A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A SUPERPRODUÇÃO DE CAFÉ Valorizando o café com desvalorizações cambiais: Até o final do século.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A SUPERPRODUÇÃO DE CAFÉ Valorizando o café com desvalorizações cambiais: Até o final do século."— Transcrição da apresentação:

1

2 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A SUPERPRODUÇÃO DE CAFÉ Valorizando o café com desvalorizações cambiais: Até o final do século XIX, a lucratividade das exportações de café foi defendida pelo governo através de políticas de valorização do café, ou seja, desvalorizações cambiais; Toda vez que o preço do café caía no mercado internacional, o governo desvalorizava a taxa de câmbio; A desvalorização cambial tornava os produtos importados mais caros; Como grande parte dos produtos consumidos nos centros urbanos da época eram importados, aumentava o custo de vida;

3 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A INDUSTRIALIZAÇÃO A Substituição de importações No começo da década dos anos trinta, a economia brasileira se encontrava com déficit na balança comercial; O valor das importações estava mais alto do que o valor das exportações pelo fato de a renda estar mais alta do que a dos países em depressão; Em conseqüência, durante toda a década dos anos trinta o câmbio brasileiro foi mantido desvalorizado, o que provocou a redução das importações.

4 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms CONTINUAÇÃO O mercado interno ganha espaço A demanda reprimida por bens importados se converteu em demanda por produtos locais, agora mais baratos; Por isso, nos anos trinta, as atividades agrícolas e fabris, ligadas ao mercado interno, puderam manter, ou mesmo aumentar, os seus lucros; Por outro, a lucratividade do setor agrícola exportador esteve em baixa.

5 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms CONTINUAÇÃO A indústria precisa importar máquinas e equipamentos A desvalorização cambial dificultou a importação de bens de capital e de insumos; Naquela fase da industrialização, a compra de máquinas e equipamentos para a montagem de fábricas era essencial; A crescente demanda por produtos locais foi inicialmente suprida pela produção com máquinas e equipamentos, já instalados, que se encontravam subutilizados.

6 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms CONTINUAÇÃO Fatores favoráveis e desfavoráveis ao desenvolvimento industrial Houve uma conjuntura favorável ao desenvolvimento industrial: a manutenção do nível da renda doméstica e o mercado consumidor para a indústria nascente; Houve também um fator desfavorável: a reduzida capacidade para importar bens de capital e insumos, necessários para montar as fábricas ou ampliar as já existentes; A despeito desse fator negativo, entre 1929 e 1933, a renda aumentou em 20%, e a produção industrial cresceu em 50%, enquanto os Estados Unidos e a Inglaterra viviam a Grande Depressão; Com o sucateamento da indústria nos países em depressão, houve compras de bens de capital usados.

7 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms CONTINUAÇÃO INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Nos anos trinta, desenvolveram-se principalmente as indústrias destinadas a substituir importações, que eram indústrias de bens de consumo: não havia produção local de bens de capital. RESERVA DE MERCADO PARA A INDÚSTRIA LOCAL O câmbio desvalorizado instituiu o protecionismo cambial à indústria brasileira; O crescimento de toda a década dos anos trinta, que perdurou até 1945, foi caracterizado pela restrição da capacidade de importar, que decorreu do mau desempenho das exportações; Depois de 1937, com o Estado Novo, a reserva de mercado para a indústria nacional passou a ser praticamente promovida pelo governo; Com a intensificação do PSI, cresceu principalmente a produção de produtos tradicionais.

8 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms CONTINUAÇÃO Crescendo sem Tecnologia A severa restrição à importação criou dificuldades para o aumento da capacidade produtiva da indústria, impedida de importar novas máquinas e equipamentos; Em conseqüência, a indústria teve um crescimento horizontal, sem avanço tecnológico. A indústria cresceu incorporando novas fábricas, sem melhoramento de técnicas.

9 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms CONTINUAÇÃO O aumento da capacidade de importar Durante a Segunda Guerra Mundial, as importações brasileiras diminuíram ainda mais, enquanto as exportações aumentaram; O crescimento industrial diminuiu um pouco, até Mas, entre 1942 e 1945, a indústria voltou a crescer, agora impulsionada pela metalurgia; Nessa época, o Brasil acumulou um grande volume de divisas. Houve poucas importações e as exportações tiveram um bom desempenho; Os países beligerantes voltaram toda a sua produção para artigos de guerra e aumentaram a sua demanda pelos produtos brasileiros; Em 1945, o Brasil contava com uma grande capacidade para importar, por causa do acúmulo de divisas durante a guerra.

10 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms Exercícios 1. Explique como a política de manter alto o nível de renda da economia, nos anos trinta, levou a um desequilíbrio na balança comercial. 2. Como se comportou a taxa de câmbio brasileira nos anos trinta? 3. Por que o mercado interno passou a oferecer oportunidades de lucro maiores do que os das exportações? 4. Em que sentido o aumento dos preços dos produtos importados prejudicou o desenvolvimento industrial? 5. Que tipo de indústria se desenvolveu nos anos trinta? 6. Qual foi a característica mais marcante da economia brasileira no período de 1930 a 1945? 7. Entre 1942 e 1945, qual foi o setor da indústria que impulsionou o seu crescimento? 8. Do ponto de vista do comércio internacional, qual foi a principal conseqüência da Segunda Guerra Mundial para o Brasil?

11 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A indústria no pós-guerra O desenvolvimento industrial entrou, a partir do pós-guerra, em uma nova fase (no período de substituição de importações, o crescimento industrial foi liderado pela produção de bens de consumo não duráveis); A partir de 1945, desenvolveram-se as bases para a industrialização pesada (a produção de bens intermediários e de capital); Entre 1945 e 1947, as importações cresceram muito em todos os setores (as indústrias metalúrgica e mecânica foram as que mais importaram); Em conseqüência, em 1947, a balança comercial apresentou saldo negativo; A política cambial do governo tinha duas alternativas: desvalorizar a taxa de câmbio ou mantê-lá sobrevalorizada, restringindo as importações.

12 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms Restringindo as importações Desvalorizar a taxa de câmbio encareceria todas as importações indistintamente, inclusive as dos bens de capital necessários para a montagem de novas fábricas; Além disso, a diminuição dos preços dos produtos brasileiros poderia não resultar em aumento das exportações, uma vez que os Estados Unidos, o maior parceiro comercial do Brasil, estavam dirigindo os seus capitais para reconstrução da Europa, destruída pela guerra; O governo avaliou que a desvalorização cambial, além de piorar a situação das importações, não iria necessariamente contribuir para o aumento das exportações; A alternativa escolhida foi manter a taxa de câmbio sobrevalorizada e restringir as importações.

13 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A taxa de câmbio permaneceu fixa e valorizada de 1947 a 1953; Para não prejudicar as exportações. O governo permitiu que elas fossem negociadas no câmbio paralelo; As importações foram selecionadas para facilitar a compra de bens de capital e insumos básicos utilizados pela indústria em expansão; As importações de produtos similares aos nacionais foram dificultadas e até mesmo impedidas; Dessa forma, a indústria brasileira cresceu sob o protecionismo cambial, livre da concorrência externa e sem competitividade. Protecionismo cambial

14 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms O grande crescimento industrial intensificou a demanda pelas importações de bens de capital; Entre 1951 e 1952, a indústria cresceu a todo vapor, inclusive com expansão da sua capacidade produtiva; Nesse dois anos, o déficit do balanço de pagamentos aumentou (os preços das exportações diminuíram, principalmente os do cacau e do algodão); Com a taxa de câmbio muito valorizada, vários produtos saíram da pauta das exportações e houve grande saída de rendimentos dos fatores (isso provocou o déficit em conta corrente, não compensado com entrada de capitais no país) Os efeitos do câmbio valorizado

15 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms Como havia uma grande demanda por crédito na economia, o Banco do Brasil emprestou a moeda nacional a juros baixos; Essa expansão do crédito provocou euforia no comércio e na indústria, entre 1951 e Expandindo o crédito

16 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms Em 1953, as dificuldades da balança comercial foram aliviadas, apesar de o governo continuar mantendo fixa a taxa de câmbio; A recuperação das exportações foi obtida com a política de liberar a taxa de câmbio para a metade dos produtos exportados. Liderando a taxa de câmbio

17 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms Nos anos de 1953 e 1954, o governo Vargas aumentou os gastos em infra-estrutura e os financiou com a expansão da base monetária; Em 1954 e 1955, o governo procurou facilitar a entrada do capital estrangeiro, fornecendo financiamento interno para os investimentos em infra-estrutura, que se tornaram urgentes após o crescimento da indústria entre 1951 e Gastos com infra-estrutura

18 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms Enfim, de 1947 a 1955, a indústria brasileira experimentou um grande crescimento, aumentando sua capacidade produtiva e se modernizando, graças à facilidade de importar bens de capital; Houve também um grande investimento do governo em infra-estrutura; Ao final desse período, praticamente estava implantada a indústria de bens intermediários; A partir da última fase do governo Vargas, de 1953 a 1954, a industrialização havia se transformado em programa de governo Implantada a indústria de bens intermediários

19 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms 1. Que setor da economia passou a liderar o crescimento industrial após 1945? 2. Por que, em 1947, quando a balança comercial apresentou déficit, o estímulo às exportações através da desvalorização cambial poderia não trazer bons resultados? 3. Qual foi a política cambial adotada pelo governo para ajustar o balanço de pagamentos em 1947? 4. Que tipo de restrição foi imposta às importações após 1947? 5. Como este tipo de restrição beneficiou a indústria, em 1951 e 1952? Exercícios

20 Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms 6. Que fatores causaram o déficit da conta corrente, ao final de 1952? 7. De que forma o Banco do Brasil acumulou moeda nacional em caixa nesse período? 8. Por que, em 1953 e 1954, o governo Vargas investiu tanto em infra-estrutura? 9. Qual era a situação da indústria brasileira ao final de 1955? Exercícios - Continuação


Carregar ppt "Economia Brasileira Prof. Ricardo de Almeida Breves, Ms A SUPERPRODUÇÃO DE CAFÉ Valorizando o café com desvalorizações cambiais: Até o final do século."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google