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Enéas Nunes Rocha As Trajetórias Tecnológicas de Base Agrária na Região Tocantina 1 NAEA/UFPA.

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1 Enéas Nunes Rocha As Trajetórias Tecnológicas de Base Agrária na Região Tocantina 1 NAEA/UFPA

2 A REGIÃO TOCANTINA COMO FRONTEIRA AGRÍCOLA O Processo de Ocupação da Região Tocantina, A oposição entre ocupação de beira/centro Os Ciclos da Fronteira na Região Tocantina, Primeiro fase a oposição entre a ocupação de beira / centro, Segundo fase, o bloqueio da expansão camponesa pela entrada do capital mercantil, Terceira fase, expulsão dos camponeses e o fortalecimento da pecuária extensiva. O Impacto da Construção da Rodovia Belém-Brasilia. Os novos fluxos migratórios na região.

3 A RACIONALIDADE DOS AGENTES SOCIAIS E ECONÔMICOS, SEGUNDO A TEORIA ORTODOXA E EVOLUCIONÁRIA. Principais elementos da explicação teórica ortodoxa do comportamento dos agentes econômicos. Comportamento maximizador, Racionalidade maximizadora e substantiva; Confere ao individuo a capacidade irrestrita de maximizar e atingir seus objetivos da melhor maneira possível não levando em consideração o processo pelo qual p processo de tomada de decisão ocorre. Os agentes possuem objetivos claros e específicos, sabem perfeitamente o que pretendem e tomam decisões com base em escolhas maximizadoras.

4 A contrapartida evolucionaria do comportamento dos agentes sociais e econômicos. Racionalidade limitada (Hebert Simom). A importância das rotinas. Ao invés de comportamento maximizador, comportamento rotinizador. Este modelo de comportamento permite uma visão mais coerente da forma com que as estruturas se relacionam entre interna e externamente. O comportamento dos agentes sociais e econômico é determinado pelo conjunto de rotinas desempenhadas em ambiente repleto de incertezas. As instituições e o pensamento evolucionário. Instituições como regularidades de comportamento. O conjunto de normas, regras e valores. Tem o papel de gerar ordem e estabilidade nos processos sociais.

5 INOVAÇÃO, PARADIGMA TECNOLÓGICO E TRAJETÓRIA TECNOLÓGICA. O Padrão Geral do Processo de Inovação. A geração e transmissão do conhecimento. A forma pela qual a sociedade se apropria e processa as informações. O conhecimento tácito x codificado. Paradigma tecnológico e trajetória tecnológica de base agrária. Paradigma Agropecuário. Paradigma Extrativista. Paradigma Agroflorestal.

6 Paradigma agropecuário. Caracteriza-se pela utilização intensiva da industria mecânica e química e pela formação de sistemas homogêneos. Pela utilização da natureza e os recursos dela derivados para produção de bens e serviços como matéria prima com o propósito de atendimento de necessidades reprodutivas da sociedade. Paradigma extrativista. Implica na preservação da base natural, a qual serve de suporte a atividade produtiva, como força produtiva por seu valor intrínseco. Paradigma agroflorestal. Uma postura que incorpora os elementos da manutenção da base natural ao mesmo tempo que a utiliza como matéria prima no processo produtivo. Tem relação direta com o pensamento agroecologico.

7 TRAJETÓRIA TECNOLÓGICA DE BASE AGRÁRIA. Trajetória tecnológica consiste na articulação processada por agentes orientados por racionalidades semelhantes, entre padrões produtivos e razões reprodutivas, expressas em heurísticas que se materializam em combinações particulares de meios e produtos. As trajetórias tecnológicas de base agrária se desenvolvem em estreita relação de concorrência para apropriação de maios e realizações dos fins sociais e privados que as constrange e orienta. Apropia-se de meios tangíveis e intangíveis na realização de seu fins. Descreve ainda, procedimentos técnicos e as possíveis inter- relações entre agentes, meios de produção, fatores de produção e contexto institucional da produção rural. Expressa a racionalidade de seus agentes.

8 Tomando por base os conceitos de racionalidade, paradigma e trajetória tecnológica. Dimensionamos as trajetórias tecnológicas de Base Agrária da seguinte maneira: Descrevemos a participação dos agentes da produção no agrário da Região Tocantina. Os fundamentos da sua produção. Os atributos dos grupos de produtos. As possíveis relações entre os grupos de produtos, que possa caracterizar participação na mesma trajetória ou em trajetória concorrente. As trajetórias reveladas. A evolução dos grupos de produtos e das trajetórias, com base no calculo do produto real. A densidade institucional dos grupos de produtos e das trajetórias tecnológicas.

9 Participação dos Agentes no Agrário Regional VBPR$ ,00100% VBP PatronalR$ ,00 48% VBP CamponêsR$ ,00 52% Qde.Estabelecimento Camponês7.534 Qde.Estabelecimento Patronal737 Total do Pessoal Ocupado Pequena Prop.84% Grande Prop.16%

10 Os fundamentos produtivos dos de agentes (até 200 ha) e (acima de 200) – as combinações de trabalho, terra e meios mecânicos e químicos. As estruturas produtivas do agrário da Região Tocantina, distinguem-se, sobretudo na expansão da produção pela forma com que combinam as disponibilidades destes recursos e como ofertam produtos diferentes. As diferenças na combinação dos fundamentos da produção – trabalho, terra e meios químicos e mecânicos – revela a maneira com que cada estrutura se relaciona com os recursos à sua disposição, assim como à trajetória tecnológica desenvolvida. Procuramos conhecer o nível de relacionamento dos agentes camponeses e patronais com os fundamentos da produção, através da análise multivariada, para tanto, consideramos 7(sete) grupos de variáveis representativas, relacionadas aos fundamentos do trabalho, capital físico e capital natural.

11 Desta forma, fizemos depender primeiro o Valor Bruto da Produção e depois a Renda Líquida das seguintes variáveis independentes: 1 – Fundamentos do Trabalho Força do Trabalho Familiar – ForTF, Força do Trabalho Assalariado – ForTAss, 2 – Capital Físico Insumos Químicos – I.Q Insumos Mecânicos – I.M 3 – Capital Natural Terras em Pousio – T. Pousio Terras em Produção – T. Prod. Terras de Mata Nativa- T. MN.

12 V.B.P = f(ForTF, ForTAss, I.Q, I.M, T.Pousio, T.Prod, T.MN) R.L = f(ForTF, ForTAss, I.Q, I.M, T.Pousio, T.Prod, T.MN),

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14 Os atributos dos grupos de produtos do agrário da Região Tocantina. Seguindo modelo desenvolvido por Costa (2008), qualificamos a produção rural da Região Tocantina através dos seguintes atributos: Relevância Social. Importância relativa no volume total da produção. Medida pela participação que determinado sistema exerce no VBP Relevância Privada. A capacidade de remuneração interna dos agentes. Medido pela participação daquele produto ou grupo de produtos na Renda Liquida. Fonte de Investimento. A capacidade que um grupo de produto apresenta em contribuir com a expansão da base produtiva.

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16 VBP = β ¹VBboipé + β VBPmat/l + β VBPpecout + β ¹VBPame + β ¹VBPapq + β ¹VBPlavtemp + β ¹VBPlavper + β ¹VBPsilv + β ¹VBPhort + β ¹VBPext. Considera-se socialmente relevante e com peso na divisão social do trabalho os grupos de produtos em coeficiente β da regressão maior que 1/10. Significa dizer, grupos de produto cuja variação do VBP se dá na mesma direção do VBP total da região. RL = β ²VBboipé + β ²VBPmat/l + β ²VBPpecout + β ²VBPame + β ²VBPapq + β ²VBPlavtemp + β ²VBPlavper + β ²VBPsilv + β ²VBPhort + β ²VBPext. Considera-se com rentabilidade interna ou compensação privada positiva, grupos de produtos em que a relação entre β ²/ β ¹ > 0. Significa dizer que serão considerados eficientes internamente os grupos de produtos em que o VBP influem positivamente na variação da Renda Liquida. I = β ³VBboipé + β ³VBPmat/l + β ³VBPpecout + β ³VBPame + β ³VBPapq + β ³VBPlavtemp + β ³VBPlavper + β ³VBPsilv + β ³VBPhort + β ³VBPext + β ³C. Considera-se importante para ampliação do investimento global do modo de produção, os grupos de produtos em que o coeficiente β > 0.

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18 A interação entre os diversos grupos de produtos. Conhecido a importância e participação dos grupos de produtos na configuração da produção rural, procuramos agora entender que tipo de relação existem entre eles, para conhecer como, em interação, constituem trajetórias tecnológicas. As relações podem ser de cooperação ou de concorrência. Grupos de produtos interagindo em cooperação é o que caracteriza uma mesma trajetória, o que não ocorre quando a relação é de concorrência, neste caso os grupos de produtos pertenceriam a trajetórias diferentes. Verificamos o processo de interação, conforme explicado anteriormente, através da análise fatorial dos grupos de produtos com relevância social positiva; nas estruturas camponesas, a produção de boi em pé, matrizes e leite, animais pequenos, e lavoura temporária; nas patronais, boi em pé e matrizes e leite.

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21 Trajetória tecnológica e densidade institucional na Região Tocantina Quanto se trata de produção rural na Região Tocantina como também em toda Amazônia, o volume de crédito representa um indicador do padrão institucional da região, revela o padrão de regularidades do setor rural, expressa muito mais que os valores monetários acessados pelos agentes camponeses ou patronais. A política oficial de crédito para o setor rural aplicadas pelo banco da Amazônia e Nordeste (BNB) através do FNE e FNO na Região Tocantina são verdadeiros instrumentos da ação institucional regidos por diversos interesses e pela representatividade dos agentes de produção.

22 INDICE DE DENSIDADE INSTITUCIONAL

23 Evolução das combinações C de grupos de produtos. Para o cálculo da expansão das combinações de grupos de produtos, trajetórias tecnológicas e sistemas de produção, utilizamos o seguinte procedimento: Cálculo do produto real dos diversos sistemas de produção, com base na quantidade produzida no período de 1996 a 2007 multiplicada pela média de preços de 1996 a 1999; Cálculo da taxa de crescimento com base no produto real, através da ponderação da participação de cada sistema no total do grupo de produtos de cada combinação C; Cálculo das taxas de crescimento médio anual, através da regressão das séries contínuas, a partir da inclinação da reta do logaritmo natural.

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25 Trajetórias tecnológicas reveladas Os dados do censo agropecuário processados estatisticamente através da análise multivariada permitiram qualificar a produção rural segundo atributos específicos, ao mesmo tempo em que revelou as possíveis combinações e relações entre os grupos de produtos, sendo possível visualizar que trajetória tecnológica as estruturas produtivas do agrário regional desenvolvem. A análise das cargas fatoriais demonstram ainda as semelhanças existentes entre as combinações de grupos de produtos que somados aos dados regionais do censo agropecuário podem dizer algo a mais sobre as trajetórias tecnológicas de base agrária da região.

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28 Evolução e Prevalência das Trejetórias Tecnológicas

29 Concorrência entre as trajetórias Calculado através do Índice de Prevalência. Calculamos a prevalência de uma trajetória pela relação direta entre sua participação relativa em determinado ano pela participação média de determinado período de tempo - para este estudo de 1996 a Visualiza-se na pagina 115 a Tabela 17 com a evolução de cada trajetória, sua participação relativa em cada período e o respectivo índice de prevalência. No primeiro momento – até o ano de prevalece as trajetórias camponesas T1 e T2 até o ano de 2000, a partir deste momento a trajetória patronal T3 passa a dominar o cenário da produção rural da Região Tocantina até o ano de Ressalta-se ainda, que a trajetória camponesa T1 embora com crescimento constante continua com índice de prevalência igual a 1 até o ano de 2005 quando o mesmo cai para 0,99.

30 Tabela 17: Característica das Trajetórias Tecnológicas de Base Agrária da Região Tocantina CamponêsPatronalTotal (R$ 1000) Trajetórias/CaracterísticasT1T2T Numero de Estabelecimentos Camponês C1R$ ,00 Camponês C2R$ ,00 Camponês C3R$ ,00 Camponês C4R$ ,00 Patronal C1R$ ,00 Patronal C2R$ ,00 VBP (R$ 1000)R$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 33,20%18,35%48,45% Pessoal Total48,47%35,35%16,17% ProdutividadeTrab(VBP/PessTo)R$ 830,82R$ 629,42R$ 3.633,06 Área Total ,53%6,57%66,91% ProdutividadeÁreaTot(VBP/Atota l)R$ 0,05R$ 0,10R$ 0,03 Área Ut. Temp ,45%27,34%39,21% Área Pecuária ,44%3,94%72,62% Prod.porÁreadePecuária(VBP/3)R$ 0,07R$ 0,08R$ 0,04 Área de Mata Nativa ,62%7,85%62,53% Investimento TotalR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 13,13%2,21%84,66% Investimento PlantioR$ ,00R$ 9.833,00R$ ,00R$ ,00 14,71%9,77%75,52% Investimento MatasR$ ,00R$ 2.207,00R$ ,00R$ ,00 0,44%0,06%99,50% Investimentos MaquinasR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 10,61%2,00%87,40% Crédito TotalR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 3,62%0,39%95,99% Credito CusteioR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 0,79%0,36%98,85% Credito InvestimentoR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 5,93%0,41%93,66% Despesas TotalR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 16,75%5,78%77,47% Despesas AdubosR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 7,72%2,46%89,82% Despesas AgrotóxicoR$ ,00R$ ,00R$ ,00R$ ,00 4,29%1,04%94,67% IDI(Índice de Densidade Inst)0,110,021,98 Fonte: IBGE-Censo Agropecuário 1995/96. Processamento do autor.

31 Institucionalidade e trajetória de base agrária. Definimos ao longo deste trabalho as instituições como o conjunto de procedimentos e regras de conduta que norteia o comportamento social dos agentes públicos e privados. Na visão de Pondé (2000) algum tipo de regularidade dos comportamentos, neste sentido, representa a ligação entre os indivíduos e os recursos materiais, a forma com que os agentes se comportam frente às diversas possibilidades de combinação dos recursos – tangíveis e intangíveis – à sua disposição. O contexto institucional da Região Tocantina Parte tangível. Criação de orgãos governamentais. Parte intangível. A crença de que o desenvolvimento da região seria alcançado através do crescimento econômico

32 Tabela - Volume de Vacas Ordenhadas na Região Tocantina Maranhão Total da Região % % Açailândia - MA % % Amarante do Maranhão - MA62069% % Buritirana - MA20143%69243% Campestre do Maranhão - MA22383%39752% Cidelândia - MA635810%123306% Davinópolis - MA19563%32091% Estreito - MA29915%109935% Governador Edison Lobão - MA19703%32041% Imperatriz - MA40196%108145% Itinga do Maranhão - MA43767%132296% João Lisboa - MA12052%101375% Lajeado Novo - MA21963%50102% Montes Altos - MA18053%40182% Porto Franco - MA12822%125156% Ribamar Fiquene - MA26554%47272% São Francisco do Brejão - MA43317%124576% São Pedro da Água Branca - MA12832%27151% Senador La Rocque - MA43067%136356% Vila Nova dos Martírios - MA34785%108315% Fonte: IBGE - Pesquisa Pecuária Municipal Volume de Vacas Ordenhadas por Município

33 Evolução do Valor Bruto da Produção Leiteira por Município

34 Tabela - Participação proporcional dos municipios no VBP - Leiteiro 2011Participação Maranhão % Total da Região % Açailândia - MA % Amarante do Maranhão - MA88089% Buritirana - MA28043% Campestre do Maranhão - MA15382% Cidelândia - MA54385% Davinópolis - MA13571% Governador Edison Lobão - MA17242% Imperatriz - MA48665% Itinga do Maranhão - MA53585% João Lisboa - MA43354% Lajeado Novo - MA16232% Montes Altos - MA15552% Porto Franco - MA67587% Ribamar Fiquene - MA22972% São Francisco do Brejão - MA56066% São Pedro da Água Branca - MA12361% Senador La Rocque - MA66277% Sítio Novo - MA53045% Vila Nova dos Martírios - MA43874% Fonte: IBGE - Pesquisa Pecuária Municipal Participação dos Municípios no VBP


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