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Poster Filosófico Criar, interpretar e avaliar um argumento.

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Apresentação em tema: "Poster Filosófico Criar, interpretar e avaliar um argumento."— Transcrição da apresentação:

1 Poster Filosófico Criar, interpretar e avaliar um argumento

2 Nota prévia I SDA é a sigla para: 1ªa Sessão de Debate de Argumentos

3 I SDA Interpretação Pena de Morte Francisco Rua, Pedro Silva, Rui Ferreira, Sagar Pratapsi, Tiago Torres. 10º I, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema A pena de morte é uma sentença aplicada a um determinado crime, onde o criminoso é morto pelo mesmo. Será legítimo aplicá-la? Opiniões Argumento Será a pena de morte legítima? Será que alguém tem o poder ou direito de a aplicar? Deve haver alguém morrer por matar? E por roubar? Todo o indivíduo tem direito à vida. Isto é o terceiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um conjunto de direitos universalmente aceites para garantir uma vivência humana aceitável. Então, segundo este documento, a pena de morte não deve ser aplicada. As premissas são verdadeiras, há conexão lógica entre premissas e entre premissas e conclusão e das premissas verdadeiras não se deriva uma conclusão falsa. O argumento respeita as regras gerais de validade. Existe, realmente, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o 3º artigo dizAs premissas e a conclusão são verdadeiras e as premissas são menos discutíveis que a conclusão. Logo, o argumento é sólido e bom. Asfixia. Fuzilamento. Forca. Palavras que, certamente, não usa todos os dias. Mas elas existem. E são assinadas. Mas devem realmente ser aplicadas? Será que alguém deve ser morto por um crime? Neste poster vamos analisar a questão e tentar dar uma resposta à mesma pergunta. Vamos, então, expôr o problema, analisar as alternativas, criar um argumento e examiná-lo. Vamos aplicar os conhecimentos e a aprendizagem da disciplina de Filosofia para dar uma resposta devidamente aceitável. O exame crítico de um argumento consiste em: 1. Interpretá-lo: - Identificar premissas e conclusão; - Atribuir às proposições uma letra proposicional; - Reformular o argumento na forma canónica; - Formalizar o argumento; 2. Avaliá-lo: - Verficiar a validade do argumento com as regras gerais de validade; - Verificar se o argumento é sólido (se tem premissas e conclusão verdadeiras; - Verificar se o argumento é bom (se as premissas são menos discutíveis que a conclusão) ou fraco (se são mais discutíveis). Existem três respostas à questão da pena de morte: A pena de morte é legitima. A pena de morte não é legitima. A pena de morte é legitima em alguns casos. Destas três hipóteses, nós vamos defender que a pena de morte não é legitima. p: A Declaração Universal dos Direitos do Homem é um conjunto de direitos universalmente aceites e assinados pelos representantes de todos os países que garante que a vivência humana seja minimamente aceitável; q: A Declaração Universal do Direitos do Homem diz, no 3º artigo, que todo o indivíduo tem direito à vida. Forma canónica Se a Declaração Universal dos Direitos do Homem é um conjunto de direitos universalmente aceites e assinados pelos representantes de todos os países que garante que a vivência humana seja minimamente aceitável E a Declaração Universal do Direitos do Homem diz, no 3º artigo, que todo o individuo tem direito à vida. Então a pena de morte não é legitima A conclusão a que se chega a partir do argumento é de facto satisfatória e moralmente aceitável. ONU, Declaração Universal dos Direitos Humanos Figura 1 – Sentença de morte aplicada. O suposto criminoso é abatido a tiro.

4 I SDA Interpretação Alma ou Matéria? André Miranda, André Murta, Carlos Caldas, Daniel Murta, João Mota 10º I, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema Normalmente, aquando da nossa infância, somos confrontados com o dilema em que se não nos comportarmos bem, as nossas almas não irão para o Paraíso. O nome alma é também normalmente utilizado para personificar os anjos ou os demónios. Porém, nem todos concordam com estas ideias. O nosso problema é sobre o cepticismo desta questão: Está a alma sujeita à materia ou tem energias independentes? O que acontece à dita alma quando morremos? Opiniões Argumento Para os filósofos propriamente ditos, entenda-se aqueles que procuram o saber e pretendem descobrir uma razão que explique a sua existência, há um problema que os intriga violentamente: Será que a alma está dependente da matéria ou tem energias independentes? Será que a alma se irá dissolver quando a matéria se dissolver ou irá ser transportada para um outro mundo por ter energias externas? Ora, segundo uma série de exemplos analisados, concluímos que a alma não tem energias independentes, o que implica que dependa da matéria. Tais exemplos são uma borracha, um ser humano e um feto sem cérebro. Ora se uma borracha é matéria sem alma, então há matéria sem alma. Por outro lado, o André é constituído por ambas matérias e alma, portanto a alma ou tem energias independentes ou depende da matéria. Tendo em conta que um feto humano sem cérebro, ou seja, sem uma parte de matéria essencial à vida humana, não é viável, chegamos ao nosso raciocínio que a alma depende da matéria. Para avaliar este e todos os outros argumentos, primeiro de tudo é necessário verificar se as premissas e a conclusão são proposições, isto é se são frases declarativas verificáveis na forma afirmativa. Então, analisando as premissas e conclusão do nosso argumento conclui-se que são de facto proposições pois estão todas na forma afirmativa e são verdadeiras. De seguida, é necessário confirmar se o argumento respeita as regras fundamentais de argumentação. Como já foi dito, as premissas do nosso argumento são verdadeiras. Existe conexão lógica entre premissas e conclusão pois a veracidade das mesmas é transmitida entre elas. Por fim no nosso argumento é impossível derivar uma conclusão falsa a partir das suas premissas. As três regras gerais são então respeitadas (argumento válido). Seguindo a avaliação, ambas as premissas e conclusão são verdadeiras e portanto o argumento é para já sólido. As premissas presentes no nosso argumento são menos discutíveis que a conclusão, logo o argumento é bom. Seguindo todos estes passos chegamos à conclusão que o argumento é bom. O tema tratado no nosso trabalho está relacionado com um problema escolhido por nós e uma questão deveras intrigante. Tal problema pode ser formulado através da seguinte questão: Está a alma sujeita à matéria ou tem energias independentes?. Com a resolução desta questão conceptual através da análise de várias teses e criação de um argumento curto, poderemos aplicar todos os conhecimentos adquiridos na disciplina de Filosofia até ao momento. Em primeiro lugar, decomporemos o problema em questões básicas e prosseguiremos à criação de um argumento curto. De seguida iremos expô-lo a um exame crítico. Iremos também debatê-lo juntamente com os colegas de turma, numa último fase. Para solucionar este problema são várias as possibilidades de resposta. Estas possibilidades resumem-se em três teorias: Monísmo; Dualismo e o Epifenomenismo. A tese que mais se adequa ao nosso grupo de resposta é a teoria do Epifenomenismo, que será desenvolvida posteriormente. Este poster está subdividido em varias secções, cada uma correspondente a um dos espaços referentes à análise do problema e avaliação do argumento curto e, em último lugar, uma pequena conclusão onde iremos dar a nossa opinião sobre este trabalho. Considera-se exame crítico de um argumento a uma série de passos que conduzem à interpretação do argumento e posterior avaliação do mesmo tendo em conta uma série de critérios a respeitar. O exame crítico dos argumentos procede-se na seguinte ordem: 1. Interpretação de um Argumento i. Identificar as premissas e conclusão; ii.Definir as proposições atribuindo-lhes uma letra proposicional (normalmente p,q,r,s,etc); iii. Reformular o argumento na forma canónica (uma forma de apresentação de argumentos em que as premissas são apresentadas separadas da conclusão); iv. Formalizar, parcial ou totalmente, o argumento. 2. Avaliação de um Argumento i. Verificar a validade do argumento tendo em conta as três regras gerais da validade de um argumento: ii. Caracterizar a solidez do argumento conforme a veracidade das proposições em questão: considera-se um argumento como Sólido se tanto as premissas e a conclusão forem verdadeiras. iii.Qualificar o argumento sólido como Bom ou Fraco de acordo com o nível de discussão das premissas em relação à conclusão. Um argumento sólido é Fraco se as premissas foram mais discutíveis que a conclusão, podendo levar a audiência a rejeitar a mesma alegando não ser devidamente fundamentada, e vice-versa para um argumento sólido Bom. Para solucionar este problema são várias as possibilidades de resposta. Esta possibilidades resume-se em três teorias: Monísmo; Dualismo e o Epifenomenismo. O Monísmo é a ideologia que apenas existe no estado de energia: ou tudo é constituído por matéria; ou tudo é constituído por espírito (alma). A segunda possiblidade de resposta representa a teoria do dualismo. Ao definir dualismo podemos considerar que o mesmo é uma doutrina que admite a existência de dois elementos irredutíveis independentes entre si. Neste caso, existem tanto alma como matéria em simultâneo, estando associadas entre si mas não dependentes. Finalmente, a terceira e última possibilidade de resposta apresenta a teoria do Epifenomenismo, doutrina que defende que a alma está dependente da matéria, de tal modo que quando a matéria desaparece, a alma se dissolve juntamente com ela. A alma emerge da matéria. Na nossa opinião a teoria que se mais adequa à solução do problema é o Epifenomenismo, uma vez que consideramos que a mesma é a mais credível e de maior sentido. Por outro lado, é a que mais se identifica no meio do nosso grupo. Em primeiro lugar, deveremos identificar as premissas e a conclusão utilizadas: Premissas: Uma borracha apenas possui matéria e não outra forma de energia. Há matéria sem alma. O André tem matéria e alma. Um feto humano sem cérebro não é viável. Conclusão: A alma não tem energias independentes e depende da matéria. Uma vez identificadas, podemos prosseguir à definição das proposições: Num terceiro passo, reformula-se o argumento na forma canónica, em que as premissas são apresentadas separadamente da conclusão: Se a borracha é matéria sem alma, então há matéria que não depende da alma. Se o André tem matéria e alma, a alma não depende da matéria ou tem energias independentes. Ora, um feto humano sem cérebro não é viável. Logo, a alma não tem energias independentes e depende da matéria. Por último, procede-se à formalização parcial do argumento: Se P, então não-Q. Se R, então S ou T. Ora não-U. Logo, S e não-T. A opinião por nós defendida foi inteiramente aceite dentro do nosso grupo desde o início, uma vez que todos nós acreditávamos que a alma era dependente da matéria e que se dissolvia com a mesma (Epifenomenismo), opinião que fomos fortalecendo ao longo do trabalho. Dessa forma, consideramos o nosso argumento aceitável e satisfatório e por cada vez que o analisamos, mais convincentes ficamos da veracidade da teoria proposta. ABRUNHOSA, Maria Antónia; LEITÃO, Miguel 2003 Um outro olhar sobre o mundo. Porto: Porto Editora. P. 60 MENDES, António 2006 Noções Básicas da Argumentação in Texto de Apoio nº2 – A Dimensão Discursiva da Filosofia Figura 1 – Soluções possíveis em relação ao problema escolhido. a. As premissas deverão ser verdadeiras; b. É obrigatória a presença de uma forma lógica entre as premissas e entre estas e a conclusão; c. Não se pode derivar uma conclusão falsa de premissas verdadeiras. P: A borracha é matéria sem alma. Q: A matéria depende da alma. R: O André tem matéria e alma. S: A alma depende da matéria. T: A alma tem energias independentes. U: Um feto humano sem cérebro não é viável. ~Q: A matéria não depende da alma. ~U: Um feto humano sem cérebro não é viável. ~T: A alma não tem energias independentes.

5 I SDA Interpretação Merecerá a vida ser vivida? Ana Margarida, Darya Nikonenko, Rita Veloso, Soraya Freitas 10ºI, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema A existência dramática do homem provém de um mundo injusto, arbitrário e contraditório, que ninguém consegue tornar significativo, caindo inexoravelmente nos sentimentos de náusea e de angústia. Merece a vida ser vivida? Opiniões Argumento Se o ser humano por vezes pensa que a vida e o mundo não fazem sentido e a existência dramática do homem provém de um mundo injusto, arbitrário e contraditório, então para algumas pessoas a vida não merece ser vivida. O nosso argumento é válido porque respeita as regras de validade, que são as seguintes: -Premissas são ambas verdadeiras; -De premissas verdadeiras não pode derivar-se uma conclusão falsa; -Existe conexão lógica entre premissas e as premissas e a conclusão. É sólido porque apresenta as premissas e a conclusão verdadeiras. E é fraco pois a conclusão não é mais discutível que as premissas. Para algumas pessoas a vida não merece ser vivida. Esta conclusão não engloba todos os temas que podem ser tratados acerca deste tema. Por vezes pensamos que a vida e o mundo não fazem sentido, que uma e outro não passam de um absurdo e que não é possível conferir qualquer sentido à existência humana, pelo que a procura de sentido não passa de tarefa absurda. Neste Poster, defendemos uma posição pessimista parte pessimista da vida (Para algumas pessoas, a vida não merece ser vivida). Depois de apresentar o problema e a nossa tese, apresentamos e interpretamos e avaliamos o nosso argumento. Exame Crítico é definido pela interpretação e pela avaliação. Para podermos interpretar um argumento da seguinte maneira: -Identificar as premissas e a conclusão na porção de discurso; -Definir cada proposição do argumento atribuindo-lhe uma letra proposicional; -Reformular o argumento apresentando-o na forma canónica; -Formalizar, parcial ou totalmente o argumento. Quanto à avaliação de um argumento, primeiramente temos de saber se ele é válido. E só é válido se respeitar as seguintes regras: -As premissas são ambas verdadeiras; -De premissas verdadeiras não pode derivar-se uma conclusão falsa; -Há conexão lógica entre premissas e entre as premissas e a conclusão. Se o argumento respeitar estas regras podemos concluir que é válido. Depois disso podemos verificar se ele é sólido, isto é, se tiver premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. Se for sólido podemos verificar se ele é bom ou fraco. Bom se a conclusão for mais discutível que a conclusão. Fraco se as premissas forem mais discutíveis que a conclusão. Soluções possíveis: - A vida merece ser vivida. - A vida não merece ser vivida. Tese a defender: - A vida não merece ser vivida. 1. Definição de proposições: p: Por vezes pensamos que a vida e o mundo fazem sentido. q: A existência dramática do homem provém de um mundo injusto, arbitrário e contraditório. r: Para algumas pessoas a vida merece ser vivida. ~p: O ser humano por vezes pensa que a vida e o mundo não fazem sentido. ~r: Para algumas pessoas a vida não merece ser vivida. 2. Forma canónica Por vezes pensamos que a vida e o mundo não fazem sentido. A existência dramática do homem provém de um mundo injusto, arbitrário e contraditório. Logo, para algumas pessoas a vida não merece ser vivida. 4. Formalização (~p /\ q) ~r Neste trabalho falamos da parte pessimista da vida. Consideramos abordar a parte pessimista da vida porque não consideramos a vida um mar de rosas. Na vida passamos por fases boas e más. E nós decidimos abordar a fase má. Não podemos pensar que na vida tudo corre bem porque não é verdade. Portanto o nosso argumento mostra que é razoável pensar na parte má da vida. O nosso trabalho, para nós, é satisfatório e aceitável. Mas depende do tipo de pessoa, da maneira de ser. Para o outras pessoas o nosso trabalho pode ser rejeitado e fraco. -Abrunhosa, MA.; Leitão, M. (2006), Um Outro Olhar Sobre o Mundo, ASA editores S.A. Lisboa, pag ; Figura 1 – A vida tem algum sentido?

6 I SDA Interpretação Há arte sem beleza? Andreia Pereira, Cátia Braga, Isabel Torres, Lara Monteiro e Remi Barbosa 10º I, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema Será este objecto uma obra de arte? E é belo? Mais genericamente, há arte sem beleza? Opiniões Argumento Há arte sem beleza? Ora, se a ideia de beleza é universal, todas as obras de arte são universalmente consideradas belas. Porém, há obras de arte cuja beleza depende do gosto dos sujeitos. Logo, a ideia de beleza não é universal, depende do gosto dos sujeitos. As premissas são frases declarativas verdadeiras: há obras que toda a gente considera belas, por exemplo a Gioconda (Fig. 2) e há objectos que só alguns consideram serem belas obras de arte, como o Urinol (Fig. 1). Há conexão lógica e tem a forma Se P então Q; Não-Q; logo, não-P. Se substituirmos a conclusão pela proposição oposta – a ideia de beleza é universal – o argumento deixa de fazer sentido. Portanto, não é possível derivar uma conclusão falsa de premissas verdadeiras. Portanto, o argumento é válido e sólido. Como as premissas podem ser exemplificadas por muitos casos concretos, elas não são mais discutíveis que a conclusão. Logo, é um argumento bom. A Fonte (Fig. 1) é um urinol de porcelana branco, considerado uma das obras mais representativas do artista Marcel Duchamp. No dia 6 de Janeiro de 2005, no Centro Pompidou, em Paris, um francês de 77 anos atacou-a com um martelo. Alegou que o ataque com o martelo era uma performance artística e que o próprio Marcel Duchamp teria apreciado tal atitude. O objectivo deste trabalho é perceber se há arte independentemente da beleza. Defendemos que a beleza depende da subjectividade do gosto dos sujeitos e que, por, isso alguns consideram arte aquilo que outros não consideram belo. O exame crítico é a interpretação e avaliação de argumentos. Dada uma porção de discurso oral ou escrito em que alguém expõem razões para justificar uma opinião, chama-se interpretação de argumentos aos seguintes procedimentos: 1.Identificar as premissas e a conclusão na porção de discurso; 2.Definir cada proposição do argumento atribuindo-lhe uma letra proposicional; 3.Reformular o argumento apresentando-o na forma canónica; 4.Formalizar, parcial ou totalmente o argumento. Para avaliarmos um argumento recorremos às regras gerais de validade e qualidade: 1.O argumento só é válido se as premissas são verdadeiras; 2.Considera-se sólido quando as premissas e a conclusão são verdadeiras; 3.É um bom argumento se as premissas não são mais discutíveis que a conclusão. Opiniões possíveis: -- há obras de arte universalmente consideradas belas. -- A beleza depende da subjectividade do gosto dos sujeitos. A opinião escolhida: A ideia de beleza depende do gosto dos sujeitos. Proposições: P: a ideia de beleza é universal. Q: as obras de arte são universalmente reconhecidas como belas. não-P: a ideia de beleza não é universal não-Q: há obras de arte que só alguns consideram belas. Forma canónica: Se a ideia de beleza é universal, todas as obras de arte são belas. Ora, há obras de arte que só alguns consideram belas. Logo, a ideia de beleza não é universal. Forma Lógica Se P então Q; Não-Q; logo, não-P. Com este trabalho, pretendíamos perceber se existia arte sem beleza. Chegamos à conclusão que há razões para defender que a ideia de beleza depende da subjectividade dos sujeitos: se por um lado há características que agradam universalmente, por outro, há casos em que a ideia de beleza e de arte parece depender do gosto de cada sujeito. Ao mesmo tempo, este exercício ajudou-nos a compreender como criar e avaliar um argumento. RAGON, Marcel 2006 Le musée du néant. Les Collections du Magazine littéraire, Hors-Série, no. 10 (Oct.-Nov.), p Fontes das imagens: g fountain.jpg Figura 1 – A fonte, de Marcel Duchamp. Figura 2 – Mona Lisa – Gioconda de Leonardo Da Vinci

7 I SDA Interpretação Qual é o valor da vida Humana? Bárbara, Jorge, João Manuel, Rui e Pedro 10º I, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema Qual é o valor da vida Humana? Opiniões Argumento Quando ocorre algum cataclismo, por exemplo, tsunamis, terramotos, etc…, as condições materiais (edifícios, natureza…), ficam automaticamente em perigo, e os seres humanos também. Se as populações são a garantia de subsistência dessas regiões e garantem a continuidade da vida nesse lugar, então é importante que se salvem vidas humanas. Nessas condições, o valor da vida humana sobrepõe-se a todos os outros interesses, sejam eles particulares ou materiais. Por isso, conclui-se que a protecção da vida Humana é extremamente importante pois o seu valor é absoluto. É um argumento, visto que é formado por frases declarativas verificáveis; existe conexão lógica entre premissas e conclusão com a forma: se P então Q, se Q então R, se R então S, se S logo T; Concluímos que o nosso argumento é bom, visto que, para além de verificar todas as regras gerais, as premissas são menos discutíveis que a conclusão. É um argumento por exemplos, verifica a primeira regra, os exemplos são precisos e verdadeiros, pois demonstram exemplos concretos de situações reais. Também verifica a segunda regra, pois utiliza mais que um exemplo. Por fim verifica a terceira regra, os exemplos são representativos, visto que mostram situações reais. Qual é o valor da vida Humana? Com este trabalho pretendemos reavivar este problema, visto que é um tema que nos toca a todos: também somos seres humanos e devemos estar alerta e ter uma opinião relativamente ao que acontece com os nossos semelhantes. Defenderemos que a vida humana tem um valor absoluto e que a sua protecção é mais importante do que qualquer outro factor. O exame crítico de um argumento consiste na interpretação e avaliação de argumento. A interpretação de um argumento implica definir as premissas e conclusão, atribuindo-lhes letras proposicionais, e reformular o argumento na forma canónica. A avaliação do argumento divide-se em duas partes distintas: na primeira verifica-se a validade do argumento através das regras gerais de validade: as premissas são verdadeiras? Há conexão lógica entre premissas e conclusão? De premissas verdadeiras não é possível derivar uma conclusão falsa.? Se for o caso - aplicam-se as regras específicas de avaliação. Na segunda, avalia-se a qualidade do argumento aplicando os critérios de qualidade de argumentos e classificação apropriada. Acerca do problema, pode defender- se que: -O valor da vida humana é completamente nulo e a sua protecção não faz sentido. -O valor da vida humana é relativamente importante e a sua protecção é importante. -O valor da vida humana é absoluto e a sua protecção é mais importante do que qualquer outro factor. A última afirmação é a tese defendida pelo grupo: O valor da vida humana é absoluto e a sua protecção é mais importante do que qualquer outro factor. P: ocorre um cataclismo (furacão, tsunami, terramoto…) Q: as condições materiais para viver e a própria vida Humana ficam ameaçadas. R: São as pessoas que garantem a a reconstrução material e a continuidade da vida nesse lugar S: a prioridade é salvar vidas. T: o valor da vida humana sobrepõe-se a todos os outros interesses. U: a vida Humana tem valor absoluto Formalização parcial Se P então Q; se R então S; se S então T; Logo, U. Consideramos que a interpretação do nosso é muito boa, pois é um argumento simples, claro e fácil de entender. A avaliação também é muito boa, visto que foi realizada de acordo com todos os parâmetros estipulados. A nossa opinião é satisfatória e completamente aceitável. ABRUNHOSA, Maria Antónia; LEITÂO, Miguel 2003 Um outro olhar sobre o Mundo. Lisboa: Asa. Furacão Katrina – Deixou milhares de pessoas desalojadas e causou imensos estragos

8 I SDA Interpretação A traição é aceitável? Abel Abreu, André Costa, Vítor Macedo; 10ºN, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Agradecimentos Exame Crítico Problema Haverá circunstâncias que justifiquem a traição na vida amorosa? O que é a vida amorosa? O que é o amor? O que é trair? A traição é aceitável ou desejável? Opiniões Argumento Se amar é querer o bem de outra pessoa, então quem ama não trai. Se quem ama não trai, então trair é um acto de desamor. Se a traição é um acto de desamor, então a traição nunca é aceitável. Logo se amar é querer o bem de outra pessoa, então a traição nunca é aceitável. As premissas são verdadeiras: todas elas incluem proposições tão evidentes que as ideias contrárias (amar é querer o mal de outra pessoa, quem ama trai, a traição é um acto de amor) parecem ridículas a qualquer pessoa com bom-senso. Por outro lado, há conexão lógica que tem a seguinte forma [Se P, então Q; se Q, então R; se R, então S. Logo, se P, então S]. Além disso, se substituirmos a conclusão pela ideia contrária, o argumento deixa de fazer sentido com a substituição, ou seja, não é possível derivar uma conclusão falsa das premissas. Por estas razões podemos concluir que o argumento é válido. Também pensamos que não há nenhuma premissa mais discutível que a conclusão, pois, como já mostramos, todas elas correspondem a ideias tão evidentes que todos aceitam serem verdadeiras mas pode haver casos em que rejeitem a conclusão. Assim, este argumento é um bom argumento. O tema escolhido para este trabalho é o seguinte: Haverá circunstâncias que justifiquem a traição? O objectivo deste trabalho é saber o que é a vida amorosa, o que é o amor, o que é trair, a traição é aceitável ou desejável. Neste trabalho, tentaremos defender a opinião seguinte: A traição nunca é aceitável. O Poster está organizado da seguinte forma: Introdução, problema, argumento, avaliação, exame critico, opiniões, interpretação, conclusão e por fim agradecimentos. O exame critico de argumentos consiste em proceder à interpretação e avaliação de um argumento de acordo com as regras de validade e qualidade: Interpretação: Analisar o argumento original; Definir as preposições; Reformular na forma canónica; Formalização. Avaliação: Respeitar as regras gerais de validade; Qualidade do argumento; Validade do argumento. Regras de validade: As premissas são ambas verdadeiras; De premissas verdadeiras não pode derivar- se uma conclusão falsa; Há conexão lógica entre as premissas e entre as premissas e a conclusão. Regras de qualidade: Argumento bom; Argumento fraco; Argumento sólido. Opiniões Possíveis: A traição nunca é aceitável. A traição é compreensível em certas circunstâncias: violência doméstica; falta de carinho e sinceridade; mentiras. Opinião preferível: A traição nunca é aceitável. Definição das Proposições P: amar é querer o bem de outra pessoa Q: quem ama não trai R: trair é um acto de desamor S: a traição nunca é aceitável Forma Canónica Se amar é querer o bem de outra pessoa, então quem ama não trai. Se quem ama não trai, então trair é um acto de desamor. Se a traição é um acto de desamor, então a traição nunca é aceitável. Logo se amar é querer o bem de outra pessoa, então a traição nunca é aceitável. Formalização parcial: Se P, então Q; se Q, então R; se R, então S. Logo, se P, então S. Através deste trabalho mostrámos que a opinião de que a traição nunca é aceitável é razoável pois apoia-se num bom argumento. Com este exercício aprendemos também como criar e avaliar um argumento o que é fundamental na filosofia. A ideia de realizar este trabalho através do poster foi muito boa e gira porque aprendemos mais uma forma de apresentação de trabalhos, o que pode ser útil para outras ocasiões. A todos os colegas de turma um sincero obrigado por nos terem ajudado a ultrapassar todas as dificuldades. Fontes das imagens: 189-benjumedaluna.html Figura 2 – Adultério (escultura em cerâmica) Figura 1 – A traição

9 I SDA 6. Interpretação Como ser Feliz? Alexandre Pinheiro, António Soares, Joana Martins, Marisa Fernandes. 10º N, Escola Secundária Carlos Amarante 1. Introdução 7. Avaliação 8. Conclusão 9. Referências 5. Exame Crítico 2. Problema Como ser feliz? 3. Opiniões4. Argumento Como ser feliz? Consideramos que a procura do prazer é o melhor meio para se ser feliz. Se o prazer é o verdadeiro bem (Epicuro), então consiste em viver num estado em que não existem necessidades a satisfazer, num estado em que o organismo está em equilíbrio. Se atingimos um estado em que não há necessidades a satisfazer, então ser feliz é viver segundo o princípio do prazer. Logo, se o prazer é o verdadeiro bem, então ser feliz é viver segundo o princípio do prazer. O argumento pode ser avaliado quanto à validade e quanto a qualidade. Quanto à validade: O argumento é válido porque as premissas são verdadeiras (baseiam – se em ideias da Psicologia da Motivação que têm uma forte base experimenta) e o facto de usarmos uma forma dedutiva (silogismo hipotético) garante que dessas premissas verdadeiras deriva uma conclusão necessariamente verdadeira e que há conexão logicamente válida entre as premissas e a conclusão com a forma [Se p, então q; Se q, então r; Logo, se p então r.] Quanto à qualidade: O argumento é sólido porque as premissas e a conclusão são verdadeiras e é também um argumento Bom porque nenhuma das premissas é mais discutível que a conclusão. O nosso trabalho é sobre a questão: Como ser feliz?. O objectivo do nosso trabalho é persuadir o leitor de que ser feliz é viver segundo o princípio de prazer. Neste poster apresentamos o problema, as opiniões sobre o problema, o argumento a justificar a opinião escolhida. Depois de explicar em que consiste o exame crítico de um argumento, fazemos o exame crítico do nosso próprio argumento, ou seja, fazemos a sua interpretação e a sua avaliação. O que é o exame crítico de um argumento? O exame critico consiste em interpretar e avaliar um argumento. Interpretação e Avaliação de Argumentos Para interpretar um argumento é necessário seguir alguns procedimentos: -1º identificar expressões que indicam uma conclusão e premissas para essas conclusão; -2º definir as proposições -3º reformular o argumento -4º formalizar o argumento O argumento deve ser avaliado quanto a validade e quanto à qualidade. Validade e qualidade de um Argumento Um argumento considera-se válido se seguir as três regras de Validade de argumentos: As premissas são ambas verdadeiras; De premissas verdadeiras não pode derivar- se uma conclusão falsa; Há conexão lógica entre as premissas e entre as premissas e a conclusão. Quanto à qualidade se as premissas forem verdadeiras é um argumento Sólido, se as premissas e a conclusão forem indiscutíveis é um argumento Bom, caso contrário é considerado um argumento Fraco. Ser feliz é procurar o prazer. Ser feliz é agir por dever. Ser feliz e procurar concretizar todos os nossos interesses pessoais. Ser feliz é fazer escolhas que tragam beneficio para um maior número de pessoas. Opinião defendida: Ser feliz e viver segundo o principio do prazer. Proposições p: O prazer é o verdadeiro bem q: o prazer consiste em viver num estado em que não haja necessidades a satisfazer r: Ser feliz é viver segundo o princípio do prazer Forma canónica Se o prazer é o verdadeiro bem, então consiste em viver num estado em que não haja necessidades a satisfazer. Se consiste em viver num estado em que não haja necessidades a satisfazer, então Ser feliz é viver segundo o princípio do prazer. Logo, se o prazer é o verdadeiro bem então ser feliz é viver segundo o principio do prazer. Formalização parcial Se p, então q Se q, então r Logo, se p então r. Mostrou-se que ser feliz vivendo segundo o principio de prazer é uma opinião razoável. O argumento é bom pois é válido e as premissas são menos discutíveis que a conclusão. O exercício de criar e avaliar um argumento serviu para entendemos melhor em que é que consiste a prática da Filosofia e qual o papel de um filósofo. Serviu também para aprendermos a defender a nossa opinião acerca de determinado problema conceptual e a debater com outras pessoas as outras soluções possíveis. A criação do poster serviu para ficarmos a conhecer mais um método de trabalho, mais tarde poderemos utiliza – la para apresentar ou expor algum trabalho oralmente. ABRUNHOSA, A.M.; LEITÃO, Miguel 2003 Um outro olhar sobre o mundo. Porto: Edições Asa. p Figura 1 – como ser feliz?Figura 2 – Ser feliz é viver segundo o princípio do prazer.

10 I SDA Interpretação Será que a Liberdade existe? Ana Pinto, Joana Antunes, Orlanda Peixoto. 10º N, Escola Secundária Carlos Amarante Avaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema Opiniões Argumento Será que a liberdade existe? E se não existisse considerávamo- nos escravos? Temos liberdade de expressão, de pensamento, mas não somos nunca completamente livres? Em nossa opinião, a liberdade existe mas é limitada. Por exemplo, nós vamos todos os dias às aulas, mas podíamos até faltar por não termos vontade de aturar os stors, embora por lei, sejamos obrigados: se faltamos temos faltas; se temos muitas faltas poderemos reprovar o ano, podendo até, por vezes, prejudicar o nosso futuro. Por outras palavras, por vezes fazemos o que queremos mesmo quando há forças que tentam impedi-lo. Por outro lado, quando os nossos pais nos castigam nada nos impede de fugir, mas depois sofremos as consequências, ou seja, por mais que queiramos fazer tudo e mais alguma coisa, a autoridade dos nossos pais chega, por vezes, para travar o nosso desejo de fazer o que queremos. Pensemos agora no caso de África onde há certas regiões em que as pessoas vivem em condições precárias. Uma dessas pessoas quer viver sozinha numa boa casa, mas o facto de viver numa zona com condições precárias não lhe permite fazer o que quer. Pensemos também na época de Salazar as pessoas queriam dizer tudo o que queriam, e opinar sobre tudo, mas, o facto de Salazar ter constituído uma polícia política que censurava as opiniões contrárias fazia com que esse desejo de liberdade de expressão fosse travado. Resumindo e concluindo, a liberdade existe porque por vezes conseguimos fazer o que queremos apesar da oposição mas é limitada pois há influências psicológicas, económicas ou históricas que bastam para nos impedir de fazer o que desejamos, pensamos ou queremos. AVALIAÇÃO DA VALIDADE As premissas são verdadeiras: baseiam-se em factos verificáveis. Há conexão lógica e esta tem a seguinte forma: p e q e r e s; Logo, t. Não é possível derivar uma conclusão falsa das premissas: a substituição da conclusão pela afirmação contrária a liberdade existe mas não é limitada por influências psicológicas, económicas ou históricas resulta num argumento sem sentido AVALIAÇÃO DA QUALIDADE É um bom argumento pois as premissas são factos reais, logo não são tão discutíveis como o pode ser a conclusão. De facto, alguns existencialistas defendem que o ser humano é radicalmente livre: «o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si próprio; e no entanto livre, porque uma vez lançado no mundo, é responsável por tudo quanto fizer» (Sartre, 1978: 228). Introdução M M uitas vezes questionamo-nos se na realidade somos livres. Este conceito de liberdade significa normalmente autonomia e independência. Se perguntássemos a alguém o que é ser livre esta diria algo do tipo: liberdade é fazer tudo o que queremos. No entanto, no nosso dia-a-dia vemos que isso não é totalmente possível. Por um lado podemos concretizar alguns dos nossos desejos afirmando assim que a liberdade existe, por outro visto que não temos possibilidade de fazer tudo o que queremos a liberdade existe mas com um certo limite. Resumindo, podemos dizer que a liberdade como algo absoluto é um mito, mas isso não significa que o Homem não tenha um limite de possibilidade de exercer livremente as suas actividades. O exame crítico de um argumento consiste em: 1.Interpretar (identificar premissas, conclusão; definir proposições e forma lógica; reformular canonicamente) 2.Avaliar a sua validade e qualidade. Critérios: 1.Regras de Validade premissas devem ser verdadeiras há conexão lógica (razão lógica que liga as premissas e a conclusão) De premissas verdadeiras não deve ser possível extrair conclusão falsa. 2.Regras de Qualidade Um argumento válido diz-se fraco quando as premissas são mais discutíveis que a conclusão. Um argumento diz-se bom se é sólido e se as premissas não são mais discutíveis que a conclusão. Opiniões possíveis: A Liberdade existe. A Liberdade não existe. A Liberdade existe mas é limitada. Opinião a defender: A Liberdade existe mas é limitada. Premissas: p: por vezes fazemos o que queremos mesmo quando há forças que tentam impedi-lo. q: a autoridade dos nossos pais chega, por vezes, para travar o nosso desejo de fazer o que queremos. r: a liberdade é limitada por factores económicos s: a liberdade é limitada por factores históricos t: a liberdade existe mas é limitada por influências psicológicas, económicas ou históricas Forma canónica Por vezes fazemos o que queremos mesmo quando há forças que tentam impedi-lo; A autoridade dos nossos pais chega, por vezes, para travar o nosso desejo de fazer o que queremos. A liberdade é limitada por factores económicos A liberdade é limitada por factores históricos Logo, a liberdade existe mas é limitada por influências psicológicas, económicas ou históricas Formalização p e q e r e s; Logo, t. D Demonstrámos que a liberdade existe mas é limitada por factores económicos, psicológicos e históricos. Este trabalho foi útil sobretudo porque permitiu aprender a criar e avaliar argumentos para defender as nossas opiniões. Aprendemos também a verificar, na prática, até que ponto são verdadeiras as teorias e opiniões que nos apresentam, ou seja, permite-nos confirmar se uma teoria (ou argumento) é verdadeira ou não. O exercício de criar o poster foi útil porque desta forma podemos avaliar a nossa capacidade para criar e avaliar um argumento. Para além disso, foi também útil para demonstrar ao público como produzir e avaliar um argumento. ABRUNHOSA, Maria Antónia; Leitão, Miguel 2003 Um outro olhar sobre o mundo. Porto: Asa. SARTRE, Jean-Paul 1978 O Existencialismo é um humanismo. Lisboa: Ed. Presença.

11 I SDA Interpretação Será de aceitar a eutanásia? Bruno Veloso nº6, Bruno Martins nº7, João Ferreira nº13, Paulo Noversa nº19 e Tiago Fernandes nº33. 10º Z, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema Será de aceitar a Eutanásia? Ramón Sampedro era um espanhol, tetraplégico desde os 26 anos, que solicitou à justiça espanhola o direito de morrer, por não mais suportar viver. Ramón Sampedro permaneceu tetraplégico por 29 anos. A sua luta judicial demorou cinco anos. O direito à eutanásia activa voluntária não lhe foi concedido, pois a lei espanhola caracterizaria este tipo de acção como homicídio. Com o auxílio de amigos planejou a sua morte de maneira a não incriminar a sua família ou os seus amigos. Em Novembro de 1997, mudou-se da sua cidade, Porto do Son/Galícia-Espanha, para La Coruña, 30 km distante. Tinha a assistência diária de seus amigos, pois não era capaz de realizar qualquer actividade devido ao facto de ser tetraplégico. No dia 15 de Janeiro de 1998 foi encontrado morto, de manhã, por uma das amigas que o auxiliava. A autopsia indicou que a sua morte foi causada por ingestão de cianureto. Ele gravou em vídeo os seus últimos minutos de vida. Nesta fita fica evidente que os amigos colaboraram colocando o copo com um canudo ao alcance da sua boca, porém fica igualmente documentado que foi ele quem fez a acção de colocar o canudo na boca e sugar o conteúdo do copo. Opiniões Argumento Em nossa opinião, a eutanásia é eticamente aceitável em casos de doenças terminais. Ora, se um doente terminal, como Ramón Sampedro, sabe que vai morrer brevemente, então não tem gozo em viver e a sua vida será uma tortura. Se a sua vida será uma tortura, a eutanásia é aceitável porque é um meio que acabará com esse sofrimento. Logo, se um doente terminal sabe que vai morrer brevemente então a eutanásia é eticamente aceitável, pelo menos nestes casos. O argumento é formado por proposições e respeita as regras 1 e 3 de validade de um argumento, logo o argumento é válido. As premissas são verdadeiras, logo o argumento é sólido. Sendo a conclusão mais discutível que as premissas, logo o argumento é bom. Os resultados que obtemos com esta avaliação diz-nos que a eutanásia só é aceitável em determinados casos. Sendo as premissas verdadeiras e cumprindo todas as regras de validade, achamos que a eutanásia deveria de ser legalizada nestes determinados casos. Quando nos foi solicitado, na aula de Filosofia, a elaboração deste trabalho, desde logo ficamos interessados. Pois é um dos temas que nós mais gostamos e que nos têm provocado alguma curiosidade. O nosso problema é Será de aceitar a Eutanásia?. Nós opinamos acerca deste tema que a eutanásia só é eticamente aceitável, no caso de doentes terminais que sofrem com a doença. A justificação para esta opinião é que um doente terminal, que sofre com a doença, não tem gozo em viver e a sua vida será uma tortura. Esperamos que no final da sua elaboração, nos sintamos realizados e com mais conhecimentos acerca deste tema. Será de aceitar a eutanásia? A eutanásia é eticamente aceitável. A eutanásia não é eticamente aceitável. A eutanásia só é eticamente aceitável no caso de doentes terminais que sofrem com a doença. Tese a defender: A eutanásia só é eticamente aceitável no caso de doentes terminais que sofrem com a doença. Definir proposições: P: A eutanásia é eticamente aceitável em casos de doenças terminais. Q: Um doente terminal sabe que vai morrer brevemente, então não tem gozo em viver e a sua vida será uma tortura. R: Se a sua vida será uma tortura, a eutanásia é aceitável porque acabará com esse sofrimento. Forma canónica: A eutanásia é eticamente aceitável em casos de doenças terminais. Um doente terminal sabe que vai morrer brevemente, então não tem gozo em viver e a sua vida será uma tortura. Se a sua vida será uma tortura, a eutanásia é aceitável porque acabará com esse sofrimento. Logo, se um doente terminal sabe que vai morrer brevemente então a eutanásia é eticamente aceitável, pelo menos nestes casos. Formalizar: se P, então Q; se Q, então R; se P, então R. Apesar das dificuldades que tivemos na realização deste trabalho, foi-nos muito útil a sua realização pois, assim ficamos a saber algo mais sobre este tema. Nós achamos que a opinião defendida é razoável porque um doente terminal não tem gozo em viver e a eutanásia acabaria com esse sofrimento. Esperamos ter atingido os objectivos propostos pelo professor porque, foi um dos trabalhos que mais gosto nos deu fazer. ABRUNHOSA, Maria e LEITÃO, Miguel. 2006Um Outro Olhar Sobre o Mundo. Lisboa: Edições ASA. Legenda1- Ramón Sampedro suga o conteúdo do copo por canudo. O copo contém cianureto. Os procedimentos para interpretar um argumento são quatro: identificar as expressões que referem premissas e conclusão, definir as proposições, reformular na forma canónica e formalizar o argumento. Os procedimentos para avaliar um argumento são quatro: se é formado por proposições, se respeita as regras de validade 1 e 3, se as premissas e conclusão são verdadeiras e se as premissas são mais discutíveis que a conclusão. As principais regras de validade são três: as premissas são ambas verdadeiras, de premissas verdadeiras não pode derivar-se uma conclusão falsa e tem que haver conexão lógica entre premissas e entre premissas e a conclusão. O exame critico de um argumento consiste em interpretar e avaliar um argumento.

12 I SDA Interpretação É legítima a pena de morte? Ana Isabel, Diana Rita, Bruno Vilas Boas, Ana Ribeiro. 10º Z, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema A nossa História relata inúmeros casos de pessoas que foram condenadas à morte e executadas das formas mais inacreditáveis. Desde a Antiguidade, em que os Romanos levavam os condenados para as arenas; durante a Idade Média, quando se levava a cabo a caça às bruxas; no período da Inquisição; e mesmo actualmente, a pena de morte ainda existe em muitos países. O caso mais recente e que deu mais que falar foi a condenação de Saddam Hussein. Foi condenado à morte por enforcamento e executado no dia 30/12/2006. Isto leva-nos a questionar: É legítima a pena de morte? Opiniões Argumento A pena de morte ainda existe em muitos países: recentemente, Saddam Hussein, uma personalidade conhecida internacionalmente, foi condenado à morte, e executado no dia 30/12/2006. Sendo um problema ainda presente e actual, levou-nos a questionar a legitimidade da pena de morte. Se a pena de morte é legítima, então executar alguém é aceitável. Contudo, executar alguém não pode ser consentido, porque seria cometer um assassínio. Considerando que toda a vida humana tem valor e que um assassínio é o acto deliberado de retirar a vida a alguém, este é um acto condenável do ponto de vista ético, pois nunca poderá ter aceitação por parte de todos a que possa vir a afectar e não satisfaz interesses universais. Logo, a pena de morte não é eticamente legítima, porque também é um assassínio. Este projecto tem como objectivo aumentar a capacidade de redigir e examinar um argumento, e promover a atitude crítica, perante situações reais que encerram problemas conceptuais. Assim, foi necessário escolher um problema conceptual e uma solução para ele, a tese a defender. O nosso grupo escolheu o problema: É legítima a pena de morte?. Após termos definido a nossa posição, tivemos de redigir um argumento curto para a defender. A fase seguinte deste projecto é expor publicamente o nosso trabalho, permitindo a sua discussão e sujeitando-o às críticas de outrem. Desta forma, é-nos solicitado e a outras pessoas o exercício de uma atitude filosófica, de pensamento crítico perante os trabalhos realizados. O exame crítico de um argumento engloba dois passos distintos: a interpretação do argumento e a sua avaliação. A interpretação do argumento consiste em analisá-lo e identificar os seus elementos (premissas, conclusão e conexão lógica). De seguida procede-se à sua reformulação, apresentando-a na forma canónica, e por fim, apresenta-se a formalização parcial, evidenciando a conexão lógica utilizada. O segundo passo é avaliar o argumento, para determinar se este é válido. Para isso, é necessário que verifique as 3 regras de validade: R1-as premissas são verdadeiras; R2-há conexão lógica entre as premissas e a conclusão; R3-das premissas verdadeiras não é possível derivar uma conclusão falsa. Se assim for, e se a conclusão for verdadeira, o argumento diz-se sólido. Se as premissas forem menos discutíveis que a conclusão, o argumento é bom. Caso contrário, o argumento é fraco. Para este problema consideramos possíveis as seguintes soluções/ opiniões: A pena de morte é legítima. A pena de morte não é legítima. A pena de morte pode ser legítima, dependendo das circunstâncias. Decidimos escolher e defender a opinião : A pena de morte não é eticamente legítima. Definição das proposições Premissas: p: a pena de morte é legítima q: executar alguém é aceitável r: executar alguém é cometer um assassínio (acto deliberado de retirar a vida a alguém) s: um assassínio é sempre condenável do ponto de vista ético não-q: executar alguém não é aceitável Conclusão não-p: a pena de morte não é (eticamente) legítima Forma canónica Se a pena de morte é legítima, então executar alguém é aceitável. Se executar alguém é cometer um assassínio (acto deliberado de retirar a vida a alguém) e um assassínio é sempre condenável do ponto de vista ético, então executar alguém não é aceitável. Logo, a pena de morte não é (eticamente) legítima. Formalização parcial Se p, então q. Se r e s, então não-q. Logo, não-p. No final deste trabalho e após a realização do exame crítico do argumento pudemos concluir que a opinião defendida é aceitável, pois o argumento escolhido para a defender, respeita todas as regras de validação e de qualidade de um argumento. ABRUNHOSA, Mª Antónia; LEITÃO, Miguel 2006 Um Outro Olhar Sobre o Mundo. Rio Tinto: Edições ASA. Imagens: p.png morte.jpg Figura 1 – Mapa de países com pena de morte Legenda: Azul: Abolida para todos os crimes Verde: Abolida para todos os crimes excepto os cometidos em circunstâncias excepcionais (p.ex., crimes cometidos em tempo de guerra) Laranja : Abolida na prática mas legal Vermelho : Pena de morte legalizada O argumento é válido, pois verifica as três regras gerais de validade: 1- As premissas são verdadeiras – se aceitarmos a pena de morte, aceitamos a execução de alguém (a condicional Se p, então q é verdadeira). Contudo, como se diz no próprio argumento, matar alguém é assassinar essa pessoa, e todos concordam que matar/assassinar é errado, é eticamente ilegítimo. Assim, uma execução deliberada é algo errado. Confirma-se assim, que as premissas r, s e não-q são verdadeiras. 2- Há conexão lógica entre proposições – como é evidenciado na formalização parcial do argumento, a conexão lógica entre proposições existe e tem a forma: Se p, então q. Se r e s, então não-q. Logo, não-p. 3- De premissas verdadeiras não é possível derivar uma conclusão falsa – partindo de Se p então q, no decorrer do argumento vamos negar o consequente desta afirmação, e a premissa não-q é comprovadamente verdadeira (ver acima). A nossa conclusão é não-p, e não será possível retirar uma conclusão contrária utilizando estas premissas. Assim, a nossa conclusão é verdadeira: segundo o Princípio da universalização, referido no argumento, a pena de morte não poderá ser eticamente legítima. Pelo que afirmamos acima, as premissas utilizadas também são verdadeiras. Logo, o argumento é válido e é sólido. Já que as premissas estão devidamente justificadas e são claras, podemos dizer que as premissas são menos discutíveis que a conclusão e, portanto, o argumento é bom.

13 10º Z Afinal, o que é a Filosofia? Afinal, o que é a Filosofia? Ana Rita, Alexandra, Rafael, Nuno, Introdução Conclusão Referências Problema Opinião ou Tese Avaliação Exame Crítico As diferentes soluções possíveis sobre o significado da palavra filosofia são as seguintes: A Filosofia é um saber. A filosofia é uma actividade. A filosofia é inútil e a filosofia é uma actividade e é um saber. Perante estas soluções a tese a defender é: A filosofia é uma actividade e é um saber. A palavra Filosofia deriva do grego "PHILOSOPHIA que se divide em duas Palavras: SOPHIA significa SABEDORIA e PHILO significa "Amor Filial", ou Amizade. Literalmente, um Filósofo é um AMIGO, ou AMANTE de SOPHIA, alguém que admira e busca a SABEDORIA. Esse termo foi usado pela primeira vez pelo famoso Filósofo Grego, PITÁGORAS por volta do século V aC, ao responder a um de seus discípulos que ele não era um "Sábio", mas apenas alguém que amava a Sabedoria. Filosofia é então a busca pelo conhecimento último e primordial, a Sabedoria Total. Figura 1 – Escola de Atenas O tema que escolhemos para defender é, Qual o verdadeiro significado da palavra filosofia?. Muita gente se pergunta a razão pelo qual o escolhemos. Este tema esta presente em todo o lado, na nossa vida, na escola, até no Universo. Muitos adolescentes se perguntam o porque existe a disciplina de filosofia?; Para que serve?; Qual a sua utilidade?; Que importância tem?;Qual a relação de ser um Filósofo e estudar Filosofia?. Embora a Filosofia em geral não seja produzida para resultados concretos e imediatos, crer que ela não tenha aplicação prática é apenas uma ilusão. Figura 2 – Filosofo em meditação Argumento Qual o verdadeiro significado da palavra Filosofia? A Enciclopédia Larousse diz que a Filosofia é uma actividade do pensamento que tem como fim uma reflexão sobre os seres e as coisas e é um saber que tem categorias e métodos específicos. Alem disso, diz que é um saber e uma actividade útil. Como a Enciclopédia Larousse é uma obra de referência e cuja qualidade e seriedade é por todos reconhecida, então o que diz é verdade. Logo, em nossa opinião, Filosofia pode ser entendida por um domínio de uma actividade de pensamento que tem como finalidade uma reflexão sobre os seres e as coisas do universo, da história, da arte, etc. Para além disso, é um saber, uma procura pela verdade e podemos através disto concluir que Filosofia tem vários significados possíveis. Interpretação Tipo de argumento : Autoridade Premissas A Enciclopédia Larousse diz que a Filosofia é uma actividade do pensamento que tem como fim uma reflexão sobre os seres e as coisas e é um saber que tem categorias e métodos específicos. Alem disso, diz que é um saber e uma actividade útil. Forma Canónica p: A filosofia é uma actividade do pensamento que tem como fim uma reflexão sobre os seres e as coisas e é um saber que tem categorias e métodos específicos. q: um saber e uma actividade útil. r: A filosofia tem vários significados possíveis. O Exame Critico consiste na interpretação e na avaliação de um argumento. A interpretação de um argumento é o primeiro passo, isto é, identificar os elementos do argumento: premissas, conclusão e conexão lógica. A seguir, reformula-se o argumento: Identificar as expressões que referem premissas e conclusões; Definir as proposições; Reformular o argumento na forma canónica; Formalizar o argumento. Com estes procedimentos podemos ter uma melhor interpretação, mas para tal é preciso uma avaliação. Esta avaliação consiste em 3REGRAS: R1 – as premissas são verdadeiras; R2 – há conexão lógica entre premissas e conclusão; R3 – das premissas verdadeiras não é possível derivar uma conclusão falsa. Existem 4 regras para se avaliar um argumento de autoridade. Para que um argumento de autoridade possa ser considerado válido e bom, deve, obviamente respeitar certas regras específicas para o argumento de autoridade. Regra nº 5: o especialista invocado (a autoridade) tem de ser um bom especialista na matéria em causa. Para termos a certeza que estava certo fomos a uma enciclopédia que comprova o que nos dizemos. Regra nº 6 – Os especialistas da matéria em causa (as autoridades) não podem discordar significativamente entre si quando à opinião sobre um problema. Esta regra é importante na Filosofia onde há teses sobre as quais os melhores filósofos estão em desacordo. Regra 7: Só podemos aceitar a conclusão de um argumento de autoridade se não existirem outros argumentos mais fortes ou de igual valor a favor da opinião contrária. A verdadeira motivação da existência desta regra é a seguinte: todos os seres humanos erram, mesmo os especialistas numa dada área. Mas para este problema usamos a Regra 5. Concluindo, no dia em que algum Pensador desvendar o segredo do conceito sobre a Filosofia, este terá destruído a ideia que nutre o homem durante séculos, pois o pensar filosófico é inerente ao ser humano, e defini-la através de conceitos seria aprisionar a própria capacidade. Partindo da ideia de que filosofia é criar conceitos, conceituar a Filosofia é muito mais do que neologismos, conceituar a Filosofa é pensar continuamente no acto dinâmico da reflexão, auto - reflexão e originalidade de surpreender-se diante do imprevisto, do inexplicável, do maravilhoso.... Enciclopédia Larousse; livro nº 10

14 I SDA Interpretação É possível provar que Deus existe? Sara Rocha, Mariana Coelho, Elisa Pereira, Elsa Silva, João Pereira e Elodie Fernandes. 10º Z, Escola Secundária Carlos Amarante IntroduçãoAvaliação Conclusão Referências Exame Crítico Problema O nosso problema é: É possível provar que Deus existe?. Para o solucionar-mos iremos utilizar duas situações presentes na bíblia que sabemos serem falsas e duas situações que constam na bíblia e sabemos serem verdadeiras para provar-mos ou não a existência de Deus. Opiniões Argumento Se a Bíblia é um livro verídico, então é possível provar que Deus existe. Há factos que mostram que certas coisas escritas na Bíblia são verídicas, como por exemplo: Judas existiu, pois existe um testamento escrito por ele e existem vestígios arqueológicos dos locais que constam na Bíblia. Há também factos que nos fazem crer que a Bíblia contem informações falsas, como por exemplo: a mulher ter sido criada através de uma costela do homem e que Adão e Eva na realidade não existiram, visto que segundo a teoria da evolução o homem evolui de um primata. Logo a Bíblia não é um livro verídico, portanto, não é possível provar que Deus existe ou que não existe. As premissas que constituem o nosso argumento são verdadeiras e das mesmas não se deriva uma conclusão falsa logo existe conexão lógica entre premissas e conclusão. Visto que estas são verdadeiras e das mesmas não se deriva uma conclusão falsa concluímos que o argumento é sólido visto que as mesmas não são mais discutíveis que a conclusão. Os principais resultados da nossa avaliação consistem em afirmar que não temos dados empíricos para provar ou não a existência de Deus. Finalidade: esclarecimento da nossa tese a defender. Esta, tem como objectivo provar ou não a existência de Deus. Como não temos dados empíricos para provar a existência de Deus iremos utilizar alguns exemplos que constam na bíblia. Exame crítico: interpretar um argumento e avaliá-lo. Procedimentos para interpretar um argumento: identificar as expressões que referem premissas e conclusão definir as proposições reformular o argumento na forma canónica formalizar o argumento. Procedimentos para avaliar um argumento: saber se é ou não um argumento, saber se obedece às três regras que se exigem para que um argumento possa considerar-se válido, saber se é sólido ou não saber se é ou não um bom argumento. Regras gerais de validade: as premissas são ambas verdadeiras de premissas verdadeiras não se pode derivar uma conclusão falsa existe conexão lógica entre premissas e entre premissas e conclusão. As diferentes opiniões que é possível admitir do problema em análise são que não conseguimos provar ou não a existência de Deus, que há situações ou factos que constam na bíblia e sabemos que são falsas e também que existem certos factos que constam na bíblia e sabemos serem falsas. A opinião que escolhemos defender foi que não é possível provar ou não a existência de Deus visto que não temos dados empíricos para provar a existência de Deus. Proposições: P: A Bíblia é um livro verídico. Q: É possível provar que Deus existe. R: Há factos que mostram que algumas coisas afirmadas na Bíblia são verídicas. S: Há factos que mostram que algumas coisas afirmadas na Bíblia não são verídicas. T: É possível provar que Deus não existe. Forma Canónica: Se a Bíblia é um livro verídico então é possível provar que Deus existe; ora há factos que mostram que algumas coisas afirmadas na Bíblia são verídicas e há factos que mostram que algumas coisas afirmadas na Bíblia não são verídicas, portanto a Bíblia não é um livro verídico. Logo, não é possível provar que Deus existe e não é possível provar que Deus não existe. Formalização: Se P, então Q; ora R e S, portanto não –P. Logo, não -Q e não –T. Na nossa opinião o trabalho está razoável visto que a opinião defendida é satisfatória e aceitável, pois os argumentos nele usados são admissíveis e convincentes. Não há motivos para rejeitar ou duvidar da interpretação e avaliação do argumento porque no mesmo existe conexão lógica entre premissas e conclusão. As fontes que utilizamos foram o Manual, o livro Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant (2ª edição) e o motor de busca Google. Figura 1 - Bíblia – Livro Sagrado; Figura 2 - Deus.

15 I SDA 6. Interpretação Poster Filosófico Ana Leite, Ana Lima, Ana Gonçalves, Sara Gonçalves, João Pinto 10º Z, Escola Secundária Carlos Amarante 1. Introdução7. Avaliação 8. Conclusão 9. Referências 2. Exame Crítico 3. Problema Alexandre Williams, menor condenado a morrer na cadeira eléctrica por ter assassinado uma outra criança; Jonh Paul Penry, maior de idade, foi condenado pelo assassinato de uma mulher. A pena de morte é igualmente legitima em todos os casos? 4. Opiniões 5. Argumento Será que a pena de morte é legitima? No nosso ponto de vista, ela é legitima mas apenas em alguns casos. Por exemplo, no caso de Jonh Paul Penry, maior de idade, que foi condenado pelo assassinato de uma mulher, a pena de morte é legitima, pois ele pode ser responsabilizado pelo seu acto e porque já usufruiu minimamente da sua vida. No caso de Alexandre Willians, menor condenado a morrer na cadeira eléctrica por ter assassinado outra criança, a pena de morte não é legitima, porque o condenado é menor: será que pode ser responsabilizado como um adulto? E como é jovem, não tem direito a viver o futuro? Logo a pena de morte é legitima apenas em alguns casos: quando se trata de um adulto que pode ser plenamente responsabilizado por actos particularmente horríveis, hediondos, medonhos, desumanos, repugnantes. O nosso argumento é um argumento válido porque é formado por proposições, porque as premissas são verdadeiras (apoiamo-nos em casos verídicos). Existe conexão lógica entre premissas e entre premissas e conclusão e tem a forma [se p e não-t, então não-q; se (r e s e s), então q. Logo, U.], uma conclusão falsa não é derivável destas premissas: se substituirmos a conclusão pela proposição contrária, o argumento deixa de fazer sentido. Consideramos um argumento sólido porque as premissas e a conclusão são verdadeiras. É um argumento bom porque as premissas são menos discutíveis que a conclusão, porque é um argumento válido. Alexander Williams,menor de idade, condenado a morrer na cadeira eléctrica por ter assassinado outra criança e John Paul Penry, maior de idade, foi condenado pelo assassinato de uma mulher. Alexander Williams não tem o direito à vida? Como é jovem não tem direito a viver o futuro? É igualmente legitima a pena de morte nestes casos? Defendemos, neste trabalho, que a pena de morte é legitima apenas em alguns casos. Organizámos o poster da seguinte forma: 1. Introdução: breve descrição do problema e do poster 2- Exame critico: Define exame crítico de argumentos. 3. Opinião: mostra as opiniões possíveis para o problema. 4. Argumento: o nosso argumento. 5. Interpretação: interpretação lógica do argumento, definição das proposições, forma canónica do argumento, formalização do argumento. 6. Avaliação: avaliação do nosso argumento. 7. Conclusão: consequências da interpretação e avaliação do argumento. O exame crítico consiste na interpretação do argumento e na avaliação do argumento. Para interpretação lógica é necessário: * Identificar premissas e conclusão; * Definir as preposições; * Reformular o argumento na forma canónica; * Formalizar o argumento. Avaliação do argumento: * Argumento inválido: -Argumento que viola as regras gerais ou específicas de validade; * Argumento válido: -Respeita as regras de validade; * Argumento sólido: -Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira; * Argumento fraco: -Uma premissa é tanto ou mais discutível que a conclusão; * Argumento bom: -Premissas menos discutíveis que a conclusão. Regras gerais de validade: R1: As premissas são ambas verdadeiras; R2: De premissas verdadeiras não pode derivar-se uma conclusão falsa; R3:Há conexão lógica entre premissas e entre premissas e conclusão. Opiniões Possíveis: A pena de morte é legitima. A pena de morte não é legitima. A pena de morte é legitima dependendo dos casos: homicídio e violação. Opinião a defender: A pena de morte é legitima dependendo dos casos. PROPOSIÇÕES: P: Alexandre Williams, menor condenado a morrer na cadeira eléctrica por ter assassinado uma outra criança. Q: é legítima a pena de morte. R: Jonh Paul Penry, maior de idade, foi condenado pelo assassinato de uma mulher. S: usufruiu e é responsabilizável. T: já usufruiu minimamente da sua vida. U: A pena de morte é legitima em alguns casos. Forma canónica: Alexandre Williams, menor condenado a morrer na cadeira eléctrica por ter assassinado uma outra criança. Jonh Paul Penry, maior de idade, foi condenado pelo assassinato de uma mulher. Logo, a pena de morte é legitima dependendo dos casos. Formalização se p e não-t, então não-q; se (r e s e s), então q. Logo, U. Mostrámos que é razoável admitir que a ideia de que a pena de morte é legitima em alguns casos. Além disso, defender que a pena de morte é legitima em alguns casos tem ainda a vantagem de conhecermos, julgar, avaliar e aprendermos a viver em harmonia com a sociedade. Com este exercício aprendemos que a pena de morte é legitima em apenas alguns casos: no caso de menores não é legitima, porque estes ainda não usufruíram minimamente da vida, no caso de maiores de idade sim, pois já usufruíram minimamente da sua vida. Figura 1 – Menor e uma forca a pedir para acabarem as execuções.


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