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GRAFIA. Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eu conto: Madrugada a minha aldeia estava morta. Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre.

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1 GRAFIA

2 Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eu conto: Madrugada a minha aldeia estava morta. Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa. Eram quase quatro da manhã. Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina. O silêncio era um carregador? Fotografei esse carregador. Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim num beiral de um sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada mais na existência do que na pedra. Fotografei a existência dela. Vi ainda azul-perdão no olho de um mendigo. Fotografei o perdão. Vi um paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre. Foi difícil fotografar o sobre. Por fim cheguei a Nuvem de calça. Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador. Fotografei a Nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa mais justa para cobrir sua noiva. A foto saiu legal. (Manoel de Barros) TEXTO 1

3 TEXTO 2) KUBRUSLY, Cláudio. O que é fotografia. São Paulo: Brasiliense, p

4  Por definição: φως [fós] γραφις [grafis]

5  Por definição: φως [fós]“Luz” γραφις [grafis]

6  Por definição: φως [fós]“Luz” γραφις [grafis]“Escrita”

7  Por definição: φως [fós]“Luz” γραφις [grafis]“Escrita” A arte de “Escrever com Luz”

8 TEXTO 2) KUBRUSLY, Cláudio. O que é fotografia. São Paulo: Brasiliense, p “Fotografia?... É quando a televisão para de se mexer, fica tudo paradinho e a gente pode olhar as coisas devagar. É o maior barato!”

9  Possibilidade de parar o tempo, retendo para sempre uma imagem que jamais se repetirá?  Um processo capaz de gravar e reproduzir com perfeição imagens de tudo que nos cerca?  Um documento histórico, prova irrefutável de uma verdade qualquer?  Ou a possibilidade mágica de preservar a fisionomia, o jeito e até mesmo um pouquinho da alma de alguém de quem gostamos?  Ou apenas uma ilusão?  Uma ilusão de ótica que engana nossos olhos e nosso cérebro com uma porção de manchas sobre o papel, deixando uma sensação tão viva de que estamos diante da própria realidade retratada?

10 TEXTO 2) KUBRUSLY, Cláudio. O que é fotografia. São Paulo: Brasiliense, p "O sonho de reter, pegar, guardar a imagem refletida por um espelho ou uma poça d'água qualquer. A fotografia realizou esse sonho, inaugurando uma nova era de civilização, onde a imagem tem, sem dúvida, um dos papéis principais".

11 O CÉU NO ANDAR DE BAIXO In:

12

13 TEXTO 3) SONTAG, Susan. Sobre fotografia. Trad. FIGUEIREDO, Rubens. São Paulo: Companhia das Letras, 2004; p

14 “Tudo começou com um ensaio – sobre alguns dos problemas, estéticos e morais, propostos pela onipresença das imagens fotográficas; mas, quanto mais eu pensava sobre o que são as fotos, mais complexas e sugestivas elas se tornavam”. TEXTO 3) SONTAG, Susan. Sobre fotografia. Trad. FIGUEIREDO, Rubens. São Paulo: Companhia das Letras, 2004; p

15  O advento que teve início em 1839, levou a vivência de um mundo onde praticamente tudo foi fotografado.  “Colecionar Fotos é Colecionar o Mundo”.  “As fotos são, talvez, os mais misteriosos de todos objetos que compõem e adensam o ambiente que identificamos como moderno. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva”.

16  A Construção de uma crônica visual de si mesma – um conjunto portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão.  As fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as ajudam tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.

17  A fotografia tornou-se um dos principais expedientes para experimentar alguma coisa, para dar uma aparência de participação.  Uma foto não é apenas o resultado de um encontro entre um evento e um fotógrafo; tirar fotos é um evento em si mesmo, e dotado dos direitos mais categóricos – interferir, invadir ou ignorar, não importa o que estiver fazendo.

18 Em época recente, a fotografia tornou-se um passatempo quase tão difundido quanto o sexo e a dança – o que significa que, como toda forma de arte de massa, a fotografia não é praticada pela maioria das pessoas como uma arte. É sobretudo um rito social, uma proteção contra a ansiedade e um instrumento de poder. TEXTO 3) SONTAG, Susan. Sobre fotografia. Trad. FIGUEIREDO, Rubens. São Paulo: Companhia das Letras, 2004; p

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20 Hoje fotografei o silêncio...

21 GRAFIA Obrigada pela atenção! Anna Morais


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