Professores (Brum e William) Material (Livro de aula e Livro de casa)

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MÉTODO 28 PALAVRAS SILABAS E SONS Elaborado por: Mamã Sofia
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Transcrição da apresentação:

Professores (Brum e William) Material (Livro de aula e Livro de casa) Avisos: Organização das aulas Professores (Brum e William) Material (Livro de aula e Livro de casa) Leituras obrigatórias! Aula dada e Aula estudada Uma das conquistas da filosofia da linguagem neste século foi a descoberta das três funções da linguagem humana: a função informativa, a função expressiva e a função apelativa. Toda a palavra deve ser situada dentro de um processo de comunicação no qual o emissor transmite conteúdos (função informativa), mas não só: transmite também um pouco do que é, se expressa (função expressiva), e busca uma resposta daquele a quem se comunica (função apelativa). A função informativa é a mais impessoal e objetiva; as duas outras funções são subjetivas e pessoais. Não existe discurso que contenha uma das funções em estado puro, embora possa destacar uma ou outra destas funções. A linguagem da técnica, da ciência, do direito e da historiografia acentuam muito esta impessoalidade e objetividade da função informativa. A arte, a literatura e todo o campo do relacionamento humano acentuam mais as funções pessoais e subjetivas da linguagem. O nível de comunicação da Sagrada Escritura é, antes de tudo, o segundo (privilegia a expressão e o apelo) e não o primeiro (a transmissão fria e objetiva de conteúdos). Isso é sublinhado, porque cada vez mais a revelação não é entendida como a transmissão de conteúdos por parte de Deus ao homem, mas a revelação que Deus faz de si mesmo. Deus se revela. A resposta da fé é entendida como adesão a este Deus que se revela e não adesão à conteúdos de fé. No entanto, aquele que acolhe ao Deus da revelação, deve acolher também aos conteúdos da revelação. Percebe-se assim, que uma visão mais intelectual da revelação (que acentuava os conteúdos da fé) privilegie a função informativa da palavra, entendida como portadora não só de uma verdade em vista da nossa salvação, mas também da verdade histórica e científica da Escritura. O texto da Dei Verbum, ao sublinhar que a verdade na Bíblia foi consignada em vista da nossa salvação, mostrou que a exatidão científica ou histórica não foi buscada quando a Bíblia foi escrita. Isso, no entanto, não quer dizer que ela é portadora de uma verdade menor. O que está em jogo é a verdade a respeito da nossa salvação. Pode-se dizer que, pelos hagiógrafos – que não só comunicam conteúdos (função informativa), como se expressam como pessoas (função expressiva) e pedem uma resposta (função apelativa) – é Deus mesmo que se expressa no seu ser e no seu amor e vai em busca da nossa resposta de acolhida na fé. Exemplo do quadro da cesta de frutas: o mesmo cesto, mas pintado por diferentes artistas vai resultar em diferentes quadros.

Noções básicas de literatura Uma das conquistas da filosofia da linguagem neste século foi a descoberta das três funções da linguagem humana: a função informativa, a função expressiva e a função apelativa. Toda a palavra deve ser situada dentro de um processo de comunicação no qual o emissor transmite conteúdos (função informativa), mas não só: transmite também um pouco do que é, se expressa (função expressiva), e busca uma resposta daquele a quem se comunica (função apelativa). A função informativa é a mais impessoal e objetiva; as duas outras funções são subjetivas e pessoais. Não existe discurso que contenha uma das funções em estado puro, embora possa destacar uma ou outra destas funções. A linguagem da técnica, da ciência, do direito e da historiografia acentuam muito esta impessoalidade e objetividade da função informativa. A arte, a literatura e todo o campo do relacionamento humano acentuam mais as funções pessoais e subjetivas da linguagem. O nível de comunicação da Sagrada Escritura é, antes de tudo, o segundo (privilegia a expressão e o apelo) e não o primeiro (a transmissão fria e objetiva de conteúdos). Isso é sublinhado, porque cada vez mais a revelação não é entendida como a transmissão de conteúdos por parte de Deus ao homem, mas a revelação que Deus faz de si mesmo. Deus se revela. A resposta da fé é entendida como adesão a este Deus que se revela e não adesão à conteúdos de fé. No entanto, aquele que acolhe ao Deus da revelação, deve acolher também aos conteúdos da revelação. Percebe-se assim, que uma visão mais intelectual da revelação (que acentuava os conteúdos da fé) privilegie a função informativa da palavra, entendida como portadora não só de uma verdade em vista da nossa salvação, mas também da verdade histórica e científica da Escritura. O texto da Dei Verbum, ao sublinhar que a verdade na Bíblia foi consignada em vista da nossa salvação, mostrou que a exatidão científica ou histórica não foi buscada quando a Bíblia foi escrita. Isso, no entanto, não quer dizer que ela é portadora de uma verdade menor. O que está em jogo é a verdade a respeito da nossa salvação. Pode-se dizer que, pelos hagiógrafos – que não só comunicam conteúdos (função informativa), como se expressam como pessoas (função expressiva) e pedem uma resposta (função apelativa) – é Deus mesmo que se expressa no seu ser e no seu amor e vai em busca da nossa resposta de acolhida na fé. Exemplo do quadro da cesta de frutas: o mesmo cesto, mas pintado por diferentes artistas vai resultar em diferentes quadros.

X Prosa Poema organizada em parágrafos sentido Formas na literatura Prosa organizada em parágrafos sentido Poema organizada em versos ritmo X

CLASSIFICAÇÃO DOS GÊNEROS LITERÁRIOS Formas da épica (narrativa): epopeia, roma- ce, novela, conto; Sequência de fatos, relato do mundo exterior. Importância do narrador. Formas dramáticas: tragédia, comédia, tragi- comédia, farsa. Sem enunciador externo (narra- dor ou eu-lírico), calcadas no diálogo e nos diver- sos aparatos técnicos (figurino, cenário, ilumina- ção, palco...)

ESPECIFICIDADES TÉCNICAS ESTROFES – GÊNERO LÍRICO Formas da lírica: soneto, ode, balada e outras versificadas; eu-lírico expressa sua subjetividade, sentimentos e emoções, enfim, o seu mundo interior, em tom confessional. É que mais explora e busca a combinação de palavras e expressões como forma de valorizar a sonoridade. ESPECIFICIDADES TÉCNICAS ESTROFES Ainda que possa conter um único verso, uma estrofe é formada por um conjunto de versos.

CLASSIFICAÇÃO: número de versos da estrofe 1 – MONÓSTICO 2 – DÍSTICO 3 – TERCETO 4 – QUARTETO/QUADRA 5 – QUINTETO/QUINTILHA 6 – SEXTETO/SEXTILHA 7 – SÉTIMA/SEPTILHA 8 – OITAVA 9 – NOVENA/NONA 10 – DÉCIMA Eu agora - que desfecho! Já nem penso mais em ti... Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci? (Mario Quintana) As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram; (Camões)

FALA X ESCRITA METRIFICAÇÃO ESCRITA – SÍLABA GRAMATICAL: MUITO OBRIGADO! MUI – TO – O – BRI – GA - DO! 1 2 3 4 5 6

MUI TO O BRI GA DO MUI TÔ BRI GA DO FALA – SÍLABA POÉTICA/MÉTRICA:

2. VERSOS Verso é cada uma das linhas que compõem uma estrofe, sendo classificados conforme: 1. O número de sílabas poéticas que possuem: – Uma sílaba poética: monossílabos. Exemplo: “Pin1 go d’á1 gua,

pin1 ga, ba1 te tua1 má1 goa!” (Cassiano Ricardo, Pingo d’água) – Duas sílabas poéticas: dissílabos. Exemplo: “Ao1/ tro2 te Do1/ ba2 io, Que1/ do2 ce

Lem1/ bran2 ça O1/ ros2 to Da1/ mo2 ça Que1/ mo2 ra Na1/ se2 rra, No1/ ran2 cho De1/ pa2 lha!” (Ribeiro Couto, Luar do sertão)

– Três sílabas poéticas: trissílabos. Exemplo: “Vem1/ aau2/ ro3 ra Pre1/ ssu2/ ro3 sa, Cor-1/ de-2/ ro3 sa, Que1/ se2/ co3 ra De1/ car2/ mim3.” (Gonçalves Dias, A tempestade) CURIOSIDADE: Elisão: dá-se quando, num verso, uma pala- vra termina por vogal átona e a palavra se- guinte inicia por vogal ou ‘h’ unem-se as du- as sílabas numa só.”

– Quatro sílabas poéticas: tetrassílabos. Exemplo: “E1/ rau2/ ma3/ ca4 sa Mui1/ toen2/ gra3/ ça4 da Não1/ ti2 / nha3/ te4 to Não1/ ti2/ nha3/ na4 da” (Vinicius de Moraes, Era uma casa) – Cinco sílabas poéticas: pentassílabos (redondilha menor). Exemplo: “A1/ mar2/ o3/ per4/ di5 do

dei1/ xa2/ con3/ fun4/ di5 do es1/ te2/ co3/ ra4/ ção5. Na1/ da2/ po3/ deool4 / vi5 do con1/ trao2/ sem3/ sen4/ ti5 do a1/ pe2/ lo3/ do4/ Não5.” (Carlos Drummond de Andrade, Memória) – Seis sílabas poéticas: hexassílabos. Exemplo: “Há1/ noi2/ te?Há3/ vi4/ da?Há5/ vo6 zes?

Quees1/ pan2/ to3/ nos4/ con5/ so6 me de1/ re2/ pen3/ te4,/ mi5/ ran6 do-nos? (Al1/ ma2,/ co3/ moé4/ teu5/ no6 me?)” (Cecília Meireles. Inesperadamente) – Sete sílabas poéticas: heptassílabos (redondilha maior). Exemplo: “Vou-1/ meem2/ bo3/ ra4/ pra5/ Pa6/ sár7 gada Lá1/ sou2/ a3/ mi4/ go5/ do6/ rei7 Lá1/ te2/ nhoa3/ mu4/ lher5/ queeu6/ que7 ro Na1/ ca2/ ma3/ quees4/ co5/ lhe6/ rei7

Vou1-/ meem2/ bo3/ ra4/ pra5/ Pa6/ sár7 gada” (Manuel Bandeira, Vou-me embora pra Pasárgada) – Oito sílabas poéticas: octassílabos. Exemplo: “Tu1/ pen2/ sas3/ que4/ tu5/ é6/ que7/ és8 A1/ me2/ lhor3/ mu4/ lher5/ do6/ pla7/ ne8 ta, Mas1/ eu2/ é3/ que4/ não5/ vou6/ fa7/ zer8 Tu1/ doo2/ que3/ te4/ der5/ na5/ ve7/ ne8 ta.” (Noel Rosa, A melhor do planeta)

– Nove sílabas poéticas: eneassílabos. Exemplo: “Não1/ sa2/ beis3/ o4/ queo5/ mons6/ tro7/ pro8/ cu9 ra? Não1/ sa2/ beis3/ a4/ que5/ vem6,/ o7/ que8/ quer9? Vem1/ ma2/ tar3/ vo4/ ssos5/ bra6/ vos7/ gue8/ rrei9 ros, Vem1/ rou2/ bar3-/ vos4/ a5/ fi6/ lha,a7/ mu8/ lher9!” (Gonçalves Dias, O canto do Piaga) – Dez sílabas poéticas: decassílabos. Exemplo: “Nu1/ me2/ rar3/ se4/ pul5/ tu6/ ras7/ e8/ car9/ nei10 ros,

Re1/ du2/ zir3/ car4/ nes5/ po6/ dres7/ aal8/ ga9/ ris10 mos, Tal1/ é2,/ sem3/ com4/ pli5/ ca6/ dos7/ si8/ lo9/ gis10 mos, Aa1/ rit2/ mé3/ ti4/ cahe5/ dion6/ da7/ dos8/ co9/ vei10 ros!” (Augusto dos Anjos, Versos a um coveiro) – Onze sílabas poéticas: endecassílabos. Exemplo: “Por1/ ca2/ sos3/ de4/ gue5/ rra6/ ca7/ iu8/ pri9/ sio10/ nei11 ro Nas1/ mãos2/ dos3/ Tim4/ bi5/ ras6 –/ noex7/ ten8/ so9/ te10/ rrei11 ro, (Gonçalves Dias, I-Juca Pirama)

– Doze sílabas poéticas: dodecassílabos (alexandrinos). Exemplo: “Nas1/ lar2/ gas3/ mu4/ ta5/ ções6/ per7/ pé8/ tuas9/ dou10/ ni11/ ver12 so Oa1/ mor2/ é3/ sem4/ preo5/ vi6/ nhoe7/ nér8/ gi9/ co,i10/ r- ri11/ tan12 te... Um1/ la2/ go3/ de4/ lu5/ ar6/ ner7/ vo8/ soe9/ pal10/ pi11/ tan12 te... Um1/ sol2/ den3/ tro4/ de5/ tu6/ doal7/ ti8/ va9/ men10/ tei11/ mer12 so.” (Cruz e Sousa, Amor)

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À semelhança ou diferença que apresentam entre si: – Versos regulares (ou isométricos): possuem mesma métri- ca. Exemplo: “Na1/ mão2/ do3/ tris4/ te5/ Chi6/ man7 go (7) Oar1/ vo2/ re3/ does4/ tá5/ no6/ ma7 to; (7) O1/ ga2/ do...é3/ só4/ ca5/ rra6/ pa7 to; (7) O1/ cam2/ po... 3/ che4/ io5/ de6/ pra7 ga. (7) Tu1/ do2/ de3/ pre4/ ssa5/ sees6/ tra7 ga, (7) No1/ po2/ der3/ deum4/ in5/ sen6/ sa7 to.” (7) (Amaro Juvenal (Ramiro Barcellos), Antônio Chimango)

– Versos (ou polimétricos): alternância de versos de medi- das silábicas diferentes. Exemplo: Que¹ / fal² / ta³ / nes4/ ta5/ ci6/ da7/ de8?.../ Ver9/ da10/de. (10) Que¹ / ma² / is³ / por4 / su5 / a6 / de7 / son8 / rra9?.../ Hon10 ra. (10) Fal¹ /ta² / mais³ / que4 / se5 / lhe6 / po7 / nha8?... / Ver9 /go10 nha.(10) O¹ / de² / mo a³ / vi4/ ver5/ se ex6/ po7 nha, (7) Por¹ / mais² / que a³ / fa4/ ma a5/ e6/ xal7 ta, (7) Nu¹ / ma² / ci³ / da4/ de on5/ de6/ fal7 ta (7) Ver¹ / da² / de³ ,/ hon4/ rra5,/ver6/ go7 nha. (7) (Gregório de Matos)

– Verso livre: apresentam diversas métricas. Exemplo: “Mu1/ lhe2/ res3/ vãoe4/ vêm5/ na6/ dan7 do (7) Em1/ rios2/ in3/ vi4/ sí5 veis. (5) au1/ to2/ mó3/ veis4/ co5/ mo6/ fei7/ xes8/ ce9 gos (9) com1/ põem2/ mi3/ nhas4/ vi5/ sões6/ me7/ câ8 nicas.” (8) (João Cabral de Melo Neto, Poema)

3. RIMAS Rima é a repetição de fonemas (sons) semelhantes. Podem ser encontradas ora no final de versos diferentes (rimas externas), ora no interior de um mesmo verso (rimas internas), ou mesmo em posições variadas (rimas mistura- das), criando um parentesco fônico entre palavras presentes em dois ou mais versos.

Quanto à sonoridade: RIMA CONSOANTE: a semelhança se dá entre consoantes e vogais a partir da vogal tônica (ou com uma consoante de apoio) Se sou pobre pastor, se não governo Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Se em frio, calma, e chuvas inclementes Passo o verão, outono, estio, inverno; (Cláudio Manuel da Costa)

Quanto à sonoridade: RIMA TOANTE: semelhança exclusiva nas vogais da vogal tônica e da vogal átona pós-tônica. Somos muitos Severinos   iguais em tudo na vida:    na mesma cabeça grande    que a custo é que se equilibra,    no mesmo ventre crescido    sobre as mesmas pernas finas    e iguais também porque o sangue,    que usamos tem pouca tinta.    (João Cabral de Melo Neto)

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À disposição: – Alternadas (cruzadas). “Mas que dizer do poETA (A) numa prova escolAR? (B) Que ele é meio patETA (A) e não sabe rimAR?” (B) (Carlos Drummond de Andrade, Dados biográficos) – Emparelhadas (paralelas). “Minha rica mulatinha Desvelo e cuidado mEU, (B) Eu já fora todo tEU, (B) E tu foras toda minha;” (Gregório de Matos, Mariquita)

– Interpoladas (polar ou opostas); “De repente do riso fez-se o prANTO (A) Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espANTO.” (A) (Vinicius de Moraes, De repente) – Versos brancos: embora apresentem métrica rígida, não são rimados. “‘O1/ rei2/ é3/ vo4/ sso5/ pai6:/ quer7-/ vos8/ fe9/ li10 zes. Sois1/ li2/ vres3,/ co4/ mo5/ soueu6;/ e7/ se8/ reis9/ li10 vres. Não1/ sen2/ doa3/ qui4,/ em5/ qual6/ quer7/ ou8/ tra9/ par10 te. ...’” (Basílio da Gama, O Uraguai)

FORMAS LITERÁRIAS DO GÊNERO LÍRICO  ELEGIA: composição destinada a exprimir tristeza ou sentimentos melancólicos, normalmente ligados à morte. “Eras na vida a pomba predileta Que sobre um mar de angústias conduzia Ramo da esperança. – Eras a estrela Que entre as névoas do inverno cintila Apontando o caminho ao pegureiro. Eras a messe de um dourado estio. Eras o idílio de um amor sublime. Eras a glória, – a inspiração, – a pátria, O porvir do teu pai! Ah! no entanto, Pomba, – varou-te a flecha do destino! Astro, – engoliu-te o temporal do norte! Teto – caíste! – Crença, já não vives! *...+” (Cântico do Calvário, Fagundes Varela)

SONETO: dois quartetos (estrofes de quatro versos) e de dois tercetos (estrofes de três versos), os sonetos costumam apresentar versos decassílabos ou alexandrinos. “Recordo ainda... E nada mais me importa... Aqueles dias de uma luz tão mansa Que me deixavam, sempre de lembrança, Algum brinquedo novo à minha porta... Mas veio um vento de Desesperança Soprando cinzas pela noite morta! E eu pendurei na galharia torta Todos os meus brinquedos de criança... Estrada afora após segui... Mas ai, Embora idade e senso eu aparente, Não vos iluda o velho que aqui vai: Eu quero meus brinquedos novamente! Sou um pobre menino... Acreditai... Que envelheceu, um dia, de repente!...” (Recordo ainda..., Mário Quintana)

ODE: expressar os grandes sentimentos da alma humana. As odes tanto podem celebrar fatos heroicos e religiosos, quanto o amor ou os prazeres.  BALADA: feitas para serem cantadas, as baladas basei- am-se no princípio da repetição como forma de facilitar sua memorização. Deste modo, a mesma ideia ou verso repete- se ao término de cada estrofe. PROSA LÍRICA: também chamada de prosa poética, mantém o teor eminentemente sentimental da poesia. Nes- te tipo de prosa, o escritor toma o cuidado de selecionar vo- cábulos foneticamente semelhantes, de maneira a buscar nas aliterações e nas assonâncias um texto de intensa musi- calidade.