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C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ

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Apresentação em tema: "C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ"— Transcrição da apresentação:

1 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006

2 Finalidade desta apresentação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Finalidade desta apresentação Introduzir os conceitos de inovação e de Sistemas Nacionais de Inovação Examinar inovação em saúde e sua evolução histórica Analisar o papel da inovação em saúde em países em vários estágios de desenvolvimento Discutir a possibilidade de estruturação de um Sistema Global de Inovação em Saúde (SGIS)

3 Background desta apresentação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Background desta apresentação “Know-do gap” Debate atual Como transformar o saber em fazer Como traduzir o conhecimento em inovação Papel da inovação na saúde Disparidades econômicas e sociais entre países desenvolvidos e em desenvolvimento Disparidades científicas e tecnológicas “Fosso digital, fosso genômico” (Digital divide; Genomic divide) Disparidades sanitárias “Knowledge translation”

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6 Estrutura desta apresentação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Estrutura desta apresentação Inovação e Sistemas de Inovação Definições Inovação em saúde Modalidades Evolução histórica: Eras, atores Necessidades e obstáculos Classificação de doenças Falhas de ciência, de mercado, de saúde pública Desafios e oportunidades Inovações em saúde e possíveis ações dos Sistemas Nacionais de Inovação Um Sistema Global de Inovação em Saúde? Inovações / oportunidades x falhas / necessidades Atores & papéis

7 1. Inovação e Sistemas de Inovação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 1. Inovação e Sistemas de Inovação Definições

8 Algumas definições*: Inovação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Algumas definições*: Inovação “Innovation is the implementation of a new or significantly improved idea, good, service, process or practice which is intended to be useful Scholars who have studied innovation generally differentiate among four main types of innovation: product innovation, process innovation, organizational innovation, and marketing innovation. Inovação é a implementação de uma nova (ou significativa-mente melhor) idéia, bem, serviço, processo ou prática com intenção de uso. Especialistas nesta área diferenciam quatro tipos de inovação: inovação de produtos, de processos, de organização e de marketing (*)

9 Algumas definições*: Inovação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Algumas definições*: Inovação Innovation is an important topic in the study economics, business, sociology, and other social sciences Since innovation is also considered a major driver of the economy, the factors that lead to innovation are also considered to be critical to policy makers.” Inovação é um importante tópico de estudo em economia, negócios, sociologia e outras ciências sociais Como a inovação é também considerada um propulsor maior da economia, os fatores que levam à inovação são também considerados críticos pelos elaboradores de políticas. (*)

10 Algumas definições*: Sistema de Inovação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Algumas definições*: Sistema de Inovação An innovation system is the flow of technology and information among people, enterprises and institutions which is key to an innovative process It contains the interaction between the actors who are needed in order to turn an idea into a process, product or service on the market. Um sistema de inovação é o fluxo de tecnologia e informação entre pessoas, empresas e instituições que é a chave do processo inovador Ele engloba a interação entre os atores necessários para transformar uma idéia em um processo, produto ou serviço disponível no mercado (*)

11 Algumas definições*: Sistema de Inovação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Algumas definições*: Sistema de Inovação According to innovation system theory, innovation and technology development are results of a complex set of relationships among actors in the system, which includes enterprises, universities and research institutes. De acordo com a teoria dos sistemas de inovação, inovação e desenvolvimento tecnológico resultam de um conjunto complexo de relações entre os atores do sistema, que incluem empresas, universidades e instituições de pesquisa. (*)

12 Algumas definições*: Sistema de Inovação
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Algumas definições*: Sistema de Inovação Innovation systems can be categorized into national innovation systems, regional innovation systems and sectorial innovation systems. Sistemas de inovação podem ser classificados em sistemas nacionais, regionais e setoriais de inovação. (*)

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09 março 2006 2. Inovação em saúde Modalidades e exemplos Evolução histórica: Eras, atores

14 Inovação em saúde: Modalidades e exemplos
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Inovação em saúde: Modalidades e exemplos Inovação de produto Novas vacinas, medicamentos, kits diagnósticos Inovação de processo/método Nova maneira de sintetizar um medicamento Inovação de políticas de saúde Dias nacionais de vacinação Inovação de estratégia CPMF para financiar investimento em saúde Convenção de luta contra o tabaco da OMS Parcerias para o Desenvolvimento de Produtos

15 Inovações na erradicação da varíola
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Inovações na erradicação da varíola Inovação de produto Vacina Inovação de processo/método Agulha bifurcada Liofilização da vacina, evitando cadeia de frio Inovação de políticas de saúde Engajamento da comunidade em campanhas de vacinação Inovação de estratégia Vacinação em círculos em vez de vacinação em massa

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Inovação em saúde: Evolução histórica 09 março 2006

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09 março 2006 Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Filariose Doença de Chagas Leishmanioses Tuberculose, malaria febre amarela Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase

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21 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Século XIX Era do Setor Público I Guerra Mundial

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09 março 2006 Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Filariose Doença de Chagas Leishmanioses FIOCRUZ, Brasil Tuberculose, malaria febre amarela Butantan, Brasil Séc. XIX-1ª Guerra Era do Setor Público Instituto Lister, Londres, Vacinas Controle de vetores Instituto Koch, Berlin Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase Instituto Pasteur, Paris

23 Origens da dicotomia entre a pesquisa básica e aplicada
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Origens da dicotomia entre a pesquisa básica e aplicada Grécia antiga O ideal da indagação “pura”; busca do conhecimento pelo conhecimento Separação entre os que se dedicavam à filosofia (classes abastadas, senhores) e os que lidavam com aspectos práticos (classes menos favorecidas, escravos) Inglaterra e Alemanha, século XIX Filósofos naturais (cientistas): Provinham de classes abastadas; ou eram apoiados por mecenas; universidades Inventores: Menos educados e de classes sociais mais baixas; escolas técnicas, indústrias Reforçando a separação Fim da II Guerra Mundial: Relatório de Vannevar Bush ao Presidente dos EUA - “Science, the Endless Frontier”

24 Paradigma do pós-guerra: O “modelo linear”
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Paradigma do pós-guerra: O “modelo linear” Pesquisa básica Pesquisa aplicada Desenvolvimento tecnológico Produção e operações Pesquisa básica como dínamo remoto do progresso Tensão inerente entre pesquisa básica (conhecimento) e aplicada (utilização) Separação entre os setores público e privados Setor público: Responsável pela pesquisa Setor privado: Desenvolvimento e produção

25 A ‘superioridade’ da ciência pura*
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 A ‘superioridade’ da ciência pura* “We prided ourselves that the science that we were doing could not, in any conceivable circumstances, have any practical use. The more firmly one could make the claim, the more superior one felt…” “Nós nos orgulhávamos de que a ciência que fazíamos não poderia, em nenhuma circunstância, ter qualquer aplicação prática. E tão mais pudéssemos afirmar isto com segurança, mais superiores nos sentíamos...” * C.P. Snow, The Two Cultures: And a Second Look: An Expanded Version of the Two Cultures and the Scientific Revolution, 2d ed, Cambridge Univ. Press, 1964

26 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Século XIX Era do Setor Público I Guerra Mundial Era do Setor Privado Queda do Muro de Berlin

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09 março 2006 Medicamentos Antibióticos Inseticidas Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Companhias privadas dos países industrializados 1ª Guerra-Queda Muro Berlin Era do Setor Privado Filariose Doença de Chagas Leishmanioses FIOCRUZ, Brasil Tuberculose, malaria febre amarela Butantan, Brasil Séc. XIX-1ª Guerra Era do Setor Público Instituto Lister, Londres, Vacinas Controle de vetores Instituto Koch, Berlin Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase Instituto Pasteur, Paris

28 Crises dos paradigmas do pós-guerra
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Crises dos paradigmas do pós-guerra Sucesso tecnológico de países sem tradição em pesquisa básica Lançamento do Sputnik pela União Soviética, 1957 Japão e a indústria automobilística e fotográfica Fim da Guerra Fria, queda do Muro de Berlin, 1989 Nova realidade econômica e militar Integração da economia mundial Competição feroz por mais tecnologia e inovação

29 Mudanças no contexto histórico
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Mudanças no contexto histórico The Government does not believe that it is good enough simply to trust to the automatic emergence of applicable results from basic research which industry uses”* “O Governo não acredita na emergência automática de resultados aplicáveis da pesquisa básica para aproveitamento posterior pela indústria” * “White Paper” publicado pelo Governo Britânico, Maio 1993

30 Mudanças no contexto histórico
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Mudanças no contexto histórico “It is no longer believed that a heavy investment in pure, curiosity-driven basic science will by itself guarantee the technology required to compete in the world economy and meet a full spectrum of other societal needs” * “Não se acredita mais que um investimento de peso na pesquisa pura, movida pela curiosidade, garanta uma competição na economia mundial e satisfaça toda uma gama de necessidades sociais” * Stokes, D.E. (1997) Pasteur’s Quadrant: Basic Science and Technological Innovation. Brookings Institution Press, Washington D.C. 180 pp.

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O que fazer com as doenças negligenciadas? 09 março 2006

32 Renascimento do setor público
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Renascimento do setor público : Criação dos Programas Especiais Reprodução Humana (HRP) e Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) pela Assembléia Mundial da Saúde da OMS 1973: Criação do Programa Integrado de Doenças Endêmicas (PIDE) pelo CNPq 1978: Criação do Programa PATH “Program for Appropriate Technology in Health” : Orçamento do NIH nos Estados Unidos duplica a cada 10 anos, chegando a 27 bilhões de dólares em 2003

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09 março 2006 1975: TDR

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09 março 2006 1980, EUA: A lei Bayh-Dole quebra a separação entre o público e o privado “This legislation has had a profound impact on science in the United States and, indirectly, in other nations as well. But the ratio of its benefits to its costs depends on one’s view of what’s important. To those who had worried about technology transfer, it’s a huge success. To others, who expressed concern about university/ corporate relations or mourn the enclosure of the scientific “knowledge commons,” it looks more like a bad deal” Esta legislação teve um profundo impacto na ciência nos Estados Unidos e em outros países. Mas a relação custo-benefício depende do ponto de vista de cada um. Para os que se preocupavam com transferências de tecnologias, é um tremendo sucesso. Para outros, que se preocupam com as relações entre as corporações e as universidades e lamentam o fim do conhecimento científico como bem público, parece um mau negócio” [Donald Kennedy, Editor Chefe, Science, Editorial de 4 de março de 2005]

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09 março 2006 1980, EUA: A lei Bayh-Dole quebra a separação entre o público e o privado “...the authors conclude that universities must maintain their historic commitment to the free flow of knowledge to serve the global public interest and sustain their remarkable scientific and technological achievements of the past century” “...os autores concluem que as universidades devem manter seu compromisso histórico com o livre fluxo de conhecimentos de modo a servir o interesse público global e assegurar avanços científicos e tecnológicos como no século passado” Mowery DC, Nelson RR, Sampat BN, Ziedonis AA (2004) Ivory Tower and Industrial Innovation. University- Industry Technology Transfer Before and After the Bayh-Dole Act. Stanford University Press. 241 pp.

36 Anos 90: Identificação do ‘gap 90/10’
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Anos 90: Identificação do ‘gap 90/10’ “Um importante relatório publicado em 1990 pela Commission on Health Research and Development apontou o “desequilíbrio 90/10” – somente 10 % dos investimentos em P&D são direcionados para os problemas de saúde de 90 % da população mundial” OMS, Commissão de Macroeconomia e Saúde, 2000

37 Anos 90: Identificação do ‘gap 90/10’
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Anos 90: Identificação do ‘gap 90/10’ “Este relatório levou à criação, em 1996, do Fórum Global para a Pesquisa em Saúde, que continua a documentar a imensa insuficiência de recursos para P&D em doenças da pobreza. Muitas iniciativas foram implementadas ou financiadas para contrabalançar este desequilíbrio, mas elas permanecem profundamente carentes de recursos.” OMS, Commissão de Macroeconomia e Saúde, 2000

38 1994: Diferentes modos de produção de conhecimento
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 1994: Diferentes modos de produção de conhecimento Modo 1 Os problemas são identificados e resolvidos num contexto acadêmico que obedece a interesses de comunidades específicas CNPq, HHMI Modo 2 A busca do conhecimento busca uma aplicação prática Indústria, FINEP/MCT, DECIT/MS

39 1997: O Quadrante de Pasteur e a pesquisa “inspirada no uso”
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 1997: O Quadrante de Pasteur e a pesquisa “inspirada no uso” Fracasso do modelo linear que separa a pesquisa básica da aplicada Ciência básica Necessária? SIM Necessária E suficiente? NÃO Um novo modelo O plano conceitual bidimensional (Stokes, 1997)

40 Limitações do modelo linear
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Limitações do modelo linear Não há uma separação clara entre pesquisa básica e aplicada Exemplo: Onde localizar Pasteur no espaço unidimensional básico-aplicado do modelo linear? ? Pesquisa básica Pesquisa aplicada

41 Limitações do modelo linear
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Limitações do modelo linear The nature of tartaric acid Fabrication of beer Desenvolvimento de aplicações práticas Busca de conhecimento ? ? ? Pesquisa básica Pesquisa aplicada

42 Pasteur no plano conceitual bi-dimensional
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Pasteur no plano conceitual bi-dimensional Busca de conhecimento Pesquisa básica Pasteur Desenvolvimento de aplicações práticas Busca de conhecimento ? Pesquisa básica Pesquisa aplicada

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Busca de aplicações práticas? 09 março 2006 Não Sim Busca de novos conhecimentos? Pesquisa Básica Pesquisa básica inspirada no uso Sim Sim Niels Bohr Louis Pasteur Pesquisa que sistematiza fenômenos particulares Pesquisa aplicada Não Não Roger Tory Peterson Thomas Alva Edison Não Sim

44 O Princípio de Pasteur: Pesquisa inspirada no uso
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 O Princípio de Pasteur: Pesquisa inspirada no uso

45 Origens da ciência brasileira
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Origens da ciência brasileira ... As barreiras entre a ciência básica e aplicada se romperam; muitas investigações realizadas originalmente, por seu valor científico, produziram resultados práticos inesperados, ao passo que estudos práticos levaram muitas vezes a novas pesquisas. Houve, em conseqüência, uma realimentação contínua e benéfica de ambas as extremidades do espectro “pesquisa e desenvolvimento”...

46 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Século XIX Era do Setor Público I Guerra Mundial Era do Setor Privado Queda do Muro de Berlin Renascimento do Setor Público Final do Século XX

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09 março 2006 Mosquiteiros impregnados Artemisinina; Antiretrovirais Poliquimioterapia Dengue, HIV/AIDS HRP & TDR, OMS NIH, EUA Queda Muro Berlin-Final Séc.XX Renascimento do Setor Público PIDE Brasil SARS Febre do Nilo Medicamentos Antibióticos Inseticidas Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Companhias privadas dos países industrializados 1ª Guerra-Queda Muro Berlin Era do Setor Privado Filariose Doença de Chagas Leishmanioses FIOCRUZ, Brasil Tuberculose, malaria febre amarela Butantan, Brasil Séc. XIX-1ª Guerra Era do Setor Público Instituto Lister, Londres, Vacinas Controle de vetores Instituto Koch, Berlin Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase Instituto Pasteur, Paris

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09 março 2006

49 Trouiller et al, Lancet 22/06/02
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Trouiller et al, Lancet 22/06/02

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09 março 2006 MSF (2001) Fatal Imbalance: The Crisis in Research and Development for Drugs for Neglected Diseases Yamey (2002)The world's most neglected diseases. Br.Med.J. 325:

51 Parcerias para o Desenvolvimento de Produtos (PDPs)
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Parcerias para o Desenvolvimento de Produtos (PDPs) 1975 1977 1993 1996 1997 1998 1999 1999

52 Parcerias para o Desenvolvimento de Produtos (PDPs)
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Parcerias para o Desenvolvimento de Produtos (PDPs) 2000 2000 2000 2002 2002 2003 2003 2003

53 “O novo panorama de desenvolvimento de drogas negligenciadas”
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 “O novo panorama de desenvolvimento de drogas negligenciadas” “Projeto sobre a Política farmacêutica de P&D” da London School of Economics e do Wellcome Trust Grupo da pesquisadora Mary Moran Projeto integral e sumário executivo disponíveis na internet, no sítio do Wellcome Trust

54 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Século XIX Era do Setor Público I Guerra Mundial Era do Setor Privado Queda do Muro de Berlin Renascimento do Setor Público Final do Século XX Parcerias para Desenvolvimento de Produtos (PDPs) Século XXI

55 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Diabete, câncer DNDi Portfolio de desenvolvimento (medicamentos, vacinas, kits) Início Século XXI Era das PDPs (Parcerias para Desenvolvimento de Produtos) GATB IAVI FIND MVI Violência Obesidade MMV Mosquiteiros impregnados Artemisinina; Antiretrovirais Poliquimioterapia Dengue, HIV/AIDS HRP & TDR, OMS NIH, EUA Queda Muro Berlin-Final Séc.XX Renascimento do Setor Público PIDE Brasil SARS Febre do Nilo Medicamentos Antibióticos Inseticidas Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Companhias privadas dos países industrializados 1ª Guerra-Queda Muro Berlin Era do Setor Privado Filariose Doença de Chagas Leishmanioses FIOCRUZ, Brasil Tuberculose, malaria febre amarela Butantan, Brasil Séc. XIX-1ª Guerra Era do Setor Público Instituto Lister, Londres, Vacinas Controle de vetores Instituto Koch, Berlin Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase Instituto Pasteur, Paris

56 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Em que era entraremos?

57 3. Necessidades e obstáculos
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 3. Necessidades e obstáculos Classificação de doenças ou condições de saúde Falhas de ciência, de mercado, de saúde pública

58 Classificação de doenças
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Classificação de doenças Histórico de ocorrência (OMS; CDC) Doenças endêmicas; re-emergentes; emergentes Distribuição geográfica & investimento P&D (OMS; MSF) Globais; negligenciadas; mais negligenciadas Efetividade das intervenções disponíveis (TDR) Grupo I: Não existem intervenções eficazes; doenças fora de controle Grupo II: Existem boas intervenções, mas persiste a carga da doença Grupo III: Existem estratégias eficazes de controle; carga da doença diminui; eliminação da doença como problema de saúde pública em planejamento ou execução

59 Classificação de doenças
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Classificação de doenças Histórico de ocorrência (OMS; CDC) Doenças endêmicas; re-emergentes; emergentes Distribuição geográfica & investimento P&D (OMS; MSF) Globais; negligenciadas; mais negligenciadas Efetividade das intervenções disponíveis (TDR) Grupo I: Não existem intervenções eficazes; doenças fora de controle Grupo II: Existem boas intervenções, mas persiste a carga da doença Grupo III: Existem estratégias eficazes de controle; carga da doença diminui; eliminação da doença como problema de saúde pública em planejamento ou execução

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Pólio 09 março 2006 Doenças endêmicas Raiva

61 Doenças re-emergentes
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Malária Doenças re-emergentes Tuberculose

62 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Doença emergente: Gripe aviária

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09 março 2006 Doença emergente: Gripe aviária

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09 março 2006 Doença emergente: Gripe aviária

65 Classificação de doenças
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Classificação de doenças Histórico de ocorrência (OMS; CDC) Doenças endêmicas; re-emergentes; emergentes Distribuição geográfica & investimento P&D (OMS; MSF) Globais; negligenciadas; mais negligenciadas Efetividade das intervenções disponíveis (TDR) Grupo I: Não existem intervenções eficazes; doenças fora de controle Grupo II: Existem boas intervenções, mas persiste a carga da doença Grupo III: Existem estratégias eficazes de controle; carga da doença diminui; eliminação da doença como problema de saúde pública em planejamento ou execução

66 Classificação de doenças
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Classificação de doenças Histórico de ocorrência (OMS; CDC) Doenças endêmicas; re-emergentes; emergentes Distribuição geográfica & investimento P&D (OMS; MSF) Globais; negligenciadas; mais negligenciadas Efetividade das intervenções disponíveis (TDR) Grupo I: Não existem intervenções eficazes; doenças fora de controle Grupo II: Existem boas intervenções, mas persiste a carga da doença Grupo III: Existem estratégias eficazes de controle; carga da doença diminui; eliminação da doença como problema de saúde pública em planejamento ou execução

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09 março 2006 Doenças globais Incidem em países ricos e pobres, com grande número de populações vulneráveis em ambos Sarampo, hepatite B, diabete, doenças relacionadas com o tabagismo Existem incentivos de mercado para P&D nos países desenvolvidos Comissão da OMS – Macroeconomia e Saúde, 2000

68 Doenças negligenciadas
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Doenças negligenciadas Incidem em países ricos e pobres, mas uma grande proporção dos casos está nos países em desenvolvimento HIV/AIDS, tuberculose Existem alguns incentivos de mercado para P&D nos países desenvolvidos, mas o nível de investimento não é proporcional à carga global da doença Comissão da OMS – Macroeconomia e Saúde, 2000

69 Doenças mais negligenciadas
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Doenças mais negligenciadas Incidem exclusivamente ou primordialmente nos países em desenvolvimento Doença do sono, doença de Chagas, leishmanioses, esquistossomose Quase não existem incentivos para P&D e praticamente não são objeto de pesquisa pelos países desenvolvidos Comissão da OMS – Macroeconomia e Saúde, 2000

70 Por que a febre amarela não é considerada uma doença negligenciada?
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Por que a febre amarela não é considerada uma doença negligenciada?

71 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Prêmio Nobel de 1951 em Fisiologia e Medicina: Vacina contra a febre amarela “O significado da descoberta de Max Theiler deve ser considerado como imenso de um ponto de vista prático, pois uma proteção eficaz contra a febre amarela é uma condição para desenvolvimento das regiões tropicais…” Discurso de saudação do Professor H. Bergstrand, Presidente do Comitê Nobel de Fisiologia e Medicina do “Royal Caroline Institute”

72 Classificação de doenças
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Classificação de doenças Histórico de ocorrência (OMS; CDC) Doenças endêmicas; re-emergentes; emergentes Distribuição geográfica & investimento P&D (OMS; MSF) Globais; negligenciadas; mais negligenciadas Efetividade das intervenções disponíveis (TDR) Grupo I: Não existem intervenções eficazes; doenças fora de controle Grupo II: Existem boas intervenções, mas persiste a carga da doença Grupo III: Existem estratégias eficazes de controle; carga da doença diminui; eliminação da doença como problema de saúde pública em planejamento ou execução

73 Classificação de doenças
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Classificação de doenças Histórico de ocorrência (OMS; CDC) Doenças endêmicas; re-emergentes; emergentes Distribuição geográfica & investimento P&D (OMS; MSF) Globais; negligenciadas; mais negligenciadas Efetividade das intervenções disponíveis (TDR) Grupo I: Não existem intervenções eficazes; doenças fora de controle Grupo II: Existem boas intervenções, mas persiste a carga da doença Grupo III: Existem estratégias eficazes de controle; carga da doença diminui; eliminação da doença como problema de saúde pública em planejamento ou execução

74 Priorização de P&D no TDR: O “processo em 7 etapas”
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Priorização de P&D no TDR: O “processo em 7 etapas” Qual o tamanho e a natureza da carga da doença, e qual a sua tendência epidemiológica? Qual é a estratégia de controle da doença? Por que persiste a carga da doença? Quais são as necessidades e as prioridades de P&D? O que já está sendo feito em P&D? Quais as vantagens comparativas do TDR? Definição das prioridades estratégicas para a doença em tela Categorização das doenças Matriz estratégica

75 O TDR agrupa as 10 doenças em 3 categorias
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 O TDR agrupa as 10 doenças em 3 categorias Categoria 1 Doenças emergentes ou fora de controle O foco deve ser na geração de novos conhecimentos e no desenvolvimento de novas intervenções e sistemas Doença do sono Dengue Leishmanioses

76 O TDR agrupa as 10 doenças em 3 categorias
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 O TDR agrupa as 10 doenças em 3 categorias Categoria 2 Apesar de existir uma estratégia de controle, a carga da doença persiste As atividades de P&D cobrem um amplo espectro, mas estão focadas no desenvolvimento e testes de novas intervenções e estratégias Malaria Esquistossomose Tuberculose

77 O TDR agrupa as 10 doenças em 3 categorias
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 O TDR agrupa as 10 doenças em 3 categorias Categoria 3 As estratégias de controle são eficazes, a carga da doença diminui e planeja-se sua eliminação como problema de saúde pública A pesquisa procura melhorar as atuais atividades de controle e eliminar os riscos Doença de Chagas Hanseníase Filariose e oncocercose

78 As 3 categorias necessitam diferentes estratégias de P&D
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 As 3 categorias necessitam diferentes estratégias de P&D Novo conhecimento básico Novas ou melhores intervenções Métodos novos ou melhores Estratégias novas ou melhores Categoria I Doença do sono Dengue Leishmanioses Categoria II Malaria Esquistossomose Tuberculose Categoria III Doença de Chagas Filariose Hanseníase Onchocercose

79 As prioridades do TDR se baseiam na matriz estratégica
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 As prioridades do TDR se baseiam na matriz estratégica Doenças Categoria I Categoria II Categoria III TDR development pipeline Matriz de prioridades Novo conhecimento básico Novas intervenções Novos métodos Novas estratégicas

80 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 TDR Disease Strategic Emphases Matrix

81 Priorização de P&D no TDR
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Priorização de P&D no TDR Remme et al (2002) Strategic emphases for tropical diseases research: a TDR perspective. Trends in Parasitology 18: ; Trends Microbiology 10:

82 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Falhas de ciência Causa: Conhecimento insuficiente Exemplo: vacinas inexistentes Doenças virais: Dengue, gripe aviária Doenças bacterianas: Hanseníase, tuberculose Doenças parasitárias: Malaria, leishmanioses Necessidade: Pesquisa básica ou “inspirada no uso”; Modo 2 de produção de conhecimento (*) Modalidade de Inovação Produtos novos ou melhores Novas estratégias de P&D; parcerias (Brasil: Lei da Inovação) (*) Gibbons M, Limoges C, Nowotny H, Schwartzman S, Scott P, Trow M: The new production of knowledge: the dynamics of science and research in contemporary societies. London; Thousand Oaks; New Delhi: SAGE Publications; 1994

83 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Falhas de mercado Causa: Custos elevados Exemplo: antiretrovirais; combinação de antimaláricos Necessidade: Processos mais baratos de produção ou novas estratégias de financiamento Modalidade de inovação Novos métodos e processos Novas estratégias de financiamento “Empurrar” (push): Parcerias para P&D de produtos “Puxar” (pull): Fundos globais para aquisição de produtos Novas políticas orçamentárias Aumentar o orçamento (ex: CPMF) Diminuir as despesas (ex: negociação patentes antiretrovirais)

84 Falhas de saúde pública
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Falhas de saúde pública Causas: Incompetência, descaso, corrupção, crises, fatores culturais ou religiosos Exemplos Doenças transmissíveis: vacinação pólio (India: baixa prioridade, deficiências do sistema de saúde; Holanda, Nigéria: fatores culturais ou religiosos; Sudão: guerra) Doenças crônicas: obesidade, tabagismo (lobby das multinacionais e produtores de fumo, propaganda e glamorização do ato de fumar) Necessidades: controle social, educação, participação da sociedade civil, políticas de direitos humanos, boas práticas Modalidade de inovação: Processos, estratégias, políticas (campanhas por exercícios físicos, vida saudável; Convenção da OMS contra o tabaco; priorização de ações de saúde)

85 “Falhas”: de ciência, de mercado, de saúde pública
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 “Falhas”: de ciência, de mercado, de saúde pública Falha de mercado e/ou falha de saúde pública Falha de ciência

86 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Em que era entraremos?

87 4. Desafios e oportunidades
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 4. Desafios e oportunidades Países em desenvolvimento inovadores em saúde Redes de inovação em saúde

88 Relações entre ciência, tecnologia e produção
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Relações entre ciência, tecnologia e produção Francisco Sagasti. Knowledge and innovation for development. The Sisyphus challenge of the 21st century, Cheltenham, UK; Northampton, USA:Edward Elgar, pages

89 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Países em desenvolvimento inovadores (“Innovative Developing Countries, IDCs”) Innovation Strategy Today 1(1):1-15.

90 Países em desenvolvimento inovadores
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Países em desenvolvimento inovadores

91 Países em desenvolvimento inovadores
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Países em desenvolvimento inovadores

92 Determinantes da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Determinantes da inovação em saúde Manufatura: Capacidade produtiva de acordo com normas internacionais Mercados domésticos: Criação de mercados com presença governamental nos sistemas e serviços de saúde Mercados de exportação: Capacidade de comércio internacional incluindo vendas via UNICEF P&D: Apoio dos setores público e privado Propriedade intelectual: Sistemas adequados para lidar com propriedade intelectual Regulação: Sistemas apropriados garantidores de produtos seguros e eficazes

93 Inovação em saúde: Estágios dos países x seis determinantes
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ Inovação em saúde: Estágios dos países x seis determinantes 09 março 2006

94 Redes de inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Redes de inovação em saúde

95 Redes de inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Redes de inovação em saúde Morel et al (2005) Science 309: , 2005

96 Redes de inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Redes de inovação em saúde “Destacamos aqui um fator complementar e cada vez mais importante na melhoria da equidade em saúde: A crescente capacidade inovadora em saúde de alguns países em desenvolvimento” Morel et al (2005) Science 309: , 2005

97 Países em desenvolvimento inovadores
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Países em desenvolvimento inovadores India, China, Brasil, África do Sul, Tailândia, Argentina, Malásia, México, Indonésia, ... , ... , ... (todos países em desenvolvimento podem inovar em saúde em maior ou menor grau) Morel et al (2005) Science 309: , 2005 (figura no site da Science)

98 Redes de inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Redes de inovação em saúde Morel et al (2005) Science 309: , 2005

99 Redes de inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Redes de inovação em saúde 2000: Rede dos produtores de vacinas dos países em desenvolvimento Brasil, Cuba, China, Índia, Indonésia, México 2001: Iniciativa Sul-Sul para pesquisa em doenças tropicais Grupos de pesquisas do TDR na América Latina, Ásia e África 2003: Fórum de diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBSA) 2004: Rede tecnológica em HIV/AIDS Brasil, China, Cuba, Nigéria, Rússia, Tailândia, Ucrânia 2004: Rede OMS das agencias reguladoras de vacinas dos países em desenvolvimento Brasil, China, Cuba, Índia, Indonésia, Rússia, África do Sul, Coréia, Tailândia Morel et al (2005) Science 309: , 2005

100 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Era da Inovação em Saúde

101 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Era atual Sistemas Nacionais de Inovação; Países em Desenvolvimento Inovadores Redes de Inovação em Saúde Transferência de informação, conhecimento e tecnologias DNDi Portfolio de desenvolvimento (medicamentos, vacinas, kits) Início Século XXI Era das PDPs (Parcerias para Desenvolvimento de Produtos) GATB Diabete Câncer IAVI FIND MVI Violência Obesidade MMV Mosquiteiros impregnados Artemisinina; Antiretrovirais Poliquimioterapia Dengue, HIV/AIDS HRP & TDR, OMS NIH, EUA Queda Muro Berlin-Final Séc.XX Renascimento do Setor Público PIDE Brasil SARS Febre do Nilo Medicamentos Antibióticos Inseticidas Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Companhias privadas dos países industrializados 1ª Guerra-Queda Muro Berlin Era do Setor Privado Filariose Doença de Chagas Leishmanioses FIOCRUZ, Brasil Tuberculose, malaria febre amarela Butantan, Brasil Séc. XIX-1ª Guerra Era do Setor Público Instituto Lister, Londres, Vacinas Controle de vetores Instituto Koch, Berlin Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase Instituto Pasteur, Paris

102 5. Um Sistema Global de Inovação em Saúde
Sobram iniciativas, falta um Sistema Diagnósticos / terapêuticas (falhas / inovações) Matriz “Falhas / Inovações / Ações dos Países” SGIS: Hipótese remota, sonho impossível ou meta realista?

103 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Desafio maior: Sobram idéias e atores, falta um sistema orgânico, uma arquitetura global “There is also considerable confusion about how all these new entities fit together, as well as how they mesh with old-timers such as WHO, the United Nations Children's Fund (UNICEF), and the World Bank. ‘There've been lots of creative ideas and lots of new people,’ says Barry Bloom, dean of Harvard University's School of Public Health. "But there's one missing piece. There's no architecture of global health." (Science, 13 de janeiro de 2006)

104 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Desafio maior: Sobram idéias e atores, falta um sistema orgânico, uma arquitetura global “Há uma considerável confusão sobre como estas novas entidades se articulariam e como interagiriam com organizações tradicionais como a OMS, a UNICEF e o Banco Mundial. ‘São muitas as idéias criativas e muitos os novos atores,’ diz Barry Bloom, reitor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. "Mas falta uma peça. Não há uma arquitetura da saúde global." (Science, 13 de janeiro de 2006)

105 Sistema de inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Sistema de inovação em saúde Morel et al (2005) Science 309: , 2005

106 Sistema Global de Inovação em Saúde
Necessidade de definição e estruturação Mais que a soma de sistemas nacionais de inovação Mais que redes de inovação em saúde Atenção especial Incorporação dos países em desenvolvimento Recursos humanos Combate às desigualdades científicas, tecnológicas, sanitárias Necessidades das populações mais marginalizadas

107 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 As dez biotecnologias de maior importância em saúde para países em desenvolvimento Tecnologias moleculares para diagnóstico simples e baratos de doenças infecciosas Tecnologias recombinantes para o desenvolvimento de vacinas contra doenças infecciosas Melhores instrumentos e tecnologias para aplicação de vacinas e medicamentos Tecnologias para melhor saneamento, distribuição de água de boa qualidade, descontaminação biológica Sequenciamento de genomas de patógenos para compreensão de sua biologia e identificação de novos antimicrobianos Proteção contra doenças sexualmente transmissíveis para uso feminino, com e sem efeito contraceptional Bioinformatica para identificação de novos alvos terapêuticos e para o estudo das interações patógeno-hospedeiro Cultivos geneticamente melhorados contendo quantidades aumentados de nutrientes Tecnologias recombinantes para a produção de produtos terapêuticos mais baratos (insulina, interferons) Química combinatoria para a descoberta de novos medicamentos Daar et al (2002) Nature Genetics 32:

108 Ciência genômica e saúde global
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Ciência genômica e saúde global

109 Gestão da propriedade intelectual
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Gestão da propriedade intelectual

110 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Fuga de cérebros: Dados recentes (fonte: The Economist 31 março de 2005)

111 Matriz “Falhas de saúde-Inovações Necessárias- Ações dos Sistemas de Inovação”

112 Matriz “Falhas de saúde-Inovações Necessárias- Ações dos Sistemas de Inovação”

113 Matriz “Falhas de saúde-Inovações Necessárias- Ações dos Sistemas de Inovação”

114 Matriz “Falhas de saúde-Inovações Necessárias- Ações dos Sistemas de Inovação”

115 Períodos históricos da inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Períodos históricos da inovação em saúde Definição e estruturação de um Sistema Global de Inovação em Saúde?

116 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
Futuro Sistema Global de Inovação em Saúde? 09 março 2006 Bioinformática Genômica, proteômica Células-tronco, nanotecnologias Bioética, biosegurança Políticas de Direitos Humanos Políticas de Propriedade Intelectual Gripe aviária- humana? Era atual Sistemas Nacionais de Inovação; Países em Desenvolvimento Inovadores Redes de Inovação em Saúde Transferência de informação, conhecimento e tecnologias DNDi Portfolio de desenvolvimento (medicamentos, vacinas, kits) Início Século XXI Era das PDPs (Parcerias para Desenvolvimento de Produtos) GATB Diabete Câncer IAVI FIND MVI Violência Obesidade MMV Mosquiteiros impregnados Artemisinina; Antiretrovirais Poliquimioterapia Dengue, HIV/AIDS HRP & TDR, OMS NIH, EUA Queda Muro Berlin-Final Séc.XX Renascimento do Setor Público PIDE Brasil SARS Febre do Nilo Medicamentos Antibióticos Inseticidas Hantavirus Legionella Ebola Ancilostomose,esquistossomose Companhias privadas dos países industrializados 1ª Guerra-Queda Muro Berlin Era do Setor Privado Filariose Doença de Chagas Leishmanioses FIOCRUZ, Brasil Tuberculose, malaria febre amarela Butantan, Brasil Séc. XIX-1ª Guerra Era do Setor Público Instituto Lister, Londres, Vacinas Controle de vetores Instituto Koch, Berlin Oncocercose Doença do sono Peste, hanseníase Instituto Pasteur, Paris

117 Matriz “Falhas de saúde-Inovações Necessárias- Ações dos Sistemas de Inovação”

118 Os genomas “Tritryp” T. cruzi, T. brucei, L. major
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Os genomas “Tritryp” T. cruzi, T. brucei, L. major

119 Os genomas “Tritryp” T. cruzi, T. brucei, L. major
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Os genomas “Tritryp” T. cruzi, T. brucei, L. major

120 Brasil: Lei de Inovação (lei nº. 10.973 de 02/dezembro/2004)
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Brasil: Lei de Inovação (lei nº de 02/dezembro/2004) Estímulo à construção de ambientes especializados e cooperativos de inovação Estímulo à participação das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) no processo de inovação Estímulo à inovação nas empresas Estímulo ao inventor independente Instituição de fundos mútuos de investimento em empresas inovadoras

121 O Brasil e a inovação em saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 O Brasil e a inovação em saúde Pontos positivos Inovador em políticas e estratégias de saúde Pesquisa básica de excelente qualidade e evoluindo positivamente Sistema estruturado de PG em C&T&I e em saúde pública Pouco afetado pelo ‘brain-drain’ Lei de Inovação promissora Pontos negativos Sistema Nacional de Inovação deficiente (ainda no “Modo 1” de geração de conhecimento) Pouco inovador em áreas tecnológicas Pouco investimento em C&T&I pelo setor privado Ausência de políticas industriais claras em relação à saúde Sistema educacional deficiente

122 Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS)
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS)

123 Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS)
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS)

124 FIOCRUZ e Inovação em Saúde
C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ 09 março 2006 FIOCRUZ e Inovação em Saúde

125 Comentários de leitores da Science sobre o folder ‘FIOCRUZ’ de 15/7/2005
“They are involved in fighting Brazil’s health problems through research and production of vaccines, drugs and kits. They are very innovative” Research Coordinator, University “It’s an international health organization. It’s very well recognized for research and development of vaccines and drugs” Professor, University “I know of this foundation. Basically, it’s about Brazil’s discovery of Chagas. It’s a very well regarded clinical medicine institution” Dept. Chairman, University “The Oswaldo Cruz Foundation is located in Brazil. They’re involved in research and tech development and the producton of vaccines. It’s a great foundation” Fonte: Harvey Communication Measurement, Harvey Research Inc., Fairport, NY

126 Um Sistema Global de Inovação em Saúde
Hipótese remota, sonho impossível ou meta realista? « Soyez réalistes, demandez l’impossible ! » (slogan, maio 68)

127 C M Morel - Aula Inaugural, ENSP/FIOCRUZ
09 março 2006 Obrigado


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