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1 Correcção do teste de 27 de Maio de 2008 7 5 10 15 20 Toca-se às grades, nas cadeias. Som Que mortifica e deixa umas loucuras mansas! O Aljube, em que.

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1 1 Correcção do teste de 27 de Maio de Toca-se às grades, nas cadeias. Som Que mortifica e deixa umas loucuras mansas! O Aljube, em que hoje estão velhinhas e crianças, Bem raramente encerra uma mulher de dom! E eu desconfio, até, de um aneurisma Tão mórbido me sinto, ao acender as luzes; À vista das prisões, da velha Sé, das Cruzes, Chora-me o coração que se enche e que se abisma. A espaços, iluminam-se os andares, E as tascas, os cafés, as tendas, os estancos Alastram em lençol os seus reflexos brancos; E a Lua lembra o circo e os jogos malabares. Duas igrejas, num saudoso largo, Lançam a nódoa negra e fúnebre do clero: Nelas esfumo um ermo inquisidor severo, Assim que pela História eu me aventuro e alargo. Na parte que abateu no terramoto, Muram-me as construções rectas, iguais, crescidas; Afrontam-me, no resto, as íngremes subidas, E os sinos dum tanger monástico e devoto. Mas, num recinto público e vulgar, Com bancos de namoro e exíguas pimenteiras, Brônzeo, monumental, de proporções guerreiras, Um épico doutrora ascende, num pilar! E eu sonho o Cólera, imagino a Febre, Nesta acumulação de corpos enfezados; Sombrios e espectrais recolhem os soldados; Inflama-se um palácio em face de um casebre. Partem patrulhas de cavalaria Dos arcos dos quartéis que já foram conventos: Idade Média! A pé, outras, a passos lentos, Derramam-se por toda a capital, que esfria. Triste cidade! Eu temo que me avives Uma paixão defunta! Aos lampiões distantes, Enlutam-me, alvejando, as tuas elegantes, Curvadas a sorrir às montras dos ourives. E mais: as costureiras, as floristas Descem dos magasins, causam-me sobressaltos; Custa-lhes a elevar os seus pescoços altos E muitas delas são comparsas ou coristas. E eu, de luneta de uma lente só, Eu acho sempre assunto a quadros revoltados: Entro na brasserie: às mesas de emigrados, Ao riso e à crua luz joga-se o dominó. Cesário Verde, O Sentimento Dum Ocidental, Parte II - «Noite Fechada» 4356

2 2 Grupo I Itens fechados de escolha múltipla De entre as afirmações seguintes, identifica, através da alínea respectiva, a que melhor corresponde ao sentido do texto. 1. Neste poema, o sujeito poético… a) mostra uma antipatia por igrejas e clero, devido às suas práticas opressoras, passadas e presentes. b) mostra simpatia pelas igrejas e pelo clero porque considera fundamental o seu contributo para o espírito dos lisboetas. c) mostra agrado pelo tanger dos sinos, porque lhe recordam um passado glorioso. d) mostra compreensão pelo passado inquisitorial que faz parte da sua incursão pela história. Resposta correcta: alínea a) 2. Um dos sentimentos directa ou indirectamente verificados neste poema é… a) uma clara condenação dos miseráveis e um evidente favorecimento dos burgueses poderosos. b) uma manifesta euforia e alegria no momento em que se acendem as luzes da cidade. c) uma evidente sensibilidade pelas contradições e afrontas sociais. d) uma enorme simpatia pelos soldados, que se colocam sempre do lado dos mais desfavorecidos. Resposta correcta: alínea c)

3 3 Grupo II Itens abertos de resposta restrita Responde às questões com frases completas e de forma estruturada 1. Indica a estrutura externa do excerto aqui apresentado do poema. 1. Estrutura/externa: - onze quadras (de um total no poema de 44 quadras); - primeiro verso decassilábico, sendo versos alexandrinos os seguintes, ou seja, trata-se de estrofes heterométricas; - esquema rimático: ABBA; - tipo de rima: interpolada em A; emparelhada em B (rica e pobre). 2. O anoitecer, ao «acender das luzes», provoca determinados sentimentos no sujeito poético. Indica de que sentimentos se trata, explicando-os, bem como as suas causas. 2. O sujeito poético sente-se doente, estado que é provocado por uma profunda tristeza, por uma grande melancolia, situação que depois se estende à cidade em si («Triste cidade! Eu temo que me avives /Uma paixão defunta!», vv. 33, 34).

4 4 3. Explica a relação que se estabelece no poema entre os diferentes ambientes apresentados e os sentimentos que dominam o «eu» poético. 3. Relação entre os diferentes quadros e os sentimentos que dominam o sujeito poético: Nos diferentes quadros surge a ideia de aprisionamento e opressão (o Aljube, a Inquisição, o terramoto, a doença), que apresentam uma conotação simbólica negativa, associada à morte, e que originam imagens fantasmagóricas (cf. est 4, vv 13-16; est 5; est 7). O sujeito poético sente-se de tal forma deprimido, que põe a hipótese de poder sucumbir a um aneurisma «Tão mórbido [se sente] ao acender das luzes» (de notar que a primeira parte do verso estabelece directamente a relação entre o estado de espírito do poeta e a luz ténue que não dominava completamente as trevas). A profunda tristeza, decepção e revolta com a situação dos oprimidos pode ser observada nos versos 25-26, em contraste com as elegantes que observam jóias (vv.35-36). Poder-se-á ainda mencionar o contraste entre a preocupação do sujeito poético e a perfeita indiferença dos «emigrados» (vv ).

5 5 4. Neste poema podemos verificar um cruzamento temporal entre o presente e o passado. Como se manifesta e a que se deve? 4. A intersecção (ou cruzamento) temporal presente/passado resulta da intersecção entre o real exterior que é objectivo e a imaginação do poeta. A percepção visual das duas igrejas origina a viagem ao passado, mais propriamente ao tempo soturno e macabro da Inquisição. Algumas marcas do passado permanecem visíveis e o poeta reconstrói determinadas épocas (est. 5 - a Baixa pombalina ergue-se sobre as vítimas do terramoto de 1755). A visita pela História nacional continua com a referência a Camões, associado ao povo e a um tempo glorioso, que se opõe àquele em que o poeta vive. Esta perspectiva é traduzida pela descrição da estátua e pela utilização do verbo «ascender» (est. 6).

6 6 5. O que pretende o sujeito poético referir na estrofe 7 (versos 25-28)? Explica qual o método utilizado para conseguir fazê-lo. 5. Utiliza-se aqui o contraste entre riqueza e pobreza – o egoísmo dos ricos face à miséria dos pobres (v. 28, «um palácio em face a um casebre») para ainda acentuar mais a injustiça da maneira como vive a maior parte da população (v. 26, os «corpos enfezados»), sendo os «soldados» a garantia da manutenção do estado das coisas e da protecção dos ricos, aqui caracterizados como espectros, entidades malignas que ainda mais acentuam a alusão à doença, «Cólera», «Febre» (v. 25).

7 7 6. Identifica no poema um exemplo para cada um dos processos estilísticos abaixo referidos e explica-os: 6.1 Sinestesia 6.2 Assíndeto 6.1 e 6.2 Alguns exemplos: sinestesia - vv. 1, 6-7, 9-11, 28, 32; assíndeto - vv. 7, 18, 23, Por vezes, o sujeito poético tende a fugir da realidade observada para um mundo de imaginação. Refere um exemplo textual dessa «fuga» e explica o que significa. 7. Na estrofe 3, a visão da Lua distrai por momentos da realidade, apontando para uma realidade mágica. Na estrofe 4, as igrejas lembram os tempos remotos e terríveis da Inquisição. Na estrofe 5, a recordação do terramoto de 1755 ainda se encontra presente, através das novas construções, a que se alia a vida conventual, fechada e rígida, também presente na referência à Idade Média da estrofe 8. Na estrofe 6, a estátua de Camões, no largo do mesmo nome, estabelece um contraste com a trivialidade e vulgaridade dos bancos de namoro.

8 8 Grupo III Tendo em conta o estudo feito da obra de Cesário Verde, comenta uma das seguintes afirmações, num texto expositivo-argumentativo, bem estruturado, de 120 a 150 palavras. A – Cesário Verde é o poeta-repórter da cidade. B – Cesário Verde é um poeta realista, cuja poesia se assemelha aos quadros dos grandes pintores impressionistas. C – Na poesia de Cesário Verde está patente uma oposição entre a cidade e o campo. Poderão ser referidos, entre outros, os seguintes aspectos: - Cesário, o poeta da cidade, associada à doença, mas também do campo, associado à beleza, à saúde, ao erotismo (poema De Tarde); - a deambulação e a visão fotográfica do mundo (importância da visão), em associação com as reflexões do sujeito poético; - a preocupação com a vertente social - o retrato de diversas categorias sociais e profissionais; - a poetização do real (objectividade/subjectividade, o quotidiano e a introdução de figuras reais na poesia); - A vertente parnasiana (poema De Tarde), numa atitude mais descritiva de paisagens, e o estilo impressionista (poemas Contrariedades e O Sentimento dum Ocidental), onde verificamos a captação do real através de impressões - cor, luz, forma, movimento; - A atitude de recusa de uma estética romântica…

9 9 Observações ao Grupo III: 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.:/dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (ex.:/2007/). 2. Um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial do texto produzido.


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