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Criatividade e Motivação Maria Luiza Ferreira Rafaela Santos de Barros.

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1 Criatividade e Motivação Maria Luiza Ferreira Rafaela Santos de Barros

2 Criatividade e altas-habilidades Cultivar os talentos de crianças com altas habilidades/superdotação é uma tarefa promissora e, ao mesmo tempo, desafiadora. Nos últimos trinta anos, diversos estudiosos da área têm contestado a noção de que o fenômeno da superdotação estaria ligado exclusivamente a um QI alto.

3 Criatividade e altas-habilidades Estes autores têm destacado a necessidade de se considerar outros aspectos como influência do ambiente, sorte, autoconceito positivo, motivação e, especialmente, criatividade. As novas tendências na concepção de altas habilidades/superdotação enfatizam o caráter multidimensional, dinâmico e produtivo-criativo do potencial superior.

4 Criatividade e altas-habilidades Até a primeira metade do século XX, o conceito de inteligência se superpôs ao de criatividade. Foi somente a partir do discurso de Guilford na reunião anual da Associação Americana de Psicologia é que criatividade passou a despertar o interesse de pesquisadores, psicólogos e educadores (ALENCAR & FLEITH, 2003). Portanto, o papel da criatividade na formação e educação dos alunos com altas habilidades/superdotação não deve ser negligenciado, pois espera-se que estes indivíduos se tornem produtores de novos conhecimentos ao invés de meros consumidores de informações existentes (RENZULLI, 1986).

5 Criatividade na criança Para a criança a vida é uma aventura criativa(Walt Whitman). Segundo a psicóloga Teresa Amabile, a semente da criatividade já se encontra na criança: o desejo e o impulso de explorar, de descobrir coisas, de tentar, de experimentar modos diferentes de manusear e examinar os objetos. Enquanto crescem as crianças vão construindo universos inteiros de realidade em suas brincadeiras.

6 Criatividade na criança Nossas experiências de criatividade na infância é responsável por muito do que fazemos na vida adulta, do trabalho à vida familiar. O fascínio inicial da criança por uma determinada atividade é que prepara o caminho para uma vida criativa.

7 Criatividade na criança Os assassinos da criatividade (segundo Teresa Amabile): Vigilância: rondar as crianças, fazendo-as sentir que estão sendo constantemente observadas enquanto trabalham. Avaliação: fazer as crianças se preocuparem com o julgamento alheio de seu trabalho. Recompensas: uso excessivo de prêmios, como medalhas, dinheiro ou brinquedos. Competição: colocar a criança na contingência desesperada de vencer ou perder, quando apenas uma galgará o topo.

8 Criatividade na criança Controle excessivo: dizer ás crianças minuciosamente, o que devem fazer – sua tarefa de casa, seu trabalho doméstico e até suas brincadeiras. Restrição de escolhas: dizer às crianças quais atividades devem empreender em vez de deixar que se encaminhem para onde as levam a curiosidade e a paixão. Pressão: alimentar esperanças grandiosas quanto ao desempenho da criança. Um dos piores assassinos da criatividade é o tempo.

9 Criatividade na criança Estamos na década de Na cozinha, a mãe abre latas e despeja o conteúdo na panela de pressão. O filho, escoteiro, quer ganhar uma medalha de filmagem. O pai lhe deu uma super câmera super-8. De repente, vem-lhe a inspiração para um filme de terror. Para uma tomada, ele necessita de um líquido rubro, parecido com sangue, escorrendo de um armário de cozinha. A mãe então sai, compra trinta latas de cerejas e despeja-as na panela, obtendo um maravilhoso xarope vermelho. A mãe não é do tipo que diz: Vá brincar lá fora. Não quero essa porcaria dentro de casa. Ela é mais prestimosa:deixa-lhe a casa livre para que transforme em seu estúdio cinematográfico, removendo móveis, estendendo panos de fundo sobre as coisas. Ajuda-o a fazer roupas e até atua em seus filmes. Quando ele precisa de uma cena de deserto...ela coloca-o no jipe e leva-o ao deserto. A cena da cozinha ensangüentada, lembrou-se ela mais tarde, obrigou-a a catar cerejas pela gaveta e armários durante anos. Nome do filho...

10 Steven Spielberg

11 Motivação( Stemberg e Grigorenko) A falta de motivação é um obstáculo para o pensamento prático. A motivação conta no mínimo tanto quanto as habilidades intelectuais para que a pessoa tenha sucesso. A maioria das pessoas é interna e externamente motivadas em diferentes proporções. É preferível que a motivação seja gerada por fontes internas, pois as fontes externas tendem a ser temporárias. Exemplo motivação de fontes externas: Os alunos motivados por estrelas, etiquetas adesivas, ou outras recompensas tangíveis,frequentemente perdem a motivação quando não existe essas recompensas.

12 Motivação( Stemberg e Grigorenko) Exemplo de motivação de fontes internas: Os alunos que possuem um interesse intrínseco por um assunto, apresentam uma motivação natural de aprender que é mantida muito mais facilmente. A tendência comum nas pessoas talentosas é um incrível impulso para ter sucesso em algum domínio, chamado de fúria de Maestria( Ellen Winner,1998). Pessoas que não são motivadas por aquilo que fazem,são motivadas intrinsecamente pelo amor por aquilo que fazem(Amabile, 1996).

13 Motivação ( Renzulli e Reis) Renzulli recomenda uma definição caracterizada pela intersecção de três anéis,tais como:habilidade acima da média, motivação e criatividade. Destacamos: Motivação, referem-se a uma espécie de energia canalizada para uma tarefa em particular ou uma área específica. A perseverança, a persistência, o trabalho duro, a dedicação e a autoconfiança são algumas das condutas que podem definir o comprometimento com a tarefa. Criatividade envolve aspectos que geralmente aparecem conectados na literatura: fluência, flexibilidade e originalidade de pensamento e, ainda, abertura a novas experiências, curiosidade, sensibilidade e coragem para correr riscos.

14 Motivação ( Renzulli e Reis) Existe três estágios para a criatividade e motivação: 1)São mais variados do que permanente; 2)Podem ser desenvolvidos através da estimulação e do treinamento apropriado; 3)Ambos estimulam quase sempre um ao outro.

15 Referências Bibliográficas Amabile, T.M. (1989). Growing up creativity. Nurturing a lifetime of creativity. Buffalo, NY: Creative Education Foundation. FLEITH, Denise de Souza. Criatividade e altas habilidades/superdotação. Revista educ. especial, nov. 2006, n° 28. GOLEMAN, Daniel; KAUFMAN, Paul; RAY, Michael. O Espírito Criativo. São Paulo: Cultrix, RENZULLI, J. S; Reis, S. M,The Schoolwide Enrichment Model-Creative Learning Press,INC,1997. STERNBERG, R. J. &Grigorenko E.L, Inteligência Plena( ensinando e incentivando a aprendizagem e a realização dos alunos- Porto Alegre: Artemed, 2003.


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