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DESARMAMENTO: UMA QUESTÃO DE VIDA. VÍDEO 1 - Vítimas DESARMAMENTO: UMA QUESTÃO DE VIDA.

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1 DESARMAMENTO: UMA QUESTÃO DE VIDA

2 VÍDEO 1 - Vítimas DESARMAMENTO: UMA QUESTÃO DE VIDA

3 Arma de fogo = o vetor da violência A arma de fogo não é a causa da violência. Mas ela é seu vetor. Ela torna a violência cada vez mais letal. No Brasil, do total de mortes por causas externas (todas menos as naturais), 30% acontecem por armas de fogo [1]. Arma de fogo mata mais brasileiros do que acidente de trânsito (que soma 26%) [2] ! O Problema das armas de fogo no Brasil [1] SUS / ISER 2002 [2] SUS / ISER 2002

4 O Brasil é o país onde mais se mata com arma de fogo em todo o mundo [1]. São mais de mortos todos os anos! A cada 15 minutos um brasileiro morre vítima de arma de fogo [2]. Segundo a AACD – Associação de Assistência à Criança com Deficiência, 40.8% dos pacientes com lesão medular que procuram seus centros de reabilitação foram vítimas de armas de fogo. Esses pacientes se tornaram tetraplégicos ou paraplégicos. Mais de 83% dos pacientes avaliados pela AACD eram homens. No grupo de pacientes de 12 a 18 anos, as lesões medulares por armas representam 61% dos casos. O Problema das armas de fogo no Brasil [1] Fonte: United Nations International Study on Firearm Regulation. United Nations, New York, 1998 [2] Fonte: DATASUS, 2002 [3] Fonte: Small Arms Survey, 2004 – Análise ISDP. [4 ] ISER-Small Arms Survey, 2005.

5 O Brasil responde, aproximadamente, por 3% da população mundial, mas ao mesmo tempo responde por 8% das mortes por arma de fogo no mundo [3]. Estima-se que o número total de armas em circulação no Brasil seja de 17,5 milhões. Apenas 10% dessas armas pertencem ao Estado (forças armadas e polícias), o resto, ou seja, 90%, estão em mãos civis. Está na hora deste país se desarmar! [4]. O Problema das armas de fogo no Brasil [3] Fonte: Small Arms Survey, 2004 – Análise ISDP. [4 ] ISER-Small Arms Survey, 2005.

6 Jovens, as maiores vítimas das armas de fogo no Brasil Se considerarmos todas as mortes (naturais ou por causas externas) dos jovens brasileiros (15 a 24 anos), 38,8% acontecem por armas de fogo! Acidentes de trânsito somam 16% [1]. A taxa de mortes por arma de fogo no Brasil é de 21,8 por 100 mil habitantes. Já entre homens de 20 a 29 anos esta taxa é 5 vezes maior: 103,1 por 100 mil habitantes [2]. [1] SUS / ISER 2002 [2] ISER, Brasil: as armas e as vítimas, 2005

7 O Estatuto do Desarmamento Nova lei sancionada em dezembro de Proibiu o porte de armas. Aumentou a idade mínima (25 anos) e impôs regras para a compra. Previu a Campanha de Entrega Voluntária de Armas. Determinou que seja feito um Referendo popular em outubro de Estes pontos tiveram mais destaque porque causam um impacto direto na vida da população. No entanto, o Estatuto do Desarmamento é muito mais do que isso!

8 O Estatuto do Desarmamento É um conjunto de medidas que visa reduzir o número de armas em circulação no país. Aumenta o controle sobre a produção e venda de armas não só para civis, mas também para órgãos públicos e empresas de segurança privada. Centraliza a emissão do registro de armas na Polícia Federal (SINARM). Integra o banco de dados do Exército e da Polícia Federal (SIGMA e SINARM). Prevê a impressão digital da arma e a marcação da munição. Cria o crime de tráfico ilegal de armas.

9 O que ouvimos por aí contra o desarmamento? Além do desconhecimento da lei, outros mitos fazem as pessoas não apoiarem o desarmamento. MITOS Estão desarmando os cidadãos de bem e os bandidos estão cada vez mais armados. Todo cidadão tem o direito à legítima defesa da sua família, da sua casa e propriedade. A proibição da venda vai favorecer o crescimento do comércio ilegal de armas, ampliando outra área de contravenção e geração de violência. De que adianta o desarmamento se as armas usadas em crimes são contrabandeadas? Continua...

10 O que ouvimos por aí contra o desarmamento? MITOS A proibição da venda de armas vai gerar desemprego e fazer com que o o Brasil arrecade menos impostos. Todas as ditaduras, para se estabelecerem, desarmaram os cidadãos civis. O desarmamento não é a solução, a questão é social. O governo não garante a segurança pública e o cidadão precisa suprir esta lacuna. (cont.)

11 Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil? Cidadão de bem X bandido? É um mito pensar que quem mata no Brasil é bandido. O limiar entre quem é do bem e quem é do mal é muito tênue. Independentemente de quem as compra e para que fins, as armas foram feitas para matar e matam muito no Brasil, gerando uma instabilidade e insegurança muito forte. Para se ter uma idéia, no estado de São Paulo, as vítimas de latrocínio – matar para roubar – correspondem a menos de 5% das vítimas de todos os homicídios [1]. [1] Secretaria de Segurança Pública, 2004 Continua...

12 (cont.) Pessoas perdem e tiram a vida umas das outras em situações banais: brigas de trânsito, em bares ou ainda dentro de suas próprias casas. Em São Paulo, segundo a Divisão de Homicídios da Policia Civil [1], o primeiro motivo para homicídios é vingança entre pessoas que se conhecem e que não possuem nenhum vínculo com o tráfico de drogas ou outras atividades criminosas. Um em cada três baleados que são hospitalizados receberam disparo não- intencional[2]. Em 46% dos casos de homicídio registrados na Zona Sul de São Paulo, vítima e autor mantinham uma relação prévia (parentesco, vizinhança, amizade...)[3]. Qualquer um pode perder a cabeça e, com arma ao alcance da mão, se transformar num assassino! [1] DHPP-SP, 2004 [2] Mingardi, Guaracy. A violência na Zona Sul de São Paulo, NEV/USP, São Paulo, 1996 [3] SUS-ISER, 2004 Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil?

13 Arma não é proteção para ninguém. É um mito achar que com uma arma você estará mais protegido. Na verdade, o bandido tem sempre a iniciativa, o elemento surpresa. Usar armas em legítima defesa só dá certo no cinema. Segundo o FBI, em 2001 para cada sucesso no uso defensivo de arma de fogo em homicídio justificável, houve 185 mortes com arma de fogo em homicídios, suicídios ou acidentes. Além disso, poucas pessoas têm habilidade para lidar com uma arma de fogo. Uma pessoa com arma em casa tem 57% mais chance de ser assassinada num assalto do que quem está desarmado [1]. Nas capitais brasileiras, 44% dos homicídios de mulheres são cometidos com arma de fogo [2]. Dois terços dos casos de violência contra a mulher têm como autor o próprio marido ou companheiro [2]. [1] Também morre quem atira, fundação SEADE, Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, 2001 [2] Datasus, 2002 e Datasenado, 2005

14 Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil? As armas causam acidentes fatais. Todos os dias alguém morre vítima de acidente com arma de fogo [1]. Nestes casos, as crianças são as maiores vítimas! No Brasil, duas crianças (entre 0 e 14 anos) são feridas por tiros acidentais todos os dias.[2] As armas podem ser roubadas. Involuntariamente, a pessoa que compra uma arma na loja acaba abastecendo o crime quando a sua arma é roubada num assalto, perdida ou revendida a terceiros. Só no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre 1993 e 2000, foram roubadas, furtadas ou perdidas armas ( por ano). Ou seja: bandidos não compram armas em lojas, mas são as armas compradas em lojas que vão parar nas mãos dos criminosos. [3] [1] DATASUS, 2002 [2] DATASUS, [3] Secretaria de Segurança Pública, 2000.

15 Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil? Concluindo: As armas que as pessoas compram... Não as defendem. Podem matar alguém, dentro e fora de casa, ou ainda provocar um acidente. Podem ser roubadas.

16 VÍDEO 2 - Mulheres DESARMAMENTO: UMA QUESTÃO DE VIDA

17 As armas que estão matando de fato são curtas, de calibre permitido e fabricadas no Brasil. É um mito achar que as armas que nos ameaçam são armas de cano longo, estrangeiras, contrabandeadas. 80% das armas usadas em crimes são armas curtas (pistolas: 15% e revólveres: 65%) [1]. 76% destas armas são brasileiras e 63% da marca Taurus-Rossi [2]. As armas estrangeiras e de cano longo são usadas nos enfrentamentos entre quadrilhas, criminosos e a polícia. O que nos ameaça nos assaltos e em situações banais são pistolas e revólveres, na maioria produzidas no Brasil. [1] SUS / ISER / SSP-RJ – Pesquisa feita com armas de fogo acauteladas no Rio de Janeiro entre 1951 e [2] SUS / ISER / SSP-RJ – Pesquisa feita com armas de fogo acauteladas no Rio de Janeiro entre 1951 e Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil?

18 Apostamos no desarmamento porque, diferentemente das drogas, as armas sempre começam legais, nas fábricas, e passam a ser ilegais no meio do processo. Isto quer dizer que precisamos controlar a produção e comércio dessas armas enquanto elas ainda são legais. Como as armas legais viram ilegais? E como já dissemos, roubo e furto de cidadãos que detém armas legalizadas ou venda destas para terceiros. Desvios feitos pelo poder público ou empresas de segurança privada. Exportação bumerangue, quando as armas saem legalmente do país e voltam pela fronteira ilegalmente. Exemplo: Paraguai foi o segundo país que mais importou armas do Brasil: cerca de US$ 27 milhões em dez anos, sendo que tem uma população de 6 milhões de habitantes. Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil?

19 As indústrias de armas não irão fechar suas portas nem demitir funcionários. Temos 6 indústrias de armas no Brasil. Destas, a Taurus + Rossi (que pertencem ao mesmo grupo) e a CBC (Cia Brasileira de Cartuchos) são as principais. Ambas continuarão vendendo armamento para as Polícias e Forças Armadas. Além disso, continuarão exportando. E muito! 63% da produção das indústrias de armas brasileiras são para exportação. Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil? Taurus %CBC % Exportação 1226Poder público 2327Mercado Civil Continua... [1] Fonte: [1] DFP (Demonstrações Financeiras Padronizadas), IAN-CVM

20 (cont.) A maior parte dessas indústrias, além de armas, produzem outros objetos, como coletes a prova de balas, ferramentas de mão e máquinas. Para se ter uma idéia, apenas 41% da produção do Grupo Taurus corresponde a armas [1]. Segundo o IBGE, em 2002, a indústria de armas no Brasil empregava pessoas, o que representa 0,02% dos empregos formais no Brasil. Destes funcionários, apenas 12% trabalham na produção de armas. Ou seja, 0,0042% dos empregos formais no Brasil. Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil? [1] Fonte: CVM (Comissão de Valores Mobiliários)

21 (cont.) Armas e munições representam 0,048% dos 29% da economia brasileira que cabem à Indústria [1]. A exportação de armas e munições representam 0,001% das exportações brasileiras. Esses valores não têm comparação com o que foi gasto em 2002 pelo sistema público de saúde: entre R$130 e R$140 milhões para tratar de feridos por armas de fogo! Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil? [1] Fonte: PIA-Produtos, 2002

22 O processo de desarmamento no Brasil está reafirmando a democracia. Tirar as armas de circulação do país não é uma tentativa de instaurar um governo ditador. Afinal, as armas não dão força à democracia e ao cidadão, ao contrário. Acreditamos que esta força vem da consolidação e aprimoramento das instituições democráticas. Neste sentido, o Referendo popular é um instrumento extremamente democrático: chama a população para opinar sobre um tema de imensa relevância para a construção de uma sociedade mais pacífica. Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil?

23 O desarmamento é o primeiro passo. O desarmamento não é a única solução para o problema da violência, que é multicausal, mas é o primeiro passo. Existem vários fatores que influenciam a violência (a desigualdade social, a qualidade do ambiente urbano, a eficiência dos sistemas de justiça e segurança pública etc.). Mas, com a diminuição da circulação de armas em nossa sociedade, será possível diminuir o número de pessoas que perdem a vida por motivos banais. O que hoje é um assassinato poderia ser uma agressão. Mesmo que a proibição da venda de armas de fogo consiga reduzir apenas esses homicídios, já terá prestado um grande favor à nação, podendo salvar milhares de vidas anualmente! Por que defender o desarmamento e a proibição da venda de armas no Brasil?

24 DESARMAMENTO: UMA QUESTÃO DE VIDA A Segurança é pública.

25 A campanha de entrega voluntária de armas (que teve início em julho de 2004) já apresenta resultados muito interessantes: armas entregues até 01/08/05. Resultados Em números absolutos, São Paulo foi o Estado que mais arrecadou: armas! Essas armas estão deixando de ser usadas em conflitos interpessoais e também de ser roubadas em assaltos. Redução do número de armas furtadas no país: De 40 mil em 2003, para 15 mil em 2004.

26 Jornal: O ESTADO DE S. PAULO Metrópole Sábado, 3 de setembro de 2005 Morte por arma de fogo cai 8,2% Ministério registrou no ano passado 3234 casos a menos que em 2003, resultado atribuído ao Estatuto do Desarmamento. Depois de 13 anos de aumento constante, o número de mortes por arma de fogo caiu no país. No ano passado, morreram – a menos do que em 2003, isso significa redução de 8,2 %. O Governo atribuiu a queda à campanha do desarmamento, programa de entrega voluntária de armas iniciado em julho de Feita pelo Ministério da Saúde, a pesquisa constatou a redução das mortes em 18 Estados. Mato Grosso foi o que apresentou a maior queda: 20,6, em relação a Em números absolutos, o maior impacto na estatística foi registrado em São Paulo: mortes a menos do que o notificado em Resultados

27 Resultados – Outros países Redução do número de internações por arma de fogo em SP e RJ: Comparando-se os sete primeiros meses de 2004 com os sete primeiros meses de vigência da Campanha de Desarmamento - agosto de 2004 a fevereiro de um estudo do Ministério da Saúde mostrou que o índice de redução de internações por lesões com arma de fogo no Rio de Janeiro foi de 10,5% e, em São Paulo, de 7%. Vidas salvas em outros países: Na Austrália, 5 anos depois de uma lei que praticamente proibiu a venda de armas de fogo, a taxa de homicídios por arma de fogo caiu 50%. Entre as mulheres, a diminuição foi de 57%. [1] Um estudo da UNESCO, publicado em 2005, mostra que Austrália, Inglaterra e Japão, onde as armas são proibidas, estão entre os países do mundo onde MENOS se mata com arma de fogo, enquanto os Estados Unidos, um dos países mais liberais com as armas, aparecem em 8º lugar, entre os países mais violentos do mundo. [1] Australian Institute of Criminology, 2003.

28 Já temos alguns resultados agora, mas acreditamos que teremos resultados ainda maiores no futuro! Um bom exemplo é a maior conscientização da população quanto aos riscos de se ter uma arma de fogo. Além disso, na maior parte dos estados do país foram formados comitês pelo desarmamento, que agregam diversas organizações da sociedade civil e o poder público. Resultados

29 No dia 23 de outubro os brasileiros responderão nas urnas à seguinte pergunta: O comércio de armas de fogo e munições deve ser proibido no Brasil? SIM! Pela primeira vez os brasileiros terão a oportunidade de decidir sobre o bem mais precioso que têm: a VIDA. O voto será obrigatório para maiores de 18 anos e menos de 70. Entraremos agora numa enorme Campanha pelo SIM no Referendo. Referendo Popular – Campanha pelo SIM Atenção: Muitas pessoas acham que devem votar Não às armas, mas quem é a favor do desarmamento deve votar SIM! SIM à proibição do comércio de armas no país. E Lembre-se: o SIM será representado pelo número 2 na urna.

30 Antes de encerrar esta apresentação vamos pensar como cada um de nós pode ajudar a Divulgar o Desarmamento no Brasil. Como fazer a Campanha pelo SIM! Se você é da cidade de São Paulo, o Instituto Sou da Paz terá em breve materiais da campanha pelo SIM (cartazes, folhetos, adesivos etc). Distribua este material no seu local de trabalho, no seu prédio, na sua rua, no comércio local. Todos podemos fazer a nossa parte! Se você é do Estado de São Paulo, muitas cidades estão criando Comitês Municipais pelo desarmamento. Verifique se existe um na sua cidade. Caso contrário, articule parceiros locais para formar um. O Instituto Sou da Paz poderá ajudá-los neste processo. Se você não é de São Paulo, procure o Comitê pelo Desarmamento do seu estado. Eles poderão ajudá-los a fazer uma palestra ou evento sobre o tema. Também terão mais informações da Campanha. O que fazer a partir de agora?

31 Trabalhar o tema com diversos grupos! O Sou da Paz disponibiliza o KIT de Mobilização pelo Desarmamento a todos que quiserem ser multiplicadores da causa. Mas você também pode reproduzir esse KIT e distribuir para amigos interessados em fazer palestras. (O KIT contém esta apresentação, os vídeos complementares, um documento de apoio ao palestrante além de mais documentos com dados e argumentos.Tudo gravado no DVD e CD respectivamente). O Instituto Sou da Paz conta com a ajuda do grupo de voluntários Agentes da Paz, preparados para dar palestras sobre o tema em diversos espaços. O que fazer a partir de agora?

32 Com a realização do Referendo, veremos o Brasil todo falar sobre desarmamento. É preciso que a população esteja consciente na hora de votar. Por isso, fique atento às novas informações, debates, atividades e atos simbólicos. Participe, debata, leve informações. O que fazer a partir de agora? O Brasil só conseguirá esta enorme vitória com a ajuda de todos!

33 Instituto Sou da Paz Tel O que fazer a partir de agora? VÍDEO 3 – Clipe Entregue sua arma agora


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