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Transtorno Misto Ansioso Depressivo Lisieux E. de Borba Telles, MD, PhD

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Apresentação em tema: "Transtorno Misto Ansioso Depressivo Lisieux E. de Borba Telles, MD, PhD"— Transcrição da apresentação:

1 Transtorno Misto Ansioso Depressivo Lisieux E. de Borba Telles, MD, PhD

2 A tristeza pura é tão impossível como a alegria pura. (Léon Tolstoi(Léon Tolstoi)

3 EVOLUÇÃO Doenças, desnutrição Transtornos Psiquiátricos

4 No ano de 2010, aproximadamente 10% dos auxílios-doença previdenciários foram concedidos em função de doenças mentais.

5 Relação entre ansiedade e depressão Ansiedade e depressão são pontos diferentes ao longo de um mesmo continum São manifestações diferentes com aspectos etiológicos comuns São síndromes heterogêneas, associadas devido a características comuns São fenômenos separados que podem se alternar ao longo do tempo São fenômenos distintos, conceitual e empiricamente (Clark, 1989)

6 Modelos de interação entre ansiedade e depressão 1) Visão unitária ou dimensional. Haveria um único transtorno, que se manifestaria em formas diferentes ao longo do tempo. O diagnóstico dependeria do momento em que a avaliação foi feita. As duas síndromes possuiriam a mesma etiologia. A expressão fenotípica dos sintomas seria influenciada por fatores ambientais ou idiossincrásicos.

7 Modelos de interação entre ansiedade e depressão 2) Posição pluralista ou categorial considera ansiedade e depressão como distúrbios qualitativamente diferentes, devendo ser considerados categorias diagnósticas distintas.

8 Modelos de interação entre ansiedade e depressão Pacientes ansiosos apresentariam: Início mais precoce da doença Maior prevalência de TP em parentes de I grau Pior ajustamento social Pior resposta terapêutica a antidepressivos Maior duração da doença

9 Modelos de interação entre ansiedade e depressão Pacientes ansiosos apresentariam: Ataques de pânico, agorafobia e distorções perceptuais.

10 Modelos de interação entre ansiedade e depressão Pacientes deprimidos apresentariam: Maior prevalência de sintomas como perda de prazer, retardo psicomotor, despertar precoce e ideação suicida.

11 Modelos de interação entre ansiedade e depressão 3) Terceira possibilidade Consiste em considerar os pacientes com sintomas depressivos e ansiosos simultâneos, como diferentes dos que apresentam as síndromes puras. Pacientes com sintomas depressivos e ansiosos simultâneos apresentam pior prognóstico, maior grau de desajuste social e pior resposta terapêutica.

12 CID - 10 F40-48 Transtornos neuróticos, relacionados ao estresse e somatoformes

13 Conceito F40 Transtorno Fóbico-Ansiosos F41 Outros Transtornos Ansiosos F42 Transtorno obsessivo- compulsivo F43 Reação a estresse grave e transtorno de ajustamento F44 Transtornos dissociativos F45 Transtornos somatoformes F48 Outros transtornos neuróticos

14 CID - 10 F41 - Outros Transtornos Ansiosos F41.0 Transtorno de pânico F41.1 Transtorno de ansiedade generalizada F41.2 Transtorno misto de ansiedade e depressão F41.3 Outros transtornos mistos de ansiedade F41.8 Outros transtornos ansiosos especificados F41.9 Transtorno ansioso, não especificado

15 CID - 10 F41.2 Transtorno misto de ansiedade e depressão

16 Esta categoria mista deve ser usada quando ambos os sintomas, de ansiedade e depressão, estão presentes, porém nenhum conjunto de sintomas, considerado separadamente, é grave o suficiente para justificar um diagnóstico. Sintomas autonômicos (tremor, palpitações, boca seca, estomâgo embrulhado, etc.) devem estar presentes, mesmo se apenas intermitentes.

17 DSM - IV Transtorno de Ansiedade Sem Outra Especificação Exemplo: Transtorno ansioso-depressivo misto: sintomas clinicamente significativos de ansiedade e depressão, porém não são satisfeitos os critérios para um Transtorno do Humor ou um Transtorno de Ansiedade específicos.

18 DSM - IV O estado misto depressão ansiedade ainda é um critério para pesquisa. Ainda são necessários mais estudos para um possível estabelecimento desta entidade nosológica.

19 DSM - IV - TR A. Humor disfórico persistente ou recorrente com duração mínima de 1 mês

20 DSM - IV - TR B.O humor disfórico é acompanhado por pelo menos 1 mês de 4 (ou mais) dos seguintes sintomas: 1. Dificuldade para concentrar-se ou branco na mente 2. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono inquieto e insatisfatório) 3. Fadiga ou falta de energia 4. Irritabilidade 5. Preocupação 6. Choro fácil 7. Hipervigilância 8. Previsão do pior 9. Falta de esperança (pessimismo generalizado acerca do futuro) 10. Baixa auto-estima ou sentimentos de inutilidade

21 DSM - IV - TR C.Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

22 DSM - IV - TR D. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral.

23 DSM - IV - TR E. Todos os seguintes: 1.Jamais foram satisfeitos os critérios para Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Distímico, Transtorno de Pânico ou Transtorno de Ansiedade Generalizada 2.Atualmente não são satisfeitos os critérios para qualquer outro Transtorno de Ansiedade ou Transtorno do Humor (inclusive Transtorno de Ansiedade ou Transtorno do Humor em Remissão Parcial) 3.Os sintomas não são mais bem explicados por qualquer outro transtorno mental

24 EPIDEMIOLOGIA 10% dos pacientes do ambulatório de clínica médica (Andrade et al, 1997)

25 História Alguns autores são contrários a criação do diagnóstico de TMAD, pois este desencorajaria o rigoroso raciocínio diagnóstico (Papp, 2000).

26 A mistura de sintomas implicaria numa evolução psicopatológica da ansiedade para a depressão. A depressão surge de uma resposta mal-adaptativa à ansiedade (Akiskal, 2000).

27 História Diminuição das capacidades funcionais Sintomas somáticos inexplicáveis Procura de serviços médicos Sintomas de duração prolongada Estão sob risco de doenças psiquiátricas mais graves (Boulenger et al, 1997; Pine, 2000)

28 Diagnóstico Diferencial Transtorno de ansiedade generalizada Distimia Transtorno depressivo menor Transtorno de personalidade evitativa Transtorno de personalidade dependente Transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva Transtorno somatoforme

29 Tratamento Baseado em: Sintomas presentes Gravidade sintomas Experiência do clínico com modalidades de tratamento

30 Tratamento Terapia cognitiva Ansiolíticos (alprazolam, buspirona) Antidepressivos (venlafaxina) Ambos

31 ROTEIRO DE AVALIAÇÃO Identificação Antecedentes pessoais e familiares História de vida História clínica atual História ocupacional Exame físico Exames complementares

32 ROTEIRO DE AVALIAÇÃO História de vida Infância Família História migratória Condições de vida atual (moradia, segurança, lazer)

33 ROTEIRO DE AVALIAÇÃO História ocupacional: Expectativas profissionais e de vida Situação de trabalho atual -Conhecimento do processo de trabalho atual -Grau de transparência e qualidade das comunicações referentes à política de pessoal e à produção -Características dos relacionamentos humanos no local de trabalho CONTROLE e RECONHECIMENTO

34 Conduta médico-pericial Os transtornos mistos não levam à incapacidade laborativa, a não ser em caso de situações críticas. Quando incapacitante, o afastamento é breve, sugerindo-se até 30 dias. (Diretrizes de Apoio à Decisão Médico-pericial em Transtornos Mentais, 2008)

35 Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT/CE) condenou a Grandene S/A a indenizar por dano moral e material uma empregada do município de Sobral que adquiriu um transtorno de ansiedade generalizada em consequência do trabalho. Contratada para atuar como revisora de qualidade, ela afirmava que era obrigada por seu superior a encaixotar chinelos com defeitos. A decisão foi tomada por unanimidade e assegura à funcionária o pagamento de R$ De acordo com a empregada, ela teria adquirido síndrome do pânico como consequência do conflito e da pressão constantes a que era submetida no trabalho. A revisora era obrigada a colocar uma rubrica atestando a qualidade dos chinelos em cada caixa que vistoriava. Em contrapartida, para cumprir metas estabelecidas para a equipe, os supervisores imediatos a obrigavam a colocar produtos defeituosos nas caixas.

36 Já a empresa defendia que a empregada realizava tarefas simples e que jamais havia comunicado qualquer descontentamento com seu trabalho aos superiores ou ao serviço social da empresa. Na decisão de primeira instância, o juiz do trabalho reconheceu que havia sim nexo entre a doença da empregada e a atividade que ela realizava. A decisão foi tomada após ouvir testemunhas e analisar laudo pericial que constatou que as atividades que a empregada realizava na fábrica foram fatores importantes para o surgimento e manutenção da doença.

37 Outro evento realçado pelo magistrado foi o fato de a empregada ter sido afastada do trabalho pelo médico da empresa entre novembro de 2010 e janeiro de 2011, após diagnóstico de Transtorno Misto Ansioso Depressivo. A Grandene defendia que esse tipo doença não poderia ser equiparada a acidente de trabalho. Mas não foi o que considerou o juiz do trabalho. O acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, perda ou a redução, permanente ou temporária da capacidade para o trabalho, afirmou em sua sentença.

38 OBRIGADA


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