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A Pegada Ecológica Paulo V. D. Correia Paulo M. C. Ferrão SEMINÁRIO SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SESSÃO II – 7 OUTUBRO 2004.

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1 A Pegada Ecológica Paulo V. D. Correia Paulo M. C. Ferrão SEMINÁRIO SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SESSÃO II – 7 OUTUBRO 2004

2 Introdução Os pilares do desenvolvimento sustentável : O território A socio-economia O ambiente O espaço e o tempo em sistemas complexos e dinâmicos As ferramentas de análise e de apoio ao decisor

3 Conceito Ferramenta de avaliação que permite estimar o consumo de recursos e os requisitos de assimilação de resíduos de uma determinada população humana ou de uma economia em termos da área correspondente de solo produtivo Condições de utilização do Capital Natural; medição dos desvios em relação às condições que possam considerar- se de equilíbrio ou de auto-sustentação O relatório Brundtland

4 O Capital Natural Conjunto de recursos naturais capazes de fornecer um fluxo de bens e de serviços com valor, no futuro Tipos de capital natural Renovável (espécies e ecossistemas naturais e os seus ciclos) Recuperável (água, ar e os seus ciclos) Não renovável (energia fóssil, recursos minerais)

5 Tipos de espaços territoriais quanto à natureza da utilização do solo O solo pedológico – espaços naturais, espaços agrícolas, florestais e de pastagens O solo para extracção de recursos naturais O solo suporte – espaços adaptados Recursos renováveis e auto-regeneração (espontânea e ajudada)

6 A Pegada Ecológica Ferramenta para a determinação da: Área per capita necessária à vida de uma determinada pessoa ou comunidade, em função do seu modelo económico-social Os indicadores de desenvolvimento das sociedades desenvolvidas

7 Necessidades de espaço para: Espaços adaptados (não eco-produtivos) Produção de alimentos Assimilação de CO 2 ; regeneração da qualidade do ar, da água e do solo Produtos da floresta e do mar Produção de energia O limite máximo de capacidade de suporte - a imagem do terrarium ou da cápsula urbana

8 Eden Project (Cornualha)

9 Biosphere Project (Arizona)

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11 Tipos de solo existentes: Solo para energia (energia fóssil) Solo consumido – espaços edificados Solo utilizado para – jardins (urbanos), agricultura, floresta de produção e pastagens Solo ainda disponível – Florestas naturais (em auto-regeneração) e áreas não produtivas (desertos e áreas geladas)

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16 Princípios básicos A conservação da matéria, a menos da conversão de matéria em energia (E=mc 2 ) A primeira lei da termodinâmica – a conservação de energia A segunda lei da termodinâmica – uma seta no tempo, a noção de irreversibilidade

17 A segunda lei da termodinâmica – a lei do aumento de entropia: Tanto os sistemas abertos, como os fechados, precisam de importar energia e matéria primárias, as quais degradam, contribuindo para o aumento global de entropia A economia está contida na eco-esfera A economia, para se manter, crescer e se desenvolver (aumento demográfico, aumento do capital artificial) depende da produção de energia e de matéria cedida pela eco-esfera (capital natural) e da capacidade de assimilação de resíduos da eco-esfera (com eventual redução da biodiversidade, poluição, alterações atmosféricas, etc.)

18 Sustentabilidade (durabilidade) Corresponde às condições de equilíbrio da vida a longo prazo de qualquer comunidade e do seu espaço, no limite, da população mundial e da Terra, integrando o território, a sócio-economia e o ambiente Consequências da evolução tecnológica e da prevalência de uma economia de valores sobre uma economia de recursos. A globalização, os sistemas abertos e os recursos exógenos.

19 Sustentabilidade As localizações ecológicas do estabelecimentos humanos deixaram de coincidir com as suas localizações geográficas A sobrevivência e crescimento das cidades e regiões desenvolvidas depende cada vez mais de um vasto e cada vez mais global hinterland de paisagens ecologicamente produtivas

20 Sustentabilidade forte e fraca Graduação do risco de degradação irreversível do capital natural Sustentabilidade forte - Os stocks de capital natural devem ser mantidos a níveis constantes independente- mente do capital produzido artificialmente

21 Sustentabilidade forte e fraca Sustentabilidade fraca – Se os ganhos de capital artificial forem superiores às perdas/carências de capital natural, o saldo global é positivo, mas o déficit ecológico pode ser muito elevado. O equilíbrio só é possível à custa de elevados níveis de importação de recursos naturais (por exemplo, Holanda e Japão).

22 Potencialidades da ferramenta Melhor entendimento das forças por detrás das dinâmicas dos sistemas naturais e artificiais Determinação dos balanços biofísicos dos metabolismos das pessoas, famílias, cidades e regiões, medidos a partir dos fluxos materiais e energéticos de que estas entidades dependem Apoio ao planeamento sustentável

23 Planeamento sustentável GLOCAL - Think global, act local

24 Metodologia de cálculo Os métodos de cálculo consideram diferentes tipos de utilização da Terra, como sejam: –Solo Arável e pastagens –Espaço adaptado –Mar –Floresta –Energia: absorção de CO 2 Ecological Footprints of Nations, How Much Nature Do They Use? -- How Much Nature Do They Have? March 10, 1997 Mathis Wackernagel, Larry Onisto, Alejandro Callejas Linares, Ina Susana López Falfán, Jesus Méndez García, Ana Isabel Suárez Guerrero, Ma. Guadalupe Suárez Guerrero With comments and contributions by Gianfranco Bologna, Hazel Henderson, Manfred Max-Neef, Norman Myers, William E. Rees and Ernst Ulrich von Weizsäcker

25 Solo arável e pastagens O solo arável corresponde ao solo mais produtivo, o qual pode gerar quantidades significativas de biomassa. Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) existem na Terra, menos de 0.25 hectares per capita de solo arável. As pastagens correspondem a zonas não tão produtivas como as de solo arável e que são utilizadas para alimentar gado. Actualmente, estima-se a sua disponibilidade em 0.6 hectares per capita. O seu potencial para produzir biomassa é muito inferior ao do solo arável e, adicionalmente, a sua conversão em carne contribui para reduzir a energia bioquimica disponível de um factor de 10.

26 Espaços adaptados e Mar Os Espaços adaptados pelo homem, estendem-se hoje a valores que representam aproximadamente 0.03 hectares per capita. O Mar cobre mais de 6 hectares per capita. No entanto, estima-se que cerca de 95% da produção ecológica do mar ocorra em apenas 0.5 hectares per capita, os quais se usam para representar a capacidade produtiva do mar. Medir a produtividade ecológica do mar em termos de área (e não de volume), faz algum sentido, porque os factores mais relevantes para a sua produtividade estão associados à absorção de enrgia solar e a trocas gasosas com a atmosfera.

27 Floresta A Floresta é essencialmente utilizada para a produção de madeira. No entanto, serve muitos outros propósitos, como sejam a prevenção da erosão dos solos, a consolidação dos ciclos hidrológicos e a protecção da biodiversidade. Com esta definição, a floresta não é um candidato a sumidouro de CO 2. Actualmente, devem estar disponíveis cerca de 0.6 hectares de floresta per capita

28 Energia A utilização de Energia obtida com base em combustíveis fósseis promove a libertação de CO 2, o qual requer a sua absorção sob a forma de biomassa. No entanto, este conceito é frágil, pois há que prever a conservação da biomassa de forma a que esta não venha a ser transformada em CO 2.

29 Balanço Adicionando os valores apresentados anteriormente, com valores disponíveis na Terra: –Solo arável: 0,25 hectares/capita –Espaços adaptados: 0,03 hectares/capita –Pastagens: 0,60 hectares/capita –Mar: 0,50 hectares/capita –Floresta: 0,60 hectares/capita TOTAL:2 hectares/capita No entanto, nem todo o espaço disponível pode ser aproveitado pelo Homem, as outras cerca de 30 milhões de espécies devem ocupar algum desse espaço. Considerando, de acordo com a World Commission on Environment and Development, que pelo menos 12 % da capacidade ecológica lhes deve ser atribuido para preservação da biodiversidade, o que fica disponível para a humanidade são: TOTAL disponível:1,7 hectares/capita

30 Rumo à Lua?

31 Cálculos personalizados

32 [i][i] Population figures are taken from the World Resources Institute, World Resources Database, Washington D.C.: WRI. file hd16101.wk1.

33 Necessitariamos de ½ Espanha !

34 Limitações do conceito Equidade e balanços sociais e económicos. Os produtos considerados na métrica não são exaustivos e, em questões ambientais, nem sempre quantidade é perigosidade. A pegada ecológica não inclui todos os impactes ambientais, apenas considera o consumo de recursos e a regeneração de resíduos pela biosfera. Todas as actividades que produzam emissões ou consumam recursos que não sejam regenerados pela Natureza, como metais pesados, materiais radioactivos, materiais bio-quimicos perigosos, libertação de CFCs ou, por exemplo, deposição de materiais quimicos usados em ambiente doméstico, não são contabilizadas nesta métrica.

35 PARA ALÉM DA PEGADA ECOLÓGICA Tecnosfera: Modelação de sistemas tecnológicos. –É, de uma forma geral, uma fase na qual se consegue uma elevada precisão ( a incerteza é inferior a um factor de 2) Ecosfera: Modelação de mecanismos ambientais. –É, de uma forma geral, uma fase na qual a incerteza pode abranger ordens de grandeza Valoresfera: Modelação opções subjectivas. –Por exemplo, avaliar a importância relativa de diferentes categorias de impacte ambiental. Tipicamente uma área no foro das ciências sociais. Não é correcto falar de incertezas porque não há uma verdade absoluta

36 ECOSFERA INVENTÁRIO DE CICLO DE VIDA CAMADA DE OZONO METAIS PESADOS UTILIZAÇÃO SOLO SMOG ECOTOXICIDADE PESTICIDAS EFEITO DE ESTUFA ACIDIFICAÇÃO RECURSOS CANCRO Deplecção de recursos Redução de biodiversidade Doenças respiratórias INVENTÁRIO MIDPOINT ENDPOINT Mecanismos ambientais

37 VALORIZAÇÃO SUBJECTIVA Parâmetro de avaliação INDICADOR AUMENTO MARGINAL DE MORTALIDADE SAÚDE DEGRADAÇÃO DO ECOSSISTEMA ECO- INDICADOR CFC Pb Cd PAH DUST VOS DDT CO2 SO2 NOX P CAMADA DE OZONO METAIS PESADOS CARCINOGENIA SMOG DE VERÃO SMOG DE INVERNO Intervenção ambiental Cat. Impacte PESTICIDAS EFEITO DE ESTUFA ACIDIFICAÇÃO EUTROFIZAÇÃO ECOINDICADOR 95

38 Eco-indicador 95 EcoIndicador 99 Eco-indicador 95 Eco-indicador 99: Bottom-up approach Top-Down approach –Saúde Humana (todos os seres humanos, no presente e no futuro, devem estar livres de doenças ou morte por causas ambientais) –Qualidade dos Ecosistemas ( as espécies não devem sofrer alterações disruptivas das suas populações ou localização geográfica) –Recursos (os recursos naturais essenciais para a subsistência da sociedade humana, devem estar disponíveis para as futuras gerações)

39 Saúde Humana DALY – Disability Adjusted Life Years Este valor é calculado com base em contributos de: –Doenças Respiratórias –Cancro –Alterações climáticas –Diminuição da camada de ozono –Radiação ionizante

40 Saúde Humana Metodologia de cálculo: Consequências do poluente: relacionar as emissões a uma alteração temporária da composição Exposição: relacionar a alteração da concentração com a dose que os indivíduos recebem Efeito: relacionar a dose com o número e o tipo de efeito na saúde Perturbação à vida: relacionar o efeito com DALY (Disability Adjusted Life Years)

41 Qualidade dos ecosistemas PDF*m 2 *ano – Percentagem de espécies que desapareceram de uma área durante determinado tempo Este valor é calculado com base em contributos de: –Ecotoxicidade (PAF – Potentially Affected Fraction, % de espécies expostas a uma concentração nociva) –Acidificação e Eutrofização (POO – Probability of Ocurrence, de uma planta num determinado local, PDF = 1-POO) –Utilização do solo (PDF – Potentially Disappeared Fraction)

42 RECURSOS MJ/kg – Energia adicional que será necessário gastar para extrair este recurso, quando a humanidade tiver extraído N vezes superior ao total extraído até Tomou-se N=5

43 A pegada ecológica deixa-nos, no entanto, uma lição: A área biologicamente produtiva disponível por pessoa é inferior a 2 hectares. A pegada Ecológica média excede já significativamente (>30%) a área disponível. Estamos perante um deficit de sustentabilidade: O capital natural, de cuja sobrevivência dependemos, está a diminuir.

44 Bibliografia Wackernagel, Mathis e William Rees (1996) – Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth -, New Society Publishers, Gabriola Island, British Columbia, Canada.Wackernagel, Mathis e William Rees (1996) – Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth -, New Society Publishers, Gabriola Island, British Columbia, Canada. Chambers, Nicky, Craig Simmons e Mathis Wackernagel (2000) – Sharing Natures Interest – Ecological Footprints as an Indicator of Sustainability - Earthscan Publications, Ltd., London and Sterling, VA, USA.Chambers, Nicky, Craig Simmons e Mathis Wackernagel (2000) – Sharing Natures Interest – Ecological Footprints as an Indicator of Sustainability - Earthscan Publications, Ltd., London and Sterling, VA, USA. Bond, S. (2002) – Ecological Footprints – Guide for Local Authorities - World Wildlife Fund.Bond, S. (2002) – Ecological Footprints – Guide for Local Authorities - World Wildlife Fund.

45 Sites


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