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1www.viriatosoromenho-marques.com SEIS PERGUNTAS PARA COMPREENDER A GLOBALIZAÇÃO Universidade de Verão do P.S.D. Castelo de Vide, 29 de Agosto de 2006.

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1 1www.viriatosoromenho-marques.com SEIS PERGUNTAS PARA COMPREENDER A GLOBALIZAÇÃO Universidade de Verão do P.S.D. Castelo de Vide, 29 de Agosto de 2006 Viriato Soromenho-Marques (Universidade de Lisboa e Vice-Presidente da Rede: European Environmental and Sustainable Development Advisory Councils )

2 Habitar a Terra… …Uma tarefa que busca um sujeito…

3 Índice de Questões 1. O que precisamos, individualmente, para compreender a globalização? 2. É a globalização um fenómeno recente? 3. É a globalização essencialmente económica? 4. É a globalização inevitável? 5. Enfrenta a globalização algum limite objectivo incontornável? 6. Há lugar para políticas públicas no processo de globalização?

4 I-O que precisamos, individualmente, para compreender a globalização? Uma mente aberta, e uma atitude de humildade perante a complexidade “cepticismo da inteligência e optimismo da vontade” (A. Gramsci) Capacidade de trabalho Esforço de aproximação interdisciplinar “Esprit de finesse” e sentido crítico

5 II-É a globalização um fenómeno recente? “Der Kapitalismus ist die erste Wirtschaftsform mit propagandistischer Kraft..”, Rosa Luxemburg, Teoria dos “World-System”: 1498 Uma tendência da história humana. Aprender com o colapso de 1914… Bibliografia: Immanuel Wallerstein, 1991; Philippe Legrain, 2002; Manfred B. Steger, 2006;

6 III-É a globalização essencialmente económica? (1) “…globalization – the removal of barriers to free trade and the closer integration of national economies..” J. Stiglitz, 2002 “This ugly word is shorthand for how our lives are becoming increasingly intertwined with those of distant people and places around the world – economically, politically and culturally.” P. Legrain, 2002

7 III-É a globalização essencialmente económica? (2) Cinco fluxos da globalização: >Ethnoscapes: pessoas >Mediascapes: comunicação social >Technoscapes: tecnologia >Financescapes: recursos finnceiros >Ideoscapes: ideias, identidades Bibliografia: Arjun Appadurai, 1996; S. Huntington, 1996; A. Giddens, 2002

8 III-É a globalização essencialmente económica? (3) A GLOBALIZAÇÃO AMBIENTAL Hidrosfera Atmosfera: ozono e gases com efeito de estufa Alterações climáticas como desafio total: a questão crucial da transição energética Biodiversidade e segurança alimentar Comércio e acordos multilaterais de ambiente. Bibliografia: V. Soromenho-Marques, 2005; Al Gore, 2006

9 III-É a globalização essencialmente económica? (4) Privatização do sector público; redução das despesas públicas e gastos sociais; alívio da carga fiscal. Desregulamentação do trabalho, dos condicionamentos ao investimentos, dos fluxos financeiros e do comércio internacional. Porosidade das fronteiras; imaginário, “marcas” e meios de comunicação planetários.

10 IV-É a globalização inevitável? Inevitabilidade como ilusão ideológica. O colapso político-militar da globalização imperial em O colapso proteccionista pós-Grande Depressão: a Smoot-Hawley Tariff (1930). A crise asiática de A «bomba-relógio» do Médio-Oriente.

11 V- Enfrenta a globalização algum limite objectivo incontornável? O limite ambiental: alterações climáticas e “tragédia dos comuns” (a ameaça ontológica). A omnipresença da catástrofe tecnológica (U. Beck, Die Risikogesellschaft, 1986). O “ingenuity gap” (Homer Dixon, 2000) O défice do sistema de governação global: nas ruínas de Bretton Woods… O downsizing da hegemonia norte-americana. Mediocridade das lideranças políticas. A “anarquia madura” (Adriano Moreira).

12 VI- Há lugar para políticas públicas no processo de globalização? (1) O Estado-Nação não morreu… A normatividade/regulamentação política é indispensável. As metamorfoses do Estado. Novas tarefas da cidadania e da sociedade civil. A pluralidade das sociedades e dos modelos de mercado.

13 VI- Há lugar para políticas públicas no processo de globalização? (2) Dois cenários de futuro: entre o primado dos ‘mercados/segurança’ e o primado da ‘política e da sustentabilidade’. O repto do federalismo e o papel “histórico-universal da União Europeia. Bibliografia: Kenichi Ohmae, 1996; H.-P. Martin e H. Schumann, 1996;U. Beck, 1997; R. Falk, 1999; Hardt & Negri, 2001; V. Soromenho- Marques, 2001; L. Sklair, 2002.

14 Conclusão We have learned that we cannot live alone, at peace; that our own well-being is dependent on the well-being of other nations far away (…) We have learned to be citizens of the world, members of the human community.” Franklin Delano Roosevelt, Fourth Inaugural Address,


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