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História – Terceiro Ano A REPÚBLICA VELHA. História – Terceiro Ano Derrubada da Monarquia por golpe militar sem participação popular Grupos atuantes:

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Apresentação em tema: "História – Terceiro Ano A REPÚBLICA VELHA. História – Terceiro Ano Derrubada da Monarquia por golpe militar sem participação popular Grupos atuantes:"— Transcrição da apresentação:

1 História – Terceiro Ano A REPÚBLICA VELHA

2 História – Terceiro Ano Derrubada da Monarquia por golpe militar sem participação popular Grupos atuantes: militares, cafeicultores, e profissionais liberais A REPÚBLICA DA ESPADA Revolução? Sem transformação radical na estrutura social Defesa da ordem pública e preservação da propriedade tal qual era característico no regime monárquico Garantia dos compromissos e dívidas internacionais firmadas pela monarquia

3 História – Terceiro Ano 15/11/1898 a 22/11/1891 Militar, sem partido Vice: Floriano Peixoto (a partir de 1891) Instituição do Federalismo Deodoro da Fonseca Estado laico Novos símbolos nacionais

4 História – Terceiro Ano Reforma financeira: o Encilhamento Deodoro da Fonseca Tentativa de estimular o crescimento econômico Rui Barbosa, ministro da fazenda Bancos autorizados e emitir moeda Emissões acima da realidade do mercado Inflação: efeito das emissões desordenadas Fraudes: empresas falsas criadas para receber dinheiro dos bancos Dinheiro emitido não gerava produção Especulação: Corrida para aquisição de ações sem que as empresas garantissem retorno Descontentamento e oposição dos cafeicultores

5 História – Terceiro Ano Constituição de 1891 Deodoro da Fonseca Confirmação de medidas já adotadas na fase de governo provisório Direito ao voto: homens alfabetizados maiores de 21 anos Exclusão da maioria da população: pessoas analfabetas, mulheres, militares e membros do clero Desestímulo à reflexão política por parte de quem foi excluído

6 História – Terceiro Ano Crise política Deodoro da Fonseca Eleição indireta pelo Congresso Nacional Disputa: Deodoro da Fonseca Deodoro da Fonseca e Eduardo Wanderkolk Prudente de Moraes e Floriano Peixoto X Falta de apoio político após a eleição: oposição dos cafeicultores Autoritarismo e inabilidade política: Fechamento do Congresso Nacional (medida inconstitucional) e ordem de prisão de opositores Reações: greves, protestos e motins Segmentos da Marinha ameaçaram atacar o Rio de Janeiro (Revolta da Armada)

7 História – Terceiro Ano 23/11/1891 a 15/11/1894 Militar, sem partido Sem vice-presidente Renúncia de Deodoro da Fonseca: 23 de novembro de 1891 Ascenção do Marechal de Ferro Floriano Peixoto Reabertura do Congresso Nacional Revisão das medidas do Encilhamento Adoção de medidas populares: redução de preços de alimentos, aluguéis e adoção de política para construção de casas populares Postura autoritária e oposição entre militares que apoiavam a realização de eleições presidenciais para restabelecer a ordem

8 História – Terceiro Ano Segunda Revolta da Armada 15 navios de guerra sob o comando do almirante Custódio de Melo ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro exigindo a realização de eleições Movimento derrotado com apoio do Exército e do PRP Floriano Peixoto Revolução Federalista PRR (Part. Rep. Rio-grandense): Florianistas X Partido Federalista: parlamentaristas que defendiam a revogação da Constituição. Apoiados pelos estancieiros gaúchos, os federalistas aderiram à Revolta da Armada e passaram a sofrer e resistir às reações até 1895

9 História – Terceiro Ano 15/11/1894 a 15/11/1898 Advogado e cafeicultor, Partido Republicano Federal (PR) Vice-presidente: Manuel Vitorino Prudente de Moraes Eleição de Prudente de Moraes: efetivação das oligarquias cafeeiras no poder Sistema eleitoral cerca de 1% da população efetivamente votava e o voto aberto, sendo posteriormente validado pela Comissão Verificadora, no Congresso Nacional Atuação para encerrar a Revolução Federalista: anistia aos rebeldes A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Coronelismo, clientelismo e voto de cabresto Desgastes: Guerra de Canudos, crise econômica e divergências entre aliados Escapou de atentado em 1897

10 História – Terceiro Ano 15/11/1898 a 15/11/1902 Advogado e cafeicultor, Partido Republicano Paulista (PRP) Vice-presidente: Rosa e Silva Campos Sales Governo Campos Sales: Atuação independente de partidos A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Estabelecimento da Política dos Governadores: acordo com as oligarquias estaduais Funding loan (financiamento de empréstimo): acordo para pagamento da dívida externa com suspensão da cobrança de juros por 3 anos e renegociação dos prazos e pagamentos, cedendo aos bancos ingleses a arrecadação da alfândega do Rio de Janeiro e de Santos Controle da inflação

11 História – Terceiro Ano 15/11/1902 a 15/11/1906 Advogado, Partido Republicano Paulista (PRP) Vice-presidentes: Silviano Brandão e Affonso Pena Rodrigues Alves Governo Rodrigues Alves: Investimento em infraestrutura ferroviária A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Fortalecimento da política de valorização do café através do Convênio de Taubaté Governos de SP, MG e RJ deveriam assegurar a aquisição da produção excedente de café Auge da produção de borracha (97% da produção mundial) Compra do Acre, que pertencera à Bolívia Política de higienização da capital: Revolta da Vacina

12 História – Terceiro Ano 15/11/1906 a 14/06/1909 Advogado, Partido Republicano Mineiro (PRM) Vice-presidente: Nilo Peçanha Affonso Pena Governo Affonso Pena: A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Ampliação dos efeitos do Convênio de Taubaté: aquisição de estoques de café pelo governo federal Pouco interesse pela política oligárquica: tensões entre grupos aliados Nilo Peçanha Governo Nilo Peçanha Criação do Ministério da Agricultura, Ministério da Indústria e Comércio e estabelecimento do ensino técnico 14/06/1909 a 15/11/1910 Advogado (FDR), Partido Republicano Fluminense (PRF) Sem vice-presidente Ridicularizado por ser mulato

13 História – Terceiro Ano 15/11/1910 a 15/11/1914 Militar, Partido Republicano Conservador (PRC) Vice-presidente: Venceslau Brás Hermes da Fonseca Governo Hermes da Fonseca: A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Enfrentou a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado, utilizando reações que abalaram o governo Política das Salvações intervenções militares em governos oligárquicos no Nordeste Venceslau Brás Governo Venceslau Brás: Encerramento da Guerra do Contestado, promulgação do Código Civil, adesão à Primeira Guerra Mundial, que favoreceu economicamente o Brasil 15/11/1914 a 15/11/1918 Advogado, Partido Republicano Mineiro (PRM) Vice-presidente: Urbano Santos

14 História – Terceiro Ano 28/06/1919 a 15/11/1922 Advogado, Partido Republicano Mineiro (PRM) Vice-presidentes: Delfim Moreira e Bueno de Paiva Epitácio Pessoa Governo Epitácio Pessoa: Delfim Moreira Nova eleição de Rodrigues Alves, que morreu antes de assumir o mandato (vítima da Gripe Espanhola): Governo interino de Delfim Moreira, que teve dificuldades de governar em função ao seu debilitado estado de saúde Agitações políticas, militares (Tenentismo) e culturais (Semana de Arte Moderna) A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Ações de combate à seca no Nordeste: construção de açudes Sérias divergências entre oligarquias estaduais de PE, RJ, RS e BA, que não apoiaram candidato de Epitácio Pessoa (Arthur Bernardes)

15 História – Terceiro Ano 15/11/1922 a 15/11/1926 Advogado, Partido Republicano Mineiro (PRM) Vice-presidente: Estácio Coimbra Arthur Bernardes Governo Arthur Bernardes Intensa oposição do Tenentismo, do crescente movimento comunista e do sindicalismo, além de intensas revoltas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, tendo governado sob estado de sítio A REPÚBLICA DO CAFÉ COM LEITE Washington Luís Governo Washington Luís Investimento em construção de rodovias, diminuição da influência do Tenentismo, crise do comércio internacional do café e problemas na sucessão 15/11/1926 a 24/10/1930 Advogado, Partido Republicano Paulista (PRP) Vice-presidente: Melo Viana

16 História – Terceiro Ano Predominância da produção cafeeira: grande lavoura agroexportadora Açúcar para mercado interno ECONOMIA NA REPÚBLICA VELHA Algodão para indústria têxtil nacional após perda de mercados internacionais Cacau: grande exportação até o ingresso do cacau africano produzido por ingleses Borracha: suprimento de quase totalidade da demanda mundial até a década de 1910 e enfrentamento da concorrência internacional a partir da década de 1920

17 História – Terceiro Ano Industrialização: Aplicação da capitais que também eram originados da produção de café ECONOMIA NA REPÚBLICA VELHA Concentração industrial: São Paulo (31%), Rio Grande do Sul (13,3), Rio de Janeiro (11,5) e Minas Gerais (9,3%) Impulso por ocasião da Primeira Guerra Mundial Trabalho na indústria era desregulamentado e precário Formação do movimento sindical: Sindicalismo revolucionário (de orientação anarquista e defensor das greves) X Sindicalismo católico (que buscava afastar os trabalhadores da influência anarquista e socialista)

18 História – Terceiro Ano Canudos A Guerra de Canudos ( ) TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Messianismo Situação da população pobre no Sertão do Nordeste: efeitos da crise na produção canavieira, secas constantes, abusos por parte do coronelismo, pouca expectativa em relação ao regime republicano Antônio Vicente Mendes Maciel - Antônio Conselheiro Contra leis vigentes por ocasião da república, discursos religioso, A terra não tem dono, a terra é de todos Agrupamento de comunidade de sertanejos e estabelecimento na localidade de Canudos, onde foi fundada a cidade santa de Belo Monte

19 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS

20 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Atração de populações miseráveis para Belo Monte: cerca de 30 mil habitantes Adoção de sistema comunitário de produção com venda dos excedentes, normas próprias, sem política de impostos, proibição à prostituição e bebidas alcoólicas Temor de que o modelo virasse a ser uma influência sobre população sertaneja: fomento à perseguição e difusão de descrições manipuladas sobre a população e sua forma de vida Adesão do governo federal: envio de tropas do Exército e derrota de Canudos

21 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Mas Canudos não se rendeu. Um preto alto, um caboclo velho, coxo, de cabelos e barbas brancos, outro caboclo ainda moço, e, agarrado à Manlicher ainda fumegante, um menino de 16 ou 18 anos no máximo. Quatro apenas, diante dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados! – Euclides da Cunha

22 História – Terceiro Ano Greve de 1917 A Grande Greve de 1917 TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Morte do sapateiro José Martinez, baleado numa manifestação de rua em 9 de julho Ampliação dos protestos, que tomou caráter da primeira greve geral registrada no Brasil Exigências dos manifestantes: aumento salarial, redução de jornada de trabalho, livre associação, anistia a manifestantes presos Promessas do governo e dos industriais não foram cumpridas 1922: fundação do PCB

23 História – Terceiro Ano Guerra do Contestado A Guerra do Contestado ( ) TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Entre o Paraná e Santa Catarina: População isolada dedicada à produção de mate, extração de madeira e criação de gado desde o século XVIII Construção de estrada de ferro cruzando a região: concessão de direito de exploração de terras para a empresa responsável pela construção

24 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Aproveitamento de mão-de-obra local e de trabalhadores de outras regiões (que recebiam salários menores) Final das obras em 1910: demissões em massa e falta de perspectiva para os migrantes Formação de massa sem ocupação, realizando ocupação de terras, atuando como jagunços, promovendo saques Liderança do monge José Maria: Constituição de povoados e organização da Monarquia Celeste, com governo e leis próprios e vida baseada na relação comunitária

25 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Perseguições aos sertanejos do Contestado: ataques ordenados por fazendeiros e por empresários com apoio de tropas governamentais Morte de José Maria (1912) e continuidade da luta em focos variados, sendo os últimos derrotados por forças do Exército (com a inaugural utilização de aviões para bombardeio) em 1916

26 História – Terceiro Ano Cangaço O Cangaço TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Permanência do cenário de miséria e abusos no Sertão Nordestino Banditismo social? Cangaceiros: salteadores nômades que promoviam ataques violentos

27 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Antônio Silvino, o Rifle de Ouro ou o Governador do Sertão: Maior cangaceiro até o surgimento de Lampião Após o período de prisão virou funcionário público e morreu em 1944 Foi detido após um combate em 1914 e permaneceu preso até 1937, tornando-se batista durante a prisão

28 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião Até os 21 anos viveu como artesão, era alfabetizado e utilizava óculos para leitura Reconhecido como o Rei do Cangaço, Atuou no cangaço durante 19 anos, sendo morto numa emboscada em 28 de julho de 1938

29 História – Terceiro Ano Revolta da Vacina A Revolta da Vacina (1904) TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Cidade do Rio de Janeiro: miséria, péssimas condições de moradia, de higiene e saúde Campanha de vacinação obrigatória: resistência popular Decisão do presidente Rodrigues Alves: reformar a capital, implicando em demolições e desapropriações sem alternativas Oswaldo Cruz Diversos usos políticos e manipulações buscaram tirar proveito da insatisfação popular e manifestantes foram duramente reprimidos

30 História – Terceiro Ano Revolta da Chibata A Revolta da Chibata (1910) TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Marinha: manutenção de código disciplinar do século XVIII, com punições físicas Contestação aos maus tratos após punição de 250 chibatadas aplicadas a um marinheiro do encouraçado Minas gerais Motim liderado por João Cândido, conquistando adesão de tripulações de outras embarcações, ameaçando atacar o Rio de Janeiro Exigências: fim dos castigos físicos, melhor soldo, melhoria na alimentação Aprovação do fim das punições físicas e promessa de anistia ao amotinados Anistia não cumprida: motivação para novo motim, reprimido pelo governo

31 História – Terceiro Ano Greve de 1917 A Greve de 1917 TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Assassinato do sapateiro José Martinez durante manifestação pública em 9 de junho Reação dos operários: mobilização de uma greve geral exigindo melhoria salarial, redução de jornada de trabalho, direito à associação sindical e anistia dos manifestantes presos Promessas do governo não foram cumpridas Fundação do PCB em 1922

32 História – Terceiro Ano Tenentismo O Tenentismo TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Descontentamentos na oficialidade do Exército Fortalecimento de mobilização política exigindo: moralização política, estabelecimento de voto secreto, defesa de interesses econômicos nacionalistas, reforma educacional e ensino público universal e obrigatório Adesão de setores da classe média civil

33 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Revolta do Forte de Copacabana (1922): Motim tentando impedir posso de Arthur Bernardes: isolamento e neutralização por repressão Insistência no motim: 17 tenentes e 1 civil marcharam pelas ruas para enfrentar abertamente as tropas governistas Massacre aos rebeldes: tendo como sobreviventes apenas os tenentes Eduardo Gomes e Siqueira Campos

34 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS Revoltas de 1924 SP e RS: Lideranças do general Isidoro Dias, do tenente Juarez Távora e de políticos de expressão como Nilo Peçanha Ocupação de pontos estratégicos de São Paulo durante 20 dias Coluna Paulista: tropa rebelde que marchou para o RS e uniu-se a outro grupo rebelde liderado por Luís Carlos Prestes

35 História – Terceiro Ano TENSÕES SOCIAIS E REVOLTAS A Coluna Prestes ( ) Junção entre a Coluna Paulista e os rebeldes gaúchos com o propósito de marchar pelo país Marcha de mais de 24 mil km sob perseguições e combates Pouca adesão no percurso: retirada para a Bolívia


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