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A FAMÍLIA DO DEFICIENTE NA ATUALIDADE. De perto ninguém é normal. (Caetano Veloso) A vida vale pela doação que fazemos dela. (Geraldo Vandré )

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Apresentação em tema: "A FAMÍLIA DO DEFICIENTE NA ATUALIDADE. De perto ninguém é normal. (Caetano Veloso) A vida vale pela doação que fazemos dela. (Geraldo Vandré )"— Transcrição da apresentação:

1 A FAMÍLIA DO DEFICIENTE NA ATUALIDADE

2 De perto ninguém é normal. (Caetano Veloso) A vida vale pela doação que fazemos dela. (Geraldo Vandré )

3 Família. Unidade social significativa (Assumpção Júnior) É na família que se aprende a ser único, a desenvolver a individualidade e a tornar-se uma pessoa criativa em busca da auto-realização (Assumpção Júnior)

4 As famílias possuem uma estrutura razoavelmente estável, papéis bem definidos, as suas próprias regras estabelecidas em comum acordo e os seus próprios valores. Porém, mesmo em tais famílias saudáveis, uma ocorrência brusca exigirá dos membros uma redefinição de seus papéis e o aprendizado de novos valores e padrões de comportamento, a fim de se ajustarem ao novo estilo de vida. Em outras palavras, a cada impacto a família deve ser reestruturada. (Assumpção Júnior).

5 A família tem um papel fundamental e estrutural no desenvolvimento de toda criança. Como a família lidará com o impacto causado pela deficiência mental de um dos seus membros?

6 Partindo-se da perspectiva de que toda família passa por diferentes dificuldades, mais ou menos graves ao longo de seu ciclo vital, é importante ter consciência das barreiras existentes nas próprias famílias e na sociedade. A família do deficiente mental enfrenta as mesmas pressões sociais e demandas que as enfrentadas por famílias de crianças normais, contudo recebem uma carga extra. Devem dar conta desse aspecto a mais, além de todos os outros já existentes. (Fuente)

7 A criança com deficiência apresentará necessidades especiais e, desta forma, desafiará esta família a se organizar de forma a corresponder a tais necessidades. O desafio torna-se maior tendo em vista que vivemos em uma sociedade altamente individualista e competitiva, em que predomina padrões rígidos de comportamentos, beleza, desempenho intelectual escolar entre outros.

8 Maternidade sonho Filho idealizado

9 A maternidade constitui um momento existencial de extrema importância no ciclo vital feminino, que pode dar à mulher oportunidade de atingir novos níveis de integração e desenvolvimento da personalidade.A maternidade constitui um momento existencial de extrema importância no ciclo vital feminino, que pode dar à mulher oportunidade de atingir novos níveis de integração e desenvolvimento da personalidade. Muito mais do que um evento biológico, o nascimento de um filho traz em si, emoções, expectativas e planos futuros. (Maldonado). (Maldonado). FAMÍLIA PROJETA NO NOVO MEMBRO (SONHOS, IDEAIS, FALTAS, VIVÊNCIAS ANTERIORES)

10 O esperado é que o filho retrate os seus ideais e que seja reconhecido pelos outros, como o máximo da perfeição e beleza (Mannoni) O nascimento de um filho especial traz a tona um sentimento de rejeição inevitável não pelo filho em si, mas pelo problema que impede que seja o filho sonhado. (Haeter)

11 Impacto do Diagnóstico

12 MÃE ENGRAVIDA (TEM EM MENTE A FIGURA DE UMA CRIANÇA SEM ANORMALIDADES). DESEJO DE MÃE (FILHO QUE DESENVOLVA SAUDÁVEL, QUE CRESÇA, TORNE-SE ADULTO, CASE E TENHA OUTROS FILHOS). MÃE ENGRAVIDA (TEM EM MENTE A FIGURA DE UMA CRIANÇA SEM ANORMALIDADES). DESEJO DE MÃE (FILHO QUE DESENVOLVA SAUDÁVEL, QUE CRESÇA, TORNE-SE ADULTO, CASE E TENHA OUTROS FILHOS).

13 IMPACTO DE UMA CRIANÇA FORA DESSE CONCEITO DE NORMALIDADE (NOVA REALIDADE PARA A FAMÍLIA). FAMÍLIA CUIDADORA (COM O IMPACTO DO DIAGNÓSTICO SE SENTE IMPOTENTE PARA CUIDAR DO FILHO).

14 DOR, LÁGRIMAS, FRUSTAÇÕES, ANGÚSTIAS, MEDO, INSEGURANÇA, SENTIMENTO DE CULPA, REVOLTA, NEGAÇÃO, REJEIÇÃO. DOR, LÁGRIMAS, FRUSTAÇÕES, ANGÚSTIAS, MEDO, INSEGURANÇA, SENTIMENTO DE CULPA, REVOLTA, NEGAÇÃO, REJEIÇÃO.

15 (rejeição encoberta) Dificuldade de estabelecer regras, limites, o que poderá comprometer a capacidade de adaptação futura.

16 Isolamento Social

17 PAIS E FAMILIARES SENTEM-SE INTIMIDADOS SOCIALMENTE DIANTE DA DEFICIÊNCIA MENTAL DE SEUS FILHOS. DEVIDO AO ESTRANHAMENTO SOCIAL QUE ESTAS CRIANÇAS SOFREM, OS PAIS PROCURAM SE PROTEGER DE SITUAÇÕES SOCIAIS COM A PARTICIPAÇÃO DE SEUS FILHOS QUE DESTA FORMA, ACABAM SENDO PRIVADOS DO CONVÍVIO SOCIAL, FATOR SABIDAMENTE IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SÓCIO-AFETIVAS. (Pasqualin)

18 O estigma transmitido a uma criança com deficiência constitui-se um problema social que produz efeitos desagradáveis, constrangedores, limitantes. É a sociedade que define a deficiência como uma incapacidade, algo indesejado e com limitações para quem a apresenta, geralmente maior que as existentes, já que é ela que define os padrões. Dessa forma, faz com que a pessoa com deficiência, sofra as conseqüências dessa determinação, pelo estigma e pela segregação. (Souza L G A, Boemer M.R)

19 Apesar de todas as mudanças de valores e atitudes, as famílias ainda experimentam a frustração, havendo o sentimento de angústia que permeia a sua fala, porque o fato de ter um filho deficiente, é algo que não se consegue aceitar com facilidade, talvez nunca alcance a ACEITAÇÃO TOTAL, implicando dor, vergonha, culpa, preconceito, raiva, negação.

20 Os pais sofrem um grande golpe em sua auto- estima, geralmente acompanhado de culpa e são forçosamente forçados a se desligarem da criança de sua fantasia, enquanto atendem às necessidades sempre presentes da criança substituta. Ao negarem os seus sentimentos reais de desgosto, os pais impedem que se desencadeiem o processo de luto pela perda da criança perfeita idealizada, não conseguindo resolve-la adequadamente. Ao mesmo tempo, os membros tem de se adaptar à percepção do filho deficiente. (Moir Silva).

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22 Nesta caminhada, surgem inúmeros momentos que levam à reestruturação no grupo familiar visando melhor se preparar para as demandas do futuro. Assim, a família procura conhecer e buscar elementos que fortaleçam sua caminhada.

23 Famílias buscam apoio profissional, momento importantíssimo para o suporte de uma equipe multiprofissional no sentido de criar uma nova configuração, a saber a tríade EQUIPE-CRIANÇA-FAMÍLIA.

24 Glat aponta para a importância do atendimento familiar por profissionais especializados, para que compreendam que esses sentimentos existem e precisam ser gerenciados e falados. Precisam aceitar os sentimentos de desapontamento e de tristeza e vivencia O LUTO PELO FILHO NORMAL ESPERADO, só assim podendo, finalmente ACEITAR A AMAR ESSE NOVO SER.

25 Atendimento familiar deve ser realizado por profissionais sensibilizados, compromissados, competentes tecnicamente para a implementação de um projeto que atenda às necessidades ampliadas da criança e da família.

26 É importante que referidos profissionais tenham sensibilidade não só com o sofrimento da família, até porque o sofrimento não é ingrediente apenas de famílias com membros portadores de deficiência, mas também para o resgate da auto-estima de seus membros, sobretudo na percepção de que a criança com deficiência não raramente torna-se o centro de coesão e razão de ser do próprio grupo familiar.

27 Que tais profissionais promovam espaços de escuta e diálogo esclarecendo quaisquer dúvidas que sejam, compreensíveis diante das reações expressadas (preocupações, angústias ou incertezas), no entanto, que sobretudo consigam passar para as famílias o fato de que, uma criança deficiente é, em última análise um ser humano digno de amor e de alegria pela sua simples presença no mundo.

28 pelo fato de não ter o mesmo desempenho social ou escolar normalmente esperado. Por outro lado, romper com idealizações e o próprio narcisismo e dedicar-se a alguém, esquecendo-se de si mesmo, é um caminho para a própria realização, porquanto a vida se torna plena de sentido quando nos dedicamos amorosamente a alguém único e inédito, alguém especial. (Frankl)

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30 Buscar uma relação de confiança no sentido de criar um processo terapêutico participativo; Implementar projetos de pesquisa que focalizem a dinâmica familiar, adotando conceitos apropriados da deficiência mental e de família; Criar grupos de estudos para discussão de casos clínicos;

31 Promover palestras, festividades familiares, grupos de vivência, momentos reflexivos, esclarecimentos, orientações, informações, momentos de troca de experiências, enfim, situações de contato entre a família e a equipe profissional em que o lúdico e alegria, esteja ao lado dos processos educacionais;

32 Criar rotinas e planejamentos de atividades que apóiem a criança no seu dia a dia sempre com objetivos de melhor adaptação futura; Resgatar a auto-estima da mãe ou responsável via apoio emocional, bem como na compreensão dos aspectos positivos da criança na constelação familiar; Realçar a importância do apoio e acolhimento familiar como extensão do trabalho da equipe multiprofissional.

33 Um trabalho harmonioso entre equipe, criança e família possibilitará o desenvolvimento satisfatório da criança, e a família se beneficiará com um funcionamento mais adequado e feliz apesar das dificuldades inerentes à vida humana de uma forma geral.

34 Ser homem significa referir-se a algo que não é novamente ele mesmo, a algo ou a alguém, a uma coisa a que servimos ou a uma pessoa a que amamos. (Victor E. Frankl).

35 Obrigada ! Maria Inês.


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