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No século VII, apareceu uma nova religião na Península da Arábia. O islamismo. Os Árabes converteram-se a essa nova religião pregada por Maomé. Ele pedia.

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1 No século VII, apareceu uma nova religião na Península da Arábia. O islamismo. Os Árabes converteram-se a essa nova religião pregada por Maomé. Ele pedia aos crentes – os muçulmanos – que espalhassem a sua mensagem aos outros povos. Para pregar a sua religião e para aproveitarem as riquezas de novas terras, os muçulmanos conquistaram muitos territórios.

2 No ano de 711, atravessando o estreito de Gibraltar, chegou à Península Ibérica um povo vindo do norte de África. Os Muçulmanos. Tarik, chefe dos exércitos muçulmanos, vence os cristãos da Península, os Visigodos, na batalha de Guadalete. Os chefes cristãos fogem para o norte e refugiam-se nas Astúrias, zona da cordilheira Cantábrica que estudaste. Aí ficarão mais seguros enquanto prossegue a conquista muçulmana.

3 O avanço dos mouros, nome por que também eram conhecidos entre nós, foi rápido. Mas no da Península Ibérica tornou- se mais difícil vencer os cristãos que se refugiaram nas montanhas das Astúrias. Também se tornou difícil defender e manter os territórios conquistados, pois os cristãos organizaram-se para o contra-ataque. A reconquista de terras aos muçulmanos foi feita com avanços e recuos e demorou quase oito séculos no Sul da Península Ibérica.

4 Cristãos e Muçulmanos não estavam sempre em guerra. Houve períodos de paz em que mouros e cristãos conviveram e se respeitaram. Contribuiu para essa convivência a tolerância religiosa e o respeito pelos costumes e tradições praticados tanto pelos Cristãos como pelos Muçulmanos.

5 Imagem do século XIII que simboliza um dos muitos acordos entre Cristãos e Muçulmana

6 Os Muçulmanos estiveram cerca de 800 anos na Península Ibérica e por isso influenciaram muito a população local. Muitos dos habitantes da Península Ibérica chegaram mesmo a converter-se à religião islâmica, a falar o idioma (língua) árabe e a aceitar totalmente os seus costumes. A influência muçulmana foi muito forte nas terras a sul do Tejo, por essa zona ter sido reconquistada mais tarde. Aí se formaram grandes e populosas cidades muçulmanas como Córdova, Granada, Lisboa, Mértola ou Silves. Os seus habitantes viviam em ruas tortas e estreitas, com escadinhas, casas muito juntas e quase sem aberturas para o exterior. Em Portugal, toda a zona do Algarve e Baixo Alentejo ainda hoje revela fortes marcas da influência muçulmana

7 Portas islâmicas da mesquita de Mértola Pátio de influência árabe, em Lisboa

8 As casas tinham terraços, pátios interiores e eram caiadas de branco. No Algarve podemos ver ainda hoje casas com características herdadas dos mouros:casas com terraços (chamados açoteias) onde a chuva pouco intensa é conduzida para depósitos ou cisternas, paredes caiadas de branco que reflecte o sol e torna as casas mais frescas. As portas e janelas não são largas, pelo mesmo motivo. São casas adaptadas ao clima.

9 Chaminés algarvias Terraços de Olhão Os Muçulmanos desenvolveram algumas indústrias artesanais: armas e outros trabalhos de metal (em Toledo); carros e arreios ( em Córdova); tapetes (em Arraiolos) Tapete de Arraiolos

10 A agricultura também beneficiou muito com a presença dos Muçulmanos. Com as novas Para a captar e elevar, para a distribuir,para a reter, para a guardar como força motriz Com as novas técnicas de regadio puderam cultivar legumes e plantar árvores de fruto. Além de darem a conhecer processos de rega até aí desconhecidos – a nora, a picota, açude – também generalizaram o uso de moinhos de vento.

11 Cultivaram novas plantas que ainda hoje vemos nos nossos campos: laranjeira, limoeiro, amendoeira, figueira, alfarrobeira, meloeiro e provavelmente arroz. Tamb é m desenvolveram o cultivo da oliveira. Ficaram c é lebres os grandes pomares que plantaram no Algarve, os figos e uvas de É vora e as enormes ma ç ãs de Sintra.

12 Os mu ç ulmanos trouxeram para a Pen í nsula novos conhecimentos de Medicina, Navega ç ão, Astronomia e Matem á tica, muito evolu í dos para a é poca. Das viagens ao Oriente trouxeram muitas not í cias, que se tornaram ú teis quando os Portugueses no s é culo XV, partiram para a descoberta de novas terras. Os Á rabes tamb é m divulgaram a b ú ssola e instrumentos de orienta ç ão pelos astros, como o astrol á bio utilizados nos Descobrimentos Portugueses. At é a caravela, o barco usado nas viagens de descoberta, tem influências do carib á rabe.

13 Além da Astronomia também desenvolveram a Geografia, traçando mapas e fazendo relatos das terras por onde viajavam. Também os algarismos que hoje utilizamos e que substituíram a numeração romana, foram trazidos para a Península Ibérica pelos Muçulmanos. Deram a conhecer o fabrico do papel e da pólvora.

14 Há também na língua portuguesa cerca de 600 palavras que são de origem árabe. Algumas delas são fáceis de identificar porque começam por al. O nome de muitas terras portuguesas é também de origem árabe, como por exemplo: Silves, Loulé, Tavira, Évora, etc. As palavras de origem árabe começam geralmente com o artigo definido al (por exemplo, almofada, de al + mohada), sendo, às vezes, o l assimilado pela consoante seguinte (azeitona, al + ceitun). Além destes substantivos, o árabe deixou também alguns adjetivos (mesquinho, baldio) e uma preposição (até).

15 Algarve azeite arroz algarismo limão açude azeitona alfinete almofada almoxarife javali arsenal alcachofra tapete alface alfaiate laranja açucar almirante abóbora alicerce alicate azulejo alfândega acepipe refém aldeia Ferreira oxalá almocreve algodão alferes arrabalde alcântara açucena


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