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Prof. Daniel Moura Médico especialista em geriatria, saúde do idoso e envelhecimento.

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1 Prof. Daniel Moura Médico especialista em geriatria, saúde do idoso e envelhecimento

2 IDOSO Sá (2002): O idoso é um ser do seu espaço e do seu tempo. É o resultado do seu processo de desenvolvimento, do seu curso de vida. O ser idoso não pode ser definido somente no plano cronológico. SÁ, J.L.M. A formação de recursos humanos em gerontologia: fundamentos Epistemológicos e conceituais. In: FREITAS Tratado de Geriatria E Gerontologia. 2002

3 IDOSOS JOVENS (65 a 74 anos) IDOSOS VELHOS (75 a 84 anos) IDOSOS MUITO VELHOS (85 e mais anos) Fonte: Costa E.F.A., Porto C.C. et al. Semiologia do Idoso. In: Porto C.C. Semiologia Médica. Editora Guanabara-Koogan, 2001

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5 PROPORÇÃO DE PESSOAS DE 60 ANOS OU MAIS EM PAÍSES SELECIONADOS /1999 Fonte: IBGE,2000

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9 PROPORÇÃO DE IDOSOS PELO TIPO DE PROBLEMA DE SAÚDE QUE APRESENTAVAM 60 – 80 anos80 e + anos Fonte: IBGE - PNAD, 1998

10 DOENÇA CRÔNICA DEFICIÊNCIA = LIMITAÇÃO FUNCIONAL INCAPACIDADE DESVANTAGEM = DEPENDÊNCIA PERDA DA AUTONOMIA

11 ATIVIDADES DA VIDA DI Á RIA CUIDADOS PESSOAIS Comer Banho Vestir-se Ir ao banheiro MOBILIDADE Andar com ou sem ajuda Passar da cama para a cadeira Mover-se na cama CONTINÊNCIA Urin á ria Fecal Fonte: Costa E.F.A., Porto C.C. et al. Semiologia do Idoso. In: Porto C.C. Semiologia Médica. Editora Guanabara-Koogan, 2001

12 ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DA VIDA DI Á RIA DENTRO DE CASA Preparar a comida · Fazer o serviço doméstico · Lavar e cuidar do vestuário · Executar trabalhos manuais · Manusear a medicação · Usar o telefone · Manusear dinheiro FORA DE CASA Fazer compras (alimentos, roupas) · Usar os meios de transporte · Deslocar-se (ir ao médico, compromissos sociais e religiosos) Fonte: Costa E.F.A., Porto C.C. et al. Semiologia do Idoso. In: Porto C.C. Semiologia Médica. Editora Guanabara-Koogan, 2001

13 CAPACIDADE PARA REALIZAR AS AVDs São Paulo, 1984 Fonte: Fundação SEADE, 1984

14 Estado, Comunidade e Família: relações e apoio

15 Art. 15. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio do SUS, § 1 o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial; II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios; III – unidades geriátricas de referência, com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social; IV – atendimento domiciliar, incluindo a internação, para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover, inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas, filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público, nos meios urbano e rural; TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde FCV

16 Erosão do sistema tradicional de cuidado aos idosos Envelhecimento populacional Diminuição do tamanho das famílias Urbanização não planejada Modificação dos papéis sociais tradicionais Ingresso da mulher no mercado de trabalho e desemprego Mudança cultural e de valores familiares Pobreza nos grandes centros urbanos Tráfico, drogas, alcoolismo Estado ineficiente GRUPOS DE IDOSOS EM SITUAÇÕES DE RISCO MAUS TRATOS

17 SITUAÇÃO DO IDOSO NO BRASIL a) O idoso carente: - sem assistência e acompanhamento médico necessário; b) família sem estrutura e condições de manter e conviver com idoso doente; c) família desestruturada devido a drogas (lícitas e ilícitas), vários casamentos, filhos de diferentes pais,etc. d) idoso que preparou sua velhice, independente para viajar, ir a médico, laboratórios, passear,etc, conhece seus direitos e faz uso deles; e) o idoso doente, incapaz e dependente, não importando a situação sócio-econômica; o papel da família; f) o idoso mantenedor da família, devido a desemprego de filhos e netos.

18 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Art A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. § 1.º Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares.

19 MAUS-TRATOS Ato único ou repetido, ou ainda, a ausência de uma reação apropriada; que causa dano, sofrimento ou angústia a um idoso, e que ocorre dentro de um relacionamento em que haja expectativa de confiança. Fonte: OMS, 2001

20 A Violência contra a pessoa idosa é uma violação dos direitos humanos. Há várias formas de resolver. Todas elas começam pelo rompimento do silêncio.

21 Maus Tratos e Negligência aos idosos Tende a ser um assunto subreferenciado pelas vítimas na medida em que estas temem: A perda do cuidador mesmo sendo este abusivo Ficar só sem ter ninguém que o cuide Ser colocado numa instituição Perda de privacidade e de relações familiares Recriminações pelo alegado abusador Exposição pública e intervenção exterior Ninguém acreditar no abuso Ser responsáveis pelo comportamento abusivo

22 MAUS TRATOS O abuso é geralmente praticado por pessoas que os idosos depositam confiança. A vítima é geralmente do sexo feminino, com mais de 75 anos e vive com os familiares. O perfil é habitualmente de uma pessoa de personalidade passiva, complacente, dependente e vulnerável, aliado à falta de opções na vida dificuldade de escapar do abuso. São incapazes física e emocionalmente de denunciar uma situação na qual se encontram envolvidos. Costumam ser pessoas solitárias e isoladas Depressão e baixa estima por culpa ou vergonha Fonte: Daichman, L.S. Sinais e Sintomas de Abuso e Maus Tratos. In: Guimarães, R.M. & Cunha, U.G.V. Sinais e Sintomas em Geriatrua.2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2004.

23 MAUS TRATOS O agressor tende a apresentar baixa estima e projetar a responsabilidade de suas ações, bem como frustrações sobre terceiros (externalização da culpa). Geralmente possui temperamento explosivo e incapacidade para controlar os seus impulsos, compreender e encarar situações, bem como tem um baixo limiar para a frustração. Pode existir entre ambos uma ampla e complexa história de dificuldades e demandas recíprocas não correspondidas. Nas situações que ocorram maus tratos a dependência (financeira ou de habitação) do agressor é mais relevante do que a dependência da vítima. Fonte: Daichman, L.S. Sinais e Sintomas de Abuso e Maus Tratos. In: Guimarães, R.M. & Cunha, U.G.V. Sinais e Sintomas em Geriatrua.2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2004.

24 Prevalência do abuso ou maus tratos

25 O risco de abuso aumenta em idosos com demência (Dyer et al, 2000; Cooney & Mortimer, 1995) Pacientes que foram abusados ou negligenciados mais provavelmente são diagnosticados com depressão (62%) e demência (51%) contra quem não é abusado (12% e 30% respectivamente) (Dyer e al. 2000). Cooney & Mortimer (1995) constataram uma taxa de prevalência de abuso de pessoas com demência, na ordem dos 50%

26 TIPOS DE MAUS-TRATOS MAIS RELACIONADOS COM A DEPENDÊNCIA DO AGRESSOR ABUSO F Í SICO - tapas, beliscões, contusões, queimaduras, conten ç ão f í sica. ABUSO SEXUAL - contato sexual de qualquer tipo, sem consentimento. ABUSO MATERIAL OU FINANCEIRO - apropria ç ão indevida de proventos, dinheiro, bens, propriedades. MAIS RELACIONADOS COM O ESTRESSE DO CUIDADOR ABUSO PS Í QUICO OU EMOCIONAL - insultos, humilha ç ões, tratamento infantilizado, amedontrar. NEGLIGÊNCIA - não fornecer os cuidados de que a pessoa necessita. OS AGRESSORES ASSIM COMO AS V Í TIMAS, COSTUMAM SER MULHERES. OS FILHOS ADULTOS SÃO OS QUE MAIS COMETEM ABUSOS, SEGUIDOS PELOS CÔNJUGUES. Fonte: Costa E.F.A., Porto C.C. et al. Semiologia do Idoso. In: Porto C.C. Semiologia Médica. Editora Guanabara-Koogan, 2001 Fonte: Daichman, L.S. Sinais e Sintomas de Abuso e Maus Tratos. In: Guimarães, R.M. & Cunha, U.G.V. Sinais e Sintomas em Geriatrua.2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2004.

27 PERFIL DA VÍTIMA Mulheres Acima de 75 anos Dependentes física e mentalmente sobretudo quando apresentam déficits cognitivos, alterações do sono, incontinência, dificuldade de locomoção, necessitando de cuidados intensivos nas AVDs Vivendo com seus familiares Pessoas passivas e complacentes

28 PERFIL DO AGRESSOR Membro da família da vítima Filhos e filhas Filho muito mais que filhas; solteiros mais do que casados e filhos com menos de 49 anos. Noras e genros (23%) esposos (8%) Vivem no mesmo espaço Isolamento social dos familiares e idosos Histórico de violência familiar.

29 PERFIL DO AGRESSOR Filhos ou familiares que mantém financeiramente o idoso. Vínculos afetivos frouxos entre familiares e idosos. Familiares vítimas do idoso que foi ou é agressor. Cuidadores terem sido vítimas de violência doméstica, padecerem depressão ou outros transtornos. A maioria dos estudos mostra forte associação entre maus tratos contra idosos e dependência química, sobretudo de álcool. Esses estudos assinalam que os agressores físicos e emocionais dos idosos usam álcool e drogas numa proporção três vezes mais elevada que os não abusadores.

30 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA O IDOSO Maus tratos físicos: tapas, socos, empurrões,beliscões, queimaduras, fraturas.Essas agressões nunca são denunciadas, pois o idoso tem que viver com o agressor; Maus tratos psicológicos: pode ser um desequilíbrio emocional, tanto do idoso(alteração de conduta) como da família(estresse do cuidador)

31 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA O IDOSO Maus tratos financeiros: quando a família se apropria do dinheiro da aposentadoria, pensão, uso ilegal de fundos, propriedades, rendas de investimento, juros, etc. A vítima pode não estar ciente do que está ocorrendo, pois foi manipulada por um parente sem escrúpulo. Negligência ou abandono do idoso: ocorre quando há falhas no atendimento das necessidades básicas ao idoso, como : alimentação, higiene, vestimenta, remédios, ambiente seguro, etc. Pode ser passiva, quando é consequência da incapacidade do cuidador, ou ativa quando é intencional, no caso do idoso recusar remédios, alimentação,ou quando faz uso excessivo de tranqüilizantes.

32 FATORES DE RISCO PARA MAUS-TRATOS DE IDOSOS IDOSO Doença e queda funcional (fragilidade) Alteração cognitiva Alteração cognitiva Distúrbio de comportamento Distúrbio de comportamento Incontinência Incontinência Distúrbio do sono Distúrbio do sono CUIDADOR Toxidependência Alcoolismo Alcoolismo Transtorno mental Transtorno mental Dependência material em relação à vítima Dependência material em relação à vítima Ignorância e incapacidade Ignorância e incapacidade Sobrecarga de trabalho Sobrecarga de trabalho AMBIENTE Carência de recursos materiais Carência de recursos materiais Isolamento social Isolamento social Ambiente violento Ambiente violento Fonte: Costa E.F.A., Porto C.C. et al. Semiologia do Idoso. In: Porto C.C. Semiologia Médica. Editora Guanabara-Koogan, 2001

33 Indicadores de Abuso (Reis, 2000) Cuidador : Ter problemas de comportamento Estar financeiramente dependente Ter problemas mentais /emocionais Ter problemas de abuso de álcool ou outras substâncias Ter expectativas irrealistas Não compreende a condição médica do idoso Idoso Foi abusado no passado Tem conflitos conjugais/familiares Pouca compreensão da sua condição médica Sofre de isolamento social Falta-lhe suporte social Tem problemas de comportamento É financeiramente dependente

34 Indicadores de Abuso (Reis, 2000) Cuidador Ter conflitos conjugais ou familiares Relação actual com o idoso de baixa qualidade Inexperiência na prestação de cuidados Acusador Relação passada com o idoso de baixa qualidade Idoso Tem expectativas irrealistas Tem problemas de álcool ou de medicação Relação atual com o cuidador de baixa qualidade Tem ferimentos e quedas suspeitos Tem problemas mentais/emocionais Acusador É emocionalmente dependente Não tem médico regular

35 SITUAÇÕES QUE SUGEREM MAUS-TRATOS Explicações vagas de ambas as partes Diferenças entre a história contada pelo paciente e a contada pelo familiar ou cuidador Paciente com incapacidade mental e/ou física que se apresenta sem o cuidador. Demora entre o aparecimento dos sintomas ou lesão e a solicitação de atendimento médico Visitas freqüentes ao médico devido à piora de uma doença crônica apesar de tratamento correto Fonte: Costa E.F.A., Porto C.C. et al. Semiologia do Idoso. In: Porto C.C. Semiologia Médica. Editora Guanabara-Koogan, 2001

36 Indícios de possíveis maus tratos Hirsch, C. & Loewy, R. (2001) Gerais Cuidador de um idoso com déficits cognitivos falta a encontro marcado Cuidador não visita o paciente no hospital Relutância em responder a perguntas acerca de uma descoberta física suspeita ou de doença Explicações vagas ou não plausíveis dadas pelo cuidador ou pelo paciente para ferimentos Uma história de esperança no médico Tensão ou indiferença entre o cuidador e o paciente

37 Indícios de possíveis maus tratos Hirsch, C. & Loewy, R. (2001) Sinais físicos suspeitos Múltiplas feridas ou feridas em diferentes estádios de recuperação Feridas ou pisaduras em locais não usuais Feridas com um padrão típico de agressão Evidência de ferimentos antigos não documentados previamente Nariz ou dentes partidos Evidência radiográfica de fraturas antigas desalinhadas Níveis sub-terapêuticos de drogas, aferidas por dosagens sangüíneas. Paciente sem óculos, dentadura ou auxiliar auditivo

38 Indícios de possíveis maus tratos Hirsch, C. & Loewy, R. (2001) Cuidador Baixo conhecimento dos problemas médicos do paciente Excessiva preocupação com os custos Tentativas de dominar a entrevista médica Abuso verbal ou hostilidade para com o idoso durante o encontro Hostilidade para com o prestador de cuidados de saúde Evidência de abuso de substâncias ou de problemas de saúde mental

39 Indícios de possíveis maus tratos Hirsch, C. & Loewy, R. (2001) A vítima Timidez para com o cuidador Relutância em fazer contato ocular; cabisbaixo. Diagnóstico de demência com história de problemas de comportamento Na pessoa demente uma resistência não explicada ou medo de contacto físico, de tirar as roupas, de ir ao banheiro ou de lavar as partes íntimas Depressão, ansiedade, insônia.

40 Sinais e Sintomas de Abuso Abuso Físico Feridas, olhos negros, vergão, lacerações, marcas de cordas; feridas abertas, cortes, suturas, feridas não tratadas em vários estádios de recuperação; entorses, deslocamentos ou feridas /hemorragias internas; óculos partidos, sinais de ter sido reprimido; descobertas laboratoriais de overdose de medicação ou subutilização de medicamentos prescritos; o relato de uma pessoa idosa de ter sido batida, esbofeteada, chutada ou mal tratada; uma mudança súbita de comportamento da pessoa idosa; a recusa do cuidador em permitir visitas à pessoa idosa. Abuso material/financeiro Mudanças repentinas nas contas bancárias ou nas práticas bancárias; a inclusão de nomes adicionais na conta bancária da pessoa idosa; retirada não autorizada de fundos da pessoa idosa usando cartões bancários; mudança abrupta no testamento ou em outros documentos financeiros, desaparecimento inexplicado de fundos ou valores valiosos; faturas não pagas apesar de haver dinheiro; descoberta de falsificação da assinatura da pessoa idosa; transferência súbita inexplicada de valores para alguém dentro ou fora da família; o relato da pessoa idosa de que sofreu abuso financeiro

41 Sinais e Sintomas de Abuso Abuso sexual Hematomas à volta dos seios ou das áreas genitais; doença venérea inexplicada ou infecções genitais; sangramento vaginal ou anal inexplicado; roupa íntima manchada ou ensanguentada; o relato de uma pessoa idosa de que foi ameaçada ou violada. Abuso psicológico / emocional Estar emocionalmente aborrecida ou agitada; estar extremamente afastada, não comunicativa e não responsiva; comportamento não usual normalmente atribuído a demência (por exemplo, sugar, bater, oscilar); o relato de uma pessoa idosa de ter sido abusada verbalmente ou emocionalmente Abandono Abandono de uma pessoa idosa no hospital ou num lar ou outra instituição; abandono de uma pessoa idosa num centro comercial ou outro lugar público; o relato de uma pessoa idosa de ter sido abandonada

42 1.Abuso Financeiro ou Exploração Econômica: exploração imprópria ou ilegal e ou uso não consentido de seus recursos financeiros. Uso ilegal e indevido, apropriação indébita da propriedade e dos bens financeiros, falsificação de documentos jurídicos, negação do direito de acesso e controle dos bens, administração indevida do cartão do segurado do INSS.

43 1.Abuso Financeiro ou Exploração Econômica: Geralmente cometidos por familiares, em tentativas de forçar procurações que lhes dêem acesso a bens patrimoniais; na realização de venda de bens e imóveis sem o seu consentimento; por meio da expulsão deles do seu tradicional espaço físico e social do lar ou por confinamento em algum aposento mínimo em residências que por direito lhes pertencem, dentre outras formas de coação.

44 2. Autonegligência: Conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, com a recusa ou o fracasso de prover a si mesmo um cuidado adequado. 3. Psicológica: agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, rejeitar, humilhar, restringir a liberdade ou ainda isolá-la do convívio social.

45 Sinais e Sintomas de Negligência e de Auto-Negligência Negligência Desidratação, má nutrição, feridas não tratadas, pouca higiene pessoal; problemas de saúde não vigiados ou não tratados; condições de vida arriscadas ou não seguras (sujeira corporal, roupa de cama suja, mau-cheiro...) Auto-Negligência Desidratação, má nutrição, feridas não tratadas, pouca higiene pessoal; problemas de saúde não vigiados ou não tratados; condições de vida precárias; roupa inapropriada, falta de próteses e órteses (óculos, instrumento de audição); alojamento grosseiramente desadequado ou sem alojamento

46 ABANDONO/NEGLIGÊNCIA: Negligência: recusa, omissão ou fracasso por parte do responsável no cuidado com a vítima. Abandono: falta de atenção para atender as necessidades da pessoa idosa. Se manifesta: a) não provimento de alimentos adequados, roupa limpa, lugar seguro para morar, ausência de atenção a saúde e higiene pessoal; b) privação de contatos sociais; não prover recursos auxiliares quando necessário; c) não supervisionar as necessidade de forma a impedir danos físicos.

47 INTERVENÇÃO Os profissionais devem estar cientes da possibilidade da violência contra o idoso: idoso também é vitima de violência Recomenda-se o trabalho interdisciplinar. Todos os membros da equipe têm um papel fundamental. Outros profissionais podem ser chamados a dar o seu parecer. Compartilhar a tomada de decisões é fundamental para apoiar adequadamente os profissionais Os procedimentos devem ser feitos de maneira cuidadosa, para não expor o idoso a maior risco.

48 INTERVENÇÃO Explorar todos os recursos da comunidade para ajudar na proteção àquele idoso. O suporte familiar através da orientação para as questões relativas à doença do idoso, para tomadas de decisão, para divisão de responsabilidades dos familiares e para informação sobre rede de apoio e suporte comunitário são eficientes para a manutenção do idoso na comunidade livres dos riscos. Utilizar-se dos recursos legais.

49 Teorias explicativas do abuso O modelo do stress situacional Os maus tratos são um fenômeno situacional que ocorre quando se gera stress no cuidador especialmente por incapacidade física ou mental da vítima, por baixas condições sócio-econômicas ou por ignorância do cuidador

50 Teorias explicativas do abuso A teoria da troca social O cuidador sentirá maior poder e menor recompensa na relação e isso pode levar a qualquer tipo de mau trato

51 Teorias explicativas do abuso Modelo da violência trans-geracional o abuso dever-se-ia a uma aprendizagem ao longo do desenvolvimento, dada pela observação e/ou experiência de abuso ou maus tratos que se perpetuaria assim de geração em geração

52 Teorias explicativas do abuso O modelo da violência bidirecional A violência e o abuso são um fenômeno bidireccional praticado tanto pela vítima como pelo cuidador O modelo da psicopatologia do perpetrador O risco de abuso está relacionado com as características do abusador sobretudo de aspectos da sua saúde mental

53 Sabe-se muito pouco sobre a violência contra idosos no Brasil. É muito difícil penetrar no silêncio das instituições, das famílias e dos próprios idosos.Em defesa do agressor o idoso cala, omite e justifica tentando atenuar os agravos da violência com o argumento de que já está velho mesmo. Sabe-se muito pouco sobre a violência contra idosos no Brasil. É muito difícil penetrar no silêncio das instituições, das famílias e dos próprios idosos.Em defesa do agressor o idoso cala, omite e justifica tentando atenuar os agravos da violência com o argumento de que já está velho mesmo. Estudos nas delegacias dos idosos observam que as demanda não se traduzem em BO e muito menos em inquérito policial. Estudos nas delegacias dos idosos observam que as demanda não se traduzem em BO e muito menos em inquérito policial. SITUAÇÃO DRAMÁTICA

54 INTERVENÇÕES Conscientização para o reconhecimento da situação. Conscientização para o reconhecimento da situação. Trabalho interdisciplinar no qual a equipe de saúde tem papel fundamental para compartilhar a tomada de decisões, com ênfase na promoção da saúde. Trabalho interdisciplinar no qual a equipe de saúde tem papel fundamental para compartilhar a tomada de decisões, com ênfase na promoção da saúde. Explorar todos os recursos da comunidade para ajudar na proteção ao idoso. Explorar todos os recursos da comunidade para ajudar na proteção ao idoso. RECIPROCIDADE – Encorajar os idosos independentes a participarem de tarefas de cuidados de membros de sua rede social. RECIPROCIDADE – Encorajar os idosos independentes a participarem de tarefas de cuidados de membros de sua rede social. Suporte e orientação familiar (preferencialmente o idoso deve ser cuidado pela família – menos oneroso). Suporte e orientação familiar (preferencialmente o idoso deve ser cuidado pela família – menos oneroso). O uso da lei deve ser visto como recurso (SOS idoso, Delegacia do Idoso, Ministério Público, Conselhos Estadual e Municipal do Idoso). O uso da lei deve ser visto como recurso (SOS idoso, Delegacia do Idoso, Ministério Público, Conselhos Estadual e Municipal do Idoso). Fonte: Machado L.M., Queiroz Z.V. Negligência e Maus-Tratos In: Freitas E.V., Py L., Neri A.L., Cançado F.A.X., Gorzoni M.L., Rocha S.M. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Editora Guanabara-Koogan, 2002

55 PERGUNTAS ÚTEIS PARA SEREM FEITAS QUANDO HÁ SUSPEITA DE VIOLÊNCIA VIOLÊNCIA FÍSICA Você tem medo de alguém em casa? Você tem sido agredido fisicamente? Você tem sido amarrado ou trancado no quarto? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

56 VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA Sua família conversa com você com freqüência? Você participa da vida em família, recebendo informações e notícias? Você tem sofrido algum tipo de punição ou privações? Você tem sido obrigado a comer? O que acontece quando a pessoa que lhe cuida discorda de você? Você já foi internado em instituição para idosos sem estar de acordo? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

57 VIOLÊNCIA SEXUAL Você se sente respeitado em sua intimidade e privacidade? Você já sentiu constrangido pela forma como alguém tocou o seu corpo ou lhe acariciou? Você quer falar sobre este assunto? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

58 NEGLIGÊNCIA Você está precisando de óculos, aparelho auditivo ou dentadura? Você tem ficado sozinho por longo período? Você se sente em segurança na sua casa? Você recebe ajuda sempre que necessita? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

59 VIOLÊNCIA FINANCEIRA Você recebe e administra seu dinheiro conforme sua vontade? Seu dinheiro já foi usado para atender necessidades de seus familiares sem o seu consentimento? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

60 SUGESTÃO PARA ENTREVISTA Mostrar-se cordial e amável. Facilitar ao idoso a oportunidade dele sentir-se seguro, sem medo e sem represálias. Ex: O que conversaremos ficará entre nós, se você assim desejar Observar a comunicação não verbal Mostrar empatia: estou muito preocupado com você ou o senhor Repetir as respostas dadas pelo idoso para deixar claro e que ela confirme Você não disse nada a ninguém porque tem medo de que seu filho faça alguma coisa contra você. Não é isso?

61 SUGESTÃO PARA ENTREVISTA Ser específico: Eu estou vendo um hematoma no seu braço Mostrar sensibilidade: Entendo que seja difícil para você falar dos seus problemas pessoais. Mostrar disposição para ajudá-lo a encontrar outros apoios profissionais, se necessários.

62 O QUE NÃO DEVEMOS FAZER Sugerir respostas as perguntas que fazemos Pressionar o idoso para que responda perguntas as quais ele não quer responder. Julgar o insinuar que a pessoa idosa pode ser culpada pelo que está acontecendo Mostrar-se horrorizado do relato ou a situação descrita Fazer promessas que não pode ser cumprida Criar expectativas que podem não se reais, sobre a solução do problema.

63 OUTROS EXEMPLOS DE PERGUNTAS Você poderia me contar como estão as coisas em casa. Há alguma coisa em especial que gostaria de me contar? Que ajuda você acredita que poderá receber? Com está o seu relacionamento com as pessoas que vive com você? Você pode me descrever um dia de sua vida ?

64 OUTROS EXEMPLOS DE PERGUNTAS Se sente só? Tem medo de alguém em casa? Alguém grita com você? Já te obrigaram a comer à força? Alguém em sua casa não fala com você? Alguém já te negou algum alimento ou remédio? Quando você precisa de roupa, alimentos e medicação, você é atendido? Pode sair de casa quando tem vontade? Você pode receber ou visitar seus amigos? Controlam suas chamadas telefônicas? Alguém em sua casa usa drogas, bebe ou tem alguma doença mental?

65 EVITAR POSIÇÕES EXTREMAS 1.Culpabilização do Idoso – ele merece 2. Culpabilização da família: falta de formação, informação e habilidades em cuidar do idoso, estresse físico e psicológico, falta de recursos econômicos, tempo e até mesmo em função da idade. 3. Judicialização do problema – A via judicial deve ser sempre justificada, não uma conduta adversarial, mas conciliadora.

66 ALGUNS SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR VIOLÊNCIA 1. FÍSICA Lesão incompatível com o relato Cortes, feridas não explicadas Múltiplas Fraturas Hematomas Lesões em local não visível do corpo Perda de peso não explicada Queimaduras por cigarro, etc Roupas inadequadas, sujas Erros reiterados no uso de medicamentos Mudanças inesperadas de comportamento

67 ALGUNS SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR VIOLÊNCIA ABUSO SEXUAL 2. ABUSO SEXUAL Hematomas nas mamas e áreas genitais Infecções genitais ou DST Sangramentos vaginais ou anais inexplicadas Queixa de abuso sexual PSICOLÓGICO 3. PSICOLÓGICO Isolamento deliberado Medo de falar abertamente Relato de histórias impossíveis Confusão e desorientação Depressão, baixa auto-estima Agitação

68 ALGUNS SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR VIOLÊNCIA FINANCEIROS 4. FINANCEIROS Perda inexplicada e dinheiro ou cheque Mudança no testamento Desaparecimento de jóias e pertences valiosos Falta de conforto em casa ou padrão de vida inadequado a renda. ABANDONO/NEGLIGÊNCIA 3. ABANDONO/NEGLIGÊNCIA Queixa de abandono Aparecimento de úlcera de pressão Desnutrição ou desidratação Agravamento da saúde Presença de barreiras arquitetônicas

69 BIBLIOGRAFIA Da violência revelada à violência silenciada: um estudo etnográfico sobre a violência doméstica contra o idoso. Tese de doutorado – Maria do Rosário Menezes. Relatório Mundial sobre Violência e Saúde – OMS – Genebra Guia Clinica para la Atencion Primaria de las Personas Adultas Mayores – OPAS Views of Older Persons on Elder Abuse – WHO/INPEA – 2002 Violência contra Idosos: relevância para um velho problema – M.C.S. Minayo – Cadernos de Saúde Pública – vol.19 nº 3 – Maio/Junho/03 *

70 Cartilha: Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde. Texto da ONU: El matrato de las personas de edad: reconecer y responder al maltrato de las personas de edad em um contexto mundial. Revista A TERCEIRAiDADE – Ano XIII – Nº 25 Agosto – Violência Doméstica contra Idosos- SESC Tratado de Geriatria e Gerontologia – E.V.Freitas; L. Py, A.L.Néri A Abordagem da violência intrafamiliar no Programa Médico de Família, Dificuldades e Potencialidades – Maria de Lourdes Tavares Cavalcanti – Tese de doutorado – Fundação Oswaldo Cruz.

71 Violência contra Idosos – O Avesso do respeito à Experiência e à Sabedoria – Minayo, M.C – 2004 Plano nacional de Enfrentamento a Violência contra a Pessoa Idosa _ SEDH – Revista Eletrônica de Geriatria - Estoy asistiendo a um anciano maltratado? Cadernos de Saúde Pública – Violência contra Idosos: relevância para um velho problema – Minayo, M.C. Estatuto do Idoso – 2003 Relaciones sexuales no consensuales – Revista Network Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência – Ministério da Saíde – Março Plano Nacional de Prevenção da Violência – Ministério da Saúde –

72 (SIMONE DE BEAVOIR, 1990) A Providência nos conduz com tanta bondade em todos os diferentes tempos de nossa vida, que quase nem os sentimos....é dia após dia que avançamos; estamos hoje como ontem, e amanhã como hoje; e, assim, avançamos sem sentir, e este é um dos milagres...

73 Minas Gerais Belo Horizonte Disque-Idoso Informações sobre postos de saúde, cuidadores de idosos, ambulatórios e transportes. Das 8 às 18h, de segunda a sexta-feira (0/xx/31) Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso Registra casos de abandono material, lesão corporal, maus-tratos, apropriação indébita e perturbação do sossego. Das 8h30 às 12h e das 14 às 17h, de segunda a sexta-feira Avenida Afonso Pena, 984, Centro (0/xx/31) /3011 Telefone para denúncias anônimas Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência e do Idoso (Ministério Público de Minas Gerais) Av. Olegário Maciel, Das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira (0/xx/31) /8375 Onde denunciar abusos a idosos

74 OBRIGADO!


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