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CONSTRUIR UMA NOVA COMPETITIVIDADE BASEADA EM BENS TRANSACIONÁVEIS DE ELEVADO VALOR ACRESCENTADO, GERADORES DE EMPREGO Mário Fortuna Maio 2013 1 Os Fundos.

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1 CONSTRUIR UMA NOVA COMPETITIVIDADE BASEADA EM BENS TRANSACIONÁVEIS DE ELEVADO VALOR ACRESCENTADO, GERADORES DE EMPREGO Mário Fortuna Maio Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação O FEDER no Financiamento de Estratégias de Crescimento e de Competitividade

2 CONTEÚDOS 1 - OS QUADROS ANTERIORES 2 - LINHAS MESTRAS PARA O NOVO QUADRO 2 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação

3 1 - OS QUADROS ANTERIORES 3 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação O Propósito da Coesão Económica e Social Elegibilidades das regiões portuguesas Objectivo da Convergência PIB/capita menor que 75% da média da EU (Açores, Alentejo, Norte e Centro) phasing-out do Objectivo Convergência (regiões que por acertos estatísticos saíram do objectivo convergência. Expl. Algarve: recebe 66% dos fundos) Objectivo Competitividade Regional e Emprego PIB/capita suerior ou igual a 75%... phasing-in do Objectivo Competitividade Regional e Emprego (regiões que cresceram para além dos 75% da média do PIB comunitário. Expl. Madeira: recebe 35% dos fundos)

4 1 - OS QUADROS ANTERIORES 4 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação O Propósito da Coesão Económica e Social Quadros aplicados nos Açores PRODESA 2000 – 2006 QRESA

5 1 - OS QUADROS ANTERIORES 5 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO 1.Modernização e Diversificação do Sistema Produtivo 2.Reforço da Qualificação do capital Humano 3.Desenvolvimento das Redes Regionais de Infra-Estruturas e Equipamentos e da Qualidade de Vida ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS Potenciar a Dinâmica de Desenvolvimento Económico Promover a Qualificação dos Recursos Humanos e Estabilização do Mercado de Emprego Fomentar as Redes de Estruturação do Território e Reforçar a Posição Geoestratégica dos Açores Promover o Equilíbrio Sustentado do Território e das Condições de Vida das Populações O PRODESA

6 1 - OS QUADROS ANTERIORES 6 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação O PRODESA

7 1 - OS QUADROS ANTERIORES 7 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação O QRESA – Prioridades Estratégicas: reforço da promoção da convergência para as médias de produção e rendimento da União Europeia, crescimento dos níveis de empregabilidade e de qualificação dos recursos humanos e incremento do desenvolvimento rural incremento do desenvolvimento das pescas Programas: PROCONVERGÊNCIA PROEMPREGO PRORURAL PROPESCAS

8 1 - OS QUADROS ANTERIORES 8 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação O QRESA – OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS: PROCONVERGÊNCIA Potenciar a Dinâmica de Desenvolvimento Económico Promover a Qualificação dos Recursos Humanos e Estabilização do Mercado de Emprego Fomentar as Redes de Estruturação do Território e Reforçar a Posição Geoestratégica dos Açores Promover o Equilíbrio Sustentado do Território e das Condições de Vida das Populações PRODESAPRODESA

9 1 - OS QUADROS ANTERIORES 9 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação PRODESAQRESAQCA 2020 PROCONVERGÊNCIA? EIXO 1 - Garantir as Condições Básicas para a Melhoria da Competitividade Regional Eixo 1 - Dinamizar a Criação de Riqueza e Emprego nos Açores ? Medida 1.1- Infra-estruturas e equipamentos portuários e aeroportuários Qualificar o Investimento Empresarial ? Medida 1.2- Infra-estruturas e equipamentos rodoviários Dinamizar as redes de infraestruturas e de prestação de serviços às empresas ? Medida 1.3- Infra-estruturas e equipamentos de educação e cultura Apoiar a Investigação ? Medida 1.4- Infra-estruturas e equipamentos de saúde Fomentar Iniciativas de I&D em Contexto Empresarial ? Medida 1.5- Protecção Civil Melhorar a Utilização de TICs ? EIXO 3 - Promover a Dinamização do Desenvolvimento Sustentado Melhorar a Eficiência Administrativa ? Medida 3.1- Desenvolvimento do turismo Eixo 2 - Qualificar e Integrar a Sociedade Açoriana ? Medida 3.2- Desenvolvimento do sistema industrial, comercial e de serviços Modernizar a rede de euipamentos escolares ? Medida 3.3- Desenvolvimento da ciência, tecnologia e da Sociedade da Informação Valorizar o património cultural ? Medida 3.5- Desenvolvimento do sistema ambiental e do ordenamento Melhorar a rede de equipamentos de animação local ? Medida 3.6- Promoção da inovação, da qualidade e da competitividade Melhorar equipamentos de saúde ? EIXO 4 - Apoiar o Desenvolvimento Local do Potencial Endógeno Modernizar a rede de equipamentos de proteção social ? Medida 4.1- Infra-estruturas de saneamento básico Eixo 3 - Melhorar a Atratividade e a Coesão do Território Regional ? Medida 4.2- Rede viária municipal Requalificar a rede regional de infraestruturas de conetividade ? Medida 4.3- Educação e desporto Melhorar a eficiência e a segurança dos sistemas ? Medida 4.4- Valorização do potencial endógeno Ordenar o território ? EIXO 5 - Dinamizar e Fortalecer o Tecido Empresarial Regional Aumentar a cobertura de rede de infraestruturas ambientais ? Medida 5.1- Turismo Valorizar recursos e promover o equilíbrio ambiental ? Medida 5.2- Indústria, comércio e serviços Melhorar sistemas de prevenção e gestão de riscos ? Medida 5.3- Energia Eixo 4 - Compensação dos Sobrecustos da Ultraperificidade ? Medida 5.4- Transportes e comunicações Compensar os custos de funcionamento dos sistemas de transporte no arquipélago ? Compensar os custos de investimento dos sistemas de transporte do arquipélago ? Eixo 5 - Assistência ? Medida 3.4- Desenvolvimento do emprego e da formação profissional PROEMPREGO? EIXO 2 - Incrementar a Modernização da Base Produtiva Tradicional PRORURAL? Medida 2.1- Promoção do desenvolvimento sustentado em zonas rurais Eixo 1 - Aumento da competitividade dos sectores agrícola e florestal ? Medida 2.2- Incentivos à modernização e diversificação do sector agro-florestal Eixo 2 - Melhoria do ambiente e da paisagem rural ? Eixo 3 - Qualidade de vida nas zonas rurais e diver. da economia rural ? Eixo 4 - LEADER ? PROPESCAS? Medida 2.3- Apoio ao desenvolvimento das pescas Eixo 1 - Medidas de Adapatação da Frota de Pesca ? Medida 2.4- Ajustamento do esforço de pesca Eixo 2 - Aquicultura, Transf. e Comercialização dos Produtos de Pesca ? Eixo 3 - Medidas de Interesse Geral ? Eixo 4 - Desenvolvimento Sustentável das Zonas de Pesca ?

10 1 - OS QUADROS ANTERIORES 10 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação Eixos Prioritários/Medidas Despesa pública Revisão 2011Variação TotalEUNacional EU PROCONVERGÊNCIA Eixo 1 - Dinamizar a Criação de Riqueza e Emprego nos Açores Qualificar o Investimento Empresarial Dinamizar as redes de infraestruturas e de prestação de serviços às empresas Apoiar a Investigação Fomentar Iniciativas de I&D em Contexto Empresarial Melhorar a Utilização de TICs Melhorar a Eficiência Administrativa Eixo 2 - Qualificar e Integrar a Sociedade Açoriana Modernizar a rede de euipamentos escolares Valorizar o património cultural Melhorar a rede de equipamentos de animação local Melhorar equipamentos de saúde Modernizar a rede de equipamentos de proteção social Eixo 3 - Melhorar a Atratividade e a Coesão do Território Regional Requalificar a rede regional de infraestruturas de conetividade Melhorar a eficiência e a segurança dos sistemas Ordenar o território Aumentar a cobertura de rede de infraestruturas ambientais Valorizar recursos e promover o equilíbrio ambiental Melhorar sistemas de prevenção e gestão de riscos Eixo 4 - Compensação dos Sobrecustos da Ultraperificidade Compensar os custos de funcionamento dos sistemas de transporte no arquipélago Compensar os custos de investimento dos sistemas de transporte do arquipélago Eixo 5 - Assistência PROEMPREGO Eixo 1 - Qualific. do C.H., Emprego e da Iniciativa para a Competitiv Eixo 2 - Assistência Técnica PRORURAL Eixo 1 - Aumento da competitividade dos sectores agrícola e florestal Eixo 2 - Melhoria do ambiente e da paisagem rural Eixo 3 - Qualidade de vida nas zonas rurais e diver. da economia rural Eixo 4 - LEADER Eixo 5 - Assistência técnica PROPESCAS Eixo 1 - Medidas de Adaptação da Frota de Pesca Eixo 2 - Aquicultura, Transf. e Comerc. dos Produtos de Pesca Eixo 3 - Medidas de Interesse Geral Eixo 4 - Desenvolvimento Sustentável das Zonas de Pesca Eixo 5 - Assistência Técnica TOTAL QRESA

11 1 - OS QUADROS ANTERIORES 11 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação

12 1 - OS QUADROS ANTERIORES 12 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação

13 1 - OS QUADROS ANTERIORES 13 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação

14 1 - OS QUADROS ANTERIORES 14 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação

15 1 - OS QUADROS ANTERIORES 15 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação publicado em: 21 Abril 2010 Forte impacto dos fundos comunitários não evitou um baixo crescimento da economia portuguesa Uma das ideias fortes deste relatório é a de que o baixo crescimento económico de Portugal nos últimos anos ter-se-ia agravado se o país não tivesse beneficiado dos Fundos Estruturais e de Coesão. Apesar de ser o país que em termos relativos mais recebeu, e apesar do elevado impacto desses fundos na economia portuguesa, o crescimento económico ficou abaixo da média dos países da UE e aprofundaram-se as desigualdades regionais no país. Isto num contexto de diminuição do investimento público. Um factor fundamental na explicação deste baixo crescimento económico prende-se com o declínio dos sectores tradicionais da indústria, especialmente a indústria têxtil, ao qual se pode acrescentar o pouco sucesso no desenvolvimento de novos sectores de actividade, num contexto de uma força de trabalho que tem os níveis de escolaridade mais baixos da UE. O baixo crescimento económico conduziu a um aumento dos deficits orçamentais, o que implicou restrições fiscais e cortes substanciais no investimento público (que caiu de 4% do PIB em 2000 para 2% em 2008).

16 2 - LINHAS MESTRAS PARA O NOVO QUADRO Resolução do conselho de ministros (33/2013) publicada a 20 de maio Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação Quatro programas operacionais (PO): 1. Competitividade e internacionalização; 2. Inclusão social e emprego; 3. Capital humano; 4. Sustentabilidade e eficiência no uso de recursos), Sete PO regionais para: 1. Norte, 2. Centro, 3. Lisboa, 4. Alentejo 5. Algarve 6. Açores; 7. Madeira

17 2 - LINHAS MESTRAS PARA O NOVO QUADRO 17 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação PIB (Milhões Euros) PIBpc (Euros)PIBpc (PT=100)PIBpc (EUR 15=100)PIBpc (EUR 27=100) 1995Norte Centro Alentejo R.A Açores R.A Madeira Portugal Norte Centro Alentejo R.A Açores R.A Madeira Portugal Norte Centro Alentejo R.A Açores R.A Madeira Portugal Norte Centro Alentejo R.A Açores R.A Madeira Portugal Norte Centro Alentejo R.A Açores R.A Madeira Portugal Norte Centro Alentejo R.A Açores R.A Madeira Portugal

18 18 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação Enquadramento Açores Contexto em que vai ser executado este QCA, pelo menos nos primeiros anos, em que as perspetivas económicas e financeiras são bastante negativas. Espera-se que, no médio prazo, haja uma recuperação e certamente crescimento económico. Assim, os diversos programas e medidas deverão ser flexíveis de modo a poderem adaptar-se com facilidade e rapidez à realidade de cada momento. Este próximo ciclo de programação financeira europeia 2014/2020, no quadro em que a Região e o País vivem, revela-se ainda mais determinante para o futuro regional, relevando a importância dos fundos comunitários como elementos dinamizadores indispensáveis da economia regional. A Região conhece um significativo desemprego, não se perspetivando que o sector público dê um significativo contributo para a sua superação, cabendo a sua solução naturalmente ao sector privado. Este é um grande desafio que é preciso ganhar e que é muito importante em termos de coesão e estabilidade social.

19 19 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação Enquadramento Açores É bem conhecida a situação de grandes dificuldades que atravessa a generalidade do sector empresarial regional. No quadro actual, o grande desafio deve ser o de manter, no essencial, a actual base económica produtiva e também o emprego. O novo QCA não pode esquecer esta realidade. O grande desafio que se coloca é, assim, o da criação de um instrumento, que consiga responder aos problemas atuais, que continuarão a afetar as empresas nos próximos anos, que carecem de ser estimuladas e fortalecidas, para então se passar a um novo patamar e a novos desafios. A aposta passa, por conseguinte, pela utilização eficiente dos recursos que serão afectos ao QCA e por uma aposta muito forte na componente produtiva.

20 20 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação A ESTRATÉGIA O novo QCA deve ter uma linha estratégica central assente na adoção de um novo paradigma - o da sustentabilidade endógena, alicerçado numa base económica sólida e sustentável, dinamizadora e fortalecedora do tecido empresarial, tornando- o mais competitivo. Este deve ser, sem ambiguidades, o vetor estruturante do QCA. Para a concretização desta linha estratégica, devem ser desenvolvidas medidas e políticas corretas e alicerçadas em recursos financeiros adequados. Pelo menos metade dos recursos devem ser canalizados para atividades diretamente produtivas, geradoras de riqueza e criadoras de postos de trabalho sustentáveis. Deve haver maior preocupação com a afectação dos recursos disponíveis já que a experiência nos sucessivos QCAs não tem sido mais a desejada. Na realidade, a significativa maioria dos montantes financeiros tem sido canalizada para entidades públicas ou ligadas à área pública. Sem uma alteração radical desta prática, não será possível alcançar o desejado desenvolvimento socioeconómico regional e consequentemente reduzir o nível de desemprego.

21 21 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação A título exemplificativo, algumas medidas mais concretas: -Na área do investimento a aposta deve ser fundamentalmente vocacionada para as actividades ligadas à produção de bens transaccionáveis, quer visando a exportação, quer a substituição de importações, com dinamização da inovação e forte concentração no conhecimento; -Qualificação dos recursos humanos, como forma de melhorar a competitividade empresarial e a empregabilidade. Nesta área, propõe-se, desde já, as seguintes orientações: -Prosseguir uma política de coesão regional, integradora de todas as ilhas e simultaneamente incentivadora das potencialidades de cada uma delas; -Reafirmar o turismo como sector estratégico de desenvolvimento regional e como alavanca indispensável para a retoma económica e sustentação dos investimentos realizados;

22 22 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação Continuar a apoiar medidas de reestruturação de dívidas e apoio à liquidez empresarial; - Criar medidas de apoio à recapitalização empresarial; - Redução de custos de contexto, que constituem um entrave à competitividade das empresas; - Criar um programa específico para a regeneração urbana; - Definir e implementar uma estratégia global e integrada para a economia do mar; - Potenciar o impacto dos recursos comunitários no tecido empresarial regional, evitando-se a sua drenagem para o exterior. -Reafirmar a necessidade de construir um sistema de transportes integrado e competitivo, que nomeadamente:. Separe claramente a função social da função económica;. Integre os diversos sistemas – aéreo e marítimo – incluindo o modelo de gestão das infra-estruturas portuárias e aeroportuárias;. Um modelo de transporte aéreo incentivador do turismo.

23 23 Os Fundos de Coesão no Novo Período Programação Privilegiar os investimentos reprodutivos que sejam geradores de mais valias para a região


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