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- Ao visualizar um mapa da África, pode-se ver que dividir o mesmo por regiões a partir da sua localização espacial nos sentidos Norte, Sul, Leste e.

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3 - Ao visualizar um mapa da África, pode-se ver que dividir o mesmo por regiões a partir da sua localização espacial nos sentidos Norte, Sul, Leste e Oeste é bem possível. Dessa forma, classifica- se o continente em cinco regiões distintas quanto a sua posição geográfica: Norte da África, Oeste da África, África Central, Leste da África e Sul da África.

4 Norte da África: como o próprio nome já diz, é a área situada ao norte do continente e que vem a ser banhado pelo Mar Mediterrâneo, em sua maioria, fazendo parte desta região cinco países. Também não se pode esquecer que ao sul desta região se encontra o deserto do Saara.

5 África Central: caracterizada pelos inúmeros conflitos da década de 90 que marcaram profundamente a região, a África Central ficou conhecida no mundo pelos conflitos no Zaire que o transformaram em República Democrática do Congo. Oito países fazem parte desta região, destacada por grandes florestas tropicais em razão de estar na latitude 0 do globo.

6 Leste da África: também conhecida como Chifre da África, por sua forma física do extremo leste africano, é uma área bem diversificada por ter países bem estruturados e urbanizados, como é o caso do Quênia, e em contraponto a isto, existe à Somália e Etiópia, nações mergulhadas em problemas gerados pelas suas guerras civis. Nesta região encontram-se dez países bem distintos, tantos nos aspectos físicos como humanos. É na divisa entre Uganda, Tanzânia e Quênia que existe o lago Vitória, que é considerado a nascente do rio Nilo.

7 Sul da África: o extremo sul africano é representado pelas diferenças existente ente os onze países no campo sócio- econômico, principalmente, pois o contraste entre a África do Sul, nação bem desenvolvida, se comparada aos outros países africanos, em relação aos demais é visivelmente percebido. Este país exerce um poder centralizador nesta região, onde a economia é seu ponto forte. Observa-se também uma diversidade natural neste espaço, em razão de possuir grandes vales férteis e vastos desertos como o Kalahari, sendo no delta do Okavango (Botsuana) acontece uma das maiores e mais impressionantes migrações do mundo, a dos gnus.

8 A África é um continente relativamente pouco povoado: sua densidade demográfica é de cerca de 17 habitantes por quilômetro quadrado, só superior à da Oceania. As zonas desérticas, as montanhas da África oriental e o litoral ocidental sul são regiões praticamente desabitadas, enquanto que as costas mediterrâneas e do golfo da Guiné, os planaltos orientais e os litorais do sul e do sudeste do continente abrigam as maiores concentrações humanas, com densidades que, no entanto, quase nunca ultrapassam cem habitantes por quilômetro quadrado. A estrutura demográfica do continente africano se caracteriza pela alta taxa de natalidade, parcialmente compensada por uma mortalidade infantil também bastante elevada, embora esta tenda a diminuir com a progressiva introdução de medidas higiênicas e de assistência médica. Por conseguinte, o crescimento vegetativo é rápido (cerca de três por cento ao ano).

9 A população do continente se divide étnica e culturalmente, em dois grandes grupos, separados pela barreira geográfica do Saara. Ao norte fica a África branca, composta de povos de raça mediterrânea misturados em alguns casos com elementos negróides; as principais sub-raças brancas são os grupos caucasóides (berberes do Atlas, cuchitas etíopes) e os semitas (árabes). Ao sul do Saara, a África negra compreende vários grupos principais: os pigmeus das selvas equatoriais, de baixa estatura (menos de um metro e meio) e traços mongolóides; o grupo khoi-san, localizado nos desertos e planaltos meridionais e compostos por bosquímanos e hotentotes, também com traços mongolóides; os sudaneses das savanas da zona boreal, altos e esbeltos; e os bantos da África central e austral, que são os mais numerosos. Outras sub-raças locais são as dos guinéus, baixos e de pele clara, os nilóticos, muito altos, e os etíopes, fruto de uma antiga mestiçagem entre povos de raças branca e negra. No continente africano há também vários milhões de habitantes de origem européia, localizados sobretudo na África do Sul, no Zimbábue e na zona mediterrânea.

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11 O continente africano é amplamente conhecido pelas suas belezas naturais, principalmente quando se refere à grandiosa vida selvagem. Porém, o que encontramos de imenso neste continente é uma enorme diversidade física e sócio- econômica, pois existe neste espaço desde extensos vales férteis, aonde a vida parece não ter fim, até desertos gigantes, como é o caso do Saara, o maior do mundo.

12 O contraste da pobreza e riqueza também é muito visível por toda sua extensão continental, sendo caracterizado principalmente pelas péssimas condições de vida em muitos países. O termo berço da humanidade é dado em razão da África abrigar uma das civilizações mais antigas e intrigantes do globo, os egípcios, que formaram um poderoso império a 4 mil anos atrás.

13 A maior parte da África vive em situação de subdesenvolvimento e pobreza, por várias causas: condições climáticas de extrema aridez ou umidade, pobreza dos solos, técnicas tradicionais, má administração e uma infra-estrutura econômica herdada do colonialismo. A agricultura e a criação de gado são as atividades mais importantes, embora, à exceção das grandes plantações controladas por proprietários locais ou por empresas estrangeiras, a renda seja escassa e a produção não satisfaça as necessidades alimentares da população. O clima é o fator determinante do tipo de lavoura de cada região. Nas zonas de clima mediterrâneo pratica-se a característica agricultura de cereais, oliveiras, videiras, frutas, legumes etc.

14 A maior riqueza da África são os recursos minerais, explorados sobretudo na República da África do Sul (ouro, diamantes, urânio, vanádio, níquel etc.) e no planalto de Katanga, no Zaire (cobre, zinco, chumbo, estanho), o que favoreceu um importante desenvolvimento industrial nessas regiões.

15 Outros abundantes recursos do subsolo africano são o ferro, a bauxita, o manganês e o cobalto. O Saara possui grandes reservas de fosfatos, petróleo e gás natural. O continente é pobre em jazidas de carvão, mas o enorme potencial hidrelétrico de seus rios e lagos constitui importante fonte de energia, capaz de impulsionar o desenvolvimento industrial; as principais represas são as de Assuã, no rio Nilo (Egito), Owen Falls, na cabeceira do mesmo rio (Uganda), Akosomba, no Volta (Gana), e Kariba, no Zambeze (Zâmbia- Zimbábue). A indústria só está desenvolvida na África do Sul, o país mais rico do continente (siderurgia, têxteis, produtos alimentícios), no Zimbábue e em alguns países árabes. Zaire e Zâmbia têm algumas indústrias de mineração.

16 Ao tentar falar da cultura e dos rituais africanos, começamos a falar do seu mais divergente elemento: os tambores, e falar deles é uma tarefa difícil. Os tambores não são apenas tal como os vemos, têm em si conotações naturais e sobre naturais. Estão ligados aos rituais que se relacionam às danças, à música e à literatura.

17 Lendas e folclores na cultura africana As lendas e folclores representam a variedade de facetas sociais da cultura africana. Como em quase todas as civilizações e culturas, mitos de inundação circulam em diferentes partes da África. Por exemplo, de acordo com um mito pigmeu, Chameleon escutou um barulho estranho em uma árvore, cortou seu tronco e então de dentro dela saiu água em uma grande inundação que se espalhou por todo o mundo. O primeiro casal humano emergiu com a água.

18 Música na cultura africana A cultura musical africana tem grande importância mundial. Ritmos originários da África subsaariana, em particular no Oeste da África, foram transmitidos através do tráfego de escravos pelo Atlântico e resultaram em estilos musicais como o samba, blues, jazz, reggae, rap, e rock e roll.

19 A tradição é a força cultural dos povos africanos em plena festa de ritmos, transmissão da cultura dos antepassados e o retrato do dia-a-dia nas aldeias africanas e não só a dança como força de expressão dos rituais, era chamada em todas as ocasiões, como ponto de partida para qualquer cerimônia.

20 A origem e importância da dança africana A dança originou-se na África como parte essência da vida nas aldeias. Em sua maioria, todos os homens, mulheres e crianças participam da dança, batem palmas ou formam círculos em volta dos bailarinos. Em ocasiões importantes, danças de rituais podem ser realizadas por bailarinos profissionais. Todos os acontecimentos da vida africana são comemorados com dança, nascimento, morte, plantio ou colheita; ela é a parte mais importante das festas realizadas para agradecer aos deuses uma colheita farta. As danças africanas variam muito de região para região, mas a maioria delas tem certas características em comum. Os participantes geralmente dançam em filas ou em círculos, raramente dançam a sós ou em par. As danças chegam a apresentar algumas vezes até seis ritmos ao mesmo tempo e seus dançarinos podem usar máscaras ou enfeitar o corpo com tinta para tornar seus movimentos mais expressivos.

21 As influências Sabe-se que desde a invasão dos colonizadores, a partir do século XIV e XV em África, tudo sofreu alterações desde os nomes usados até à própria civilização isto devido à permanência dos colonos desde essa data até aos nossos dias, com a entrada de outras culturas. Ritmos Ao ritmo do Semba, Funaná, Kuduro, Sakiss, Puita, Marrabenta, e outros sons da música folclórica, são dançadas em pequenas coreografias, trabalhando assim os movimentos da anca, o rebolar e a facilidade de juntar a agilidade dos braços, pernas e cabeça, num só movimento culminando num trabalho de ritmo corporal.

22 Capoeira A Capoeira é uma luta disfarçada em dança, criada pelos escravos trazidos da África nos navios negreiros para o Brasil. Dentro das Senzalas após a mistura das culturas das diversas tribos africanas que aqui se encontraram, foi-se ao poucos somando o Ngolo que era um jogo de luta praticado nas tribos africanas, o qual o vencedor escolheria uma mulher da tribo a qual seria sua esposa; a ânsia de liberdade dos escravos que sofriam presos nas senzalas, trabalhando o dia todo ou apanhando e resultando na primeira forma de defesa dos escravos contra as maldades que sofriam o qual começaram a ocorrer as primeiras fugas dos negros e a fundação dos Quilombos.

23 Na época da escravidão toda cultura negra era reprimida, principalmente se tivesse uma conotação de luta, então para poder ser disfarçada a sua prática entre os negros, foi adicionado os instrumentos musicais que deram uma imagem de dança a Capoeira, com músicas que falam de Deuses africanos, Reis das tribos a qual vieram, fatos acontecidos na roda de Capoeira, acontecimentos e sofrimentos do dia-a-dia dos escravos e etc...! Como ninguém tinha interesse sobre a cultura negra, ninguém notava que aquela simples dança, brincadeira e ritual era na verdade a luta marcial dos escravos, que se camuflava para poder permanecer ativa.

24 A cultura africana tem uma rica tradição artística representada por uma variedade de entalhos em madeira, trabalhos em bronze e couro. As artes africanas incluem esculturas, pinturas, cerâmica, máscaras cerimoniais e vestimentas religiosas. A cultura africana sempre deu ênfase na aparência das pessoas, e as jóias, colares, braceletes e anéis permaneceram como um acessório pessoal importante. De maneira similar, máscaras são feitas com desenhos elaborados e constituem parte importante da cultura africana. Máscaras são usadas em uma variedade de cerimônias e rituais.

25 Na maioria da arte tradicional da cultura africana certos temas são recorrentes, como um casal, mulher com criança, homem com arma ou animal, e um forasteiro. O casal raramente exibe intimidades e pode representar ancestrais e fundadores da comunidade. A mulher com a criança retrata o desejo intenso das africanas terem filhos. O tema também pode representar a Mãe Terra e as pessoas como sua criança. O homem com arma ou animal simboliza honra e poder. O forasteiro pode ser alguém de outra tribo ou outro país, sendo que quanto mais distorcido ele for maior tenderá a ser suas diferenças com a cultura que o retratou.

26 A arte africana representa os usos e costumes das tribos africanas. A arte expressa muita sensibilidade. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura humana identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos artistas africanos usando- se o ouro, bronze e marfim como matéria prima. As máscaras têm um significado místico e importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais. Elas são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Visitando os museus da Europa Ocidental é possível conhecer o maior acervo da arte antiga africana no mundo.

27 A pintura é empregada na decoração das paredes dos palácios reais, celeiros, das choupas sagradas. Seus motivos, muito variados, vão desde formas essencialmente geométricas até a reprodução de cenas de caça e guerra. Serve também para o acabamento das máscaras e para os adornos corporais. A mais importante manifestação da arte africana é, porém, a escultura. A madeira é um dos materiais preferidos. Ao trabalhá-la, o escultor associa outras técnicas (cestaria, pintura, colagem de tecidos).

28 A maior parte da população africana constituída por diferentes povos negros, mas é expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente ao norte do Deserto do Saara. Sudaneses: em sua maior parte habitam as savanas que se estendem do Atlântico ao vale superior do Rio Nilo. Vivem basicamente da agricultura; Bantos: habitam a metade do sul do continente e têm como atividades principais a criação gado e a caça; Nilóticos: são encontrados na região do Alto do Nilo e caracterizam-se pela estatura elevada.

29 Pigmeus: de pequena estatura, vivem principalmente na selva do Congo e em seus arredores, onde baseiam sua subsistência na caça e na coleta de raízes; Bosquimanos e hotentotes: habitam a região do Deserto de Calaari, distinguem-se como grandes caçadores de antílopes e avestruzes. Em correspondência com os três diferentes ramos étinico- culturais, encontram-se na África três regiões principais: o islamismo, que se manifesta sobretudo na África Branca, mas é também professado por numerosos povos negros; o cristianismo, religião levada por missionários e professada em pontos esparsos da continente; o animismo, seguindo por toda África Negra.

30 No continente africano, o traje típico é o quimono usado com pano amarrado à volta da cintura. Atualmente, este hábito de se vestir com trajes típicos vem perdendo adeptos em detrimento das típicas roupas europeias e americanas(calça, camisa, blusa, saia, vestido, bermuda, short).

31 Com o advento da televisão, os jovens como que se tornaram adeptos de todo tipo de roupa que vêm com personagens de novelas(da GLOBO ) que chega ao continente, e especificamente na Angola por meio das chamadas muambeiras.

32 É uma mistura interessante de trajes meio africanos, meio europeus e americanos e das roupas comuns (saia, vestido, terno, camisa, calça social, calça jeans, shortinhos etc.).

33 Adversidades climáticas somente ampliam a miséria de milhares de africanos, que vivem abaixo das condições mínimas de sobrevivência. Com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limites o deserto avança. Outro problema é o descompasso existente entre o enorme crescimento populacional eo reduzido crescimento populacional e o reduzido crescimento, ou mesmo estagnação, da agropecuária.

34 Conflitos de um continente mal dividido - A atual divisão política da África somente se configurou nas décadas de 60 e 70. Durante séculos, o continente foi explorado pelas potências européias - Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália e Alemanha, em zonas de influencia adequadas aos seus interesses. Ao conseguirem a independência, os países africanos tiveram de se moldar às fronteiras legadas pelos colonizadores. Estas, por um lado, separavam de modo artificial grupos humanos pertences às mesmas tribos, falantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos costumes, submetia-os, por outro lado, à influencia de valores europeus.

35 Várias regiões de África são assoladas com frequência por crises de falta de alimentos, principalmente nas zonas rurais. Nestas áreas sucedem-se anos de seca, por vezes alternando com inundações que também destroem culturas, para além de obrigarem as populações a deslocar-se das suas zonas habituais. Além do fator climático, que alguns cientistas afirmam agravar-se com o aquecimento global, existem ainda causas culturais, que se podem associar à colonização do continente pelas potências europeias no final do século XIX. Por um lado, a urbanização associada ao abandono das zonas rurais, onde não se promoveu o desenvolvimento econômico e social, diminuiu a capacidade de produção agrícola, que era fundamentalmente de subsistência; por outro lado, os governos coloniais introduziram no campo a obrigatoriedade das culturas de produtos para exportação, que contribuíram, não só para a diminuição das áreas e da capacidade de cultivo de produtos alimentares, mas também para o empobrecimento dos solos.

36 Durante os últimos 30 anos do século XX, a seguir à descolonização da África, poucos governos souberam reverter a economia extrativista, que era sua a principal fonte de rendimento, além de incentivada pelos países ocidentais e pelo bloco socialista durante a guerra fria, que necessitavam desses produtos para o seu desenvolvimento. A fraca capacidade de investimento em infraestruturas, apenas parcialmente sanada nos primeiros anos do século XXI pela mudança de políticas das instituições financeiras internacionais, eternizou a falta de condições em termos de saúde e educação, mantendo assim as populações sem capacidade para produzir o suficiente para alimentar todo o país. Por outro lado, com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limites o deserto avança. A necessidade de produzir para exportação impede que se pratique o sistema de descanso da terra, que se esgota rapidamente e nem mesmo o uso de fertilizantes consegue recuperar. A pecuária extensiva e o nomadismo, tradicionalmente praticadas no continente, também causam danos às paisagens africanas, pois os rebanhos acabam com as já reduzidas pastagens, sendo atingidos pela fome, da mesma forma que a população.

37 Finalmente, os conflitos armados que assolam o continente são outro fator de empobrecimento, resultando em milhões de deslocados e refugiados sem capacidade produtiva; nas regiões em guerra, são as agências internacionais e as organizações não-governamentais que tentam assegurar as condições mínimas de saúde e alimentação, ao invés de se fazer um verdadeiro esforço para sanar as causas dos conflitos que, muitas vezes, estão associados à injustiça na propriedade dos recursos naturais e na distribuição da riqueza proveniente da sua exploração.

38 A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muito amplo de pratos de grande sabor e variedade. Na África, as refeições, mais do que a satisfação de uma necessidade fisiológica, traduzem um momento de encontro, de celebração, de festa, de homenagem.

39 Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na sua história e na sua tradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vez que a maioria dos petiscos africanos se comem com a mão. Além disso, partilhar a mesa é a maneira mais usual de brindar a generosa hospitalidade africana, sempre disposta a repartir do que há com os convidados, os peregrinos, os estrangeiros. A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, que incluem a mandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante de pimentão. Em toda a região está muito difundido o maffè, típico do Mali, que consta de carne picada com verdura e molho de amendoim.

40 Em virtude da localização geográfica do continente, existe uma diversidade de climas, desse modo é possível encontrar tropical ou intertropical, mediterrâneo e semi-árido entre outras variações climáticas. No entanto, o que predomina é o clima intertropical, dessa forma, as temperaturas na região são quase sempre elevadas (superiores a 20ºC). Essa característica climática é determinada pelo relevo presente na costa, as montanhas impedem a entrada de massas de ar no centro do continente.

41 As disparidades climáticas existentes na África são responsáveis pelos índices pluviométricos que variam de acordo com as regiões, nas áreas intertropicais onde concentram as grandes florestas ocorre uma grande incidência de precipitação, já em outros lugares praticamente não se desenvolve chuvas, por exemplo, nos desertos.

42 A partir do contexto climático podemos constatar os seguintes tipos de clima no continente africano. Clima equatorial: se apresenta na parte central do continente, com temperaturas que variam entre 25ºC e 30ºC e índices pluviométricos que atingem até mm ao ano. Em razão das altas taxas de umidade relativa do ar e da abundância de chuvas, praticamente não existe estiagem, o que proporciona a proliferação de florestas equatoriais.

43 Clima Tropical: essa característica climática predomina ao redor das áreas equatoriais, as temperaturas médias presentes oscilam entre 22ºC e 25ºC com índices pluviométricos que atingem até mm ao ano. Nas regiões onde esse clima predomina existem duas estações bem definidas, sendo uma seca e uma chuvosa, a cobertura vegetal encontrada nesses locais é a savana.

44 Clima desértico: predomina em um terço de todo território africano, no qual se encontram os desertos do Saara ao norte e Namíbia e Calaari a sudoeste. Clima subtropical: como o território africano está situado também no hemisfério norte, o continente sofre influência do clima temperado e apresenta temperaturas mais amenas. Essa característica climática predomina no extremo norte e sul, nessas áreas as temperaturas variam entre 15ºC e 20ºC. No extremo norte, até mesmo os aspectos da vegetação são diferentes do restante do continente, assim, há formação de plantas com características mediterrâneas.

45 A África possui um dos maiores rios do mundo, além de importantes lagos, nesse sentido a seguir alguns dos principais existentes no continente: Vitória: corresponde a um lago que configura como o maior do continente, banha os territórios da Tanzânia, Quênia e Uganda.

46 Tangancia: é um lago que banha as nações do Burundi, Tanzânia, Zâmbia e a República Democrática do Congo, é um dos mais profundos do mundo com cerca de metros. Niassa: lago que ocupa áreas em países como Malavi, Tanzânia e Moçambique.

47 Turkana: lago de água salgada que abrange o território do Quênia e Etiópia. Alberto: lago que está localizado ao norte do continente onde estão situadas áreas dos países de Uganda e a República Democrática do Congo.

48 Rio Nilo: segundo maior em extensão no mundo, com km, e primeiro no Continente Africano, desenvolve uma grande influência nos países por onde passa, especialmente o Egito. A hidrografia do continente africano não se restringe somente aos lagos, uma vez que existe uma grande quantidade de rios de suma importância paro o povo. A partir dessa consideração conheça alguns dos rios que mais se destacam nessa parte do planeta:

49 O Rio Níger possui km de extensão, nasce no leste da África e corta Mali, Níger e Nigéria. Rio Zambeze: rio de grande importância, especialmente no sul do continente, sua nascente está localizada no Zâmbia e percorre as terras de Moçambique até atingir o Oceano Índico. Rio Congo-Zaire: possui quilômetros que nasce no Zâmbia e corta a República Democrática do Congo e deságua no Golfo da Guiné.

50 A formação geológica, mais precisamente do relevo, é bastante antiga e passou por grandes processos erosivos ao longo do tempo. Em geral, o relevo que predomina na África é o planalto de forma aplainada devido os processos erosivos. O planalto é cercado por um conjunto montanhoso que apresenta ora em forma de cadeias ora em forma de maciços. Nesse sentido, os relevos são classificados em compartimentos, no qual os principais são respectivamente:

51 Cadeia do Atlas: conjunto montanhoso localizado ao norte do continente, lugar onde se encontra o Marrocos até a Tunísia. Essa característica de relevo corresponde a um dobramento moderno, isso resulta em grandes altitudes, uma vez que não passaram por processos erosivos, desse modo em alguns pontos a elevação pode alcançar 4 mil metros.

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53 Ao norte e ao sul da selva equatorial, estendem-se as savanas, com sua vegetação herbácea e árvores de grande porte, como o baobá. Nos desertos, a cobertura vegetal é escassa, exceto nos oásis, onde crescem palmeiras. Nas zonas temperadas há bosques baixos de pinheiros e carvalhos e vegetação de arbustos (maquis). A fauna é uma das mais ricas do mundo. Na floresta equatorial há muitas aves, símios (chimpanzés e gorilas), répteis e anfíbios. Na savana, rinocerontes, girafas, elefantes, hipopótamos, leões, leopardos e hienas. No deserto, chacais, insetos e répteis. Na zona mediterrânea, lebres, cabras, raposas e aves de rapina.

54 A distribuição climática do continente africano determina diretamente a configuração de suas zonas de vegetação e fauna. A selva equatorial, frondosa e exuberante, abriga numerosas espécies de aves, símios -- chimpanzés e gorilas --, répteis, anfíbios e insetos. Nas zonas tropicais estende-se a savana, paisagem de vegetação herbácea, com árvores de folhas caducas (baobá, sicômoro) isoladas ou em bosques; nas savanas abundam os grandes mamíferos herbívoros (elefantes, rinocerontes, hipopótamos, girafas, búfalos, antílopes, gazelas) e os carnívoros (leões, leopardos, hienas, chacais).

55 As grandes zonas desérticas do Saara e do Kalahari apresentam vegetação muito escassa, de plantas espinhosas, exceto nos oásis, onde crescem formações de palmeiras; insetos, répteis, roedores e alguns mamíferos de grande porte, como os chacais, constituem a fauna adaptada a essas regiões. Nas zonas mediterrâneas cresce o típico bosque baixo, combinado com maquis, garrigue e bosques de pinheiros e carvalhos, onde habitam numerosas espécies animais de clima temperado: lebres, cabras, raposas, aves de rapina, pombas, perdizes, répteis etc.


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