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Prof Silvia Cavalcanti. O primeiro relato de uma infecção viral: hieróglifo de Memphis (3700 AC) com sinais típicos de poliomielite paralítica O Faraó

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Apresentação em tema: "Prof Silvia Cavalcanti. O primeiro relato de uma infecção viral: hieróglifo de Memphis (3700 AC) com sinais típicos de poliomielite paralítica O Faraó"— Transcrição da apresentação:

1 Prof Silvia Cavalcanti

2 O primeiro relato de uma infecção viral: hieróglifo de Memphis (3700 AC) com sinais típicos de poliomielite paralítica O Faraó Ramses V, que morreu em 1196 AC, parece ter contraído varíola: lesões pustulares na face da múmia.

3 Postulados de Koch: Organismo deve ser regularmente encontrado nas lesões da doença Organismo deve ser isolado em cultura pura Inoculação de tal cultura pura de organismos em um hospedeiro deve iniciar a doença O organismo deve ser recuperado das lesões do hospedeiro

4 1876 – Adolf Meyer: Mostra que a doença do Mosaico do tabaco é contagiosa Iwanowski: Doença do Mosaico do Tabaco é causada por um agente não filtrável – Esporos?? Toxinas?? Martinus Beijerinck: Fluidum vivum contagiosum: material filtrado continha um veneno ou um agente desconhecido tão pequeno que era capaz de atravessar os poros de um filtro que retinha bactéria.

5 1898 (Loeffler & Frosch): fluido contagioso da febre aftosa 1901 (Walter Reed): fluido contagioso da febre amarela 1917 (Felix dHerelle): Bacteriófagos 1930: Invenção do Microscópio eletrônico

6 1953: Stanley et al. cristalizou o vírus do mosaico do tabaco Evidência de estrutura e composição química VÍRUS = GENOMA + PROTEÍNA : Necessidade de classificação e nomenclatura universal upload.wikimedia.org

7 Vírus: pequenos parasitas intracelulares obrigatórios que utilizam o aparato enzimático da célula hospedeira para síntese de seus componentes e sua perpetuação na natureza.

8 Os vírus possuem maior diversidade biológica do que bactérias, plantas e animais. (E o viroplancton ???) Vírus do mosaico do tabaco Fagos T4 infectando E. coli Mimivírus Acanthamoeba polyphaga Vírus Influenza

9

10 m cm m mm m µm m nm m Ǻ m Pequenos (20 a 250 nm de diâmetro)

11 Estrutura básica dos vírus: Genoma Capsídeo Nucleocapsídeo Ácido nucléico DNA ou RNA Proteína Haplóides Diplóides Retrovírus Todos os vírus com exceção dos Retrovírus

12 - Composto de capsômeros (subunidades protéicas) - Várias subunidades de uma mesma proteína ou subunidades de diferentes tipos de proteína Jäälinoja H T et al. PNAS 2008;105:

13 Estrutura rígida que confere proteção ao genoma viral Ex: nucleases, U.V, calor Interação de vírus não envelopados com as células Determinantes antigênicos Adenovírus

14 Simetria icosaédrica: Simetria helicoidal: Simetria complexa:

15 1. Simetria icosaédrica Adenovirus humano visto por ME 20 triângulos equiláteros e 12 vértices Mínimo de energia e menor área externa com maior área interna Agregação espontânea dos capsômeros

16 2. Simetria helicoidal Subunidades proteicas interagem com o ácido nucleico para formar uma espiral

17 Estrutura regular, mas não apresenta uma simetria definida 3. Simetria complexa Bacteriófago Poxvírus Retrovírus Ex: HIV

18 Ex: Rotavírus Papilomavírus Parvovírus Adenovírus Ex: Herpesvírus Ortomixovírus Flavivírus Fonte: Vírus não envelopado Vírus envelopado ENVELOPE: Bicamada lipídica externa ao capsídeo originária de membranas celulares

19 - Adquirido a partir de membranas celulares - Contém glicoproteínas virais infectividade viral - Não conferem proteção extra facilmente destruídos Aquisição do envelope Glicoproteínas do HIV: gp120 gp 41

20 Principais funções do envoltório lipídico: a)Ligação aos receptores celulares; b)Penetração do vírus na célula c)Determinantes antigênicos Herpesvírus Adsorção HIV: fusão do envelope com a membrana celular

21 Estrutura protéica amorfa presente entre o capsídeo e o envelope. Herpesvírus Microscopia eletrônica: Herpesvírus

22 GENOMAS VIRAIS DNA RNA Cadeia Simples Cadeia Dupla Circular + ou - Segmentado Cadeia dupla segmentado

23 Inicialmente: vírus eram classificados de acordo com o quadro clínico 1966/atual – International Comittee on Taxonomy of Viruses (ICTV)ORDEM _ virales _ viralesMononegaviralesFAMÍLIA _ viridae _ viridaeParamyxoviridae SUB-FAMÍLIA _ virinae Paramyxovirinae GÊNERO _ virus Morbilivirus ESPÉCIE vírus do Sarampo

24 Características utilizadas para classificação pelo ICTV Classificação viral Ácido NucléicoDNA ou RNA Fita-simples ou fita dupla Não segmentado ou segmentado Linear ou circular RNA polaridade positiva ou negativa Genoma diplóide ou haplóide Simetria do capsídeo Estrutura viralEnvelopado ou não envelopado Número de capsômeros Estratégia de replicação Sequência nucleotídica

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27 VIRUS DNA PARVOVIRIDAE PAPILLOMAVIRIDAE ADENOVIRIDAE HERPESVIRIDAE HEPADNAVIRIDAE POXVIRIDAE

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29 VÍRUS RNA PICORNAVIRIDAE TOGAVIRIDAE FLAVIVIRIDAE REOVIRIDAE BUNYAVIRIDAE RHABDOVIRIDAE ARENAVIRIDAE RETROVIRIDAE ORTHOMYXOVIRIDAE PARAMYXOVIRIDAE CORONAVIRIDAE

30 Grupos de vírus de acordo com critérios epidemiológicos Hepatites virais: Vírus das hepatites A-E Hepatites virais: Vírus das hepatites A-E Vírus respiratórios: Influenza, rinovírus, RSV, Parainfluenza, Coronavírus, Adenovírus Vírus respiratórios: Influenza, rinovírus, RSV, Parainfluenza, Coronavírus, Adenovírus Arbovírus: Flavivírus, Togavírus, Arenavírus, Buniavírus Arbovírus: Flavivírus, Togavírus, Arenavírus, Buniavírus Vírus de transmissão sexual: HBV, HIV, CMV, HPV Vírus de transmissão sexual: HBV, HIV, CMV, HPV Gastroenterites virais: Astrovirus, Calicivirus, Rotavirus, Coronavírus, Norovírus, Adenovírus Gastroenterites virais: Astrovirus, Calicivirus, Rotavirus, Coronavírus, Norovírus, Adenovírus

31 Os Vírus Inventaram o DNA? por Patrick Forterre Desde que foram descobertos, os vírus permanecem excluídos da árvore da evolução. Atualmente, inúmeros biólogos discutem esse fato e dão a essas estruturas uma função estratégica nas alterações sofridas por células ancestrais.

32 Origem e evolu ç ão viral Sempre se acreditou que os v í rus, por serem parasitas intracelulares obrigat ó rios, deveriam ter se originado posteriormente à s formas de vida procariotas e eucariotas. Atualmente, crê-se que tenham surgido ap ó s os procariotos mas anteriormente aos eucariotos: Um v í rus contendo genoma DNA teria infectado bact é rias, permanecendo, em seu interior, em compartimento isolado (origem do n ú cleo), com seu genoma DNA bem mais est á vel que os genomas procariotos ancestrais (provavelmente RNA inst á veis)

33 Mimiv í rus, o Maior de Todos os V í rus por Didier Raoult Qual o papel dos v í rus na á rvore da vida? Com a descoberta do maior deles, o Mimiv í rus, sabe-se agora que eles formam um ramo separado das outras três formas de vida, cuja origem remonta a 4 bilhões de anos.

34 Peculiaridades do Mimiv í rus Infectam amebas São grandes como bact é rias Possuem genes que codificam enzimas para s í ntese de nucleot í deos e amino á cidos que Ricktesias não têm !!! Assim, NÃO dependem do genoma e metabolismo hospedeiro para s í ntese de precursores. Entretanto, não carreiam genes para prote í nas ribossomais sendo dependentes das do hospedeiro para tradu ç ão prot é ica. É uma forma distinta de vida? Novo dom í nio junto com Eukarya, Archaea e Bacteria ?Eukarya ArchaeaBacteria

35 Peculiaridades do Mimiv í rus Tem a capacidade de repara ç ão do seu pr ó prio genoma, sendo que todas estas propriedades nunca foram vistas em outros v í rus. No mimivirus, 90% dos genes são utiliz á veis, apenas 10% é Homeobox (Arquivo/Passado ou "Entulho Gen é tico"), ao contr á rio da maioria dos organismos. NÃO EXIBEM caracter í sticas impl í citas no conceito de VIDA: homeostase, resposta a est í mulos, crescimento ou divisão celular.


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