transformaram- se em impressões cerebrais, nós sentimos; para que sintamos de maneira diversa, cúbica ou futurista, é forçoso ou que a harmonia do universo sofra completa alteração, ou que o nosso cérebro esteja em pane por virtude de alguma grave lesão. Enquanto a percepção sensorial se fizer normalmente no homem, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá sentir senão um gato, e é falsa a interpretação que do bichano fizer um totó, um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes. 6/4/20144

5 Características Versos livres e brancos;Versos livres e brancos; incorporação da fala coloquial e até de manifestações linguísticas consideradas incultas;incorporação da fala coloquial e até de manifestações linguísticas consideradas incultas; ausência de pontuação, infringindo a gramática normativa;ausência de pontuação, infringindo a gramática normativa; simultaneidade de cenas, num procedimento semelhante ao da pintura cubista;simultaneidade de cenas, num procedimento semelhante ao da pintura cubista; enumeração caótica de ideias, formando verdadeiras colagens.enumeração caótica de ideias, formando verdadeiras colagens. 6/4/20145

6 Volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro;Volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro; Paródias - tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras;Paródias - tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras; A postura nacionalista apresenta-se em duas vertentes:A postura nacionalista apresenta-se em duas vertentes: - Nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade, identificado politicamente com as esquerdas. - Nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes de extrema direita. 6/4/20146

7 Movimentos modernistas MOVIMENTO PAU BRASIL( ) - Valorização da cultura nacional; - Valorização da cultura nacional; - Poesia primitivista crítica do passado histórico; - Poesia primitivista crítica do passado histórico; - Aceitação dos contrastes brasileiros como formadores de nossa cultura. - Aceitação dos contrastes brasileiros como formadores de nossa cultura. MOVIMENTO VERDE AMARELO OU ESCOLA DA ANTA ( ) - Nacionalismo puro, primitivo, sem qualquer tipo de influência; - Nacionalismo puro, primitivo, sem qualquer tipo de influência; - Movimento de reação contrária ao Pau Brasil. - Movimento de reação contrária ao Pau Brasil. 6/4/20147

8 MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO - Devoração simbólica da cultura do colonizador europeu, sem com isso perder nossa identidade cultural; - Devoração simbólica da cultura do colonizador europeu, sem com isso perder nossa identidade cultural; - Origem a partir de uma tela feita por Tarsila do Amaral, em janeiro de 1928, batizada de Abaporu (aba= homem e poru = que come). - Origem a partir de uma tela feita por Tarsila do Amaral, em janeiro de 1928, batizada de Abaporu (aba= homem e poru = que come). 6/4/20148

9 Principais articuladores Na Literatura: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Graça Aranha, Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida e Sergio Millet, Monteiro Lobato.Na Literatura: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Graça Aranha, Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida e Sergio Millet, Monteiro Lobato. Nas Artes: Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti, Lasar Segall, Tarsilla do Amaral e Ismael Nery Nas Artes: Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti, Lasar Segall, Tarsilla do Amaral e Ismael Nery 6/4/20149

10 10 Os Sapos (Manuel Bandeira) Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: - "Meu pai foi à guerra!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: - "Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinqüenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A fôrmas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas..." Urra o sapo-boi: - "Meu pai foi rei!"- "Foi!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

11 6/4/ Brada em um assomo O sapo-tanoeiro: - A grande arte é como Lavor de joalheiro. Ou bem de estatuário. Tudo quanto é belo, Tudo quanto é vário, Canta no martelo". Outros, sapos-pipas (Um mal em si cabe), Falam pelas tripas, - "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!". Longe dessa grita, Lá onde mais densa A noite infinita Veste a sombra imensa; Lá, fugido ao mundo, Sem glória, sem fé, No perau profundo E solitário, é Que soluças tu, Transido de frio, Sapo-cururu Da beira do rio...

12 6/4/ O cortejo (Mário de Andrade) Monotonias das minhas retinas... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... Todos os sempres das minhas visões! "Bom giorno, caro." Horríveis as cidades! Vaidades e mais vaidades... Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria! Oh! Os tumultuários das ausências! Paulicéia - a grande boca de mil dentes; e os jorros dentre a língua trissulca de pus e de mais pus de distinção... Giram homens fracos, baixos, magros... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... Estes homens de São Paulo, Todos iguais e desiguais, Quando vivem dentro dos meus olhos tão ricos, Parecem-me uns macacos, uns macacos.

13 6/4/ Canto de regresso à pátria (Oswald de Andrade) Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo.

14 6/4/ Amor Humor. (Oswald de Andrade)

15 6/4/ Namorados (Manuel Bandeira) O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: Antônia, ainda não me acostumei com o seu [corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. Você não sabe quando a gente é criança e de [repente vê uma lagarta listrada? A moça se lembrava: A gente fica olhando… A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz prosseguiu com muita doçura: Antônia, você parece uma lagarta listrada. A moça arregalou os olhos, fez exclamações. O rapaz concluiu: Antônia, você é engraçada! Você parece louca

16 6/4/ Macunaíma (Mário de Andrade) O herói teve medo e desembestou numa chispada mãe parque a dentro. O cachorro correu atrás. Correram correram. Passaram lá rente à Ponta do Calabouço, tomaram rumo de Guajará Mirim e voltaram pra leste. Em Itamaracá Macunaíma passou um pouco folgado e teve tempo de comer uma dúzia de manga-jasmim que nasceu do corpo de dona Sancha, dizem. Rumaram prá sudoeste e nas alturas de Barbacena o fugitivo avistou uma vaca no alto duma ladeira calçada com pedras pontudas. Lembrou de tomar leite. Subiu esperto pela capistrana pra não cansar porém a vaca de raça Guzerá muito brava.Escondeu o leitinho pobre. Mas Macunaíma fez uma oração assim: Valei-me Nossa Senhora, Santo Antônio de Nazaré, A vaca mansa dá leite, A braba dá si quisé! A vaca achou graça, deu leite e o herói chispou pro sul. Atravessando o Paraná, já de volta dos pampas bem que ele queria trepar numa daquelas árvores porém os latidos estavam na cola dele e o herói isso vinha que vinha acochado pelo jaguará.

17 6/4/ O "adeus" de Teresa (Castro Alves) A vez primeira que eu fitei Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus E amamos juntos E depois na sala "Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala E ela, corando, murmurou-me: "adeus." Uma noite entreabriu-se um reposteiro... E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus Era eu Era a pálida Teresa! "Adeus" lhe disse conservando-a presa E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!" Passaram tempos sec'los de delírio Prazeres divinais gozos do Empíreo... Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!... " Ela, chorando mais que uma criança, Ela em soluços murmurou-me: "adeus!" Quando voltei era o palácio em festa! E a voz d'Ela e de um homem lá na orquesta Preenchiam de amor o azul dos céus. Entrei! Ela me olhou branca surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa! E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"

18 6/4/ Teresa (Manuel Bandeira) A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse) Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.


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