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Ensino Médio – questões em debate Sérgio Haddad Maria Carla Corrochano Ação Educativa.

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Apresentação em tema: "Ensino Médio – questões em debate Sérgio Haddad Maria Carla Corrochano Ação Educativa."— Transcrição da apresentação:

1 Ensino Médio – questões em debate Sérgio Haddad Maria Carla Corrochano Ação Educativa

2 Caminhos da exposição Pesquisa em andamento: diálogos com pesquisas e pesquisadores do campo O acesso: retomando alguns números... Debate em aberto: diminuição de matrículas, crise de sentido da escola, identidade do Ensino Médio, financiamento Estratégias: contribuição à formulação de políticas

3 As matrículas no Ensino Médio, EJA e Educação Profissional Mudança do perfil da população que tem acesso ao Ensino Médio Crescimento das matrículas desde década de 90 (rede pública e noturna). Nos últimos anos, decréscimo Decréscimo das matrículas: variação segundo região: maior no Sudeste, menor no Nordeste Decréscimo das matrículas: variação segundo idade: entre jovens 15 e 17 anos estável, maior queda entre jovens mais velhos; segundo o sexo: maior queda entre homens e segundo a cor/ raça: maior entre negros. Educação de Jovens e Adultos: muitos jovens entre 18 e 24 anos, ainda presentes jovens anos Educação Profissional – pequeno aumento, mas ainda muito limitado Porcentagens significativas de jovens fora da escola, e particularmente do Ensino Médio

4 As palavras... Eu tava tão preocupado de tipo, ah, eu tenho que trabalhar de qualquer forma, quero trabalhar, quero ter dinheiro e chegar lá em casa, ó, tá aí o dinheiro, quero ter o orgulho de falar tô trabalhando, tô mantendo minha casa, quer dizer, a casa da minha mãe. Eu não quero que minha mãe me chame de moleque e me diga, veja, seu pai faleceu e você nem liga pra serviço. Não, quero que me vejam como trabalhador, que gosta de trabalhar, que gosta de acordar cedo. Quero ser o cara (Henrique, 20 anos, negro, deixou o 2º ano do Ensino Médio, procurando emprego)

5 As palavras... Eu terminei a 8ª série e tive que ir pra uma escola mais longe, porque perto de casa não tinha primeiro, nem terceiro ano. Tava estudando lá mas daí começou a complicar o horário, né? Antes a diretora abria o portão da escola pra mim quando eu chegava atrasado, eu era conhecido. Mas lá não tinha jeito. Aí fui parando, parando, parando... Não tinha como eu provar que eu tava trabalhando, que é um trampo que não tem como você provar pra ninguém que você trabalha. Aí eu falei: quer saber? Aí eu parei, eu parei de estudar... (Wander, 20 anos, negro, deixou o primeiro ano, vendedor ambulante).

6 As palavras... Minha mãe falava: Você vai estudar, se arrumar um [trabalho] pra conseguir trabalhar e estudar, vai. Se não arrumar, tem que terminar a escola, primeiro a escola, depois o trabalho. Ela sempre quis que eu acabasse os estudos. Agora terminei, graças a Deus. E agora que eu terminei, não aparece [trabalho] (Rogério, 20 anos, negro, Ensino Médio Completo).

7 As palavras... Que nem quando eu era menina, né, aí a gente perguntava, a minha mãe perguntava, quando você crescer o que você quer ser? Ah quero ser professor, o outro, ah eu quero ser médico... Não se usava falar isso? Então...Eles [os meus filhos] não tiveram essa oportunidade, o sonho deles ficou muito..., não existe sonho, é um sonho que não se realiza, nunca se realiza. Adianta eu falar assim..., eu falar filho [referindo-se ao filho mais velho] o que você quer ser ? Ah mãe, eu quero ser um professor, eu quero ser um médico... Como, se ele é um copeiro hoje ? Não tem condições. (Isabel, mãe de três jovens que finalizaram o Ensino Médio)

8 Debate em aberto 1. Queda de matrículas: acompanhar e aprofundar a análise Tendência ainda muito recente Múltiplas hipóteses: Endógenas à escola: crise de sentido da escola? massificação sem cuidado com aprendizagem? políticas de correção de fluxo (saída de jovens mais velhos)? matrícula de jovens trabalhadores em EJA? incentivo das políticas estaduais para matrícula em EJA? ir para EJA ou para Ensino Médio regular, indiferente??? Exógenas à escola: mudança demográfica? (redução do ritmo de crescimento da população), necessidade de trabalho dos jovens? gravidez? Mudança de posição na família?

9 2. Crise de sentido da escola Ensino Médio: historicamente não pensado para jovens que começam a ter acesso a ele Necessidade de aprender a ser aluno – socialização e disciplina. Falta construção conjunta de sentidos para aprendizagens Compreender melhor a relação do jovem com a escola e suas expectativas concretas. Não apenas relação instrumental (só certificação) Ensino superior? Trabalho ou orientação para o mundo do trabalho? Cidadania, vida? A articulação dos três? Para muitos jovens que finalizam Ensino Médio: quais caminhos?

10 3. Qual a identidade do Ensino Médio? Propedêutico? Profissionalizante? Ter ou não ter identidade? Decreto 5.154/ 2004: Ensino Médio Integrado: abre possibilidade de integrar ensino médio à educação profissional técnica de nível médio, mas mantém ofertas de cursos técnicos concomitantes Necessidade de respostas para melhor compreensão do Ensino Médio Integrado Papel fundamental da escola de ensino médio: recuperar a relação entre o conhecimento e a prática de trabalho? Pensar em profissionalização apenas depois do Ensino Médio? Mapa/ itinerários para pensar caminhos após o Ensino Médio? E durante o Ensino Médio? Iniciação científica no Ensino Médio? Relação com pesquisas sobre juventude, com políticas e programas dirigidos a jovens, com a vida dos próprios jovens? Central: quem é o jovem/ adulto que frequenta Ensino Médio – Brasil – juventude trabalhadora e que combina trabalho e estudo.

11 Uma juventude trabalhadora Pnad, 2006

12 Jovens no Brasil: Trabalho e estudo (14-29 anos) Só trabalha: 41,3% (22 milhões) – 50% não completou Ensino Médio; 40,4% completou Trabalha e estuda: 15,4% (8,4 milhões) - 33,8% no Ensino Médio, 24,3% no Ensino Fundamental Desempregado e estuda: 3,7% (2 milhões) Desempregado e não estuda: 6,1% (3 milhões) Apenas estuda: 20,8% (11,2 milhões) Não trabalha, não estuda, não procura trabalho: 12,7% (6, 8 milhões) - 28,4% Médio Completo

13 4. Mais debate... Expansão sem infra-estrutura adequada: faltam equipamentos,materiais, laboratórios adequados etc. Professores: faltam especialistas. Onde falta? Em que tipo de escola? E para além disso? Condições de trabalho e salário dos professores? Apresentação de experiências em que professores ficam na escola em tempo integral, com salário digno. Por que não acontece em toda a rede? Gestão/ currículos: sobra autonomia ou falta autonomia? Sobram diretrizes ou faltam diretrizes? Foco nos alunos, mas também nos professores, na estrutura, na comunidade. Como transformar experiências particulares em políticas diante de um quadro de subfinanciamento do ensino médio?

14 Estimativa de evolução em termos reais do gasto público direto por aluno

15 Financiamento - Por que menor valor gasto por aluno no Ensino Médio? 1. Fundef – tendência de contabilizar como gasto no Ensino Fundamental despesas feitas em outras modalidades 2. Maior razão alunos por turma no Ensino Médio que tende a reduzir custos Qual valor poderia servir de referência? Boa aproximação: gasto médio por aluno-ano na educação básica (R$1440,00, em 2005). Brasil: R$1440, ,3% do PIB per capita, muito baixo (Argentina: 19,6%; México 16,4%) R$ 1440,00/ aluno-ano: representa cerca de R$120,00/ mês de uma mensalidade de escola da rede privada Resultado do baixo investimento: escola pública pobre para pobres e remediados

16 Financiamento...O Fundeb no Ensino Médio Estimulo ao crescimento da oferta de vagas no Ensino Médio. Melhora na qualidade de ensino? Dúvida: não há dever legal de que gasto com aluno de ensino médio seja superior ao gasto com aluno do Ensino Fundamental. Valor mínimo estimado por aluno do Ensino Médio urbano para 2008: R$1365/ ano, disponível para muitos estados do Nordeste, insuficiente para garantir patamar básico de qualidade Lembrar: rede federal de ensino médio: elevados patamares de qualidade apesar de forte seleção: custo aluno/ ano: R$ 4.000,00 por ano (3 vezes o valor mínimo do Fundeb) Garantir gasto de R$4.000,00 aluno/ ano. Montante considerável, mas cabe nas contas públicas: carga tributária do país é de 38% do PIB

17 Estratégias...acesso e qualidade para todos no Ensino Médio, o que fazer para cumprir?


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