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Módulo: ABERTURA Tópico: Introdução Tela 1 de 1 Olá! Seja bem-vindo ao curso de Atendente de Ótica! Eu sou Lunete e vou acompanhar você durante seu estudo.

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1 Módulo: ABERTURA Tópico: Introdução Tela 1 de 1 Olá! Seja bem-vindo ao curso de Atendente de Ótica! Eu sou Lunete e vou acompanhar você durante seu estudo. Aqui você vai conhecer melhor o funcionamento do sistema ocular, as lentes e suas características e muito mais…

2 Módulo: ABERTURA Tópico: Informações sobre o curso Tela 1 de 1 Público-alvo Profissionais interessados no trabalho de atendimento em ótica. Consultores de ótica que desejam complementar sua formação. Carga horária 12h Objetivos Entender o funcionamento do sistema ocular. Conhecer as ametropias que acometem a visão. Entender o funcionamento de lentes de correção. Obter informações sobre lentes, diferentes materiais e suas características. Interpretar receitas. Alavancar conhecimento sobre vendas.

3 Óptica é a parte da física que estuda as leis relativas as radiações luminosas e aos fenômenos da visão. Relativo a visão e aos olhos. Módulo: ÓPTICA Tópico: Conceito de óptica Tela 1 de 4

4 Módulo: ÓPTICA Tópico: Conceito de óptica Tela 2 de 4 Óptica é a área da física que estuda os fenômenos relacionados à luz. A óptica é uma ciência bastante antiga, que surgiu a partir do momento em que as pessoas começaram a fazer questionamentos sobre o funcionamento da visão e sua relação com os fenômenos ópticos.

5 Você deve estar pensando como a luz e a visão estão tão interligadas, certo? Eu posso ajudar a lhe explicar... Módulo: ÓPTICA Tópico: Conceito de óptica Tela 3 de 4 Quando os raios de luz se chocam com as coisas ao nosso redor, eles se refletem para todos os lados num fenômeno chamado de dispersão.

6 Todos os objetos que podemos ver são constituídos de superfícies com pequeníssimas irregularidades voltadas para todas as direções. Assim, cada ponto de que se forma um objeto reflete a luz para todos os lados. Então ela penetra através de nossos olhos, é refletida, processada, gravada e enviada ao cérebro onde se reproduz a sensação da visão. Clique aqui e veja como esse processo acontece. Módulo: ÓPTICA Tópico: Conceito de óptica Tela 4 de 4

7 Módulo: ÓPTICA Tópico: Funcionamento do olho Tela 1 de 6 Embora pequeno no tamanho, o olho é um órgão muito complexo. O globo ocular é uma esfera com cerca de 2,5cm de diâmetro e 7g de peso. Quando olhamos na direção de algum objeto, a imagem atravessa primeiramente a córnea, uma película transparente que protege o olho. Chega, então, à íris, que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila. Passada a pupila, a imagem chega a uma lente, o cristalino, e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida, e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos que são decodificados pelo cérebro.

8 As células fotorreceptoras são de dois tipos: cones, que reconhecem as cores, e bastonetes, que reconhecem a luminosidade. Seus nomes estão relacionados à sua forma física Os Cones É que permitem que tenhamos uma boa resolução de imagens e de suas cores e uma grande acuidade visual. Os Cones são responsáveis pela percepção da luz em intensidades normais de iluminação. Os Bastonetes São sensíveis à luz de baixa intensidade, permitindo a visão noturna e em ambientes de pouca iluminação. No entanto, os Bastonetes permitem uma visão menos precisa. Módulo: ÓPTICA Tópico: Funcionamento do olho Tela 2 de 6 Caixa de dica: A ausência de qualquer um dos tipos de cones resulta em uma perturbação da percepção visual onde se vê várias cores caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o vermelho e o verde. Neste caso damos o nome de Daltonismo.

9 Pense em uma máquina digital. Assim como ela tira fotos, o olho capta os raios luminosos e os transforma em impulsos elétricos. No lugar do cabo USB, que liga o aparelho ao computador, o órgão responsável pela visão usa o nervo óptico para se conectar ao grande processador do corpo humano: o cérebro. Mas o sistema visual, responsável pela fabricação de imagens na mente, não funciona de forma perfeita até o fim da vida. O olho dura 40 anos, declara Rubens Belfort Júnior, presidente do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Claro, continuamos a enxergar, mas dependemos dos avanços tecnológicos para que isso aconteça da melhor forma possível. Módulo: ÓPTICA Tópico: Funcionamento do olho Tela 3 de 6 Para entender ainda melhor o funcionamento do olho, vamos fazer uma comparação interessante...

10 Módulo: ÓPTICA Tópico: Funcionamento do olho Tela 4 de 6 Vamos conhecer cada uma das partes do olho e suas funções? Clique sobre os itens em destaque.

11 Módulo: ÓPTICA Tópico: Funcionamento do olho Tela 5 de 6 O movimento dos olhos é regulado por uma série de seis músculos. Acompanhe, na animação abaixo, quais são eles e por quais movimentos eles são responsáveis. Para isso, clique sobre os nomes dos músculos.

12 Como seu olho focaliza? No fundo do olho há uma complexa camada de células (retina). A retina reage à luz e conduz esta informação até o cérebro que, por sua vez, traduz essa atividade como imagem. Como o olho é uma esfera, a superfície da retina é curva. Quando você olha para algo, três coisas devem acontecer: 1.a imagem deve ser reduzida para se ajustar na retina; 2.a luz dispersada deve se concentrar, isto é, deve focalizar na superfície da retina; Para fazer tudo isso, o olho dispõe de uma lente (cristalino) entre a retina e a pupila e uma cobertura transparente (córnea). O cristalino, que poderia ser classificado como uma lente "positiva" porque é mais grosso em seu centro, trabalha juntamente com a córnea para focalizar a imagem na retina. Módulo: ÓPTICA Tópico: Funcionamento do olho Tela 6 de 6

13 Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 1 de 10 Você já olhou para um texto e ele parecia embaçado ou teve dificuldade de ler uma placa a uma certa distância? Alguns desses casos caracterizam defeitos de visão, ou seja, situações em que há incapacidade dos olhos de focarem uma imagem.

14 Para entendermos os problemas de visão, precisamos lembrar algumas características do funcionamento dos olhos: Os músculos controlam o tamanho da abertura, a forma do sistema de lentes e os movimentos dos olhos. A capacidade de focar a luz na retina depende das formas da córnea e do cristalino. Então, quando você olha alguma coisa, os músculos anexados à lente devem se contrair e relaxar para alterar a forma do sistema de lentes e manter o objeto focado na retina, mesmo quando os olhos se movem. Trata-se de um conjunto complexo de movimentos musculares controlado automaticamente pelo sistema nervoso. Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 2 de 10

15 O olho humano pode apresentar alguns erros refrativos que levam a dificuldades de enxergar. As ametropias são os defeitos de visão que podem ser corrigidos com lentes. Nesses casos, o que ocorre é que a luz não se focaliza na retina, mas antes ou depois dela. Esses problemas são causados pela forma física do globo ocular. Esses erros refrativos são denominados: Miopia Hipermetropia Astigmatismo Presbiopia Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 3 de 10

16 Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 4 de 10 Cada ametropia necessita de um tipo de lente de correção. Siga comigo para conhecer as características de cada um destes defeitos de visão e o tipo de lente correspondente.

17 Miopia Dificuldade para enxergar de longe O que acontece? Quando o globo ocular é mais alongado do que o normal ou uma das lentes apresenta problemas, os raios luminosos são focalizados antes da retina. Assim, para os míopes, a visão fica embaçada à medida que eles estão distantes do objeto observado. Qual o tratamento? O uso de óculos ou lentes de contato diminui o poder de convergência das lentes do olho, o que as ajuda a voltar a focalizar a imagem na retina. A cirurgia é recomenda para pessoas acima de 21 anos e surte mais efeito naquelas com, no máximo, 8 graus de miopia – desde que o grau esteja estabilizado por mais de um ano. Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 5 de 10

18 Hipermetropia Problemas para ver de perto O que acontece? Fica difícil ler um livro, por exemplo. O desvio ocorre naqueles que têm o olho mais curto do que o normal. Assim, as lentes não convergem os raios luminosos tão bem e a imagem é focalizada depois da retina. Qual o tratamento? Às vezes, a pessoa nem desconfia do desvio, pois o próprio cristalino se encarrega de focalizar a imagem na retina por meio da acomodação visual. O uso de lentes corretivas aumenta o poder de convergência do olho. Busca-se o mesmo resultado na cirurgia de hipermetropia, com o alongamento da córnea. Ela surte mais efeito em quem tem, no máximo, 4 graus. Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 6 de 10

19 Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 7 de 10 Astigmatismo É uma pessoa ou são duas? O que acontece? Se a córnea possui erros de curvatura ou o cristalino está mal posicionado, a imagem é focada mais de uma vez na retina. É o astigmatismo, desvio em que a visão fica embaralhada, com vários focos. Não dá para ler ou enxergar objetos distantes com nitidez. Qual o tratamento? Esse desvio pode ser corrigido com óculos ou lentes. Também há cirurgias para amenizar as imperfeições da córnea ou colocar o cristalino no lugar. Geralmente o astigmatismo está associado à miopia ou à hipermetropia – nesses desvios a curvatura da córnea também fica alterada.

20 Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 8 de 10 Presbiopia Distúrbio obrigatório no ser humano O que acontece? Depois dos 40 anos, o cristalino perde a elasticidade. Ele, então, deixa de realizar a acomodação visual. Fica um pouco difícil enxergar de longe, mas de perto, é ainda pior. O problema é popularmente conhecido como vista cansada. Qual o tratamento? Lentes bifocais ajudam a focalizar a imagem, pois funcionam para ver de perto e de longe. Uma cirurgia ou lentes corretivas deixam um olho apto a enxergar bem de longe e o outro, bem de perto. É uma operação – feita em poucos hospitais – que encurva a córnea, melhorando a visão de qualquer distância.

21 Estrabismo É um desvio na posição dos olhos causado por excesso de força ou de fraqueza da musculatura ocular, que pode ser aparente ou latente, só aparecendo quando o desvio é testado ou provocado. A figura abaixo ilustra exemplos de estrabismo: Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 9 de 10

22 Módulo: ÓPTICA Tópico: Ametropias Tela 10 de 10 Além das ametropias, há outro problema de visão bastante sério que não melhora mesmo com o uso de óculos: a catarata. Ela é caracterizada por uma opacidade do cristalino. Quando ele fica opaco, causa diminuição da visão. Em geral, seu tratamento precisa ser cirúrgico. A falta de proteçao solar pode induzir catarata precoce.

23 Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 1 de 7 Uma das principais ferramentas de trabalho do consultor de óptica são as lentes corretivas ou de proteção aos raios nocivos do sol. Para começar nosso estudo sobre elas, precisamos entender alguns conceitos gerais: movimentos oculares de adaptação e acomodação, processo de refração e prismas.

24 ADAPTAÇÃO Adaptação é a faculdade que o olho tem de abrir e fechar a pupila de acordo com a intensidade da luz a fim de obter a melhor imagem. Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 2 de 7

25 ACOMODAÇÃO Acomodação é o poder que o olho tem de fazer o cristalino focalizar o objeto de acordo com sua distância. A acomodação torna o cristalino com seu ângulo de abertura prismática mais aberto ou mais fechado, tornando-o uma lente mais forte ou menos forte. Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 3 de 7

26 REFRAÇÃO Refração é a mudança de direção que a luz sofre ao penetrar obliquamente num meio (um outro material transparente) de densidade diferente. Refração também é a relação entre a velocidade da luz no vácuo e num meio mais denso. Ao penetrar perpendicularmente num meio mais denso, a luz perde sua velocidade. Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 4 de 7 Repare bem na figura acima. A varinha dentro de um copo cheio dágua parece que está torta, mas, na verdade, esse é o efeito que chamamos de refração.

27 ÍNDICE DE REFRAÇÃO índice de refração é um número geralmente representado por n, que mede o poder de refração dos diversos materiais. Por convenção deu-se índice 1,00 ao vácuo, como índice-base. Portanto, o índice de refração compara a densidade dos meios transparentes, determinando a velocidade com que a luz percorre esse meio e seu poder de refração. Sua importância, na óptica, está no fato de determinar a espessura da lente e o poder que o meio possui para ser empregado na fabricação de lentes. Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 5 de 7 Caixa importante: A espessura é inversamente proporcional ao índice de refração: quanto maior o índice de refração, menor a espessura da lente.

28 PRISMAS Denomina-se prisma um meio transparente com determinado índice(n), delimitado por duas superfícies planas, não paralelas. A interseção das duas superfícies constitui a aresta do prisma. Esta superfície pode ser plana ou esférica, ou uma porção de cilindro. O angulo, formado pelas duas superfícies, chama-se angulo do vértice. O outro lado do prisma forma a base. Toda secção de um prisma, por um plano perpendicular á aresta, é a secção principal ou meridiano base-ápice(como mostra a figura). O feixe de luz que passa através do prisma, além de desviado em direção á base, sofre dispersão cromática.(como mostra a figura). Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 6 de 7

29 Caixa de destaque: Rx com desenho de prismas com bases existentes Módulo: LENTES Tópico: Conceitos gerais Tela 7 de 7 A unidade de medida dos prismas é a dioptria prismática, que deternima o grau de uma lente. Quando uma prescriçao para óculos recomenda lentes prismáticas, significa que a lente deverá ser colocada com o lado mais espesso para o lado recomendado. Caixa de destaque: Convencionou-se que uma dioptria é igual ao inverso da distância focal de um metro. Assim, para uma lente de 2,00D, existe um foco de O,50 m e assim por diante. Quanto maior o valor de dioptria, mais poderosa é a lente. Na linguagem comum, a diptria é chamada impropriamente de "grau". Caixa antiga Solicitação DI. Melita, precisamos de um exemplo de dioptria. Caixa de destaque Nova caixa (cliente) Nova solicitação DI: não entendi a observação colocada na caixa de destaque. A intenção é colocar uma imagem? As informações da caixa antiga não são importantes e podem ser excluídas?

30 LENTES Lentes são prismas capazes de mudar a direção da luz para um ponto chamado foco. Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 1 de 10 Nos prismas, a força prismática se coloca ao longo de uma direção: Nas lentes esfericas, a força prismática se coloca em igual intensidade em torno de seu centro:

31 Formatos de lentes Dois formatos básicos da lente são usados: esférico e cilíndrico. Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 2 de 10 Lente esféricaLente cilíndrica Assemelha-se a uma bola de basquete cortada pela metade. A curvatura é a mesma em toda a superfície da lente. Parece um cano cortado longitudinalmente. A direção do eixo de uma curva cilíndrica desvia a luz apenas naquela direção.

32 O funcionamento de uma lente A melhor maneira de entender o comportamento da luz através de uma lente curva é compará-la a um prisma. O prisma é mais grosso em uma extremidade e a luz que o atravessa é desviada (refratada) em direção à porção mais espessa. Veja o diagrama abaixo: Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 3 de 10

33 Como funciona a lente negativa? Também chamada divergente, provoca a visão de uma imagem diminuída porque possui a base da força prismática voltada para as bordas. Veja na figura abaixo: Desse modo, ela consegue captar uma imagem maior do que ela e se vê toda a imagem porque ela se comprime dentro da lente. Observe: Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 4 de 10

34 Como funciona a lente positiva? Do mesmo modo, a lente positiva, ou convergente, é como uma lupa: possui sua força prismática voltada para o centro. Veja na figura abaixo: Desse modo, ela capta uma pequena porção da imagem, que é espalhada por toda a área da lente. Observe: Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 5 de 10

35 Uma lente pode ser definida como dois prismas arredondados colocados juntos. (AQUI IMAGEM)desenho de uma lente convergente e divergente dividida no meio A luz que passa através da lente é sempre desviada em direção à parte mais espessa dos prismas. Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 6 de 10

36 Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 7 de 10

37 CURVA BASE A curva base é a curva natural da lente. Procura-se sempre lentes cuja curva base acompanhe o movimento de rotação do globo ocular, a fim de proporcionar o maior ângulo de visão. Atualmente as melhores industrias ópticas já selecionam a melhor curva base de acordo com a prescrição. Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 8 de 10

38 Astigmatismo Enquanto na miopia e na hipermetropia o foco da visão não se processa na retina, em razão do formato mais ou menos alongado do globo ocular, no astgmatismo o olho pode ter seu formato normal, mas nem todos os raios luminosos que nele penetram têm seu foco na retina, por causa de diferenças de refração decorrentes das curvaturas da córnea ou do cristalino. Sendo comum a existência simultânea de astgmatismo e de miopia ou hipermetropia. Módulo: LENTES Tópico: Entendendo as lentes Tela 9 de 10

39 Espessura da lente Espessura é a diferença das duas curvaturas determinada pelo grau da prescrição (receita do grau). As lentes oftálmicas são sempre estudadas como lentes mais finas, ou seja, lentes com a menor espessura possível. Assim, considera-se sempre duas espessuras na lente: espessura de centro e espessura de borda. Módulo: LENTES Tópico: Espessura das lentes Tela 10 de 10 Clique aqui e veja tabela de espessuras de lentes.

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41 Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 1 de 7 As lentes recebem diferentes classificações de acordo com sua superfície, matéria-prima de que são produzidas e campo de visão. Fique atento aos tipos de lentes, pois elas são um de seu seus principais materiais de trabalho. Siga comigo. Caixa de importante A escolha da lente está associada à prescrição e a uma análise das necessidades do cliente.

42 TIPOS DE LENTES Quanto à superfície, as lentes são classificadas como lentes esféricas ou cilíndricas, como já vimos anteriormente. Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 2 de 7 Aqui caixa de importante: Explicando de um modo mais simples, a lente cilíndrica serve para corrigir astigmatismo. Para todas as outras ametropias, a lente é do tipo esférica. No entanto, se uma pessoa tem astigmatismo combinado a outra ametropia qualquer, sua lente será esférico-cilíndrica.

43 TIPOS DE LENTES Quanto à matéria-prima empregada em sua fabricação, as lentes podem ser de cristal, em resina, em alto índice, de policarbonato e trivex. Clique sobre as abas da caixa abaixo e onheça as características de cada um deles. Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 3 de 7 Lentes de cristal Lentes em resina Lentes em alto índice Lentes de policarbonato Lentes trivex Lentes de cristal são lentes feitas de vidro. Sua matéria-prima é areia (ou óxido de Silício), também chamado de cristal de rocha ou quartzo. Esse material é passado por fundição em que se agregam elementos para dar-Ihe resistência e índice de refração específico.

44 TIPOS DE MATERIAIS DAS LENTES Lentes de cristal Lentes de cristal são lentes feitas de vidro. Sua matéria-prima é areia (ou óxido de Silício), também chamado de cristal de rocha ou quartzo. Esse material é passado por fundição em que se agregam elementos para dar-Ihe resistência e índice de refração específico. Lentes em resina São lentes elaboradas em material sintético mais leve. Costuma-se chamar esse material de orgânico(CR 39). Lentes em alto índice Lentes de alto índices de refração São lentes que, por se caracterizarem de altas forças dioptricas(grau), são elaboradas em materiais de altos índices de refração a fim de se constituírem com menor espessura e, consequentemente diminuir-lhe o peso. Lentes de policarbonato Lentes de policarbonato são lentes de resina especial que resistem mais a impactos(usadas como lentes de segurança). Lentes trivex Elaborada para redução de espessura, inquebrável, mantendo a qualidade óptica.(indicado para óculos infantil).

45 Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 4 de 7 TIPOS DE LENTES Quanto ao campo de visão, as lentes podem ser: MonofocaisBifocalTrifocaisProgressivas (multifocais) As lentes de visão simples são aquelas que se destinam a um só campo de visão. São lentes constituídas de dois campos de visão, longe e perto: a parte de cima, para longe; a de baixo, para perto. São lentes semelhantes às bifocais, acrescidas de mais um campo destinado à visão intermediária. São lentes dotadas de um número infinito de distâncias focais, destinadas à visão em todas as distâncias. Caixa de dica: A classificação por campo de visão se refere ao número de distâncias focais que uma lente pode ter. As lentes oftálmicas se dividem em lentes simples (ou monofocais) e lentes compostas (bifocais e progressivas).

46 Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 5 de 7 Agora, vamos conhecer os tipos de lentes de visão simples (monofocais) Lentes simples Constituídas de um só campo de visão e destinadas a visão de longe e ou perto. Lentes negativas São mais finas no centro e destinadas a neutralizar o excesso de poder de convergência do cristalino (miopia). Estas são lentes com a sua força prismática voltada para as bordas. Lentes positivas São mais grossas no centro e destinadas a auxiliar o cristalino em sua convergência na hipermetropia ou presbiopia.

47 Lentes esféricas Constituídas de um só raio de curvatura nas suas duas superfícies. Lentes esférico-cilíndricas Possuem uma superfície esférica e outra com dois diferentes raios de curvatura ao longo de meridianos perpendiculares, resultando, consequentemente, em dois valores esféricos. São destinadas à correção das ametropias astigmáticas. Lentes asféricas Constituídas de uma superfície cujo raio de curvatura vai aumentando do centro para as bordas, a fim de diminuir sua espessura. Desse modo, ela pode também diminuir a aberração esférica. Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 6 de 7

48 Lentes fotocromáticas Lentes de vidro com a propriedade de se tornarem mais claras ou escuras de acordo com a luminosidade ou incidência dos raios ultra-violeta no ambiente. Lentes transition (ou fotorgânicas) São o mesmo que fotocromáticas, mas em resina. Módulo: LENTES Tópico: Tipos de lentes Tela 7 de 7

49 Tratamentos nas lentes As lentes podem receber tratamentos para servir às mais diversas finalidades. Veja, no quadro abaixo, alguns deles. Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 1 de 11 EndurecimentoAs lentes são submetidas a um endurecimento que as toma mais resistentes a quebras e arranhões.(somente em lentes cristal) Antireflexo O tratamento antirreflexo torna as lentes sem os indesejáveis reflexos da luz, proporcionando a transparência dos olhos de quem as usa. Lentes fotossensíveis Lentes que têm a propriedade de se tornarem mais claras ou escuras de acordo com a luminosidade ou incidência dos raios ultravioleta. Filtro UltravioletaDestina-se a proteger os olhos contra a luz ultravioleta, prevenindo doenças, como a catarata. CristalFotocromática OrgânicaFotorganic ou transitions, conforme a marca do fabricante. ColoraçãoRealizada em lentes orgânicas (cr39), policarbonato e trivex. PolarizaçãoAs lentes polarizadas são dotadas de filtro que neutraliza os reflexos de luz em determinada direção, proporcionando melhor visão do objeto sem o inconveniente reflexo da luz.

50 Vamos aproveitar para ver mais detalhes dos tipos de tratamentos que as lentes recebem, de acordo com sua finalidade. Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 2 de 11 Antirreflexo Sua finalidade é filtrar a luz branca. As lentes comuns filtram até 91% da luz, com o tratamento antirreflexo a filtragem é de 99%. Elimina o cansaço visual, as lentes ficam mais resistentes aos arranhões e impactos, diminuem os anéis nas bordas das lentes negativas e a parte estética da lente positiva fica quase imperceptível.

51 Anti-UV Nem todo tipo de luz pode ser percebido pelos olhos humanos, apenas as compreendidas entre 400 e 790 nanômetros. A luz ultravioleta é invisível e encontra-se na faixa entre 220 a 400 nanômetros, assim como a infravermelha, que está acima de 790 nanômetros. Os raios ultravioletas são divididos em 3 faixas, UVA, UVB, UVC. UVA – entre 315 e 400 nanômetros, não são absorvidos pela camada de ozônio. São menos nocivos aos seres vivos, pois estão mais próximos da luz visível. UVB – entre 290 e 315 nanômetros, parcialmente absorvidos pela camada de ozônio, causam sérios danos à pele e aos olhos. Podem causar queimaduras na pele e danificar a córnea. UVC – entre 220 e 290 nanômetros, são muito perigosos, mas não atingem a crosta terrestre, já que o ozônio os absorve. A proteção 100% UV filtra os raios solares até 400 nanômetros, além de aumentar a transparência das lentes. Este tipo de tratamento tem coloração ligeiramente âmbar. Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 3 de 11

52 Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 4 de 11 Blue block Os tratamentos Blueblock FB 500 e FB 550 absorvem os raios UV-B e UV-A e todo espectro azul. Preventivo indicado para portadores de catarata, distrofia corneana, degeneração macular e retinose pigmentaria.

53 Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 5 de 11 Vídeo filter Recomendado para usuários de computador. Tem 100% de proteção ultravioleta, suaviza a luz das telas, absorve os reflexos, elimina as ondas eletromagnéticas, reduz o cansaço visual e a sonolência. Tem coloração levemente azulada.

54 Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 6 de 11 Night drive Recomendado para motoristas dirigindo à noite. Tem 100% de proteção ultravioleta, reduz os reflexos dos faróis e espelhos, melhorando a visibilidade e diminuindo o cansaço visual e a sonolência. É igualmente eficaz quando utilizado com mau tempo (chuva, neblina). Tem coloração amarelo claro.

55 Tratamento espelhado Absorve 100% dos raios UVA e UVB sendo o filtro solar mais eficiente. Recomendado para atividades ao ar livre e em dias ensolarados. Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 7 de 11

56 Lentes polarizadas As lentas polarizadas filtram até 99% do brilho ou luz refletida na horizontal, deixando passar apenas a luz vertical. São extremamente úteis para quem costuma dirigir sob a luz do pôr/nascer do sol e em situações onde haja reflexo da luz (ambientes com piscina ou áreas espelhadas/envidraçadas) que cause ofuscamento da visão. Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 8 de 11

57 Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 9 de 11 Coloração Verde: cor mais perceptível pelo olho humano. Indicada p/ atividades ao ar livre – absorção de 35 a 85%. Cinza: cor que menos distorções provoca nas imagens. Marrom: neutraliza a luz azul. Indicada para atividades ao ar livre e neblina. Rosa: cor mais recomendável a pessoas expostas à luz ultravioleta (dentista, por exemplo, que utilizam o fotopolimerizador, aparelho que emite grande quantidade de UV).

58 Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 10 de 11 Fotocromáticas e fotossensível A diferença entre fotocromáticas e fotosssensíveis está no modo como é feito o tratamento. Na lente fotocromática (ou foto-orgânica) o material é inserido na massa. Na lente fotossensível, o tratamento é uma película que reveste a parte externa da lente. Pela própria caraterística do tratamento em massa, a lente fotocromática costuma dar diferença de cor. Em lentes negativas ficam mais escuras nas bordas e mais claras no centro. Em lentes positivas, ficam mais escuras no centro e mais claras nas bordas. Na lente fotossensível, essa diferença não existe porque a película é aplicada uniformemente. Outro dado relevante é o modo de ativação de cada uma delas: lentes fotocromáticas são ativadas principalmente pela luz solar e lentes fotossensíveis são ativadas principalmente pelos raios ultravioletas.

59 Módulo: LENTES Tópico: Tratamentos nas lentes Tela 11 de 11 BALÃO 1 As lentes fotossensíveis atuais evoluíram bastante e, dependendo da intensidade dos raios UV, podem chegar a tonalidade de uma lente solar. A ativação/desativação também está mais rápida do que nas primeiras versões de fotossensíveis que surgiram. BALÃO 2 Um exemplo dessa evolução é a lente Transitions V, cuja ativação é 3 vezes mais rápida do que na geração de Transitions anterior. Um dado importante: somente lentes de cristal podem ser fotocromáticas. Todos os outros tipos de materiais são fotossensíveis.

60 Lensômetro Aparelho destinado à medição do grau das lentes. Ele é obrigatório nos estabelecimentos ópticos. Módulo: LENTES Tópico: Lensometria Tela 1 de 1

61 O que é transposição? É a mudança de números e sinais sem alteração no valor dióptrico da lente. Módulo: LENTES Tópico: Transposição Tela 1 de 1 Como é feita a transposição? Para tanto, segue-se o seguinte exemplo: Ex:-2,00+0,50 eixo 90 resultado -1,50-0,50 eixo 180

62 Módulo: LENTES Tópico: Leitura e interpretação da receita Tela 1 de 5 Para selecionar a armação, leve em conta a força dióptrica receitada. Para começar a interpretar receitas de óculos, precisamos entender os sinais utilizados. O sinal de menos (-) representa miopia e/ou astigmatismo. O sinal de mais (+) representa hipermetropia e/ou presbiopia. A letra (x) depois desse sinal (-) representa o eixo do astigmatismo.

63 Módulo: LENTES Tópico: Leitura e interpretação da receita Tela 2 de 5 Abreviações: D.E – Dioptria (grau) esférica D.C – Dioptria (grau) cilíndrica D.I.P – Distância interpupilar (em milímetros) O.D – Olho direito O. E – Olho esquerdo L.P – Lente plana (sem grau) Clique sobre as receitas abaixo para ampliá-las. Observe a utilização de sinais (negativo e positivo) e siglas. Caixa de importante: D.I.P Distância pupilar para que o ótico deixa a melhor resolução óptica na zona pupilar de cada olho. Ex.: DPI para longe: 64mm e para perto 60mm.

64 Módulo: LENTES Tópico: Leitura e interpretação da receita Tela 3 de 5 Exemplo de receita com grau para longe 1º Coluna2º Coluna3º coluna OD-2.00 D.E. ^-1.50 D.C.X 180º OE-3.50 D.E ^-2.00 D.C.X 165º A primeira coluna sempre representa os graus esféricos, isto é, miopia ou hipermetropia. A segunda coluna representa o grau de astigmatismo e a terceira coluna o eixo do astigmatismo. Alguns oftalmologistas receitam astigmatismo com sinal de mais (+) na frente, mas, em geral, o astigmatismo é representado com sinal de menos. Analisando essa receita de óculos para longe temos: No olho direito (OD): dois graus de miopia (dioptria esférica com sinal de menos na frente), com um grau e meio de astigmatismo (dioptria cilíndrica com sinal de menos na frente) no eixo de cento e oitenta graus. No olho esquerdo (OE): três e meio graus de miopia (dioptria esférica com sinal de menos na frente), com dois graus de astgmatismo (dioptria cilíndrica com sinal de menos na frente) no eixo de cento e sessenta e cinco graus.

65 Módulo: LENTES Tópico: Leitura e interpretação da receita Tela 4 de 5 Outro exemplo de receita com grau para longe 1º Coluna2º Coluna3º coluna OD D.E. ^-1.50 D.C.X 180º OE D.E. ^-2.00 D.C.X 165º Analisando essa receita de óculos para longe temos: No olho direito (OD): dois graus de hipermetropia (dioptria esférica com sinal de mais na frente), com um grau e meio de astgmatismo (dioptria cilíndrica com sinal de menos na frente) no eixo de cento e oitenta graus. No olho esquerdo (OE): três e meio graus de hipermetropia (dioptria esférica com sinal de mais na frente), com dois graus de astigmatismo (dioptria cilíndrica com sinal de menos na frente) no eixo de cento e sessenta e cinco graus.

66 Módulo: LENTES Tópico: Leitura e interpretação da receita Tela 5 de 5 Exemplo de receita com grau para perto 1º Coluna2º Coluna3º coluna OD D.E. ^-1.50 D.C.X 180º OE D.E. ^-2.00 D.C.X 165º Analisando essa receita de óculos para perto temos: No olho direito (OD): quatro graus de presbiopia (dioptria estéfica com sinal de mais na frente), com um grau e meio de astigmatismo (dioptria cilíndrica com sinal de menos na frente) no eixo de cento e oitenta graus. No olho esquerdo (OE): cinco e meio graus de presbiopia (dioptria esférica com sinal de mais na frente), com dois graus de astigmatismo (dioptria cilíndrica com sinal de menos na frente) no eixo de cento e sessenta e cinco graus.

67 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 1 de 10 Lentes de contato: conheça as verdades e os mitos Muito se tem falado sobre lentes de contato nos últimos tempos e, de fato, elas têm sido de grande importância e praticidade, pois, além de corrigir problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo, melhoram e muito a qualidade de vida dos usuários. Em vários casos as lentes de contato melhoram a estética, permitem a prática de esportes e até possibilitam que o usuário exerça algumas atividades no trabalho que seriam mais difíceis com o uso de óculos. Mas seu uso deve ser muito bem indicado, e deve haver a orientação e acompanhamento do especialista de sua confiança.

68 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 2 de 10 Qualquer pessoa pode usar lentes de contato? Quais pessoas são mais indicadas para usar lentes de contato? Para quem quer começar a usar lentes de contato, o primeiro passo é procurar um especialista e passar por diversos exames para avaliar a saúde dos olhos, além de determinar as medidas que irão ajudar na escolha do desenho, da curva e do grau da primeira lente de teste. Algumas doenças oculares, como infecções crônicas, olho seco e alergia severa podem limitar ou mesmo contraindicar o uso de lentes de contato. Todas as pessoas que não apresentarem patologias oculares podem utilizar lentes de contato.

69 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 3 de 10 Para quem o uso de lentes de contato NÃO é recomendável? As lentes de contato podem ser contraindicadas na presença de: - Doença sistêmica ou alérgica que afete o olho e possa piorar com o uso da lente; - Doenças importantes do filme lacrimal; - Inabilidade para o manuseio ou para seguir as orientações de conservação; - Pouca higiene ou baixa motivação; - Pacientes imunodeprimidos; - Infecções crônicas.

70 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 4 de 10 Quais são os principais cuidados que uma pessoa deve ter no uso de lentes de contato? Para evitar complicações, os usuários devem respeitar o tempo de uso e troca das lentes, além de atentar para os cuidados de limpeza e desinfecção. Isso é feito com facilidade por meio de soluções multiuso; com uma única solução pode-se limpar, desinfetar e guardar as lentes. Soluções complementares são necessárias para algumas pessoas que apresentam alterações oculares, palpebrais, conjuntivais ou do filme lacrimal.

71 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 5 de 10 Quais são os passos fundamentais para a manutenção das lentes de contato? Limpeza do estojo Deve ser feita, pelo menos, uma vez por semana, com água quente, sem sabão e com utensílio tipo escova de dentes. Deixar o estojo secar ao ar e, depois de seco, guardá- lo fechado. Recomenda-se utilizar estojo descartável ou trocá-lo, pelo menos, a cada 3 meses, para evitar o acúmulo de depósitos e bactérias. Estojo contaminado leva à contaminação da lente e do olho.

72 Higiene das mãos, olhos e anexos Antes de tocar na lente de contato, recomenda-se lavar as mãos com sabonete neutro para remover restos de oleosidade, cremes, nicotina ou corpos estranhos que possam danificá-las. Devem ser evitados sabonetes com creme antisséptico, desodorante químico ou fragrância pesada porque pequenas porções dessas substâncias podem ser transferidas para o olho. Recomenda-se ainda secar as mãos em toalhas que não soltem fiapos e manter as unhas sempre aparadas e limpas. É preciso também lembrar de remover as lentes de utilizar cremes de limpeza para a higiene das bordas palpebrais e cílios. Limpeza da lente de contato A limpeza deve ser feita sempre que a lente de contato for removida do olho, com solução limpadora que contém substâncias detergentes indicadas para remover oleosidades, mucosidades e cosméticos. Essas soluções não são efetivas para a remoção de proteínas. Para quem faz uso de lente de contato de troca anual e tem tendência à formação de depósitos, recomenda-se limpeza enzimática diária ou semanal, que age especificamente na remoção de proteínas do próprio filme lacrimal, que aderem na lente e podem provocar conjuntivite. Deve-se criar o hábito de iniciar o manuseio sempre pela mesma lente, para evitar a troca. Enxágue Indica-se para remover os depósitos soltos e a solução limpadora da superfície da lente. Com a lente na palma da mão, dirige-se um jato constante de solução, multiuso, fazendo-se leve fricção de trás para a frente. Recomenda-se um segundo enxágüe, sem fricção. Nunca usar água de torneira, filtrada ou mineral. Desinfecção Após a limpeza e o enxágüe, a lente deve ser submetida à desinfecção para eliminar os microorganismo patogênicos. Para isso, elas devem ficar imersas por 4 horas, no mínimo, em solução multiuso.

73 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 6 de 10 Em alguma circunstância o uso de lentes de contato pode prejudicar a visão? O uso indevido das lentes pode ocasionar desde pequenas irritações oculares até problemas mais graves como as úlceras de córmea. Úlcera de córnea, que pode deixar sequela na visão. Os usuários de lentes de contato devem seguir as recomendações de limpeza e desinfecção e respeitar o período de uso e troca das lentes. Existem diversos tipos de lentes e cada qual tem um tempo de descartabilidade. Desde 1999 estão disponíveis, no Brasil, as lentes de contato de silicone-hidrogel. Problemas de inflamação e infecção geralmente ocorrem com pessoas que adquirem lentes descartáveis para um mês e as utilizam por 2 a 3 meses; além disso, também por economia, utilizam soro fisiológico para sua conservação.

74 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 7 de 10 O uso de lentes de contato para fins estéticos (mudar a cor dos olhos) pode prejudicar a visão? A popularização da lentes ajudou a difundir a idéia de que sua adptação não demanda cuidados, o que não é verdade. Lentes de contato cosméticas, com ou sem grau, devem ser adaptadas pelo especialista, após o exame completo das condições do olho. Isso porque a lente fica em contato direito com o olho e dentro do corpo humano, durante o ato de piscar. Além disso, ainda não existe lente cosmética cujo material permite dormir com ela. Durante o teste avalia-se a curvatura e o diâmetro – importantes para a centralização – a tonalidade, para que a pessoa possa conferir se combina com o seu tom de pele. A mesma lente pode apresentar diferentes tonalidades, dependendo da cor da íris de cada usuário. Os cuidados com conservação, manuseio e tempo de troca devem ser feitos como qualquer outro tipo de lente de contato gelatinosa.

75 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 8 de 10 Materiais utilizados em lentes de contato Rígidos gás-permeáveis (RPG) Possuem silicone e/ou fluoropolímeros, o que os torna permeáveis aos gases. Dependendo do coeficiente de permeabilidade ao O2 de cada material (DK), podem ser indicados para uso diário, prolongado, flexível ou contínuo. Gelatinosos hidrofílicos São materiais plásticos que absorvem água, deixando as LC macias, flexíveis e confortáveis. O conteúdo aquoso varia de 37,5% a 79%. O O2 alcança a córnea atravessando o material e a quantidade que chega à córnea varia de acordo com a hidratação e a espessura da LC. Quanto maior a quantidade de água que ele absorve, melhor a oxigenação da córnea, porém mais frágil torna-se a LC. Características de ionicidade e hidratação alteram o comportamento do material, especialmente no que diz respeito à formação de depósitos. Dependendo da oxigenação que porporcionam, as LC gelationosas hidrofílicas podem ser indicadas para uso diário, prolongado ou flexível. Gelatinosos de silicone-hidrogel O silicone foi incorporado ao material hidrofílico para proporcionar maior permeabilidade ao oxigênio, sem aumentar a quantidade de água, permitindo oxigenação 3 a 6 vezes superiores. As LC de silicone-hidrogel são indicadas para todas as pessoas, principalmente para quem necessita fazer uso contínuo ou sente dificuldade para manuseá-las, por isso, necessita fazer uso contínuo. Híbridos São materiais rígidos gás-permeáveis que sofrem tratamento pra tornar sua superfície hidrofílica e, teoricamente, produzir LC mais confortável. As indicações são as mesmas das LC RGP.

76 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 9 de 10 Formas de uso das lentes de contato Uso diário – número limitado de horas por dia, geralmente entre 10 e 2h de uso. Uso prolongado – durante todo o período de vigília. Uso contínuo – uso da LC inclusive durante o sono, com remoção periódica para limpeza. (Atualmente, somente as LC de silicone-hidrogel são permitidas par auso contínuo.) Uso flexível – durante todo o período de vigília, podendo dormir, eventualmente, com as LC. Uso ocasional – uso esporádico das LC (social ou esportivo). Aqui caixa de dica: A capacidade de uma LC transportar o oxigênio do ar para córnea é que determina o número de horas de uso. Esse tempo não é igual para todos, devido às diferenças individuais influenciadas pela qualidade e quantidade do filme lacrimal e pelo modo de pestanejar. Assim, a LC indicada pelo fabricante para uso contínuo pode permanecer uma semana no olho de uma pessoa enquanto outro usuário será incapaz de dormir apenas uma noite com o mesmo tipo de LC. O controle da adaptação pelo especialista pode determinar o tempo de uso ideal para cada pessoa.

77 Módulo: LENTES Tópico: Lentes de contato Tela 10 de 10 Perguntas frequentes sobre o uso de lentes de contato Clique sobre as perguntas para verificar suas respostas.

78 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 1 de 7 A escolha de uma armação é bastante pessoal e depende daquilo que o cliente deseja. Você pode ajudá-lo indicando àquelas que tem o material adequado ao tipo de lente e uso que será feito dos óculos. Siga comigo e conheça os tipos de materiais com os quais são feitas as armações.

79 Composição da liga60% a 65% de cobre 12% a 20% de niquel 0.5% máximo de manganês 13% a 16% de zinco Alpaca É uma liga de cobre devido à alta porcentagem do elemento na sua estrutura. Características: Boa maleabilidade (facilita, quando necessário, os ajustes nas hastes). Boa aderência a banhos galvânicos ( melhora o acabamento das superfícies). Excelente soldabilidade (facilita os processos de solda e não amolece ao soldar). Boa resistência à corrosão. Aplicação: Hastes, buchas de fechamentos dos aros, suporte de plaquetas. Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 2 de 7

80 Composição da liga65% de níquel 30% de cobre 1.5% de ferro 1% de manganês Restante de zinco, carbono e silício. Monel É uma liga de níquel devido à alta porcentagem do elemento níquel na sua estrutura. Características: Elevada dureza e resistência (oferece grande rigidez ao conjunto). Boa aderência a banhos galvânicos (melhora o acabamento das superfícies). Alta resistência a elevadas temperaturas e boa soldabilidade (não amolece ao soldar). Alta resistência à corrosão. Aplicação: Aros e pontes das armações. Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 3 de 7

81 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 4 de 7 Titânio É elemento químico que apresenta elevado custo devido às dificuldades de sua extração e dos processos de fabricação aos quais são submetidos (dificuldades em usinar, soldar, banhar). Sua utilização na fabricação de óculos se deve à sua característica de biocompatibilidade (antialérgico), o que também explica sua utilização em próteses ortopédicas e dentárias. Características: Extremamente leve. Alta estabilidade dimensional. Alta resistência à deformação. Excelente resistência à corrosão e totalmente antialérgicos ao corpo humano. Ausência de níquel. Tem a propriedade de mudar a sua cor superficial através de processos semelhantes à anodização. Cuidado! Existem tintas no mercado que imitam a cor do titânio. Observação: Existem armações de titânio em que, a ponte, o travessão, e as hastes são confeccionadas em liga especial e apresenta memória em sua propriedade (propriedade esta que a peça ao ser flexionada retornada por si só ao seu estado original, sem comprometer suas propriedades e seu formato). Existem armações fabricadas com a liga Ni-plating titanium, que apresenta o elemento níquel em sua estrutura. Estas armações não são níquel free. As ligas de titânio alcançam maior resistência do que o próprio titânio.

82 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 5 de 7 Beta-titânio Trata-se de uma liga de titânio, alumínio e vanádio, que conserva todas as características do titânio puro acrescentada de uma resistência mecânica muito elevada devido ao tratamento térmico de endurecimento. Aplicação: Todos os componentes da armação de óculos.

83 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 6 de 7 Composição química do aço inox60% a 72% de ferro 16% a 18% de cromo 10% a 14% de níquel 2 a 3% de molibdênio Aço inox É uma liga de ferro, que justamente com os elementos cromo e níquel, apresenta propriedades especiais. Apesar da presença do níquel, essa liga não provoca alergia no contato com a pele, devido à resistente camada de óxido de cromo que se forma na sua superfície, deixando-o inoxidável. Características: Boa maleabilidade. Alta resistência à corrosão. Alta resistência a temperaturas (não amolece ao soldar). Alta resistência à deformação. Também conhecido como aço cirúrgico. Aplicação: Parafusos, algumas pontes e hastes. Armações mais finas e delicadas p/ deixá-las mais leves.

84 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Tipos de materiais Tela 7 de 7 MaterialAplicaçãoCaracterísticasBenefícios Nylon ou poliamida (nylon 12 ou grilamid) Frente de armações Alta resistência térmica e mecânica Resiste a condições climáticas estremas (10 a 80 ˚C) e a longos períodos de exposição ao sol sem perder suas propriedades. Acetato PonteirasAlta modalidadePode ser ajustado mesmo a frio. Antialérgico. Injetada ou fresada. Plásticos Caixa de dica: O nylon pode ser reforçado com fibra de vidro (mais usual) ou fibra de carbono. Não existem armações com reforço de fibra que sejam transparentes.

85 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Escolha da armação Tela 1 de 5 A escolha de uma boa armação depende de três aspectos: estilo pessoal, formato do rosto e harmonia do conjunto. Para auxiliar na escolha de uma armação, veja as dicas que tenho para você!

86 Dicas para escolha da armação Altos graus: nas altas forças dióptricas, recomende armações cujo interior do aro seja o menor possível. Nesses casos, não são recomendáveis as armações de metal. Metal ou não-metal: Pode-se iniciar a escolha selecionando-se a preferência. As armações de metal se adaptam melhor a nariz baixo, alto ou muito grosso ou fino ou muito raso através do ajuste das plaquetas. No momento da seleção, já deve ser feito um pequeno ajuste das plaquetas para colocá-las na altura certa. Clássico ou moderno: referente à idade ou gosto do cliente. Quadradas ou redondas: opção referente ao tipo de rosto, mas nunca em função de fórmulas pré-elaboradas. Aço extra-fino: as armações de metal fino ou de aço extra-fino quase sempre dão um ar de leveza e bom gosto. Lentes perfuradas ou fio de nylon: são armações que proporcionam leveza, tanto no peso como no aspecto. Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Escolha da armação Tela 2 de 5

87 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Escolha da armação Tela 3 de 5 TAMANHO DA ARMAÇÃO O tamanho da armação é igual à distância do meio de um aro até o meio do outro aro, o que equivale à distância do interior nasal de um aro até ao interior temporal do outro aro. MAIOR DIAGONAL DA ARMAÇÃO Aquilo que hoje se convencionou chamar de maior diagonal é geralmente a medida da parte inferior temporal do aro até a parte superior nasal do mesmo aro, ou seja, o seu maior diâmetro. Nas armações ovais, essa medida é o diâmetro no sentido horizontal. ALTURA DA ARMAÇAO É a medida vertical que vai da base inferior até o limite superior da armaçao. DISTÂNCIA NASOPUPILAR A DNP é a distância do nariz à pupila. Essa medida é um dado que identifica o cliente e que pode ser colocado no seu cadastro, como nome, endereço, idade etc. A DNP deve ser sempre aferida com um pupilômetro para se fazer constar na sua ficha de identificação. ADAPTAÇÃO ANATÔMICA A adaptação anatômica, ou ajuste, é a adaptação na ocasião da entrega dos óculos, ajustando-os de acordo com a anatomia do rosto do cliente.

88 Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Escolha da armação Tela 4 de 5 Tomada de medidas Meça a distância nasopupilar com o pupilômetro. Transfira as medidas encontradas para as lentes de apresentação, marcando com caneta branca. Convide o cliente a levantar-se e confira as marcações a uma distância mínima de 2 metros, observe se estão no mesmo plano em relação aos olhos. Repita esse procedimento até que o ponto marcado coincida com o centro da pupila. Use o aparelho NHP para determinar a altura. Leve em consideração, para definir a altura, a estatura do cliente, seu posicionamento e sua profissão. Na dúvida, peça ajuda de um colega ou ao gerente. Quando for apenas troca de lentes, faça as medidas, nunca se baseie nas medidas que o cliente usava anteriormente.

89 Tomada de medidas BIFOCAIS 1. Meça a distância nasopupilar com o pupilômetro (no caso de medidas não uniformes, use o mesmo procedimento dos progressivos). 2. Para a altura de bifocais, tome por referência a altura da pálpebra inferior. Salvos os casos de PTOSE (pálpebra caída). MONOFOCAIS 1. Meça a distância nasopupilar com o pupilômetro (no caso de medidas não uniformes, use o mesmo procedimento dos progressivos). 2. Altura do centro ótico: quatro milímetros abaixo do centro da pupila. 3. Monofocais para crianças: determina-se a altura no centro da pupila. ESTRABISMO Oclua um olho para medir a DNP do outro. Módulo: ARMAÇÃO Tópico: Escolha da armação Tela 5 de 5

90 Quando usados apenas como óculos escuros, eles protegem somente contra o excesso de luminosidade, mas expõe ainda mais o cristalino aos raios ultravioleta, por provocarem a abertura pupilar. A maioria das lentes mesmo incolores já possui proteção contra os raios ultravioleta. Pode-se sugerir óculos solar com lentes polarizadas que neutralizam o reflexo e possuem 100% de proteção. Módulo: ÓCULOS SOLAR Tópico: Venda de óculos solar Tela 1 de 3 A venda de óculos solar é quase totalmente em função da escolha do cliente. Todavia há que se considerar a diferença entre óculos escuros e óculos de proteção solar.

91 Quando falamos sobre a luz em referência a óculos de sol, há três tipos de luz que são importantes: Luz direta - é a luz que vai direto da fonte (como o sol) para seus olhos. Muita luz direta pode apagar os detalhes de seus arredores e torna desconfortável o ato de tentar focalizar. Luz refletida - Exatamente como a luz direta, a luz refletida forte pode tornar difícil perceber os detalhes ou visualizar diretamente um objeto. Neve, água, vidro e areia branca são todos bons refletores. Luz ambiente - é a luz que se dispersou em várias direções de modo que não parece ter uma fonte específica. Um bom exemplo de luz ambiente é o brilho no céu ao redor de uma grande cidade. Seria muito difícil identificar uma única fonte de luz para esse brilho. A luz ambiente está caracterizada, como você pode ver, quando não há fonte direta de luz. Módulo: ÓCULOS SOLARES Tópico: Venda de óculos solares Tela 2 de 3

92 Vantagens de óculos solares Proporcionar proteção contra os raios ultravioleta da luz solar: a luz ultravioleta (UV) prejudica a córnea e a retina. Proporcionar proteção contra ofuscamentos: certas superfícies, como a água, podem refletir uma grande quantidade de luz e os pontos brilhantes podem distrair ou esconder objetos (lentes polarizadas). Módulo: ÓCULOS SOLARES Tópico: Venda de óculos solares Tela 3 de 3

93 Módulo: FECHAMENTO Tópico: Atividade Tela 3 de 3 Para relembrar os assuntos tratados durante este curso, responda o quiz a seguir Vamos ver quantos pontos você consegue fazer?

94 Foi um prazer acompanhar você neste curso. Ainda estudaremos mais alguns assuntos juntos, durante o curso de vendas para atendentes de ótica. Até lá! Módulo: FECHAMENTO Tópico: Despedida Tela 1 de 1


Carregar ppt "Módulo: ABERTURA Tópico: Introdução Tela 1 de 1 Olá! Seja bem-vindo ao curso de Atendente de Ótica! Eu sou Lunete e vou acompanhar você durante seu estudo."

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