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1Marli T. Deon Sette - 2013. 2 Tutela Constitucional Professora: Ms. Marli Deon Sette – 2013/1 Professora: Ms. Marli Deon Sette – 2013/1

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1 1Marli T. Deon Sette

2 2 Tutela Constitucional Professora: Ms. Marli Deon Sette – 2013/1 Professora: Ms. Marli Deon Sette – 2013/1 Web: Web: Obs: Este Material não substitui a bibliografia recomendada. Obs: Este Material não substitui a bibliografia recomendada.

3 3Marli T. Deon Sette Unidade 4: Tutela constitucional Tutela Constitucional Tutela Constitucional A CF/88, além de dedicar um capítulo especialmente ao meio ambiente, traz em seu bojo vários dispositivos esparsos tratando de questões ambientais. A CF/88, além de dedicar um capítulo especialmente ao meio ambiente, traz em seu bojo vários dispositivos esparsos tratando de questões ambientais.

4 4Marli T. Deon Sette Unidade 4: Tutela constitucional Proteção constitucional: Proteção constitucional: A Carta da República Federativa do Brasil de 1988, percebendo a preocupação global, coloca em seu capítulo VI, do Título VIII, o meio ambiente como valor essencial da ordem social, dedicando- lhe capítulo próprio, constitucionalizando a vida ambiental, o direito fundamental de continuidade da vida humana na terra, com dignidade a todas as gerações. Além de capítulo próprio, dá tutela ambiental em vários dispositivos esparsos, que, por questões didáticas, são tratados separadamente.

5 5Marli T. Deon Sette TÍTULO VIII Da Ordem Social CAPÍTULO VI DO MEIO AMBIENTE

6 6Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Três conjunto de normas (José Afonso): Artigo 225, CF/88. Três conjunto de normas (José Afonso): Artigo 225, CF/ Caput: norma-princípio. 2 - § 1° e incisos: Trata da incumbência do poder público para garantir a efetividade da proteção ambiental do direito enunciados no caput. 3 - Outros § §: determinações particulares.

7 7Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Primeiro conjunto = Norma –princípio: Primeiro conjunto = Norma –princípio: Art. 225, caput CF/88: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo- se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê- lo e preservá-lo para as presente e futuras gerações. Art. 225, caput CF/88: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo- se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê- lo e preservá-lo para as presente e futuras gerações. Observa, por exemplo, os princípios da dignidade da pessoa humana, do direito humano fundamental, da equidade, da isonomia, desenvolvimento sustentável; além do exercício da cidadania. Observa, por exemplo, os princípios da dignidade da pessoa humana, do direito humano fundamental, da equidade, da isonomia, desenvolvimento sustentável; além do exercício da cidadania.

8 8Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Segundo conjunto = Instrumentos para efetivação do caput. Segundo conjunto = Instrumentos para efetivação do caput. § 1.º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público: § 1.º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público: I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; Exemplo de políticas: manejo de espécies como projeto Tamar e projeto Peixe-boi. Exemplo de políticas: manejo de espécies como projeto Tamar e projeto Peixe-boi. II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; Exemplo de legislação ordinária: Lei nº /2005 (OGM - Biossegurança). Exemplo de legislação ordinária: Lei nº /2005 (OGM - Biossegurança).

9 9Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /81 (APA e EEcol); 6.938/81 – art. 9º (PNMA); e 9.985/00 (SNUC). Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /81 (APA e EEcol); 6.938/81 – art. 9º (PNMA); e 9.985/00 (SNUC).

10 10Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (EIA/RIMA) IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (EIA/RIMA) Exemplo de legislação ordinária: Leis nº /81 – art. 10; Resolução do CONAMA 1/86 (lista algumas atividades e faz remissão à expressão impacto ambiental). Exemplo de legislação ordinária: Leis nº /81 – art. 10; Resolução do CONAMA 1/86 (lista algumas atividades e faz remissão à expressão impacto ambiental). V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; Exemplo de legislação ordinária: Lei /2005 – OGM - Biossegurança; Lei 7.802/ Lei de Agrotóxicos. Exemplo de legislação ordinária: Lei /2005 – OGM - Biossegurança; Lei 7.802/ Lei de Agrotóxicos.

11 11Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; Exemplo de legislação ordinária: Lei nº /99 (principalmente os arts. 2º, 9º e 13) Exemplo de legislação ordinária: Lei nº /99 (principalmente os arts. 2º, 9º e 13) VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /2012 (Cód. Florestal); 6.766/79 (Parc. Solo); 5.197/67 (Prot. Fauna); 9.605/98 (CA), e Lei 9.985/2000 (UC), além do repúdio à práticas cruéis como a farra do boi e rinha de galo. Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /2012 (Cód. Florestal); 6.766/79 (Parc. Solo); 5.197/67 (Prot. Fauna); 9.605/98 (CA), e Lei 9.985/2000 (UC), além do repúdio à práticas cruéis como a farra do boi e rinha de galo.

12 12Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Terceiro conjunto = determinações particulares. Terceiro conjunto = determinações particulares. § 2.º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. § 2.º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /78 (expl. Minério); 7.805/89 (Garimpo); 9.433/97 (atividade correlata - RH) e Decreto-Lei 227/67 (Cód. minas). Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /78 (expl. Minério); 7.805/89 (Garimpo); 9.433/97 (atividade correlata - RH) e Decreto-Lei 227/67 (Cód. minas). § 3.º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Exemplo de legislação ordinária: Lei nº /98; 6.938/81 e Decreto nº 6.514/2008). § 3.º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Exemplo de legislação ordinária: Lei nº /98; 6.938/81 e Decreto nº 6.514/2008).

13 13Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental § 4.º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. § 4.º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /2012; 6.938/81; Lei nº /06 (gestão de Florestas Públicas); 7.661/88 (Plano Nac. Ger. Costeiro) Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /2012; 6.938/81; Lei nº /06 (gestão de Florestas Públicas); 7.661/88 (Plano Nac. Ger. Costeiro) § 5.º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. § 5.º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. § 6.º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas. § 6.º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas. Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /62 e 6.189/74 (ambas tratam de energia nuclear); e, 6.453/77 (Res. Civil por danos nucl.). Exemplo de legislação ordinária: Leis nºs /62 e 6.189/74 (ambas tratam de energia nuclear); e, 6.453/77 (Res. Civil por danos nucl.).

14 14Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Dispositivos esparsos na CF/88: Demonstração do princípio da ubiqüidade.

15 15Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Alguns dispositivos esparsos são as chamadas normas de garantia: ações processuais que podem ser utilizadas em juízo para exigir do Estado e dos particulares o cumprimento dos direito individuais, coletivos e difusos (MA), são elas: Alguns dispositivos esparsos são as chamadas normas de garantia: ações processuais que podem ser utilizadas em juízo para exigir do Estado e dos particulares o cumprimento dos direito individuais, coletivos e difusos (MA), são elas: a) Art. 5º, LXXIII – ação popular; b) Art. 5º,LXXI – mandado de injunção; c) Art. 5º, LXIX e LXX – mandado de segurança coletivo ou individual; d) Art. 129,III – função do ministério público: inquérito civil e ação civil pública, para a proteção do meio ambiente; e) Art Relaciona os legitimados para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade.

16 16Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Normas relativas aos bens ambientais: (no sentido de gerência, não de propriedade) Normas relativas aos bens ambientais: (no sentido de gerência, não de propriedade) a) Art. 20 CF/88 – São bens da União: terras devolutas indispensáveis à preservação do meio ambiente; rios, ilhas, sítios arqueológicos, potenciais energéticos, etc. b) Art. 26 CF/88 – São bens do Estado: águas, ilhas e terras devolutas não pertencentes à União. c) Art. 231,§ 1º - São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições

17 17Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Função social da Propriedade: artigo 5º, inciso XXII e XXIII, da CF/88. Função social da Propriedade: artigo 5º, inciso XXII e XXIII, da CF/88. Art A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência alguns requisitos estabelecidos em lei, entre eles: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; Art A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência alguns requisitos estabelecidos em lei, entre eles: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; Art. 182 – Política urbana – função social – plano diretor. Art. 182 – Política urbana – função social – plano diretor.

18 18Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Meio Ambiente e a ordem econômica (CF/88): Meio Ambiente e a ordem econômica (CF/88): a) Coloca o meio ambiente como princípio a ser observado no desenvolvimento de atividade econômica - Art. 170, inciso VI; b) Permite tratamento regional diferenciado – Art. 43, § 3º, inciso IV; c) Evidencia limitações ao direito de propriedade, e permite tratamento diferenciado conforme for Environmental Friends a atividade - Art. 170 – III - função social da propriedade; d) Incentiva criação de cooperativas a fim de favorecer a atividade garimpeira - Art § 3º - O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros e) Atribui responsabilidade, tanto individualmente ao agente da Pessoa Jurídica, quanto à própria Pessoa Jurídica, em caso do Estado desenvolver atividade econômica com desrespeito aos princípios da ordem econômica – art. 173.

19 19Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Sistema Único de Saúde e Meio Ambiente: Art. 200, VIII – Ao Sistema Único de Saúde, compete além de outras atribuições colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o de trabalho. Art. 200, VIII – Ao Sistema Único de Saúde, compete além de outras atribuições colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o de trabalho. Inclui: Inclui: a) Ambiente digno no trabalho; b) Tratamento em ambiente adequado ao paciente.

20 Direito Adquirido e Ato Jurídico Perfeito: assunto que envolve várias divergências doutrinárias. Assumimos a posição da minimização das mencionadas garantias quando analisadas sob a ótica da garantia fundamental do meio ambiente ecologicamente equilibrado. 20Marli T. Deon Sette

21 21Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Direito Adquirido em matéria ambiental: Direito Adquirido em matéria ambiental: Noções Preliminares referente ao direito adquirido: Noções Preliminares referente ao direito adquirido: Garantia constitucional prevista no capítulo I, do Título II, da Tutela Constitucional, que impõe limitação material explícita impediente à existência de reforma constitucional que viole tal direito subjetivo: Art. 5º XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada Garantia constitucional prevista no capítulo I, do Título II, da Tutela Constitucional, que impõe limitação material explícita impediente à existência de reforma constitucional que viole tal direito subjetivo: Art. 5º XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada

22 22Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental O Direito Adquirido nada mais é do que uma espécie de direito subjetivo definitivamente incorporado ao patrimônio jurídico do titular, mas ainda não consumado, sendo, pois, exigível na via jurisdicional se não cumprido pelo obrigado voluntariamente. O Direito Adquirido nada mais é do que uma espécie de direito subjetivo definitivamente incorporado ao patrimônio jurídico do titular, mas ainda não consumado, sendo, pois, exigível na via jurisdicional se não cumprido pelo obrigado voluntariamente. O titular do direito adquirido está protegido de futuras mudanças legislativas que regulem o ato pelo qual fez surgir seu direito, precisamente porque tal direito já se encontra incorporado ao patrimônio jurídico do titular – plano/mundo do dever-ser ou das normas jurídicas – só não fora exercitado, gozado – plano/mundo do ser, ontológico. O titular do direito adquirido está protegido de futuras mudanças legislativas que regulem o ato pelo qual fez surgir seu direito, precisamente porque tal direito já se encontra incorporado ao patrimônio jurídico do titular – plano/mundo do dever-ser ou das normas jurídicas – só não fora exercitado, gozado – plano/mundo do ser, ontológico. A regra é de que o titular do direito adquirido extrairá os efeitos jurídicos elencados pela norma que lhe conferiu o direito mesmo que surja nova lei contrária a primeira. Continuará a gozar dos efeitos jurídicos da primeira norma mesmo depois da revogação da norma. A regra é de que o titular do direito adquirido extrairá os efeitos jurídicos elencados pela norma que lhe conferiu o direito mesmo que surja nova lei contrária a primeira. Continuará a gozar dos efeitos jurídicos da primeira norma mesmo depois da revogação da norma.

23 23Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Direito Adquirido em relação às disposições ambientais: Direito Adquirido em relação às disposições ambientais: Normas de Direito Público = que regem relações entre as pessoas e o Estado. Normas de Direito Público = que regem relações entre as pessoas e o Estado. Tratam de direito supra-individual = difuso. Tratam de direito supra-individual = difuso.

24 24Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Nos termos do julgado (Apelação Cível Nº , Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Mara Larsen Chechi, Julgado em 26/01/2006), em matéria ambiental: Nos termos do julgado (Apelação Cível Nº , Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Mara Larsen Chechi, Julgado em 26/01/2006), em matéria ambiental: A lei nova apanha as situações em curso, já que os conceitos de irretroatividade e de direito adquirido, como sustenta ARNALDO RIZZARDO (2003, p. 93 e 94), não se harmonizam com as questões de interesse público, inclusive às relativas ao direito de propriedade, in verbis: A lei nova apanha as situações em curso, já que os conceitos de irretroatividade e de direito adquirido, como sustenta ARNALDO RIZZARDO (2003, p. 93 e 94), não se harmonizam com as questões de interesse público, inclusive às relativas ao direito de propriedade, in verbis:

25 25Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental (...) ninguém adquire direitos contra o interesse público, o qual prevalece sempre sobre o interesse privado. (...) ninguém adquire direitos contra o interesse público, o qual prevalece sempre sobre o interesse privado. Na verdade, não se trata propriamente de retroatividade. É que as normas administrativas, de direito público, como pondera Pontes de Miranda, não precisam retroagir, nem ofender direitos adquiridos, para que incidam desde logo. O efeito, que lhe reconhece, é normal, o efeito do presente, o efeito imediato, pronto, inconfundível com o efeito no passado, o efeito retroativo, que é anormal. Na verdade, não se trata propriamente de retroatividade. É que as normas administrativas, de direito público, como pondera Pontes de Miranda, não precisam retroagir, nem ofender direitos adquiridos, para que incidam desde logo. O efeito, que lhe reconhece, é normal, o efeito do presente, o efeito imediato, pronto, inconfundível com o efeito no passado, o efeito retroativo, que é anormal. Significa dizer que entre o direito adquirido e a garantia do meio ambiente equilibrado, o último tem prevalência. Significa dizer que entre o direito adquirido e a garantia do meio ambiente equilibrado, o último tem prevalência.

26 26Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Ato jurídico perfeito em relação às disposições ambientais: Ato jurídico perfeito em relação às disposições ambientais: Art. 5º, XXXVI, da CF/88 – ato jurídico perfeito é todo ato lícito que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir direito, sendo sua validade condicionada ao fato de ser praticado por agente capaz, objeto lícito e forma prescrita ou não defesa em lei Regra: verificados todos os requisitos indispensáveis, o ato torna-se perfeito e apto a produzir seus efeitos, sendo que a lei nova deve respeitá-lo.

27 27Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental No entanto, No entanto, ainda que o ato jurídico seja perfeito, quando se trata de matéria ambiental não existe ato jurídico perfeito completamente exaurido em relação aos bens ambientais (sentido formal e de exaurimento). Jamais se consegue exaurir um ato que é garantido tanto às presentes quanto às futuras gerações. Conclusão diversa seria o mesmo que dizer que o ato jurídico perfeito praticado em relação ao meio ambiente seria imutável. Perguntamos: como fazer imutável um ato que recai sobre bens que transcendem a gerações?

28 28Marli T. Deon Sette Tutela Constitucional Ambiental Pesquisas no Capítulo 4 do livro: DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol Pavani. Coleção Didática jurídica, São Paulo: MP Ed., 2009, 575 p. ISBN Pesquisas no Capítulo 4 do livro: DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol Pavani. Coleção Didática jurídica, São Paulo: MP Ed., 2009, 575 p. ISBN Lei Complementar n. 140/2011. Lei Complementar n. 140/2011.


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