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Intervenção Psicoterapêutica na Doença Crónica 2006/2007 Docentes: Doutora Ana Paula Relvas Doutora Madalena Lourenço Exercício 2 Trabalho elaborado por:

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1 Intervenção Psicoterapêutica na Doença Crónica 2006/2007 Docentes: Doutora Ana Paula Relvas Doutora Madalena Lourenço Exercício 2 Trabalho elaborado por: Ana Carolina Pereira Ana Patrícia Passarinho Dora Patrícia Gomes Marta Soares Dores

2 Sumário Contexto de elaboração do trabalho Escolha dos casos clínicos Apresentação da aplicação de parte do guião ao Sistema de Saúde Apresentação da aplicação do guião a 2 casos clínicos Intervenção em casos de Doença Crónica (princípios gerais) Apresentação da Proposta de Intervenção aplicada aos 2 casos Apresentação do Plano de definição da Estrutura Colaborativa

3 Pedimos a colaboração da Estagiária de Sistémica Odete Azevedo, cujo estágio se efectua no Centro de Saúde de São Martinho, extensão de Taveiro. A estagiária estabeleceu um contacto prévio com a Dr.ª Ana Vaz, médica do Centro de Saúde, que se mostrou colaborante face à nossa iniciativa e que se disponibilizou para nos atender. O encontro foi agendado para o dia 4 de Junho de 2007, com a participação dos 4 elementos do grupo, a estagiária e a médica. Contexto de elaboração do trabalho

4 Escolha dos casos Após recepção e respectivas apresentações, explicámos à medica o objectivo do nosso trabalho, no âmbito da unidade curricular Intervenção Psicoterapêutica na Doença Crónica. A escolha dos casos foi deixada ao critério da Dr.ª Ana Vaz (desde que fossem doentes crónicos). A escolha incidiu sobre um doente com Insuficiência Renal Crónica e outro com Diabetes. A aplicação do guião pode ser feita na mesmo dia; após a consulta médica dirigiram-se ao gabinete, a fim de conversarem connosco.

5 Aplicação do guião ao Sistema de Saúde Antes de procedermos à aplicação do guião aos doentes crónicos, colocámos algumas perguntas à Dr.ª Ana Vaz: Diagnosticar O diagnóstico é feito tendo por base uma preparação, um acompanhamento, de acordo com os sintomas e com a hipótese de base. A informação é dada de acordo com a pessoa, a sua história e os seus desejos. Pode-se dizer ou não a verdade, dependendo se o doente quer ou não saber. Conciliação da vida profissional e pessoal Sim, o meu trabalho não interfere com a minha vida pessoal. Doentes crónicos na família Sim, lembro-me de casos de diabetes, hipertensão, carcinoma e doenças mentais.

6 Aplicação do Guião: Caso A Nome: Sr. Daniel Idade: 72 anos Estado Civil: casado Agregado familiar: Sr. Daniel e esposa Residência: Taveiro Profissão: Reformado de encarregado geral da Cimpor Doença crónica em análise: Insuficiência Renal Crónica (sem realização de diálise) – Sigla = GCF- Outras doenças diagnosticadas: angina de peito, hipertensão, problemas ao nível da próstata e da tiróide

7 Genograma do Sr. Daniel

8 Aplicação do Guião: Caso A (cont.) Primeiros sinais Há 30 anos apareceram vestígios de sangue e albumina na urina (quando a insulina falha esta proteína não é transformada, sendo expelida pela urina), detectados em várias análises. Recorreu a vários médicos mas nunca conseguiram descobrir a causa. Diagnóstico A doença foi descoberta por uns exames de rotina recomendados pela Dr.ª Ana Vaz, onde se verificou níveis altos de ureia. Idade de diagnóstico Foi diagnosticado com insuficiência renal crónica aos 68 anos.

9 Aplicação do Guião: Caso A (cont.) Mudanças após diagnóstico A alimentação mudou, pois ingere pouco sal, carnes vermelhas e peixe. A alimentação é mais à base de sopa e fruta, referindo haver algumas excepções em dias de festa. Devido à hipertensão, já tinha alguns destes cuidados. Refere tomar 12 comprimidos por dia. Não se esforça muito no quintal, tarefa que antigamente fazia, devido não à insuficiência renal, mas à angina de peito. Mais mudanças? Refere que nada mudou. E continua a ir aos jantares com antigos colegas da Força Aérea. Contactos com outros doentes Refere não precisar, pois pensa já ter informação suficiente acerca da doença.

10 Aplicação do Guião: Caso A (cont.) Adaptação da família à doença Refere que a esposa se adaptou bem, que ela é excepcional. Cuidadores A esposa é a cuidadora principal, é a sua enfermeira, por exemplo dando-lhe a dosagem de comprimidos à hora correcta. Os filhos não desempenham nenhum papel relevante, o que o Sr. Daniel justificou, dizendo ser por já terem a sua família. Outros familiares doentes Tem um primo que fez diálise durante 12 anos, tendo falecido há 4 anos.

11 Aplicação do Guião: Caso A (cont.) Conhecimento acerca da doença Já conhecia a doença devido ao primo e devido aos médicos, que lhe forneceram bastante informação. Não mostra dúvidas quanto à doença. Observação do comportamento: O Sr. Daniel mostrou-se cooperante e preocupado em saber se sabíamos tudo o que era preciso. Respondeu a todas as perguntas de forma entusiasta, mostrando-se adaptado à doença e recusando qualquer discurso mais pessimista, pois, como disse, nem sequer faz diálise. A esposa desempenha um papel importante enquanto cuidadora principal.

12 Aplicação do Guião: Caso B Nome: Sr. Lúcio Idade: 73 anos Estado Civil: viúvo (a esposa faleceu há 4 anos com cancro do pulmão) Agregado familiar: Sr. Lúcio e filho mais velho, nora e netos Residência: Taveiro Profissão: Reformado de maquinista da CP por invalidez (devido à Diabetes) Doença crónica em análise: Diabetes Tipo II – Sigla = GPNF- Outras doenças diagnosticadas: cancro do estômago (diagnosticado mas não revelado) e problemas na próstata

13 Genograma do Sr. Lúcio

14 Aplicação do Guião: Caso B (cont.) Primeiros sinais Não teve nenhuns sinais, foi um imprevisto. Estava a trabalhar e sentiu-se mal, pelo que no dia seguinte foi ao médico de família para fazer análises. Diagnóstico Na sequência do episódio anterior, as análises detectaram 480 mg/dl de glicemia. Depois esteve algum tempo de baixa, até que fez uma inspecção-geral no trabalho, onde, além dos elevados níveis de glicemia, foi detectado um nível de 500 mg/dl de colesterol. Seguiram-se os papéis da reforma por invalidez. Idade de diagnóstico Foi diagnosticado com diabetes tipo II aos 58 anos.

15 Aplicação do Guião: Caso B (cont.) Mudanças após diagnóstico A adaptação à reforma antecipada foi complicada, pois não aceitava não poder trabalhar. Sempre sustentou a família, pelo que, quando se viu sem trabalho, sentiu que já não tinha tanto valor. Tem cuidados com a alimentação e toma medicação regular para controlo da doença. Só foi administrada insulina aquando da operação ao estômago, há 3 meses. Adaptação da família à doença A minha falecida, como se referiu carinhosamente o Sr. Lúcio à esposa, demonstrou uma grande preocupação no dia em que ele teve a primeira crise, insistindo para que fosse ao médico no dia seguinte. Ao invés de ir trabalhar, como desejava, dirigiu-se ao médico, sendo então descoberta a sua doença.

16 Aplicação do Guião: Caso B (cont.) Cuidadores A esposa era a principal cuidadora, contudo, agora quem desempenha essas tarefas é o filho mais velho (com quem vai às consultas) e a nora (que trata da alimentação). Apesar disto, tenta não chatear ninguém, pelo que utiliza uma máquina para controlar a diabetes e responsabiliza-se por adequar a medicação ao nível da glicémia. Refere que a família é muito amiga, por isso é que consegue ir lidando com a doença. Outros familiares doentes O Sr. Lúcio referiu não ter qualquer membro da família com a mesma doença. Contudo, existem outras doenças crónicas na família. Por exemplo, a da sua esposa.

17 Aplicação do Guião: Caso B (cont.) Conhecimento acerca da doença Diz não ter dúvidas, pois já tem a doença há bastante tempo e acha que os médicos sempre lhe deram a informação suficiente. Observação do comportamento: O Sr. Lúcio mostrou-se colaborante durante a entrevista, mas visivelmente emocionado quando se referia à mulher e ao emprego que teve de deixar. Mostrava-se pouco adaptado à doença, desvalorizando o que podia fazer para ocupar o seu tempo. Tem preocupação em ser um fardo mas assume ter uma família com bom suporte.

18 Intervenção em casos de Doença Crónica Alguns princípios a ter em conta na intervenção: Adaptação à doença por parte do doente e da família Empowerment do doente para lidar com a doença Alargamento da rede de suporte Respirar do cuidador Promoção de hábitos de saúde/vida saudáveis Evitar a entrega à doença (dar só o que ela precisa)

19 Estratégia de Intervenção para o Caso A No caso do Sr. Daniel, diagnosticado com Insuficiência Renal Crónica, não equacionamos realizar nenhuma intervenção a nível individual (pois está bem adaptado à doença), nem a nível familiar (a esposa desempenha o papel de cuidadora de modo funcional), nem a nível social (mostra ter boa rede de suporte). Proposta: Poderíamos sugerir ao Sr. Daniel que participasse num Grupo Psicoeducativo a propósito da sua doença, de modo a dar o seu testemunho a outros doentes que tenham acabado de receber o diagnóstico (fase de crise). Seriam abordados aspectos relacionados com a alimentação, medicação, etc.

20 Estratégia de Intervenção para o Caso B O caso do Sr. Lúcio parece-nos requerer uma intervenção. Nível individual má adaptação à doença; problemas ao nível do processo de luto e auto-estima baixa; sente que não retribui o apoio que recebe; Nível familiar o agregado parece ter uma rotina funcional; Nível social fraca rede de suporte para além da família. A proposta de intervenção seria discutida com o Sr. Lúcio, a fim de iniciarmos a intervenção em si.

21 Estratégia de Intervenção para o Caso B (cont.) Nível individual Poderia ser importante trabalhar ao nível do processo de luto pela esposa e por uma vida saudável, tarefas que parecem ainda não estar cumpridas. Relativamente à auto-estima, poderíamos investir em tarefas em que se sentisse útil e valorizado, como por exemplo ajudar mais nas tarefas de casa e cuidar dos netos. Nível social Seriam trabalhados os aspectos relativos à rede de suporte social do Sr. Lúcio. À partida, poderíamos construir o seu Mapa de Rede Social Pessoal e trabalhar as relações existentes, recuperar antigas e fomentar novas. Poderíamos investir ao nível de encontros de antigos maquinistas da CP da Zona de Coimbra.

22 Definição da Estrutura Colaborativa (1) A Observação em Contexto de Saúde permitiu tirar algumas conclusões relativamente às: relações entre médicos e psicólogos; relação dos médicos com os doentes; relação dos médicos com os familiares do doente. Foi-nos impossível observar dados relativos à relação dos doentes com outros profissionais de saúde. Os resultados da observação permitiram contrariar algumas crenças prévias que primavam pelo pessimismo. O facto de ser uma observação num contexto rural também poderá ter influenciado.

23 Definição da Estrutura Colaborativa (2) Interface relacionada com a colaboração entre os serviços de Medicina e de Psicologia Existe boa comunicação entre os profissionais de saúde. Apesar dos profissionais usarem linguagens diferentes, há uma comunicação clara e constante entre eles; Há respeito entre os profissionais de saúde (pelas diferenças e diferentes competências); há um contacto directo e informal entre os profissionais de saúde (forma como lidaram com o nosso pedido); Existe grande acessibilidade dos médicos em relação aos estagiários de psicologia, ao cederem-lhes os seus gabinetes.

24 Definição da Estrutura Colaborativa (3) Interface relacionada com a relação entre o Sistema de Saúde e os doentes: Verificou-se uma compreensão humanista e genuína por parte dos médicos em relação aos doentes; há um conhecimento profundo das histórias dos pacientes; dá-se importância aos aspectos psicossociais; As visitas dos doentes ao Centro de Saúde são recorrentes e existe disponibilidade tanto dos pacientes como dos profissionais de saúde; O Sistema de Saúde informa adequadamente os seus doentes; este referem que lhes foi fornecida bastante informação.

25 Interface relacionada com a relação entre o Sistema de Saúde e os familiares dos doentes: Da mesma forma que existe uma boa relação entre os doentes e os médicos, o mesmo se verifica entre os médicos e os familiares; Existe uma preocupação por parte dos médicos em informar os familiares e garantir que eles acompanhem o processo. Definição da Estrutura Colaborativa (4)

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27 Bibliografia Duhamel, F. (1995). La santé et la famille. Une aproche systémique en soins infirmiers (cap. 3). Montreal: Gaëtan Morin. McDaniel, S., Hepworth, J., & Doherty, W. J. (1992). Medical family therapy. New York: Basic Books. Navarro-Gongóra (1998). El impacto psicosocial de la enfermedad crónica en la família. In J. A. Ríos (Coord.). La família: Realidade y mito (71-98). Madrid: Ed. Centro de Estudos Ramón Areces, S. A.. Navarro-Gongóra, J., & Doherty, W. J. (2002). Familia y enfermedad: Problemas y técnicas de intervención. Psychologica, 31, Rolland, J. (1994). Families, illness and disability. An integrative model. New York: Basic Books.

28 Sousa, L., Mendes, A., & Relvas, A. P. (2007). Enfrentar a velhice e a doença crónica. Lisboa: Climepsi. Steinglass, P., & Horan, M. E. (1988). Families and chronic medical illness. In F. Walsh, & C. Anderson (Eds.). Chronic disorders and the family ( ). New York: The Haworth Press. Wright, L. M., & Leahey, M. (2002). Enfermeiras e Famílias. Um guia para avaliação e intervenção na família (3ª ed.). São Paulo: Editora Roca. Bibliografia (cont.)


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