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AVALIAÇÃO DA PRÉ-HIDRÓLISE QUÍMICA E ENZIMÁTICA NO TRATAMENTO DA BIOMASSA RESIDUAL DA SUINOCULTURA VISANDO A OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE GERAÇÃO DE ENERGIA.

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1 AVALIAÇÃO DA PRÉ-HIDRÓLISE QUÍMICA E ENZIMÁTICA NO TRATAMENTO DA BIOMASSA RESIDUAL DA SUINOCULTURA VISANDO A OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE GERAÇÃO DE ENERGIA (PIBIC) Engenharia Química Dr. Jair Juarez João (Orientador), Maria Alice Prado Cechinel. (PIBIC). Curso de Engenharia Química, Campus Tubarão. Introdução Segundo a ANEEL, biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica proveniente da agricultura, da silvicultura e das indústrias conexas, como também da fração biodegradável dos resíduos industriais e urbanos que pode ser utilizada na produção de energia. Biogás é a mistura gasosa produzida por intermédio do processo fermentativo da biomassa, essencialmente constituída por metano (CH 4 ) e dióxido de carbono (CO 2 ), estando o seu poder calorífico diretamente relacionado com a quantidade de metano existente na mistura gasosa. (COELHO, et al, 2006). O acelerado avanço tecnológico, associado a um intenso processo de urbanização, tem causado sérios problemas ambientais ao planeta, sobretudo nas nações menos desenvolvidas ou em estágio de desenvolvimento. Em Santa Catarina, o agronegócio promove a geração de resíduos como subprodutos, que são classificados como biomassas residuais e podem ser convertidos em energia elétrica produzida a partir do seu poder calorífico. Atualmente esses resíduos ainda são subutilizados causando sérios problemas ambientais. Atualmente, pode-se ter o aproveitamento do biogás em duas situações: o primeiro caso consiste na queima direta e o segundo diz respeito à conversão energética, processo que transforma um tipo de energia em outro e, no caso do biogás, a energia química contida em suas moléculas é convertida em energia mecânica por um processo de combustão controlada. Essa energia mecânica ativa um gerador que a converte em energia elétrica. (COELHO, et al, 2006). Objetivo Avaliar a capacidade da conversão da biomassa residual proveniente da suinocultura como fonte de geração de biogás. Metodologia A coleta da biomassa residual líquida e sólida (lodo) foi realizada na entrada da estação de tratamento de efluentes na granja da empresa JCW LTDA, localizada na cidade de Armazém/SC. Os parâmetros analisados e as metodologias utilizadas para cada análise estão descritas na tabela 1 e tabela 2, para o efluente e o lodo, respectivamente. Tabela 1 – Método de análises físico-químicas do efluente de suinocultura. Tabela 2 – Método de análises físico-químicas do lodo de suinocultura. No processo e avaliação da geração do biogás pelo efluente líquido foram utilizadas 4 soluções com concentrações diferentes de material orgânico A, B, C e D com valores de 6.899, , e , respectivamente. O biodigestor de bancada foi montado como mostra as Figuras 1 e 2. O volume de biogás gerado foi mensurado através do seu depósito no reservatório que se equivale ao volume de solução básica depositado na proveta. As amostras permaneceram com pH entre 6,5 e 7,5 e temperatura entre 35 e 37ºC. A coleta de dados foi realizada 11 vezes num período de 21 dias, anotando-se os valores de volume gerado e o tempo, assim como a temperatura ambiente nesse período. Figura 1 – Ilustração do biodigestor em Figura 2 – lustração de geração de escala laboratorial. biogás em escala laboratorial. Resultados Os resultados obtidos para as análises físico-química do efluente e lodo da suinocultura são mostrados na tabela 3 e tabela 4. Quanto à quantidade de biogás gerado no processo de biodigestão, os resultados obtidos estão dispostos na Figura 3. Tabela 4 – Análises físico-químicas do Tabela 5 – Análises físico-químicas do efluente de suinocultura. lodo de suinocultura. Figura 4 – Volume de gás gerado com diferentes concentrações de matéria orgânica pelo tempo de análise Conclusões Conclui-se que existe viabilidade no processo de biodigestão da biomassa de suinocultura, visto que esta apresenta um alto teor de matéria orgânica e sólidos biodegradáveis. A amostra contendo concentração de mg.L-1 foi a que apresentou melhor eficiência na produção de biogás, com valor aproximado de 800 cm³ de biogás produzido em 21 dias de digestão. Conclui-se que, apesar de não apresentar biodegradabilidade comparável ao efluente líquido, a biomassa residual sólida (lodo) pode ser aproveitada na geração de biogás como elemento enriquecedor de material orgânico ao efluente. Bibliografia ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Disponível em:. Acesso em: 05/06/2010. CASSINI, S. T. Digestão de resíduos orgânicos e aproveitamento do biogás. Rio de Janeiro: RiMa, COELHO, S. T. A conversão da fonte renovável biogás em energia. V CBPE - Congresso Brasileiro de Planejamento Energético. Brasília, LEITE, V.D. et al. Tratamento de resíduos sólidos de centrais de abastecimento e feiras livres em reator anaeróbio de batelada. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. Vol. 7, nº 2. Campina Grande, Apoio Financeiro: CNPq


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