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Karina Anhezini DILTHEY, Wilhelm. A construção do mundo histórico nas ciências humanas. São Paulo: Editora UNESP, 2010, p. 17-73.

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1 Karina Anhezini

2 DILTHEY, Wilhelm. A construção do mundo histórico nas ciências humanas. São Paulo: Editora UNESP, 2010, p

3 ALBERTI, Verena. A existência na história: revelações e riscos da hermenêutica. Estudos Históricos, n. 17, GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método I: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, PALMER, Richard E. Hermenêutica. Lisboa: Edições 70, REIS, José Carlos. Dilthey e a autonomia das ciências histórico-sociais. Londrina: EDUEL, 2003.

4 A construção do mundo histórico nas ciências humanas – fruto dos ensaios apresentados na Academia Prussiana de Ciências em 1910; Trata da delimitação das ciências humanas. Obra caracterizada por ser fragmentada e inacabada - para essa definição, vejamos a explicação do tradutor:

5 não aponta para algum caso fortuito, nem possui nada em comum com um elemento extrínseco a esse pensamento. Ao contrário, a fragmentariedade de sua obra provém diretamente da essência do seu projeto filosófico fundamental. Dilthey constrói um projeto de sua hermenêutica como uma crítica da razão histórica, uma exposição do horizonte efetivo de realização psicofísica do homem na história (p. 10).

6 Nasceu em 1833, em Biebrich, na Alemanha; Filho de pastor calvinista – teve formação teológica, foi pastor, mas abandonou rapidamente; Tornou-se professor universitário de filosofia, sem grandes ações públicas; Trabalhava incansavelmente e produziu 20 grossos volumes e muitos artigos dispersos (REIS, 2003).

7 1) aquele que considera a hermenêutica como a ciência da interpretação de textos, independentemente (ou menos dependentemente) de uma concepção filosófica que lhe seja atrelada. Este me parece ser o movimento principal dos esforços de interpretação da Reforma e, anteriormente, da hermenêutica teológica medieval, bem como de Schleiermacher, entre outros (ALBERTI, 1996, p. 1).

8 2) hermenêutica filosófica, mais radical, digamos, do que o primeiro, na medida em que toma a compreensão hermenêutica como pressuposto da existência humana, ou melhor, como co-original ao Dasein -- sendo "filosófico" aqui principalmente "ontológico". Entre os dois movimentos poderíamos situar Wilhelm Dilthey, que foi sem dúvida o autor que mais contribuiu para a fixação dos laços entre a hermenêutica e a história. Sua abordagem ultrapassa a questão da interpretação de textos, na medida em que estabelece os fundamentos das ciências humanas, mas isso não permite identificá-la com a hermenêutica filosófica de Heidegger e Gadamer, por exemplo. A hermenêutica de Dilthey é muito mais uma hermenêutica epistemológica porque constitui o pressuposto do exercício das ciências humanas. (ALBERTI, 1996, p. 1-2).

9 3) O terceiro movimento seria o da adoção da hermenêutica não como teoria ou método, e sim como um "modo de pensar" difundido e praticado em diversos campos -- no cotidiano, em todo tipo de texto, na história, na psicanálise etc. -- graças à sua pretensão ao universal. Esse movimento não pode ser ancorado em autores definidos, mas pode ser identificado toda vez que aquele "modo de pensar" aparece em produções que não se classificam como "hermenêuticas", mas já mergulharam, por assim dizer, na forma do pensar hermenêutico. Ou seja: produções que buscam o sentido "mais profundo" ou "mais elevado" de textos, de acontecimentos, de sonhos etc. (ALBERTI, 1996, p. 2).

10 O objetivo de Schleiermacher ( ) era construir uma hermenêutica geral como arte da compreensão; Esse projeto esmoreceu após sua morte e os desenvolvimentos da hermenêutica se deram de maneira pontual em disciplinas específicas, tal como no Direito. No final do século XIX, Dilthey retoma o projeto;

11 Dilthey tinha como objetivo apresentar métodos para alcançar uma interpretação objetivamente válida das expressões da vida interior (PALMER, 1969, p. 105). Para Dilthey, as ciências humanas possuem como objeto a vida humana, portanto, os procedimentos que envolvem o conhecimento deste objeto não podem ser iguais aos das ciências naturais.

12 A partir dessa constatação, Dilthey afirmou que o modo adequado de conhecer o conteúdo das ciências histórico-sociais é a compreensão. Explicamos por meio de processos puramente intelectuais, mas compreendemos por meio da atividade combinada de todos os poderes mentais da apreensão (PALMER, 1969, p. 120).

13 Enquanto as ciências naturais explicam os fenômenos da natureza, as ciências humanas compreendem as manifestações da vida. A compreensão para Dilthey é um processo sem início ou fim, pois todos nós compreendemos o tempo todo. Essa é uma atitude habitual das práticas da vida exercida para o relacionamento humano. No entanto, existem formas mais refinadas de compreensão para que essa se torne um método das ciências humanas.

14 Para Dilthey - há entre os seres humanos uma experiência compartilhada; São todos os aspectos que tornam possível a convivência humana, ou seja, os costumes comuns, a religião, o Estado, a linguagem.

15 É o que há de comum entre o eu e o outro que aprendemos desde a infância. Para esse reconhecimento é necessário um tipo de compreensão que todos nós exercemos: a compreensão elementar. Toda a expressão de vida cotidiana pode ser, portanto, compreendida dessa forma elementar, pois o intérprete e o objeto partilham um universo comum. Um gesto, uma expressão facial, uma saudação não precisam de intermediários para serem compreendidas. Intuitivamente o intérprete compreende aquilo que foi expresso.

16 Tudo que o indivíduo é está expresso? É possível que a expressão de um indivíduo seja uma mentira? É possível alterar, simular, dissimular os fatos para dominar o intérprete? Tempos e sociedades distantes podem parecer estranhos ao intérprete, fazendo com que a cultura comum, necessária para a compreensão elementar, não seja tão comum assim? Uma obra pode conter aspectos interiores que o próprio autor não consiga perceber?

17 A compreensão em História reúne a compreensão elementar e a compreensão superior; Existem camadas profundas do indivíduo que, segundo o autor, somente serão compreendidas por meio dessa compreensão superior. Parte-se, portanto, dos dados das expressões de vida para chegar ao complexo da própria vida. Quando o intérprete consegue realizar tal procedimento, ele revive a individualidade; objeto da interpretação. O intérprete realiza uma transposição do eu para o outro e re-atualiza o complexo da vida que selecionou para compreender.

18 Há nesse procedimento um alto teor de subjetividade que, para Dilthey, caracteriza as ciências humanas. Assim, toda compreensão pressupõe que haja algo irracional, pois irracional é a própria vida. A compreensão empática ultrapassa a lógica e se aproxima da ficção e da arte. A certeza final da revivência é subjetiva e não pode ser construída por formulações lógicas (REIS, 2003, p. 68). Colocar-se no lugar de/ tornar a vivenciar; Alargamento de nosso horizonte de possibilidades;

19 Dilthey foi um dos responsáveis por fixar a relação entre hermenêutica e história; a hermenêutica é o fundamento das ciências humanas, porque, diversamente das ciências da natureza, as ciências humanas se consubstanciam com base na compreensão, e não na explicação; Ao hermeneuta caberia traduzir mundos; Apenas na linguagem a vida humana encontra sua expressão mais completa. "Compreender é o reencontrar do eu no tu", diz Dilthey em seu Esboço à crítica da razão histórica.


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