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Semiótica e Conhecimento Epistemologia e Ciência Julio Monteiro Teixeira Rosita Camillo William Jun Takahashi Florianópolis, 23 de Novembro de 2005.

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1 Semiótica e Conhecimento Epistemologia e Ciência Julio Monteiro Teixeira Rosita Camillo William Jun Takahashi Florianópolis, 23 de Novembro de 2005

2 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Objetivos: Apresentar as correntes e pensadores semioticistas; Observar a relevância da semiótica quando relacionada a compreensão e fundamentação de conhecimento.

3 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Semiótica: "O nome semiótica vem da raiz grega semeion, que quer dizer signo." A ciência é relativamente nova e teve como maiores expoentes o americano Charles S. Peirce e o suíço Ferdinand de Saussure. Os problemas concernentes à semiótica, também chamada semiologia (apesar de muitos teóricos diferenciarem os dois termos), podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce, começa a adquirir estatuto de ciência e autonomia. Às vezes a semiótica é considerada parte da lingüística, e às vezes o inverso.

4 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Semiótica | Primeiros estudos: A semiótica propriamente dita teve seu início com filósofos como o inglês John Locke ( ) que, no seu Essay on human understanding, de 1690, postulou uma "doutrina dos signos" com o nome de Semeiotiké. O termo também é mencionado por Johann Heinrich Lambert ( ) que, em 1764, foi um dos primeiros filósofos a escrever um tratado específico intitulado Semiotik. John Locke Johan Heinrich Lambert

5 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância A semiótica medieval desenvolveu-se no âmbito da teologia e do trívio das artes liberais (gramática, retórica e dialética). No séc XIX, "símbolos e imagem são as noções centrais da semiótica". Vemos o emergir das teorias moderna de significado, sentido e referência da semântica lingüística e o início do questionamento científico da linguagem. O período moderno (século XX) é inaugurado por Edmund Husserl ( ) com a sua teoria fenomenológica dos signos e significados. Não obstante, na história da semiótica moderna, Charles Sanders Peirce ( ) é visto como uma das maiores figuras deste período, o fundador da teoria moderna dos signos. Semiótica | Na história:

6 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Semiótica Peirceana: Foco de atenção: universalidade epistemológica e metafísica. Nas palavras de Santaella: "uma teoria sígnica do conhecimento que busca divisar e deslindar seu ser de linguagem, isto é, sua ação de signo" (p.14, op.cit). Semiótica estruturalista/Semiologia: (Saussure; Lévi- Strauss; Barthes; Greimas) Foco de atenção: signos verbais. Semiótica russa ou semiótica da cultura: (Jakobson; Hjelmslev; Lotman) Foco de atenção: linguagem, literatura e outros fenômenos culturais, como a comunicação não-verbal e visual, mito, religião. Semiótica | Correntes:

7 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Charles Sanders Peirce ( ), cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia. Peirce, como diz Santaella (1983: 19), foi um "Leonardo das ciências modernas". Uma das marcas do pensamento peirceano é a amplição da noção de signo e, conseqüentemente, da noção de linguagem. Peirce "foi o enunciador da tese anticartesiana de que todo pensamento se dá em signos, na continuidade dos signos; do diagrama das ciências; das categorias; do pragmatismo. Semiótica | Charles Sanders Peirce: Charles Sanders Peirce

8 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Segundo Peirce, a Semiótica é a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido; "é a ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e na cultura." A Semiótica, como teoria geral dos signos, tem a sua etimologia do "grego semeîon, que significa signo, e sêma, que pode ser traduzido por sinal ou signo." Semiótica Peirceana:

9 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Signo segundo Peirce: Para Peirce, a palavra signo será usada para denotar um objeto perceptível, ou apenas imaginável, ou mesmo inatingível num certo sentido. Para que algo possa ser um signo esse algo deve representar, como costumamos dizer, alguma outra coisa, chamada seu objeto apesar de ser talvez arbitrária a condição a qual um signo deve ser algo distinto de seu objeto, dado que, se insistirmos nesse ponto, devemos abrir uma exceção para o caso em que o signo é parte de um signo. "Defino um Signo como qualquer coisa que, de um lado, é assim determinada por um Objeto e, de outro, assim determina uma idéia na mente de uma pessoa, esta última determinação, que denomino o Interpretante do signo, é, desse modo, mediatamente determinada por aquele Objeto. Um signo, assim, tem uma relação triádica com seu Objeto e com seu Interpretante. Semiótica Peirceana:

10 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Ferdinand de Saussure ( ) - Lingüista suíço, fundador da análise estruturalista. Criou muitos desenvolvimentos da linguística no século XX. Filho de um eminente naturalista, foi logo introduzido aos estudos lingüísticos por um filólogo e amigo da família, Adolphe Pictet. Saussure estudou Física e Química, mas continuou fazendo cursos de gramática grega e latina. Por fim, convenceu-se que sua carreira estava nos estudos da linguagem e ingressou na Sociedade Lingüística de Paris. Semiótica | Ferdinand de Saussure Charles Sanders Peirce Estudou línguas européias em Leipzig e aos vinte e um anos publicou uma dissertação sobre o primitivo sistema das vogais nas línguas indo-européias, a qual foi muito bem aceita. Retornou à Genebra, onde lecionou sânscrito e lingüística histórica em geral. Em 1906 foi encarregado de ensinar Lingüística Geral, e com isso realizou conferências, a partir das quais seus discípulos elaboraram o Cours, em 1913, após sua morte.

11 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância O termo Estruturalismo tem origem no Cours de linguistique générale de Ferdinand de Saussure (1916), que se propunha a abordar qualquer língua como um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais elementos. De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter- relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. Segundo Saussure (1916), a língua é um sistema de signos que exprimem idéias, e, por isso, é confortavel com a escrita, o alfabeto dos surdos mudos, os ritos simbólicos, as formas de cortesia, os sinais militares, etc. Ela é simplesmente o mais importante de tais sistemas. Pode-se, assim, conceber uma ciência que estuda a vida dos signos no quadro de vida social; (...) chamá-la-emos semiologia. Semiótica Estruturalista

12 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância Signo para Saussure: "Um signo é a unidade básica da língua. Toda língua é um sistema completo de signos. A fala (parole em francês; speech em inglês) é uma manifestação externa da língua." Ele também fez importante distinção entre as relações sintáticas e as relações paradigmáticas que existem em qualquer texto. Sua definição de signo como uma entidade de dupla face (signifiant e signifié) antecipou e determinou todas as definições posteriores da função sígnica. Na medida em que a relação entre significante e significado se estabelece com base em um sistema de regras (a língua), a semiologia saussureana pareceria uma rigorosa semiologia da significação. Saussurre jamais definiu claramente o significado, deixando-o a meio caminho entre imagem mental, um conceito e uma realidade psicológica não circunscrita diversamente. Semiótica Estruturalista

13 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância >> A Escola de Tártu reúne estudos de pesquisadores atuantes em diversas esferas do conhecimento e preocupados com problemas semióticos. Contudo, a Escola não se constituiu como uma ciência unitária de grupo, mas como um sistema teórico em busca de uma certa unidade científica. Os primeiros estudos, amparados pela lingüística, cibernética e semiótica, voltavam-se para as máquinas de tradução. Somente em 1970, é que surgiu o tema que se tornou insígnia dos trabalhos, pela primeira vez, se denominavam '' Semiótica da cultura, tendo como epíteto a sentença: "toda atividade humana em desenvolvimento troca e armazena informação por meio de signos e apresenta uma certa unidade". Portanto, reconheceram que o conceito de cultura vinculados ao mecanismos elementares de seu funcionamento em vários momentos históricos. Depois desse seminário a Escola de Tártu-Moscou se expandiu com o objetivo de desenvolver estudos de natureza semiótica sobre: teoria da literatura, do texto, do mito e do folclore, do cinema, do teatro e dos sistemas culturais em geral considerando suas regularidades e mecanismos sistemático-estruturais, tipológicos e histórico-dinâmicos. Semiótica | Semiótica Russa

14 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância >> Semiótica da cultura é uma disciplina teórica dos estudos russos. Constituiu-se no Departamento de Semiótica da Universidade de Tártu. Explorando fronteiras com vários campos do conhecimento, deriva seus princípios da Lingüística, da Teoria da Informação e da Comunicação, da Cibernética e, evidentemente, da Semiótica. A necessidade de entender a comunicação como sistema semiótico e a cultura como um conjunto unificado de sistemas, ou melhor, como um grande texto. Para isso, os semioticistas reelaboraram o conceito de língua, sem o qual seria impossível estender a noção de linguagem a uma diversidade de sistemas os códigos e sistemas semióticos da cultura. Tão importante quanto o conceito de língua é a concepção semiótica de código. Com base nessas noções segundo a qual a cultura é entendida como texto e a comunicação, como processo semiótico. A evolução dos conceitos, durante as duas décadas de trabalhos sistemáticos, evidencia como, no interior da disciplina, se organizaram instrumentos teóricos potenciais de uma ecologia cognitiva. Na verdade, tal o horizonte que orientava a investigação do grande mestre de Tártu, o estoniano Iuri Lotman. Semiótica | Semiótica da Cultura

15 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância >> A Semiologia, também conhecida como a Lingüística saussureana, é a ciência da linguagem verbal, e a Semiótica é a ciência de toda e qualquer linguagem. "Semiótica é usado para se referir à tradição filosófica da teoria dos signos desde Peirce, enquanto que a semiologia se refere à tradição lingüística desde Saussure". A tradição semiótica de Locke e Peirce difere-se da semiológica proposta por Saussure porque a semiótica não tem como princípio ou quase exclusiva inspiração a fala e a língua humana. Ela vê na semiose¹ um processo muito mais vasto e fundamental envolvendo o universo como físico no processo da semiose humana, e fazendo da semiose humana uma parte da semiose da natureza." (...) Semiótica e semiologia constituem duas tradições ou paradigmas, o que tem "até certo ponto prejudicado o desenvolvimento contemporâneo por existir dentro dele em condições sociológicas de oposição. Essas condições de oposição, todavia, não são apenas desnecessárias logicamente, mas dependem para seu sustento de uma sinédoque perversa pela qual a parte é tomada erradamente pelo todo. A semiótica forma um todo do qual a semiologia é uma parte." Semiótica | Semiologia: ¹semiose: processo de significação das coisas.

16 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância todo conhecimento desde a adivinhação mais espontânea até a certeza mais demonstrativa está fundamentado em evidências; ele é suportado por dados, credenciais, garantias e premissas. Os dados não são em si mesmos evidências para aquilo que atestam; eles devem ser interpretados para ser evidências para dar alguma credibilidade àquilo que suportam (Savan, 1980) Entendemos portanto, que quando se fundamenta um conhecimento, se faz através do uso de uma linguagem, que é construída por meio da utilização de signos, onde estes são fundamentados em relação ao contexto do indivíduo conhecedor. Portanto, para se absorver este conhecimento de maneira integral é necessário conhecer o contexto e a intenção do indivíduo conhecedor. A semiótica pode vir a ser um importante instrumento para este processo: análise da ciência. Relevância do trabalho:

17 Objetivos >> Contexto Histórico >> Definições >> Relevância ECO, Umberto. Tratadi geral de semiótica. 3ª Edição: Ed. Perspectiva, São Paulo PEIRCE, Chares S. Semiótica. 2ª Edição: Ed. Perspectiva, São Paulo RAMALHO E OLIVEIRA, Sandra Regina. Leitura de Imagens para educação. PUC/São Paulo. Doutorado em Comunicação e Semiótica SANTAELLA, Lucia. Matrizes da Linguagem e Pensamento. Editora Iluminuras, São Paulo SAVAN, David. Abduction and semiotics. The signifying animal. I. Rauch e G. Carr. Bloomington: Indiana University Press Referências bibliográficas:


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