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A História de Vida Breve Introdução e Modo de Usar Paulo Castro Seixas.

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1 A História de Vida Breve Introdução e Modo de Usar Paulo Castro Seixas

2 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar Há duas tendências: A AMERICANA- é necessário ter em conta a emigração. Desenvolve-se uma tendência das histórias de vida. É uma tendência que se baseia na auto-biografia, é o próprio indivíduo que redige a sua história de vida, sem intervenção de terceiros: recorre a cartas, documentos pessoais, a tudo que o indivíduo tem. Dá muita importância aos documentos e às cartas e não tanto ao que a pessoa diz. A EUROPEIA- baseada nas narrativas pessoais, que são feitas por outras pessoas.

3 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar NAS HISTÓRIAS DE VIDA HÁ DIVERSAS PERSPECTIVAS POSITIVISTA/INTERPRETATIVA QUALITATIVA/QUANTITATIVA NOMOTÉTICA/IDEOGRÁFICA ETIC/EMIC

4 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar OBJECTIVOS DA HISTÓRIA DE VIDA Conservação de últimos testemunhos. Conservação de documentos ameaçados Caracterizar famílias em comunidades Escutar existências anónimas

5 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar OBJECTIVOS DA HISTORIA DE VIDA EM ALGUMAS DISCIPLINAS Concepção sujeito objectivo papel Antropologia cultural - compreender as um método de culturas e registar - acesso à cultura culturas em vias de desaparecimento. Sociologia reflete parte da - responder aos probl. - estudo de casos sociedade emas e transfor e formas de mações sociais. ilustrar as transfor- mações sociais Psicologia sujeito integrado - elucidar os mecanismos - procurar verificar o na estrutura social que se situam ao nível da efeito da estrutura estrutura social. social nos sujeitos

6 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar TIPOS DE HISTÓRIA DE VIDA BIOGRAFIA DIRECTA – Tendência americana que se motiva a pessoa a fazer a sua própria biografia, através da sua motivação anterior. BIOGRAFIA INDIRECTA – É desejável a intervenção de uma segunda pessoa que põe questões, faz interpretações (narratário) quem conta a história de vida é o narrador. Em muitos casos o narratário é também co-autor da história de vida, porque intervém no próprio desencadear da história de vida pelas perguntas que faz, e quando expõe as suas próprias ideias e manipula os aspectos da história de vida.

7 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar ORIENTAÇÕES QUE A HISTÓRIA DE VIDA ASSUME PSICO-BIOGRÁFICA – Psicobiografia é o sujeito conta-se a si mesmo no interior numa trama de acontecimentos. É orientada para a pessoa. O investigador tentará encontrar o eu do sujeito, colher as situações psicológicas, o ressoar da vida social. A análise de conteúdo é de orientação psicológica, procura-se o significado do que é dito e do que não é dito. A psicobiografia associa-se à exaustividade. Numa perspectiva de BIOGRAFIA DIRECTA, o grande risco é a tendência para a pessoa confundir a realidade vivida com a realidade sonhada. Há tendência para a pessoa contar a história que gostaria de ter vivido, em vez do que realmente viveu. Nesta história de vida o narrador segue um guião que lhe é fornecido. Na perspectiva da BIOGRAFIA INDIRECTA, há duas posições: presença-ausência(americana)os que defendem que o narratário está presente mas deve fazer-se ausente. Presença dialéctica, onde o narratário está presente e assume essa presença. Estão os dois, narrador e narratário, em interacção. A história de vida é entendida como uma construção comum.

8 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar ASPECTOS QUE PODEM CAUSAR DISTORÇÕES NA HISTÓRIA DE VIDA PSICO-BIOGRÁFICA Relatar a vida sonhada e não a vivida. Ocultar as partes mais negras com mais insucesso e apresentar as mais agradáveis. Outros dizem que a vida dá um romance e só apresentam dramas. Há tendência para acentuar os aspectos mais marcantes e há uma quebra na história da pessoa. Nem sempre o narrador e narratário falam a mesma linguagem, surgindo conflitos, por exemplo quando não pertencem à mesma geração.

9 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar DIFERENTES NÍVEIS DE APREENSÃO DO REAL A realidade socio-cultural decompõe-se em vários níveis que estão interligados entre si. -REALIDADE FORMALIZADA: normas que asseguram a regulação da sociedade é mais importante o conhecimento que o narrador tem das normas, e não as normas sociais. -REALIDADE REPRESENTADA: pode-se considerar quatro planos: representações ideias: moral estética. representações secundárias: imagem que a pessoa faz de si próprio. próprias tensões e dinâmica interna do grupo ou sujeito. vida representada: os rituais e as relações interpessoais. A imagem que o sujeito dá de si próprio. -REALIDADE VIVIDA: tem três níveis: realidade manifesta (implicita ou explicita) realidade não aparente realidade secreta -REALIDADE DA VIDA SONHADA, porque o conhecimento das produções do imaginário é importante para a captação da realidade das pessoas.

10 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar ORIENTAÇÃO ETNO BIOGRÁFICA Etnobiografia é uma biografia sócio cultural do ser colectivo no qual o narrador não é senão um dos componentes considerado como um espelho do seu tempo e do seu meio. É elaborada e discutida também pelo narratário. Não é produto acabado, mas matéria prima para trabalhar. É um ponto de partida para chegar ao final. Exige mais referir o testemunho da pessoa que foi inquirida por outras pessoas.

11 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar COMO NORMALMENTE SE FAZ UMA ETNO-BIOGRAFIA Escutar o narrador e reorientá-lo para a temática que se está a tratar. Aproxima-se mais da especializada. Passar tudo do gravador para o papel. Discutir com a pessoa o que ela disse. A própria pessoa faz uma auto-analise do seu discurso e encontra os erros, ou falta de algo, ou algo mal explicado. Visa inserir o que foi dito na história de vida num contexto espaço- temporal no qual se insere. Não é necessária a intervenção do sujeito. É feito de uma forma subjectiva e objectiva. Subjectiva: ir falar com outras pessoas que vivem nesse tempo e com autores que escreverem sobre esse tempo. Objectiva: procurar documentos que falem da cidade, do contexto... Caracteriza-se por uma pesquisa documental e histórica nos elementos disponíveis. É aqui que é feita a última pesquisa documental. Dá a entender que a História de vida é o elo, não é o produto final.

12 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar HISTÓRIA DE VIDA ÚNICA Só se faz a uma pessoa. Importância a aspectos técnicos (gravar, lugar..). Aplicar todas as regras da entrevista. Temas a abordar. Depois da história de vida única devem-se fazer fichas de entrevista. E em cada entrevista deve haver uma ficha. Deve-se pôr o número do entrevista, o local, pôr um resumo dos temas abordados na entrevista.

13 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar ETAPAS DO TRATAMENTO DO MATERIAL DA ENTREVISTA TRANSCRIÇÃO: deixar espaços entre as linhas, deixar margens longas, porque as pessoas podem fazer gestos, e escrevem-se nas margens os gestos feitos. Deixar espaços no texto quando não se entende. ANOTAR A DATA: tempo de duração, contexto espacial. REOUVIR: e completar os espaços que não estão preenchidos. TRATAMENTO DE CONJUNTO: leitura da história de vida, suprimindo termos que não são necessários, e correcção do português, sem desvirtuar o que as pessoas dizem e a própria linguagem. REUNIÃO E ORDENAMENTO DA NARRATIVA: há várias entrevistas e é necessário fazer a análise temática ou cronológica. Cortar o texto e colar numa folha pondo o número da entrevista, ou então sublinhar a cores os vários temas.

14 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar REDACÇÃO DO TEXTO REAGRUPADO: voltar a deixar margens e espaços pelo meio, podendo assim pôr de lado as indicações de documentos necessários: fotografias, recortes de jornal... REDACÇÃO FINAL: prefácio e a introdução. No prefácio há a apresentação do que já se vai fazer, as modalidades da recolha do texto, e os métodos seguidos. Na introdução apresenta-se a personagem, e explica-se porque se elaborou uma história de vida daquela personagem. O narratário apresenta os seus comentários. Podem fazê-los ao lado do texto, pode ser em anexo ao lado ou, depois da pessoa ter falado, fazer um posfácio global, ou ainda em rodapé.

15 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar HISTÓRIAS DE VIDA MÚLTIPLAS HISTÓRIA DE VIDA PARALELAS: série de H.V. sobre um mesmo fenómeno social ou mesma época. HISTÓRIA DE VIDA CRUZADAS: série de H.V. em que cada uma conta a sua vida e a dos restantes entrevistados. Aqui é necessário fazer uma amostra porque são muitas pessoas.

16 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar FASES DO TRATAMENTO DA HISTÓRIA DE VIDA PARALELA E CRUZADA 1ª FASE - PRÉ-ANÁLISE: Fazer uma ficha uniformizada com o nome, morada. É necessário ter uma ficha por cada H.V. e várias fichas das entrevistas que as compõe. Deve-se pôr aspectos de cariz biográfico. Ter uma ficha onde registe todas as H.V. feitas. Numa ficha pôr o nome de todas as pessoas que fizeram a H.V. e a idade, a razão de a ter feito. Depois fichas das entrevistas com os dados relevantes. De cada uma destas fazer fichas com os tópicos referidos. Transcrição (segue os conselhos da história única, re-ouvir, etc. deve-se trabalhar só na frente das folhas. 2ªFASE- CLARIFICAÇÃO DO CORPOS: analisar toda a H.V. da pessoa. Pôr os temas pertinentes os passos cronológicos da pessoa, o perfil psicológico.

17 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar 3ªFASE- COMPREENSÃO DO CORPOS: estabelece o léxico thesaurus. Apanhar certas palavras que fazem parte da gíria, calão, e que só elas conseguem ser um tema importante nas H.V. Podem ser feitas numa folha à parte, com referência na entrevista. 4ªFASE- ORGANIZAÇÃO DO CORPOS: detectar nas H.V. as temáticas principais mais abordadas. Fazer uma análise de conteúdo das temáticas mais importantes das várias H.V. 5ªFASE- ORGANIZAÇÃO CATEGORIAL: centra-se nas temáticas. 6ªFASE- SOMATÓRIA DAS H.V.: fazer uma leitura temática. O que todas as H.V. dizem acerca de cada tema.

18 A História de Vida – Breve Introdução e Modo de Usar 7ªFASE- ANÁLISE QUANTITATIVA: só existe se se decidir faze-lo ex. contar linhas, palavras, páginas. Pode-se fazer um histograma. 8ªFASE- SÍNTESE DO CORPOS: tentar abordar o tema, apanhando todos os relatos. Deve-se dar mais relevância às H.V. que têm mais substância. Não se deve limitar aos temas que consideramos. É necessário recorrer a aspectos que não contávamos mas que são importantes. Não se deve, quando há um relato que é diferente dos outros, ocultar. Por ex. 5 pessoas dizem uma coisa, mas 1 diz uma diferente, e não se deve ocultar o que disse 9ªFASE- DIFERENCIAÇÃO TIPOLÓGICA: diferenciar nas H.V. os aspectos relacionados com o mesmo tema, detectar os particularismos e as subjectividades entre eles. 10ªFASE- CONTROLO DO INQUERITO: controlar a informação que pode ser feita pelos técnicos intra e intersubjectivas. 11ªFASE- COMENTÁRIOS DO PRÓPRIO NARRATÁRIO: ter em conta a 8ªfase.


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