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O USO RACIONAL DA ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS

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Apresentação em tema: "O USO RACIONAL DA ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS"— Transcrição da apresentação:

1 O USO RACIONAL DA ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS
WORKSHOP TECNOLÓGICO DA CONSTRUÇÃO O USO RACIONAL DA ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS UFPA/ ITEC /FEC Prof. André Montenegro Duarte Engenheiro Civil Belém – PA – Brasil – 09 de Dezembro de 2008

2 Parte I: A Água Parte II: A Água na Produção de Obras Parte III: A Racionalidade do Uso Parte IV: Encerramento

3 A ÁGUA Na antiguidade, desde de Empédocles (Séc. V a.C.), era considerada um dos quatro elementos fundamentais na constituição do mundo, juntamente com a Terra, o Fogo e o Ar; - A partir do Século XVIII, com o aprofundamento das pesquisas, tanto qualitativas como quantitativas, identificou-se como sendo uma substância ou composto formado pela união de dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio, união esta com geometria triangular que segue a regra do octeto.

4 Volume de água do planeta  1,4 bilhões Km³
A ÁGUA Estima-se que existam 6,0 x 1046 moléculas de água no Planeta, isto é, unidades desta molécula de H2O (ENGEL et al., 1961), ocupando um volume de aproximadamente 1,4 bilhões de Km³ ( trilhões de litros). Cabe ressaltar que nesta afirmação não está considerada a água existente e inserida no manto da Terra, cujo volume é de cerca de 700 milhões de Km³ (metade do que existe na atmosfera, na superfície e na sub-superfície do planeta), que em verdade é uma “água potencial”, que gradativamente é cambiada com a hidrosfera e a atmosfera. Volume de água do planeta  1,4 bilhões Km³ Liquida mas salgada Doce mas sólida Água Líquida Doce: 98,5% subterrânea 1,5% na superfície Volume de água doce líquida  14 milhões Km³ ( trilhões de litros)

5 A ÁGUA Segundo o critério mundial de classificação ambiental, a água pode ser dos seguintes tipos: - Doce, - Salobra e - Salgada. Estados Físicos: Líquido, Sólido e Gasoso, além do plasmático. Pesada, Disponível, Renovável, Potável, Outorgável, Benta, Mineral, Poluída, Telúrica, Meteórica, Preta, Branca, Clara, , VIRTUAL. para se produzir 1 m³ (1.000 litros) de concreto são necessários, de maneira geral, 0,2 m³ (200 litros) de água.

6 A água como ente natural:
O volume total da matéria (1,4 bilhões de Km3) está em permanente movimento e troca de estado em um Ciclo denominado Hidrológico. Esta quantidade tem se mantido aproximadamente constante pelos menos nos últimos milhões de anos.

7 A ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS
Produção de Obras Civis A água como Recurso Hídrico ou Insumo de Produção com Valor Econômico: Atualmente, o volume total da matéria água consumido pelo ser humano, de maneira consutiva, é de cerca de Km3/ano, o que parece, equivocadamente, pouco em relação ao volume total de água doce (14 milhões de Km3). Não há uma definição precisa da quantidade consumida em obras de construção civil no mundo, no Brasil ou no Pará.

8 A ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS
A água como insumo do processo de construção Não há construção ou obra sem água Vedações (Alvenaria) Concreto (Estrutura) Revestimentos Limpeza A diversidade e pluralidade de projetos e especificações não permitem que se generalize o consumo de água em um obra.

9 A ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS
A água como insumo do processo de construção (no aspecto de custo) Etapas Construtivas’’ Estimativas de Custos por Etapa de Obra (%) Serviços Preliminares 1,0 a 2,0 Movimento de Terra 0,0 a 1,0 Fundações Especiais 4,0 a 5,0 Infra-Estrutura 3,5 a 4,5 Superestrutura 8,0 a 10,5 Vedação 2,0 a 3,5 Esquadrias 12,0 a 23,0 Cobertura 20,0 a 30,0 Instalações Hidráulicas 5,0 a 6,0 Instalações Elétricas Impermiabilização e Isolamento Térmico 1,0 a 1,5 Revestimento (pisos, paredes, forros) 8,0 a 11,0 Vidros 0,0 a 0,5 Pintura 6,0 a 9,0 Serviços Complementares 11,5 a 16,5 No mínimo: 33% No máximo: 46% Embora presente em quase todas as etapas, estão destacadas as que o insumo água é mais significativo.

10 A ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS
A água como insumo do processo de construção (no aspecto de custo) Embora presente em etapas que repercutem entre 1/3 a 1/2 do custo de uma construção, o insumo água não é considerado nos orçamentos, nas composições, enfim, não se define seu custo monetário Discriminação Coef. unid Custo unitário (R$) Custo dos materiais Custo da M.O. Mat. M.O. Areia 0,62 m3 8,05 ------ 4,99 Brita 1 0,26 20,55 5,34 Brita 2 12,74 Cimento 6,80 Sc 21,00 142,80 Betoneira 0,71 H 0,04 0,03 Servente 6,00 ----- Leis Sociais 146,5 % 30,77 Custo do serviço 165,90 51,77 Total do Serviço 217,77 BDI=0,30 ou 30% 65,30 Preço adotado 282,97 Exemplo: Concreto batido no canteiro

11 O Porquê do uso racional:
A RACIONALIDADE DO USO O Porquê do uso racional: A racionalidade pressupõe a condição de consciência, conhecimento, lógica e método. O uso da água como insumo de produção de obras apresenta os seguintes aspectos que requerem a racionalidade: - Técnico: melhoria da qualidade dos serviços, diminuição do consumo (menos desperdício) e redução do re-trabalho; - Econômico: redução de custos, ainda não muito significativos; - Ambiental: mitigação do uso de um recurso ambiental que, embora aparentemente abundante, é finito e tende a ser cada vez mais escasso; - Estratégico: pode ser um diferencial em termos de marca, mídia e, dependendo de desdobramentos do processo de aquecimento global ou escassez dos recursos hídricos no ambiente urbano, em termos de receitas adicionais ou benefícios fiscais.

12 A RACIONALIDADE DO USO Embora não possa ser generalizado, apenas como exercício para se chegar a um parâmetro de grandeza, será apresentado um exemplo: Uma construção vertical, com 15 pavimentos tipo, cada pavimento com 4 unidades, cada unidade com 105,00 m² privativos. Área construída total do empreendimento: 8.505,00 m². Custo total da Obra: R$ ,00 Custo da Estrutura: R$ ,00 (378 m³ - R$ 2.983,13/m³) Custo direto da água utilizada na construção da infra-estrutura: R$ 2.950,00 (praticamente inexpressivo) Custo do re-trabalho e demais problemas: indefinido Estudos ainda embrionários realizados em SP estima que o custo direto da água representa algo em torno de 0,16% do custo total da obra. No exemplo acima, cerca de R$ ,00 (R$ 708,00/mês) Este custo direto, em termos econômicos, no presente é inexpressivo ou pouco significativo porque ainda não se paga pela substância água e a tarifa é ainda muito barata (entre R$ 2,00/m³ a R$ 5,00/m³).

13 ENCERRAMENTO Como o preço da água ainda é relativamente baixo, parece inadequado, desnecessário e mesmo descabido se pensar em termos de economicidade e eficiência do uso da água como insumo da construção de obras civis, mas esta é uma postura empresarial e tecnologicamente correta, seja nos aspectos técnicos, econômicos, ambientais e estratégicos. Porque é clara e inconteste a tendência de que os preços da água se tornem bem maiores devido as questões das mudanças climáticas, em especial ao efeito estufa e ao aquecimento global, com a redução da oferta deste bem nos grandes centros urbanos, o que produzirá uma significativa elevação dos custos da água como insumo. Logo, a racionalidade do uso da água, que é um insumo imprescindível para as obras, deve ser desenvolvida desde já, estudando-se e quantificando-se corretamente seus volumes e estabelecendo-se procedimentos e métodos lógicos de utilização, minimizando-o e tornando-o eficiente, evitando-se o desperdício, minimizando-se o re-trabalho, e apresentando ao cliente e a sociedade como um todo uma marco ou um selo de correção ética e ambiental, o que certamente auxiliará na credibilidade e no sucesso dos construtores.

14 O USO RACIONAL DA ÁGUA NA PRODUÇÃO DE OBRAS
Muito Obrigado André Montenegro Duarte Engenheiro Civil – MSc. - Dr. Sc. Universidade Federal do Pará – UFPA Faculdade de Engenharia Civil – Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil


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