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SAPE – Serviços de Apoio Pedagógico Especializado Sendo: • Sala de Recursos: Atendimento prestado por professor especializado, em horários programados.

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1 SAPE – Serviços de Apoio Pedagógico Especializado Sendo: • Sala de Recursos: Atendimento prestado por professor especializado, em horários programados de acordo com as necessidades dos alunos, e, em período diverso daquele que o aluno freqüenta na classe comum, da própria escola ou de outra UE. Pode ser realizado individualmente ou em pequenos grupos, para alunos com o mesmo tipo de Necessidade Especial. • CRPE - Classe Regida por Professor Especialista – (antiga Classe Especial)

2 Objetivos da apresentação: • Levar aos professores um “pouco” de conhecimento e orientação sobre a Deficiência Intelectual. • Fornecer conhecimento e informação aos participantes sobre Distúrbios de Aprendizagens. • Orientá-los como avaliar e onde deve ser encaminhado este aluno que apresenta “Distúrbios de Aprendizagens” e/ou Deficiência Intelectual. • Conhecer parte da Resolução SE 11, de

3 A DEFICIÊNCIA INTELECTUAL A Deficiência Intelectual (DI), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se caracteriza por uma redução significativa da habilidade em entender informações novas ou complexas e de desenvolver novas habilidades (comprometimento da inteligência). Isso em uma capacidade reduzida de viver de forma independente (funcionamento social comprometido) e inicia-se antes da idade adulta, com um efeito prolongado no desenvolvimento.

4 A DI NO BRASIL No Brasil, do ponto de vista legal, o decreto nº 3.298, de 20/12/1999, Cap.I, Art. 4º, considera Def. Mental quando há funcionamento intelectual significativamente inferior a média, com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a 2 ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: a) comunicação; b) cuidado pessoal; c) habilidades sociais; d) utilização dos recursos da comunidade; e) saúde e segurança; f) habilidades acadêmicas; g) lazer; e h) trabalho.

5 HISTÓRICO Deficiência ou retardo mental eram os termos mais utilizados antigamente; porém, devido ao fato de serem associados muitas vezes de forma errônea a outras condições médicas, como doenças psiquiátricas, e mesmo serem considerados pejorativos para o público leigo, o termo “Deficiência Intelectual” passou a ser considerado mais apropriado.

6 CAUSAS Diversas são as causas da DI. O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de neurônios que se conectam e formam uma ampla rede neural, e a troca de informações nesse sistema faz com que exerçamos nossas funções neurológicas, desde as vitais, como respirar e manter frequência cardíaca, até mais complexas, como pensar, abstrair, tomar decisões e, especialmente, vivenciar as emoções humanas, como a paixão, o amor, a raiva, o prazer, a compaixão, etc.

7 FATORES CONSIDERÁVEIS DE RISCO O desenvolvimento cerebral se dá desde a formação neuronal na vida intrauterina até o amadurecimento de suas conexões ao longo da infância e adolescência. Desta forma, se pode dividir esses fatores de risco em pré-natais, perinatais e pós-natais. Entre os fatores pré- natais, podemos citar doenças genéticas, metabólicas congênitas (erros inatos do metabolismo), malformações cerebrais, desnutrição materna, falta de cuidados pré- natais, uso de drogas, álcool, tabaco, etc.

8 Os fatores perinatais incluem prematuridade, insuficiência placentária, anoxia neonatal, infecções e alterações metabólicas no recém- nascido; os pós-natais incluem desnutrição infantil, infecções, falta de estimulação adequada, etc. Com o passar do tempo, outras formas de DI potencialmente tratáveis e portanto, reversíveis, foram identificadas e, com isso, testes de triagem neonatal tornaram-se importantíssimos mundialmente, a fim de se estabelecer tratamento precoce, pois várias doenças neles incluídas apresentam DI.

9 Apesar da importância do reconhecimento das causas subjacentes de DI citadas anteriormente, sabe-se que, em cerca de 30% dos casos graves e em 50% dos leves, a causa é desconhecida pelos métodos rotineiros de diagnóstico. (Dra. Laura Mª de F. Ferreira Guilhoto é Mestre e Doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP. Neurologista Infantil da Clinica Pediátrica do Hospital USP e Coordenadora de Pesq. Do Instituto APAE/SP)

10 TRATAMENTO Várias são as possibilidades, dependendo da área mais afetada (visuo-construtiva, verbal, emocional, etc.). Cada caso é sempre um desafio ao profissional, e não há método único capaz de auxiliar todas as crianças e seus familiares. Como se sabe, além do suporte técnico profissional, é de vital importância os suportes familiar e social, assim como a inclusão da criança com DI na sociedade.

11 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Não há tratamento específico para a DI, nem medicamentos que promovam a cura. No entanto, muitas vezes, são utilizados medicações para as condições que podem ou não estar associadas, como crises epilépticas, distúrbios psiquiátricos, como depressão, ansiedade, psicose e alterações do comportamento que comprometem a integração individual à família e à sociedade.

12 Uma das maiores preocupações atuais em relação à prevenção da DI Ressalta-se que as causas citadas até aqui podem não ser a única explicação para a deficiência intelectual detectada. A criança pode estar sujeita a fatores adversos, que agravam a condição mental. Entre os fatores mais comuns estão a negligência familiar, traduzida pela falta de contato com os pais, não interagindo com ela, deixando a criança por horas a fio na frente de TV, criança sozinha sem receber nenhum estímulo... Também a superproteção familiar, em função dos cuidados que a criança requer no passo a passo de seu desenvolvimento.

13 DIREITO A EDUCAÇÃO A Constituição Federal Brasileira reconheceu o direito à educação como direito fundamental, enquanto necessidade social básica ao pleno desenvolvimento humano, e, ao mesmo tempo, estabeleceu a responsabilidade pela promoção e incentivo ao Estado, à família e à sociedade. Tal regime de responsabilidade igualmente se estende à inclusão da pessoa com deficiência, que possui direito a um atendimento especializado preferencialmente na rede regular de ensino, pública ou privada.

14 O discurso da falta de capacitação dos profissionais, o medo, a desinformação, a ignorância, a falta de sensibilidade e, sobretudo, a falta de crença na inclusão por parte da rede de ensino e, principalmente, por algumas famílias das crianças e adolescentes que convivem em sala de aula com a pessoa especial. As experiências bem e mal sucedidas precisam ser associadas a esse conhecimento desenvolvido e em desenvolvimento, e somente a implementação de uma política inclusiva, corajosa e responsável pode gerar a reconstrução de um novo pensamento.

15 O processo de educação inclusiva pressupõe, acima de tudo, predisposição ao novo desafio e, ao mesmo tempo, paciência para transformar o tempo no seu maior aliado e não no seu pior inimigo, justamente porque somente o tempo gera o amadurecimento necessário a convivência com as diferenças, à construção da tolerância recíproca e à ruptura com o preconceito. (Dr. Fábio Ramazzini Bechara é Doutor em Direito pela Universidade de SP. Promotor de Justiça em SP. Ex-Diretor Presidente da APAE/SP.)

16 ALGUMAS ESTRATÉGIAS IMPORTANTES • Tratar o aluno de maneira natural, não adotando atitudes superprotetoras, infantilizadas ou de rejeição; • Respeitar sua idade cronológica, oferecendo atividades compatíveis relacionadas ao que está sendo ensinado aos demais alunos; • Incentivar a autonomia na realização das atividades; • Estabelecer objetivos, conteúdos, metodologia, avaliação e temporalidade de acordo com a necessidade do aluno;

17 • Dividir as instruções em etapas, olhando nos olhos do aluno; • Respeitar o ritmo de aprendizagem, oferecendo desafios constantes; • Repetir as instruções/atividades em situações variadas, de forma diversificada; • Estabelecer regras junto com o grupo de alunos, procurando ressaltar as qualidades de cada; • Reforçar os comportamentos adequados;

18 • O professor não deve perder de vista que ele é o referencial da classe e que possui o status de autoridade máxima perante seus alunos. Essa autoridade se dá pelo fato de ser o professor e por ser um adulto diante das crianças. No entanto, tal autoridade e referência se constrói no dia a dia da sala de aula, quando os alunos irão respeitá-lo à medida que são respeitados por ele.

19 ENCAMINHAMENTO PARA A SR • Na rede estadual de ensino de SP cabe ao professor especializado em deficiência intelectual realizar a avaliação pedagógica dos alunos e esses são indicados pelo professor da sala comum. Para essa indicação de avaliação, o professor do ensino comum pode observar sinais que auxiliarão a identificar se esse aluno possui características de DI sendo, portanto, candidato a frequentar uma Sala de Recursos:

20 • Dificuldade de compreensão, análise e síntese e retenção das informações; • Dificuldade de explorações espontâneas; • Dificuldade em aprender (essa dificuldade deve ser feita somente quando o professor esgotar todos os recursos e estratégias e o aluno não aprendeu); • Dificuldade para utilizar e relacionar informações; • Dificuldade de resolução de problemas (solução própria da faixa etária); • Dificuldade de compreensão de comandas; e • Dificuldade em expressar de maneira lógica ideias e pensamentos.

21 É relevante ressaltar que, pedagogicamente, as características listadas não devem ser consideradas de forma isolada, sendo preciso que haja uma combinação de algumas delas, por isso, para que um aluno seja caracterizado como tendo deficiência intelectual, é preciso que haja um processo de observação rigoroso, com registros periódicos e o auxílio do professor especializado. O contato com a família desse aluno é, primordial, para que se conheça a realidade na qual ele está inserido e fatos relevantes de sua história.

22 OBS.: Após todas as observações e avaliações do professor da Sala Regular, o mesmo deve preencher um encaminhamento para Sala de Recursos onde a professora especialista irá fazer novas sondagens, avaliações, observações e Anamnese com o responsável e certificará se este aluno apresenta a Deficiência Intelectual com aprovação e concordância do corpo docente, caso sim, este aluno será inscrito na Sala de Recursos. Caso necessário, também será encaminhado para um especialista da Saúde:

23 • (Psicólogo, Neurologista, Fonoaudiólogo, etc.). • Para ser inserido na Sala de Recursos não é necessário “Laudo” somente a Avaliação Pedagógica, conforme Resolução -SE11. • Caso este aluno apresentou Distúrbio de Aprendizagem como: Dislexia, Discalculia... Ele não é considerado DI e deverá ser encaminhado para um Especialista da Saúde para uma Avaliação e possível tratamento.

24 MODELO: MOTIVO DO ENCAMINHAMENTO PARA O SAPE - SALA DE RECURSOS: ____________________________________________ ____________________________________________ • Outros Serviços: O (a) aluno (a) já foi inserido em algum programa de atendimento na própria escola? ( ) sim ( ) não Se sim, escreva abaixo em qual? ____________________________________________ ____________________________________________

25 O aluno (a)já foi atendido por Especialistas da Saúde (Psicólogo, Fonoaudiólogo, Neurologista e/ outros). Se sim, escreva abaixo em qual? ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ _________________ Diretora Coordenadora _________________ Professora SAPE Professora Sala Regular

26 SUGESTÃO PARA PRENCHIMENTO DE RELATÓRIOS DE ENCAMINHAMENTO: • Interesse. • Atenção. • Concentração. • Execução da atividade. • Resistência a fadiga. • Pontualidade (assíduo ou faltoso). • Compreensão e atendimento a ordens. • Desenvolvimento de habilidades para a vida diária e autônoma. • Organização do material pessoal. • Percepção e memória visual.

27 • Percepção e memória auditiva. • Percepção de diferenças e semelhanças. • Orientação Temporal. • Orientação Espacial. • Linguagem e comunicação oral. • Linguagem e comunicação escrita. • Raciocínio lógico-matemático. • Habilidade sensório-motora – (andar, correr, escrever, cortar, amassar, pular, sentar, etc).

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29 Transtorno Desintegrativo da Infância “TDI” Transtorno desintegrativo da infância, também conhecido como síndrome de Heller, é uma condição em que as crianças se desenvolvem normalmente até as idades de 2 a 4 anos, mas depois podem demonstrar uma grave perda de comunicação social, e outras habilidades.

30 Transtorno desintegrativo da infância é muito parecido com o autismo. Ambos estão entre o grupo de doenças conhecidas como transtornos invasivos do desenvolvimento, ou distúrbios do espectro do autismo. E ambos envolvem o desenvolvimento normal seguido por uma perda significativa da linguagem, jogo, social e habilidades motoras. No entanto, transtorno desintegrativo da infância geralmente ocorre mais tarde do que o autismo e envolve uma perda mais dramática de competências. Além disso, o transtorno desintegrativo da infância é muito menos comum do que o autismo.

31 As crianças com transtorno desintegrativo da infância mostram tipicamente os seguintes sinais e sintomas: Perda dramática de habilidades já adquiridas em duas ou mais das seguintes áreas: -Linguagem, incluindo um grave declínio na capacidade de falar e ter uma conversa. -- Habilidades sociais, incluindo dificuldade significativa em se relacionar e interagir com os outros. -Jogar, incluindo uma perda de interesse em jogo imaginário e em uma variedade de jogos e atividades. - Habilidades motoras, incluindo um declínio dramático na capacidade de caminhar, escalar, agarrar objetos e outros movimentos -- Intestinal ou controle da bexiga, incluindo frequentes acidentes em uma criança que estava anteriormente treinada em ir ao banheiro.

32 Dislexia: A dislexia é um distúrbio na leitura que acarreta dificuldades também na escrita. Normalmente, é detectado na fase de alfabetização, período em que a criança inicia o processo de leitura de texto, devido a dificuldade do aluno em aprender o código gráfico (letras e/ou números). O problema torna-se bastante evidente quando o aluno tenta soletrar palavras, Essa é uma das tarefas em que as pessoas disléxicas apresentam grande dificuldade.

33 Alguns estudos indicam que a dislexia é hereditária e alguns alunos com essa características apresentam, na maioria das vezes pelo menos um familiar com dificuldade na aprendizagem de leitura e escrita. A dislexia acarreta dificuldade na percepção, na memória e na análise visual. A pergunta mais corriqueira que nos deparamos é: Como saber se meu aluno tem dislexia? Abaixo listaremos as dificuldades mais comuns apresentadas pelos disléxicos, mas cada caso é um caso e que uma avaliação rigorosa deve ser feita por uma equipe multidisciplinar (fonoaudióloga, psicopedagoga, psicóloga e neurologista).

34 Um aluno disléxico pode: 1)Confundir letras, sílabas ou palavras que parecem graficamente: a-o, e-c, f-t, m-n, v-u. 2)Inverter letras com grafia parecida: b/p, d/p, d/q, b/q, b/d, n/u, a/e. 3)Inverter sílabas: em/me, sol,los, las/sal, par/pra. 4)Adicionar ou omitir sons: casa-casaco, prato- pato. 5)Ao ler, pular a linha ou voltar para a anterior. 6)Ter dificuldade em soletrar palavras.

35 7) Apresentar leitura lenta demais, se comparado com crianças da mesma idade. 8) Ao ler, mover os lábios murmurando. 9) frequentemente, não conseguir orientar-se no espaço, sendo incapaz de distinguir direita de esquerda. Isso traz dificuldades para orientar com mapas, globos e o próprio ambiente. 10) Usar dedos para contar. 11) Ter dificuldades em lembrar sequencias: letras do alfabeto, dias da semana, meses do ano, etc.

36 12) Apresentar dificuldades para aprender a ver as horas. 13) Não conseguir lembrar-se de fatos passados como horários, datas, diário escolar. 14) Possuir dificuldades de lembrar objetos, nomes, sons, palavras ou mesmo letras. 15) Conseguir copiar corretamente, mas em uma atividade de ditado ou redação mostrar grandes complicações.

37 16) Ser uma criança inteligente e criativa para muitas tarefas e demonstrar grandes dificuldades na escrita e leitura. 17) Ser rotulado de preguiçoso, imaturo, hiperativo ou desatento. 18) Apresentar ótimos resultados em provas orais. 19) Desenvolver habilidades em atividades de artes, música, teatro e esportes. 20) Apresentar dificuldades persistentes.

38 A criança disléxica geralmente demonstra insegurança e baixa autoestima, sentindo-se triste e culpada. Muitas se recusam a realizar atividades, com medo de que seus erros apareçam novamente ou de que sejam ridicularizadas. Com isso, criam um vínculo negativo com aprendizagem, podendo apresentar atitude agressiva com professores e colegas ou dizer sempre “não sou capaz, não sei, não consigo...” mesmo antes de tentar realizar o proposto.

39 Disgrafia: A disgrafia é caracterizada por problemas com a linguagem escrita, dificuldade de comunicar ideias e de demonstrar conhecimentos por meio desse canal de comunicação específico. As pessoas que apresentam disgrafia podem apresentar graves comprometimentos no traçado de letras e de números, podem cometer erros ortográficos severos, omitir, acrescentar ou inverter letras e sílabas. Sua dificuldade espacial aparece na falta de domínio do traçado da letra, subindo e descendo linha demarcada para a escrita.

40 Há disgráficos com letra mal grafada, mas legível, porém outros apresentam letras que quase não deixam possibilidade de leitura, embora eles mesmos sejam capazes de ler o que escreveram. É comum que disgráficos também tenham dificuldades em cálculos matemáticos. Os problemas mais frequentes que encontramos são: • Inversão de sílabas. • Omissão de letras. • Escrita de letras espelhadas. • Escrita contínua ou com separações incorretas.

41 Principais características dos disgráficos: • Na escola, possuem “letra feia”. • Demoram muito mais para fazer uma tarefa do que outras crianças. • Retocam as letras muitas vezes. • Possuem letras impossíveis de serem compreendidas. • Costumam amontoar as letras. • Apresenta má organização na página e das letras.

42 Discalculia: Para muitas crianças, aprender matemática é um sofrimento. Muitos não entendem o que aqueles números estão fazendo ao lado daqueles sinais gráficos e o entendimento se torna muito difícil. Para algumas pessoas, essa dificuldade pode parecer preguiça ou desinteresse, mas não é bem assim. As crianças com dificuldade em aprender matemática apresentam um distúrbio que pode ter origem em outras dificuldades, como:

43 • Aluno com dificuldade de memória auditiva: pode apresentar dificuldade de memorizar os números quando ditos oralmente. • Aluno com dificuldade em entender situações- problema: sabe fazer a conta, mas não consegue interpretar o problema. • Aluno com dificuldade na percepção visual: troca os números, por exemplo: 6 por 9, 3 por 8 e 2 por 5. • Dificuldade em visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior. • Dificuldade em assimilar antecessor e sucessor;

44 • Dificuldade em conservar a quantidade, ou seja, não entende que quatro moedas de 25 centavos têm o mesmo valor de um real. • Dificuldade em classificar números. • Dificuldade em compreender os sinais das quatro operações básicas. • Dificuldade em montar operações.

45 Disortografia: A disortografia é a dificuldade de fazer uma associação entre os fonemas (som das letras) e os grafemas (escrita das letras). É muito comum vermos alunos, em fase de aquisição de escrita, apresentarem confusões entre o uso da letra F ou da letra V para escrever a palavra FACA, mas a partir do segundo ano de escolarização, já é esperado que a criança possa perceber as diferenças sonoras entre as letras e assimilar seu conhecimento.

46 Quando essa dificuldade persiste nas 1ªs séries do EF, podemos dizer que a criança apresenta uma disortografia. A principal característica de um aluno com disortografia é a confusão entre letras, sílabas e palavras na escrita. Essa dificuldade pode ou não estar associada a trocas na fala desses mesmos fonemas. Alguns problemas encontrados em quem apresenta disortografia:

47 • Trocas de letras dos pares mínimos, como: faca/vaca, chinelo/jinelo, porta/borta, dente/tente... • Adições de sílabas, como ventilador/ventitilador. • Omissões de letras, como cadeira/cadera, branco/banco. • Contaminação de sílabas, como pipoca/picoca. Obs.: O aluno com dislexia, disgrafia, discalculia e distorgrafia não apresentam problemas psíquicos, neurológicos ou deficiência intelectual.

48 Atitudes que o professor deve ter em sala de aula: • Não enfoque somente as dificuldades da criança. • Elogie quando o aluno realizar atividades com sucesso. • Estimule a memória visual com cartazes de letras e números na sala de aula. • Não peça para a criança repetir as palavras que escreve errado por 20 ou 30 vezes, essa atitude só faz com que o aluno fique mais desinteressado e sua autoestima diminua. • Desenvolva atividades com jogos e brincadeiras e ajudará toda a sala.

49 Autismo: O autismo é uma síndrome comportamental que causa comprometimentos no relacionamento e interação com outras pessoas, na linguagem e apresenta comportamentos restritos e repetitivos. • Conheça os sintomas do autismo: Apesar de os sintomas serem particulares em cada individuo, existem alguns que podem detectar facilmente a presença de autismo, como por exemplo: • Geralmente, a criança com autismo apresenta, pelo menos, 50% dos sintomas abaixo relacionados, e que podem variar de acordo com a intensidade e a idade:

50 • Não brinca de faz de conta (como falar ao telefone ou dar de comer a uma boneca). • Não brinca corretamente com os brinquedos (com a devida função do brinquedo). • Não compreende que lhe dizem. • Faz movimentos estranhos com as mãos na frente do rosto. • Não aponta com o indicador para pedir algo ou mostrar algum interesse. • Usa as pessoas como instrumentos (pegando na mão do adulto e o levando para executar algo). • É muito sensível a ruídos (alguns chegam a tapar os ouvidos).

51 • Dificuldade em interagir com outras pessoas. • Repetição de gestos idênticos. • Resistência a mudar de rotina. • Risos ou choros inapropriados. • Tem algumas fobias, e por outro lado, não teme as perigos. • Pouco contato visual. • Pequena resposta aos métodos de ensino. • Aparente insensibilidade a dor. • Ecolalia (repetição de palavras ou frases). • Conduta reservada. • Dificuldade em aceitar carinho.

52 • Age como se não ouvisse. • Apego inapropriado a objetos. • Habilidades motoras finas desiguais, e dificuldade em expressar suas necessidades (usa sinais para os objetos em vez de palavras). • Não responde pelo nome. • Olha para o vazio e anda ao acaso pelos espaços. • Não olha para o objeto que você aponta. • Hiper ou hipo atividade física. • Angustia sem razão aparente. • OBS.: Todo autista deve ter o Laudo Médico com o CID 10

53 Fonte: • Livro: Dificuldades de Aprendizagem – Detecção e estratégias de ajuda. • Mary Lopes E. Frizanco: Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Psicopedagoga da Educação Especial pela Universidade Metodista e escritora de livros pedagógicos. • Márcia Honora: Mestre em Educação pela UNICID, Fonoaudióloga, professora Universitária e Escritora de livros infantis e pedagógicos. • Revista de Deficiente Intelectual – Ano I – Nº 1 • Revista: Mundo da Inclusão – Ano 2 /nº 29. • Deficiência Intelectual: Realidade e Ação (Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado)

54 Conhecendo seu aluno: É importante que o professor perceba e observe o seu aluno: muito quieto, o agressivo, o que não para no lugar, etc. Estas atitudes podem ser indícios que algo não vai bem na sua “vidinha” familiar ou conflito interno. Como devo agir nesta situação? Você deve investigar, crie em sua rotina semanal, um momento do bate-papo, a hora do diálogo... E deixe eles “desabafarem” contar um pouco de sua vida, de seus sonhos, de seus medos...

55 Para os alunos maiores, pode criar uma caixa onde eles poderão colocar perguntas ou até desabafos para serem comentados em sala ou individual, caso coloca o nome, basta fazer o combinado com eles. Depois a atitude a tomar é aplicar Anamnese (entrevista) com os responsáveis daqueles alunos que demonstraram problemas mais sérios familiares ou interno, e encaminhá-los para um especialista e até conversar com seus responsáveis sobre o problema que observou/detectou...

56 Você não estará somente ajudando um aluno, mas salvando um adulto. Muitos de vocês devem estar pensando: “mas não sou mãe, psicóloga, psicopedagoga, etc.”. Mas no tempo atual não esperamos por especialista e pela família tomar alguma atitude, o professor de hoje é mais que um professor, temos que abrir nossos olhos, melhorar nossas atitudes, ter compaixão em uma época que o egoísmo predomina. Estamos na era da Tecnologia, da Informática, da informação... Mas nunca houve tantos seres humanos frustrados, depressivos e infelizes...

57 Então caro professor, não deixe passar despercebido o que está em suas mãos. O que significa para você a somatória de todas as horas, minutos, anos que passa com estas crianças? Deixe de ser mero professor e faça o papel do mestre educador, você estará plantando sementes do bem, do amor... Não custa nada, mas vale vidas! “Quanto mais aprendo, descubro que nada sei e que ainda tenho muito por fazer!” Equipe da Educação Especial

58 RESOLUÇÃO SE 11, DE • Art. 1º - São considerados alunos com Necessidades Educacionais Especiais: I – alunos com deficiência física, mental, sensorial e múltipla, que demandem atendimento educacional especializado; II – alunos com altas habilidades, superdotação... III – alunos com transtornos invasivos de desenvolvimento; V – alunos com outras dificuldades ou limitações acentuadas no processo de desenvolvimento, que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares e necessitam de recursos pedagógicos adicionais.

59 Continuação Resolução SE 11. Art. 2º - Os alunos com Necessidades Educacionais Especiais, ingressantes na 1ª série do ensino fundamental ou que venham transferidos para qualquer série ou etapa do ensino fundamental e médio, serão matriculados, preferencialmente, em classes comuns do ensino regular, excetuando-se os casos, cuja situação específica, não permita sua inclusão direta nessas classes. § 1º - O encaminhamento dos alunos de que trata o caput deste artigo para serviços de Apoio Pedagógico Especializado em Salas de Recursos far-se-á somente após Avaliação Pedagógica realizada em conformidade com o disposto na presente resolução.

60 Continuação Resolução SE 11. Art. 10 – na organização dos Serviços de Apoio Especializado (SAPE) na UE, observar-se-á que: I – o funcionamento da Sala de Recursos será de 25 aulas semanais, distribuídas de acordo com a demanda do alunado, com turmas constituídas de 10 a 15 alunos, de modo a atender alunos de 2 ou mais turnos, quer individualmente, quer em pequenos grupos na conformidade das necessidades dos alunos. II – O apoio oferecido aos alunos, em Sala de Recursos, terá como parâmetro o desenvolvimento de atividades que não deverão ultrapassar a 2 aulas diárias.

61 Continuação Resolução SE 11. Art. 11 – a organização do SAPE, sob a forma de Sala de Recursos, somente poderá ocorrer quando houver: • Comprovação de demanda avaliada pedagogicamente, professor habilitado na respectiva área da necessidade educacional, espaço físico adequado, recursos e materiais didáticos específicos, parecer favorável da CENP.

62 Mensagem: “... Quanto mais o professor conhece seu aluno (interesses, habilidades, necessidades, história de vida, etc.) e incorpora este conhecimento no planejamento das estratégias de ensino a ser adotadas para ensinar o conteúdo curricular, maiores serão as chances de promover a participação de cada aluno na atividade de sala de aula, a inclusão e o sucesso escolar de todos.” (Ferreira, 2006, p. 231).

63 Que Necessidade Especial é essa? • (1) Parece viver em seu próprio mundo, apresentando dificuldade em manter contato social, o que pode lhe causar atraso no aprendizado de maneira geral. • Desenvolve comportamentos repetitivos. É capaz de passar horas fazendo um mesmo movimento ou repetindo alguma palavra. • Geralmente não estabelece contato visual e não segue pessoas e objetos com o olhar. ( ) Déficit de atenção ( ) Dislexia ( )Autismo ( ) Paralisia Cerebral

64 • (2) Manifesta-se na dificuldade em aprender Matemática. • Pode se manifestar em vários níveis e áreas da aprendizagem: quanto à leitura ou escrita de números; quanto a sua compreensão; quanto a compreensão dos símbolos; quanto a conceitos e regras ou mesmo ao raciocínio abstrato. ( ) Autismo ( ) Discalculia ( ) Dislexia ( ) Disortografia

65 • (3) O portador apresenta dificuldade em relação a discriminação fonológica, levando-o algumas vezes a pronunciar erroneamente as palavras. • Pode causar uma percepção incorreta dos sons, o que posteriormente poderá levar a leitura de forma imprecisa. • Causar dificuldade especifica de aprendizagem da linguagem, que se apresenta na leitura, na soletração, na escrita, na linguagem expressiva ou receptiva e até na linguagem corporal e social. ( ) Paralisia Cerebral ( ) Autismo ( ) Disortografia ( ) Dislexia

66 • (4) É facilmente identificado porque apresenta dificuldades muito evidentes; durante a leitura, precisa se aproximar muito do livro. • Possui 20% ou menos do que é considerado visão normal, porém consegue uma visão útil, ou seja, uma visão que o capacita para desempenhar algumas atividades do dia por meio de auxílios ópticos, não ópticos e eletrônicos especiais. ( ) Déficit de atenção ( ) Paralisia Cerebral ( ) Visão Subnormal ( ) Cegueira

67 • (5) Geralmente, diagnosticada somente quando a criança entra na escola. • Problema neurológico que dificulta o processo de aprendizagem. • Transtorno que pode interferir de maneira negativa no processo de desenvolvimento da criança. • Causa desatenção ou agitação na criança em todas as situações, tanto na escola como em casa e em outros locais. ( ) Déficit de atenção ( ) Dislexia ( ) Autismo ( ) Disortografia

68 • (6) Dificuldades para andar e se movimentar. • Movimentos involuntários (espasmos musculares). • Dificuldades de comunicação. • Ritmo mais lento nas atividades motoras e cognitivas. • Facilidade de se assustar com barulhos repentinos. • Coordenação motora (fina e grossa) comprometida. ( ) Autismo ( ) Discalculia ( ) Cegueira ( ) Paralisia Cerebral Obs.: Vale lembrar que 90% das crianças com PC tem o cognitivo preservado.

69 • (7) Uma alteração da escrita, que geralmente está associada a problemas de percepção e motricidade (principalmente à motricidade fina). • Dificuldades em compreender o paralelismo entre o que é falado e o que é escrito. • Dificuldades com as coordenações visual e motora para realizar com precisão os traços finos de grafia. • Dificuldades em perceber que os caracteres precisam estar inseridos em uma situação espacial e especifica – letras em relação às palavras, palavras em relação às orações, e tudo isso em espaço de pauta. ( ) Disgrafia ( ) Discalculia ( ) Paralisia Cerebral ( ) Déficit de atenção

70 • (8) Não apresenta o mesmo vocabulário e estruturas linguísticas que as demais crianças da mesma faixa etária. • Pode parecer distante e não reage a estímulos como barulhos e sinal da escola ou, ainda, pode demorar em responder perguntas que lhe são feitas. • Frequentemente são erroneamente considerados como tendo algum tipo de deficiência intelectual porque não reage comunicativamente como outras crianças o fazem. • Pode, em alguns casos, ser tratado do ponto de vista médico, ou seja, pode ser trabalhados com o apoio de fonoaudiólogos no processo de oralização. ( ) Déficit de atenção ( ) Paralisia cerebral ( ) Deficiência auditiva ( ) Dislexia Obs.: Se comunica através da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

71 • (9) Dificuldades de aprendizagem relativa ao desenvolvimento da escrita, podendo ou não estar associada a uma dificuldade em relação à leitura. • Causa, na maioria dos casos, um atraso na aquisição da linguagem. • Problemas de percepção visual e auditiva que resultam em dificuldade para memorizar a grafia correta das letras. ( ) Déficit de atenção ( ) Disortografia ( ) Autismo ( ) Deficiência Auditiva

72 • Respostas: 1)Autismo. 2)Discalculia. 3)Dislexia. 4)Visão Subnormal. 5)Déficit de Atenção. 6)Paralisia Cerebral. 7)Disgrafia. 8)Deficiência Auditiva. 9)Disortografia.


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