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TRABALHO E SOCIEDADE. BIBLIOGRAFIA GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed,2005 BRYM, Robert et alii. Sociologia,sua bussola para um novo mundo.

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1 TRABALHO E SOCIEDADE

2 BIBLIOGRAFIA GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed,2005 BRYM, Robert et alii. Sociologia,sua bussola para um novo mundo. S. Paulo: Thomsom Learning, 2007 TOMAZI, Nelson. Iniciação à Sociologia. 2ªedição. S. Paulo: Editora Atual, 2001 CARMO, Paulo Sergio. Sociologia e sociedade pós- industrial. S.Paulo:Ed. Paulus, 2007 OLIVEIRA, Luis Fernandes. Sociologia para os jovens do século XXI. Rio de Janeiro> Ed. Imperial Milenium, 2007

3 TRABALHO E SOCIEDADE Pensar sociologicamente o trabalho é pensar como essa atividade humana se desenvolveu e se organizou nas diferentes sociedades O trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas, desde as mais simples, como as de alimento e abrigo, até as mais complexas, como as de lazer e crença, ou seja, necessidades físicas e espirituais. Há vários modos de satisfazer essas necessidades, dependendo de como os homens se organizam em sociedade e de seus valores em relação ao trabalho.

4 TRABALHO E SOCIEDADE ANTES DO CAPITALISMO 1.O trabalho nas sociedades tribais. Nessas sociedades, não existe a idéia de trabalho como uma coisa separada das outras atividades. As atividades vinculadas à produção estão associadas aos ritos e mitos, ao sistema de parentesco, ás festas, às artes, enfim a toda vida social, econômica, política e religiosa. O trabalho não tem um valor em si, separado de todas as outras coisas.

5 Marshall Sahlins, antropólogo norte-americano, chama essas sociedade de sociedade do lazer ou sociedades de abundância pois elas não só tinham todas as suas necessidades materiais e sociais plenamente satisfeitas, como também dispunham de uma mínimo de horas vinculadas à produção (cerca de três a quatro horas e nem sempre todos os dias). O trabalho nas sociedades tribais ANTES DO CAPITALISMO

6 O fato de se dedicar menos tempo às tarefas vinculadas à produção não significa que se tenha uma vida de privações. Ao contrario, essas sociedade viviam muito bem alimentadas. A explicação para o fato de trabalharem muito menos que nós está no modo como se relacionam com a natureza,muito diferente do nosso.A terra é, alem de um lugar onde se vive, um valor cultural. Recebem aquilo de que necessitam da mãe natureza. Desse modo, não se encontra a idéia de que se deve produzir mais para poupar ou acumular alguma riqueza. A sua riqueza está na vida e na forma como passam os dias. O tempo é utilizado para descansar, divertir-se, dançar, caçar, pescar, plantar, colher e para o cumprimento das obrigações rituais. ANTES DO CAPITALISMO O trabalho nas sociedades tribais

7 Segundo a antropólogo francês, Pierre Clastres,quando, nessas sociedades, aquilo que chamamos de econômico se torna uma área autônoma, ou seja, desligado de outras esferas da vida e portanto alienado, contabilizado e imposto por aqueles que querem aproveitar do produto do trabalho, é sinal de que essas sociedade tornaram-se divididas entre dominantes e dominados. Descaracterizam-se totalmente. ANTES DO CAPITALISMO O trabalho nas sociedades tribais

8 Os gregos utilizavam vários termos para designar o que hoje entendemos por trabalho. Alem disso, a organização da sociedade greco-romana era também diversa da nossa e, portanto, a divisão do trabalho e as relações sociais de produção também o eram. Segundo Hanna Arendt, pensadora alemã, os gregos possuíam três concepções para a idéia de trabalho: labor, poiesis e práxis ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade greco-romana

9 Labor Poiesis Práxis esforço físico voltado para a sobrevivência do corpo. É uma atividade passiva e submissa ao ritmo da natureza(ex. o trabalho do agricultor, o trabalho de parto). a ênfase recai sobre o fazer, o ato de fabricar, de criar alguma coisa ou produto através do uso de algum instrumento ou mesmo das próprias mãos. ( ex. o trabalho do artesão, do escultor). atividade que tem a palavra como seu principal instrumento, isto é, que utiliza o discurso como um meio para encontrar soluções voltadas para o bem-estar dos cidadãos. É o espaço da política, da vida publica. ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade greco-romana

10 É necessário entender a questão da escravidão nessas sociedades. O escravo era sempre alguém inferior por natureza, não importando que oficio tivesse. Podia-se encontrar escravos exercendo a medicina. O escravo era propriedade de seu senhor, para os romanos era uma coisa(res) É importante deixar claro que havia uma classe de ricos e notáveis que se dedicavam a discutir os assuntos da cidade. Por isso é que a escravidão era fundamental, pois era o trabalho escravo que dava o suporte material para que os cidadãos não precisassem viver do suor do seu rosto. ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade greco-romana

11 ANTES DO CAPITALISMO O trabalho na sociedade feudal Com a decadência da escravidão(alforria e rebeliões) e a invasão dos bárbaros, há uma transformação nas relações de trabalho que resultou na estruturação da sociedade feudal. A terra é o principal meio de produção e as relações sociais se desenvolvem em torno dela. Mas ela não pertence aos produtores diretos, os camponeses, mas sim aos senhores feudais, hierarquizados. Os camponeses têm direito ao usufruto, mas nunca à propriedade dela

12 ANTES DO CAPITALISMO Cria-se uma rede de vínculos pessoais de direitos e deveres e de honra entre os senhores e entre estes e os servos. Eram os servos que realmente trabalhavam. Os senhores feudais e o clero viviam do trabalho dos outros. O trabalho na sociedade feudal

13 Havia também o trabalho dos artesãos, atividades nas cidades e mesmo dentro dos feudos.Os artesãos se reuniam em associações chamadas corporações de oficio, constituída de um mestre, que controlava todo o trabalho na corporação, os oficiais e os aprendizes. Para se compreender o trabalho na Idade Media,é necessário que se entenda que a sociedade feudal se caracterizava pela solidariedade, pelo cumprimento irrestrito dos compromissos, juramentos e pela presença da Igreja. ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade feudal

14 A Igreja considerava o trabalho como resultado do pecado original, o trabalho era visto como uma tortura (tripalium: instrumento de tortura). Trabalho= tripalium=instrumento de tortura ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade feudal O trabalho era considerado uma verdadeira maldição e deveria existir somente na quantidade necessária à sobrevivência,não tendo nem um valor em si.

15 Idade Moderna Esta concepção vai servir muito bem à burguesia comercial e depois à industrial O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA A Reforma Protestante alterou o pensamento cristão sobre o trabalho, considerando-o como um meio de salvação.. A riqueza em si não é condenável, mas sim o não-trabalho e a preguiça que ele pode causar. A burguesia precisava de trabalhadores dedicados, sóbrios e dóceis em relação às condições de trabalho e baixos salários. Mudança na concepção de trabalho

16 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Idade Moderna Est Esta concepção vai servir muito bem à burguesia comercial e depois à industrial O Iluminismo : a idéia de transformação da natureza pela ação dos homens, através da ciência, da técnica e das artes mecânicas se pode transformar a natureza O homem domina a natureza através de seu trabalho.

17 REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Desagregação da sociedade feudal consolidação da sociedade capitalista, com mudanças na ordem tecnológica, econômica e social, com um novo modo de produção e novas relações de produção

18 Conseqüências: a produção agrícola destinada ao abastecimento de matérias primas fluxo migratório para as cidades industriais, expulsão dos camponeses, Inchaço urbano,miséria,mendicância,prostituição, alcoolismo, promiscuidade, epidemias, Revolução Industrial

19 Conseqüências: o aparecimento de uma nova camada social, o operariado, a consciência de classe, a formação de associações e sindicatos, o enriquecimento da burguesia.

20 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal provocou inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades. Homens, mulheres e crianças eram confinados em fábricas, minas e oficinas durante jornadas de trabalho de até 12 e 14 horas, em deploráveis condições sanitárias e de trabalho A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas sua produtividade ficava maior

21 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Características do Capitalismo propriedade privada Propriedade privada Trabalho assalariado Sistema de troca Determinada divisão do trabalho O capitalismo se constituiu na Europa Ocidental. A Inglaterra é tomada como exemplo de sociedade capitalista onde se deu a transição do feudalismo para um novo modo de produção

22 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Como o trabalho se torna mercadoria. Do ponto de vista do trabalho, o capitalismo aparece quando a força de trabalho se torna uma mercadoria que pode ser comprada e vendida Para que ele se transforme em mercadoria, é necessário que o trabalhador seja desvinculado de seus meios de produção, ficando apenas com a sua força de trabalho para vender.

23 Desvinculação entre o trabalhador e seus meios de produção Fatores de transformação cercamentos de terras comunais expropriação dos camponeses trafico de escravos africanos exploração das colônias Conquista e pilhagem, principalmente de ouro e prata nas Américas, guerra comercial O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA

24 Resultado desses fatores: acumulação primitiva de capital PROCESSOS DE PRODUÇÃO Cooperação simples Manufatura Maquinofatura O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA

25 processo no qual os trabalhadores ainda mantem a hierarquia da produção artesanal. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Cooperação simples O artesão ainda desenvolve todo o processo produtivo, mas está a serviço da burguesia.

26 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA dissolução dos processos de trabalho baseados nos ofícios. começa a surgir o trabalho coletivo. Manufatura O trabalho artesanal continua sendo a base só que reorganizado e decomposto através da fragmentação de suas tarefas, definido assim uma nova divisão de trabalho. O artesão torna-se um trabalhador que não possui mais o entendimento da totalidade do processo de trabalho e perde também o seu controle

27 a produção de mercadorias por meio de máquinas reunidas num mesmo local: a fabrica. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Agora a mecanização independe da destreza manual dos trabalhadores. Há uma separação entre a maquina e homem. Este agora serve à maquina, ela o domina, dá- lhe o ritmo de trabalho. Ele não precisa um conhecimento especifico sobre algum oficio, não precisa ter qualificação determinada. Maquinofatura A mecanização revoluciona o modo de produzir mercadorias: incorpora as habilidades dos trabalhadores e os subordina às maquinas

28 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Trabalho e Capital : uma relação de conflito A mecanização revoluciona o modo de produzir mercadorias,não só pelo fato de incorporar as habilidades dos trabalhadores, mas também porque os subordina à maquina. O trabalhador deve apenas ligar a maquina, manuseá-la e regulá-la. Há uma separação entre a força motriz mecânica e a do homem. A maquina o domina, dá-lhe o ritmo de trabalho O trabalhador não necessita ter um conhecimento especifico sobre algum oficio., não precisa ter uma qualificação

29 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Na maquinofatura surgem o conflito e a contradição entre trabalho e capital e ai aparece a exploração do trabalhador Aparentemente é uma relação de iguais: entre os proprietários de capital e os proprietários da força de trabalho, relação de contrato Não é o que ocorre no interior da fabrica. Os trabalhadores não recebem o valor correspondente a seu trabalho, mas só o necessário para sua sobrevivência.

30 Esse é o conceito de mais-valia, diferença entre o valor incorporado a um bem e a remuneração do trabalho que foi necessário para sua produção. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Uma parcela significativa do valor-trabalho produzido pelos trabalhadores é apropriada pelos capitalistas. Esse processo denomina-se acumulação de capital

31 ANÁLISE DA MERCADORIA Primeiro Modo Hipótese: 08 horas 5. O processo da mais valia Tempo Necessário: o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual ao valor da força de trabalho Tempo Excedente: o tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho: mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda que pague mais, estará aumentando a mais valia: Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia

32 Não é essa, porém, para Marx, a característica essencial do sistema capitalista, mas precisamente a apropriação privada dessa mais-valia. A partir dessas considerações, Marx elaborou sua crítica do capitalismo numa obra que transcendeu os limites da pura economia e se converteu numa reflexão geral sobre o homem, a sociedade e a história. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA

33 A maquinofatura desenvolveu-se e a produção passou a organizar-se em linhas de montagem O aperfeiçoamento continuo do sistema de produção deu origem a uma divisão de trabalho muito bem detalhada que resultou na diminuição das horas de trabalho A proposta de Frederick Taylor, expressas no seu livro Princípios de organização cientifica, propunha aplicar princípios científicos na organização do trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo Esta proposta foi assimilada por Henry Ford na produção de um automovel. Surge então a expressão fordismo/taylorismo.

34 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Taylorismo Frederick Taylor um engenheiro americano chamado Taylor desenvolveu a "organização científica do trabalho". Seu objetivo era elevar ao máximo a produtividade das fábricas. Os seus métodos provocaram mudanças significativas nos processos industriais.

35 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Taylorismo as tarefas dos operários deveriam ser simplificadas ao máximo, de modo que o seu grau de dificuldade fosse o mínimo possível. O fluxo de produção deveria ser dividido e subdividido até que cada trabalhador só realizasse uma ínfima parte do processo como um todo os operários não deveriam perder tempo pensando sobre o que faziam. Planejar, controlar e introduzir melhorias nos processos era responsabilidade de uma equipe de engenheiros.

36 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo O método de Taylor foi, posteriormente, levado às últimas conseqüências por Henry Ford. Henry Ford Ford criou as linhas de montagem na sua fábrica de automóveis. As mudanças introduzidas ´por Ford visavam a produção em serie de um produto( o Ford modelo T) para o consumo de massa. Foi implantada a jornada de 8 horas de trabalho por 5 dólares ao dia

37 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo Esta forma de organização de trabalho passou a ser chamada de fordismo, expressão nascida de Henry Ford, a partir de 1914, quando ele estruturou na produção de sua fabrica de automóveis um modelo que seria seguido por muitas outras industrias..

38 A maquinofatura desenvolveu-se e a produção passou a organizar-se em linha de montagem. Significava renda e tempo de lazer suficientes para o trabalhador suprir todas as suas necessidades básicas e a até adquirir um dos automóveis produzidos na empresa. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo O aperfeiçoamento continuo dos sistemas produtivos deu origem a uma divisão do trabalho detalhada que resultou na diminuição de horas de trabalho. Iniciou-se a era do consumismo: produção em massa para um consumo em massa

39 aumento de produtividade com o uso mais adequado possível de horas trabalhadas, através do controle das atividades dos trabalhadores O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo-Taylorismo divisão e parcelamento das tarefas mecanização de parte das atividades com a introdução da linha de montagem um sistema de recompensas e punições conforme o comportamento deles no interior da fabrica

40 era extremamente mais fácil treinar operários em tarefas muito simples do que em tarefas complexas. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Vantagens a própria idéia de que a atividade produtiva deve ser objeto de estudo metódico e racional Um trabalhador especializado numa pequena operação podia adquirir habilidade suficiente para faze-la muito rapidamente

41 Dois elementos externos à fabrica contribuíram muito para o sucesso das medidas propostas por Taylor e Ford: 1. o atrelamento do movimento sindical aos interesses capitalistas. Apesar dos conflitos, os sindicatos foram se burocratizando e se transformaram em imensas estruturas administrativas, fazendo concessões aos capitalistas e ao Estado; O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Vantagens

42 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Vantagens Dois elementos externos à fabrica contribuíram muito para o sucesso das medidas propostas por Taylor e Ford: 2. a presença significativa do Estado criando mecanismos financeiros e legais para que o consumismo se tornasse uma pratica cotidiana, bem como cooptando os sindicatos para que controlassem politicamente a força de trabalho.

43 Aos operários cabia somente usar as mãos, nunca os cérebros. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Desvantagens esse método tratava o trabalhador como se fosse máquina. Na verdade ele tinha até menos status que as próprias máquinas já que tinha que adaptar o seu ritmo de trabalho ao dos equipamentos.

44 O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Desvantagens Alheamento o trabalhador não se identifica com o produto do seu esforço. Como resultado o operário não sentia orgulho nem entusiasmo pelo seu trabalho.. Um homem que simplesmente fixava pára- lamas não via o automóvel pronto como obra sua.. Ele não era nem ao menos capaz de entender o funcionamento do carro. A única coisa que ele sabia era fixar pára-lamas Pessoas que não se orgulham do que fazem, que não vêem importância na sua atividade, dificilmente produzem com qualidade

45 Um enorme potencial estava sendo desperdiçado ao se impedir que os operários opinassem sobre o modo como o trabalho era feito. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Desvantagens Mesmo pessoas com pouca cultura escolar tem bom senso suficiente para enxergar problemas simples - que muitas vezes passam desapercebidos aos olhos dos engenheiros - e propor soluções para eles.

46 TRANSF0R Nos períodos mais recentes, o capitalismo vem passando por nova transformação Crise do petróleo (1973) : recessão, busca de novas formas de elevar a produtividade do trabalho e expansão dos lucros Década de 70: nova fase no processo produtivo capitalista : pós-fordismo ou processo da acumulação flexível

47 Toyotismo nova fase de expropriação da mão-de-obra, a chamada acumulação flexível - a partir do modelo de produção criado pelos japoneses, toyotismo - degradação das condições de trabalho, dos direitos trabalhistas e, conseqüentemente, dos trabalhadores. Os princípios ideológicos e organizacionais do toyotismo passaram a sustentar as práticas empresariais como modelo de administração e produção

48 Características flexibilização dos processos de trabalho, incluindo a automação flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho flexibilização dos produtos e também dos padrões de consumo O pós- fordismo

49 AUTOMAÇÃOAUTOMAÇÃO eliminação do controle manual por parte do trabalhador, o trabalhador só intervem para fazer o controle e a supervisão as atividades mecânicas são desenvolvidas por maquinas automatizadas, programadas para agir sem intervenção de um operador o engenheiro que entende de programação eletrônica e de analise de sistemas passa a ter uma importância estratégica Flexibilizaçao do processo de trabalho

50 AUTOMAÇÃOAUTOMAÇÃO A robótica tecnologia é um componente novo nas industrias de bem de consumo duráveis e altera profundamente as relações de trabalho Robôs não fazem greve, trabalham incansavelmente, não exigem maiores salários e melhores condições de trabalho e de vida Novas formas de produção: o licenciamento de marcas que articulam varias empresas pequenas e medias em torno do marketing e do apoio financeiro de um grande grupo. Flexibilizaçao do processo de trabalho

51 Flexibilização dos mercados de trabalho. Tendência de se usar diferentes formas de trabalho: trabalho domestico e familiar, trabalho autônomo, trabalho temporário, por hora ou curto prazo subcontratação Alta rotatividade da mão de obra, baixo nível de sindicalização, enfraquecimento dos sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas. Terceirização

52 Flexibilização dos produtos e do consumo. A vida útil dos produtos vai diminuindo, tornando-se descartáveis, a propaganda nos estimula a trocá-los por novos

53 O pós- fordismo Conseqüências Alta rotatividade da mão de obra baixo nível de sindicalização enfraquecimento dos sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas, instabilidade para os trabalhadores, desemprego crescente tendência a elevar o numero de trabalhadores através da diminuição das horas de trabalho semanais: trabalhar menos horas para que todos possam ter emprego e renda.

54 Modelos de Produção - Da Segunda revolução industrial à revolução Técnico-científica TAYLORISMO- Separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos.- Racionalização da produção.- Controle do tempo.- Estabelecimento de níveis mínimos de produtividade. FORDISMO- Produção e consumo em massa.- Extrema especialização do trabalho.- Rígida padronização da produção.- Linha de montagem. PÓS-FORDISMO- Estratégias de produção e consumo em escala planetária.- Valorização da pesquisa científica.- Desenvolvimento de novas tecnologias.- Flexibilização dos contratos de trabalho.


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