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Prof. Ms. Gerson Boaventura Aula I. Carga Horária: 30 h/a Abordagem: crítica e teórica Ementa: Perfil do professor de língua estrangeira. Metodologias,

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1 Prof. Ms. Gerson Boaventura Aula I

2 Carga Horária: 30 h/a Abordagem: crítica e teórica Ementa: Perfil do professor de língua estrangeira. Metodologias, abordagens, métodos e técnicas de ensino de língua estrangeira. Planejamento de curso e de aulas. Avaliação. Ensino de língua inglesa no ensino básico, em cursos de idiomas e em outras instituições.

3 ALVAREZ, M. L. O.; SILVA, K. A. da (Orgs.). Linguística Aplicada : múltiplos olhares. Campinas: Pontes, BARCELOS, A. M. F. (Org.). Linguística Aplicada : reflexões sobre ensino e aprendizagem de língua materna e língua estrangeira. Campinas: Pontes, COFFIN, C.; LILLIS, T., OHALLORAN, K. (Orgs.). Applied Linguistics Methods : A Reader. London: Routledge, KAPLAN, R. B. (Org.). The Oxford Handbook of Applied Linguistics. 2. ed. New York: Oxford University Press, MOITA LOPES, L., P. da (Org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola, PERRY JR., F. L. Research in Applied Linguistics : becoming a discerning consumer. 2. ed. New York/Abingdon: Routledge, 2011.

4 Introdução à Linguística (vol. 1 e 2) José Luiz Fiorin (org.) oduo__Lingstica_Vol1e2_-_J.html lingstica-vol1e2-jos-luiz-fiorin

5 For millions of years mankind lived just like animals Then something happened which unleashed the power of our imagination We learned to talk There's a silence surrounding me I can't seem to think straight I'll sit in the corner Where no one can bother me I think I should speak now (why won't you talk to me) But I can't seem to speak now (you never talk to me) My words won't come out right (what are you thinking) I feel like I'm drowning (What are you feeling) I'm feeling weak now (why won't you talk to me) But I can't show my weakness (you never talk to me I sometimes wonder (what are you thinking) Where do we go from here (what are you feeling) It doesn't have to be like this All we need to do is make sure we keep talking Why won't you talk to me (I feel like I'm drowning) You never talk to me (you know I can't breathe now) What are you thinking (we're going nowhere) What are you feeling (we're going nowhere) Why won't you talk to me You never talk to me What are you thinking Where do we go from here It doesn't have to be like this All we need to do is make sure we keep talking

6 Os hindus e a fonética dos Vedas; Os gregos e a filosofia da linguagem; Platão e o significado em Crátilo; Aristóteles e a estrutura linguística; Idade Média: estrutura gramatical universal; A Reforma Protestante do século XVI e o dicionário poliglota de Ambrosio Calepino; Século XIX: a gramática comparada; Século XX: Ferdinand de Saussure e o Curso de Linguística Geral – a Linguística autônoma.

7 Saussure considerou a linguagem "heteróclita e multifacetada", pois abrange vários domínios; é ao mesmo tempo física, fisiológica e psíquica; pertence ao domínio individual e social; "não se deixa classificar em nenhuma categoria de fatos humanos, pois não se sabe como inferir sua unidade" (1969: 17). A língua é uma parte essencial da linguagem; "é um produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos" (1969: 17). A língua é para Saussure "um sistema de signos" - um conjunto de unidades que se relacionam organizadamente dentro de um todo. É "a parte social da linguagem", exterior ao indivíduo; não pode ser modificada pelo falante e obedece às leis do contrato social estabelecido pelos membros da comunidade.

8 A fala é um ato individual; resulta das combinações feitas pelo sujeito falante utilizando o código da língua; expressa-se pelos mecanismos psicofísicos (atos de fonação) necessários à produção dessas combinações. A distinção linguagem/língua/fala situa o objeto da Lingüística para Saussure. Parole x Langue O Estruturalismo

9 Em seu livro Syntactic Structures (1957:13), Chomsky afirma: "Doravante considerarei uma linguagem como um conjunto (finito ou infinito) de sentenças, cada uma finita em comprimento e construída a partir de um conjunto finito de elementos". A capacidade inata para a linguagem. O Gerativismo. Chomsky distingue competência de desempenho. A competência Lingüística é a porção do conhecimento do sistema lingüístico do falante que lhe permite produzir o conjunto de sentenças de sua língua

10 O desempenho corresponde ao comportamento lingüístico, que resulta não somente da competência Lingüística do falante, mas também de fatores não lingüísticos de ordem variada, como: convenções sociais, crenças, atitudes emocionais do falante em relação ao que diz, pressupostos sobre as atitudes do interlocutor etc., de um lado; e, de outro, o funcionamento dos mecanismos psicológicos e fisiológicos envolvidos na produção dos enunciados.

11 Todas as linguagens (verbais ou não-verbais) compartilham uma característica importante - são sistemas de signos usados para a comunicação. Saussure a denominou a ciência que estuda todo e qualquer sistema de signos Semiologia; Peirce a chamou de Semiótica. A função do linguista é estudar toda e qualquer expressão Lingüística como um fato merecedor de descrição e explicação dentro de um quadro científico adequado.

12 O que é falar certo? Pra que serve a Gramática Normativa? Como a Linguística trabalha os regionalismos? Lingüística: o ponto de vista descritivo/explicativo

13 Quem foi Charles Sanders Peirce? Charles Sanders Peirce ( ), cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou- se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia. Peirce, como diz Santaella (1983: 19), foi um "Leonardo das ciências modernas". Uma das marcas do pensamento peirceano é a ampliação da noção de signo e, conseqüentemente, da noção de linguagem. Peirce "foi o enunciador da tese anticartesiana de que todo pensamento se dá em signos, na continuidade dos signos" (p.32); do diagrama das ciências; das categorias; do pragmatismo. Santaella, L. (2001). Matrizes da Linguagem e Pensamento. São Paulo: Iluminuras.

14 "Ao morrer, em 1914, Peirce deixou nada menos do que 12 mil páginas publicadas e 90 mil páginas de manuscritos inéditos. Os manuscritos foram depositados na Universidade de Harvard. Apenas vinte anos mais tarde, na década de 1930, surgiria a primeira publicação de textos coligidos nos seis volumes dos Collected Papers, editados por Hartshorne e Weiss. Infelizmente, grande parte dos textos aí coligidos restringiu-se a escritos que Peirce já publicara em vida. (...) Nos anos 1950, Burks acrescentou os volumes 7 e 8 aos Collected Papers, nos quais aparecem temas adicionais... tais como a filosofia da mente e algumas da principais correspondências de Peirce com Lady Welby onde estão expostas discussões importantes da teoria dos signos peirceana." (p.6) "...em 1976, sob direção de Max Fisch, estabeleceu-se na Universidade de indiana, com sede em Indianápolis, o Peirce Edition Project... sob os auspícios do National Endowment for the Humanities, para a publicação de escritos cronológicos de Peirce em 35 volumes" (p.7), tarefa que ainda hoje não foi terminada. Hoje o Peirce Edition Project está sob a direção de Nathan Houser. Peirce Edition Project

15 Desde quando há estudos semióticos? "A semiótica propriamente dita teve seu início com filósofos como John Locke ( ) que, no seu Essay on human understanding, de 1690, postulou uma "doutrina dos signos" com o nome de Semeiotiké, ou com Johann Heinrich Lambert ( ) que, em 1764, foi um dos primeiros filósofos a escrever um tratado específico intitulado Semiotik." (p.18) Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume. Quando o termo "semiótica" começou a ser utilizado? Inicialmente, encontramos esse termo na medicina. "O médico grego Galeno de Pérgamo ( ), por exemplo, referiu-se à diagnóstica como sendo a parte semiótica (semeiotikón méros) da medicina." (p.19) Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume. "E apenas mais tarde é que os filósofos e lingüístas adotaram o termo para designar uma teoria geral dos signos." (pp. 12 e 13) Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Traduação de: Handbuch der Semiotik.

16 Qual a diferença entre semiótica moderna, do século XIX e medieval? Podemos dizer nas palavras do professor Nöth que a semiótica medieval desenvolveu-se no âmbito da teologia e do trívio das artes liberais (gramática, retórica e dialética). No séc XIX, "símbolos e imagem são as noções centrais da semiótica" (p.55). Vemos o emergir das teorias moderna de significado, sentido e referência da semântica lingüística e o início do questionamento científico da linguagem. Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume. O período moderno (século XX) é inaugurado por Edmund Husserl ( ) com a sua teoria fenomenológica dos signos e significados. Não obstante, na história da semiótica moderna, Charles Sanders Peirce ( ) é visto como uma das maiores figuras deste período, o fundador da teoria moderna dos signos. Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Tradução de: Handbuch der Semiotik.

17 Quais são os "tipos de semiótica"? Semiótica peirceana (Peirce) Foco de atenção: universalidade epistemológica e metafísica. Nas palavras de Santaella: "uma teoria sígnica do conhecimento que busca divisar e deslindar seu ser de linguagem, isto é, sua ação de signo" (p.14, op.cit). Semiótica estruturalista/Semiologia (Saussure; Lévi-Strauss; Barthes; Greimas) Foco de atenção: signos verbais. Semiótica russa ou semiótica da cultura (Jakobson; Hjelmslev; Lotman) Foco de atenção: linguagem, literatura e outros fenômenos culturais, como a comunicação não-verbal e visual, mito, religião. Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Traduação de: Handbuch der Semiotik.

18 Quando se iniciaram os primeiros estudos de semiótica peirceana no Brasil? Primeiramente, no Brasil, foram desenvolvidos estudos lingüísticos, cujo maior representante seria Joaquim Mattoso Câmara Jr. Assim, por essa via, as idéias saussureanas foram divulgadas antes das peirceanas. "Desde o início da década de 1970, há quase trinta anos, a obra do norte-americano Charles Sanders Peirce ( ), cientista, lógico, filósofo e criador da moderna ciência semiótica, vem sendo estudada na PUC de São Paulo. O pensamento de Peirce não entrou nessa universidade pela via da lógica, nem pela via da filosofia, mas pela via da semiótica. Naquela época, o atual programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica se chamava Teoria Literária, fundado e coordenado por Lucrécia Ferrara, pioneira junto com Joel Martins e Antonieta Alba Celani na criação dos programas de estudos pós-graduados na PUCSP, esses mesmos que cresceram, multiplicaram-se, trazendo hoje tanto prestígio acadêmico a essa universidade.

19 Foi nas magníficas aulas de Haroldo de Campos e Décio Pignatari, primeiros professores do programa de Teoria Literária, que a teoria dos signos de Peirce começou a ser interpretada no Brasil. Em 1970, Haroldo de Campos organizou a edição para a Perspectiva da Pequena Estética de Max Bense, filósofo alemão e divulgador primeiro da obra peirceana em seu país. Em 1972, a Cultrix editou, com tradução de Octanny S. da Mota e Leonidas Hegenberg, mais coletâneas de escritos escolhidos de Charles Sanders Peirce. Essa coletânea antecederia em muitos anos, as primeiras coletâneas de textos traduzidos de Peirce em vários países da Europa. Enfim, foi com salutar precocidade que se deu o plantio das primeiras sementes dos estudos peirceanos no Brasil, cuja dianteira foi tomada pela pós-graduação em Teoria Literária da PUCSP. Em 1978, esse antigo programa ampliou-se interdisciplinarmente numa proposta de estudos pós-graduados em Comunicação e Semiótica (COS). Sob essa nova sigla, que dura até hoje, e com novas perspectivas comunicacionais, a semiótica encontrou solo fértil para se desenvolver e se diversificar. Haroldo de Campos Décio Pignatari

20 A semiótica peirceana entrou em convivência com outras correntes da semiótica - saussuriana, hjelmsleviana, soviética, greimasiana, barthesiana etc. - formando um conjunto teórico aberto e crítico que, desde então, dividiu-se numa variada gama e campos de aplicações: literatura, artes, som, música, oralidade, dança, performance, jornal, rádio, imagens técnicas da era eletro-mecânica - fotografia e cinema -, da era eletrônica - televisão, vídeo - e da era teleinformática - infografia, infovias etc. A vocação interdisciplinar da semiótica, como uma ciência da comunicação, também se dilatou na multi e transdisciplinaridade, propiciando o diálogo e intercâmbio conceitual com a epistemologia, a história das ciências, as ciências sociais, a psicologia, a psicanálise etc. Começaram a surgir, pouco a pouco, Centros de Pesquisa ligados às linhas de pesquisa que estão definidas como extensões diretas das áreas de concentração do programa." (pp. 3 e 4) O Centro de Estudos Peirceanos é um desses centros de pesquisa, fundado em 1996, por Lúcia Santaella. Santaella, L. (1997). Estudos de Peirce no COS/PUCSP. In Laurentiz, S. (org.) Caderno da 1ª Jornada do Centro de Estudos Peirceanos. Editado pelo CENEP-COS/PUC-SP.

21 O que são signos na concepção peirceana? Peirce ampliou sobremaneira a noção de signo, concebendo-o como uma relação triádica. SIGNO OU REPRESENTÂMEN - OBJETO - INTERPRETANTE "Signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Ele só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representar, substituir uma outra coisa diferente dele." (p.58) Santaella, L. (1983). O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense. "Defino um Signo como qualquer coisa que, de um lado, é assim determinada por um Objeto e, de outro, assim determina uma idéia na mente de uma pessoa, esta última determinação, que denomino o Interpretante do signo, é, desse modo, mediatamente determinada por aquele Objeto. Um signo, assim, tem uma relação triádica com seu Objeto e com seu Interpretante (8.343)." (p.12) Santaella, L. (2000). A teoria geral dos signos: Como as linguagens significam as coisas. 2a ed. São Paulo: Pioneira.

22 Quais são os tipos de signos, de acordo com Peirce? De acordo com Peirce, os signos se diferenciam dependendo da relação entre os elementos que compõem um signo e de sua ação específica (ou semiose). Quando um signo diz respeito ao signo em si mesmo (primeiro elemento da tríade), pode ser classificados em quali-signo, sin-signo ou legi-signo. Quanto à relação de um signo com o seu objeto dinâmico, o signo pode ser classificado como ícone, índice e símbolo. Quanto à relação do signo com o(s) interpretante(s), o signo pode ser classificado como rema, dicente e argumento. Santaella, L. (2000). A teoria geral dos signos: Como as linguagens significam as coisas. 2a ed. São Paulo: Pioneira.

23 Signo em si ou Representâmen Qualisigno Sinsigno Legisigno Objeto Ícone ÍndiceSímbolo Interpretante Rema DícenteArgumento SIGNO Diagrama sintético do Signo

24 Relações Sígnicas Para efeito didático, será feita a decomposição da estrutura do signo. Fique claro que a ocorrência do signo é global e não segmentada. Ao ser percebido, o signo se mostra enquanto ocorrência: ele pode evocar referências e suscitar interpretações. Cada uma dessas relações sígnicas Peirce chamou tricotomia. A primeira tricotomia dá-se no nível do Representâmen, a segunda, no do Objeto e a terceira, no Interpretante. O Signo em si ou Representâmen O signo em si ou Representâmen é algo que integra o processo de representação, passível de ser percebido, sentido. Ele é o suporte das significações que serão extraídas do signo. O Representâmen corresponde às dimensões sintáticas e materiais do produto.

25 O Qualisigno (uma qualidade que é signo) é o aspecto do Representâmen que diz respeito às suas características que menos o particularizam, como as cores, os materiais, a textura, o acabamento. O Sinsigno é o aspecto do signo que já o particulariza e individualiza como ocorrência: sua forma, suas dimensões. O Legisigno é como as conversões e as regras, os padrões se manifestam no Representâmen: as aplicações de perspectiva, o atendimento a normas. Signo em si ou Representâmen Qualisigno Sinsigno Legisigno

26 Objeto Para que se conheça algo é necessário que este algo seja passível de representação. As estratégias pelas quais esse algo se faz representar constituem o seu Objeto, ou seja, a natureza da mediação que o signo estabelece com o Objeto Dinâmico. O Objeto (ou meio) é o modo como o signo se refere àquilo que ele representa. Quando esta representação se dá por semelhança chama-se Ícone. Nesse caso, a representação se faz por meio de analogia com o algo representado. A imagem é um nível primeiro de Ícone, uma representação de qualidades que enseja o conhecimento do Objeto Dinâmico em si. Um segundo nível do Ícone é o diagrama. Os gráficos, mapas são diagramas. A metáfora é o terceiro nível do Ícone. Nela atributos do caráter do objeto Dinâmico se fazem sentir no signo. Quando o procedimento de representação se faz por meio de marcas que Objeto Dinâmico causa, denomina-se Índice. Pode- se fazer uma distinção entre dois tipos de Índice: o de identificação, em que é possível pelo signo retraçar-se inequivocadamente a origem da causa, e a indicação, na qual se evidencia o efeito, mas a origem ou autoria da marca é obscurecida ou inacessível. O Símbolo é a relação de associação que se dá dentro de um sistema que está subjacente ao signo. A relação se dá por um processo de convenção. Pode-se distinguir os símbolos com caráter icônico dos mais orientados para uma relação indicial, contrastando com os símbolos em que o caráter arbitrário predomina (simbólicos) Objeto Ícone – imagem – diagrama - metáfora Índice - identificação - indicação Símbolo - icônico - simbólico - indicial

27 Interpretante Consiste nas possibilidades interpretativas do signo, ou seja, é o que um signo pode gerar na mente de alguém. Pode ser abordado em três níveis. Num primeiro momento ocorre uma indefinição. O que é? Para que serve? O que é para mim? Esse âmbito de conotações, amplo e impreciso, é o que se chama Rema. Quando o Interpretante enseja particularizações interpretativas, afirmações, em que há denotação, trata-se de um elemento chamado de Dícente. O Interpretante que esteja cheio de certeza, de garantias, é um Argumento. Nele estão as regras precisas, fundamentadas, e até certo ponto não refutadas. Interpretante Rema DícenteArgumento

28 Foto da Garrafa Transparente, líquido preto, vidro, liso Qualisigno Sinsigno Forma curvilínea 25cm de altura por 8 de diâmetro maior Legisigno Manual de fabricação Garaffa de Coca-cola Ícone Ilustração da Garrafa Índice Consumismo Símbolo Jovialidade Interpretante Rema O que é? Bebida Para que serve? Matar a sede O que é para mim? Bebida gaseificada doce Dícente Essa porcaria é gostosa (Frase dita pela minha avó acerca da Coca-cola) Argumento Sucesso de Marketing E vendas no mundo SIGNO Diagrama sintético do Signo

29 Quantos de nós vêem? Perceber, compreender, contemplar, observar, descobrir, reconhecer, visualizar, examinar, ler, olhar... Identificação de objetos simples Uso de símbolos e da linguagem para conceituar Pensamento indutivo e dedutivo Criança – consciência tátil Embora usada por nós com tanta naturalidade, a visão ainda não produziu sua civilização. A visão é veloz, de grande alcance, simultaneamente analítica e sintética. Requer tão pouca energia para funcionar, como funciona, à velocidade da luz, que nos permite receber e conservar um número infinito de unidades de informação numa fração de segundos. Caleb Gattegno Reforço visual – experiência direta – máxima aproximação com a realidade Mostre-me

30 Falsa dicotomia: Belas-artes e Artes aplicadas A utilidade designa o Design e a fabricação de objetos, materiais e demonstrações que respondam a necessidades do usuário Arte (Belas-artes) – FormaDesign (Artes aplicadas) – Função Belas-artes Artes aplicadas Pintura Escultura Monumentos Ilustração Fotografia Arquitetura Artes Gráficas Design A forma acompanha a função Sullivan (arquiteto norte-americano)

31 Algumas características das mensagens visuais Expandir nossa capacidade de ver significa expandir nossa capacidade de entender uma mensagem visual, e, o que é ainda mais importante, de criar uma mensagem visual. A visão envolve algo mais do que o mero fato de ver ou de que algo nos seja mostrado. É parte integrante do processo de comunicação, que abrange todas as considerações relativas à arte, ao design, à expressão subjetiva e à resposta a um objetivo funcional. Os dados visuais têm 3 níveis distintos e individuais: - O input visual – uma grande quantidade de sistemas de símbolos - O material visual representacional – identificado no meio ambiente e possível de se reproduzir através do desenho, da pintura, da escultura e do cinema - A estrutura abstrata – a forma de tudo aquilo que vemos, seja natural ou resultado de uma composição para efeitos intencionais.

32 Algumas características das mensagens visuais Saber como funcionam as mensagens visuais no processo da visão, e de que modo são entendidos, pode contribuir enormemente para a compreensão de como podem ser aplicados à comunicação. Exemplo de como comunicam e o quê, nas artes visuais Gestalt – os princípios da organização perceptiva, o processo de configuração de um todo a partir das partes. Se cada um dos doze observadores ouvisse um dos doze tons de uma melodia,a soma de suas experiências não corresponderia ao que seria percebido por alguém que ouvisse a melodia toda. Ehrenfels

33 Algumas características das mensagens visuais Qualquer acontecimento visual é uma forma com conteúdo, mas o conteúdo é extremamente influenciado pela importância das partes constitutivas, como a cor, o tom, a textura, a dimensão, a proporção e suas relações compositivas com o significado. São muitas as técnicas que podem ser aplicadas na busca de soluções visuais. Aqui estão algumas mais usadas e de mais fácil identificação, dispostas de modo a demonstrar suas fontes antagônicas: Contraste Instabilidade Assimetria Irregularidade Complexidade Fragmentação Profusão Exagero Espontaneidade Atividade Ousadia Ênfase Transparência Variação Distorção Profundidade Justaposição Acaso Agudeza Episodicidade Harmonia Equilíbrio Simetria Regularidade Simplicidade Unidade Economia Minimização Previsibilidade Estase Sutileza Neutralidade Opacidade Estabilidade Exatidão Planura Singularidade Seqüencialidade Difusão Repetição

34 Trabalho Escolher qualquer signo e aplicá-lo no Diagrama sintético do signo (ver exemplo no slide 17) 2- Escolher uma característica de mensagem visual e representar este objeto, uma dentro de Contraste e outra oposta dentro de Harmonia Entrega na próxima aula, dia – impresso (não serão aceitos trabalhos via ) e apresentar e explicar na sala. Pode ser feito em duplas. ExageroMinimização

35 Para Peirce, o importante não é o signo – tal como em Saussure - mas a situação signíca, que ele chama de semiose. A SEMIOSE interpreta nte Interpre tante objeto represent amen semiose A FUNÇÃO- SIGNO É TRIÁDICA

36 cooperação de três sujeitos Semiose: ação ou influência que é ou implica na cooperação de três sujeitos ( subjetcs – que é melhor traduzido, segundo Verón, em suporte – são suportes do processo semiótico) e que não é redutível de maneira alguma a pares. A SEMIOSE interpreta nte Interpre tante objeto represent amen semiose

37 A SEMIOSE Logo, a função do signo consiste, para Peirce, em uma situação triádica, que tem por suportes: OBJETO : aquilo que é representado, tudo que é citável. REPRESENTÂMEN : base que fundamenta a representação, um signo-veículo (significante). INTERPRETANTE : é algo assemelhado ao significado; outro signo que faz a conexão interpretativa entre a representação material e seu referente (objeto). É o que consegue ler/decifrar o signo.

38 A SEMIOSE um signo se dirige à alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Chamo o signo assim criado o interpretante do primeiro signo (apud NOTH, 1995, p.74)

39 OS SIGNOS Signo: tudo aquilo que exerce a função de estar no lugar de outra coisa, representando-a. Peirce entende cada elemento como signo inserido em um processo de semiose infinita. CADEIRA: REPRESENTANTE = a representação da cadeira OBJETO = a cadeira em si / o conceito de cadeira INTERPRETANTE = o modo como relacionamos o objeto com a coisa representada

40 A SEMIOSE Em relação a Saussure: REPRESENTÂMEN = signo/significante OBJETO = conceito (da ordem do pensamento) INTERPRETANTE = significação do signo Para Peirce não há signo fora da situação de semiose, já para Saussure havia significante fora dela. nada é signo se não é interpretado como signo (Peirce)

41 SEMIOSE SINTETIZANDO: para que um signo represente um objeto é preciso que o sujeito crie na sua mente esse signo que seja a relação dos dois primeiros (signo e seu objeto); este terceiro signo é o INTERPRETANTE. (SIGNO: RELAÇÃO ENTRE OS OUTROS DOIS) INTERPRETANTE REPRESENTÂMEN (SIGNO) OBJETO

42 Correspondência sistemática das reflexões de Frege e Peirce, no que concerne ao modelo fundamental de sentido

43 ELEMENTOS FORMAIS DA CONSCIÊNCIA PEIRCE DIFERE PENSAMENTO (CONSCIÊNCIA) DE PENSAMENTO RACIONAL (QUALIDADES GENÉTICAS)

44 ELEMENTOS FORMAIS DA CONSCIÊNCIA consciência elementos formais de qualquer experiência Peirce dizia que tudo o que parece consciência, deriva de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de qualquer experiência : Qualidade (Primeiridade) Relação (Reação - Secundidade) Representação (Mediação - Terceiridade)

45 PRIMEIRIDADE presente à consciência naquele instante Refere-se a tudo que está presente à consciência naquele instante (impressão, sentimento). Categoria do desprevenido, da primeira impressão. precede toda síntese e toda diferenciação O primeiro (primeiridade) é presente e imediato, ele é original, espontâneo, precede toda síntese e toda diferenciação. A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que mal podemos tocá-la sem estragá-la A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que mal podemos tocá-la sem estragá-la.

46 SECUNDIDADE Consiste no conflito da consciência com o fenômeno, buscando entendê-lo. para existir, a qualidade tem que estar encarnada numa matéria Onde quer que haja um fenômeno, há uma qualidade (sua primeiridade). Mas a qualidade é apenas uma parte do fenômeno; para existir, a qualidade tem que estar encarnada numa matéria. O fato de existir (secundidade) está nessa corporificação material O fato de existir (secundidade) está nessa corporificação material.

47 TERCEIRIDADE Primeiridade é a categoria que da à experiência sua qualidade distintiva (sentimento). Secundidade é o que dá à experiência seu caráter factual/material. Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, através da qual representamos e interpretamos o mundo Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, através da qual representamos e interpretamos o mundo.

48 TERCEIRIDADE EXEMPLO: AZUL POSITIVO: a impressão do azul ( PRIMEIRIDADE ). AZUL ENCARNADO NO CÉU: o aqui e agora (existência no tempo e no espaço) onde se encarna o azul ( SECUNDIDADE ) TERCEIRIDADE FRASE O AZUL DO CÉU: a laboração cognitiva, a síntese intelectual constitui a TERCEIRIDADE. contexto pessoal TERCEIRIDADE: indivíduo conecta à frase sua experiência de vida, fornece à oração um contexto pessoal (elementos extra-textuais).

49 TERCEIRIDADE PRIMEIRIDADE: sensação de liberdade, paz. SECUNDIDADE: instante em que você percebe a experiência. Por exemplo, você sente que o sol está batendo no seu rosto. TERCEIRIDADE: sua interpretação de que deve ficar exposta ao sol ou sair de seu alcance.

50 ÍNDICE, ÍCONE E SÍMBOLO Para PEIRCE existem três tipos de signos: ÍNDICEÍCONESÍMBOLO PINHEIRO AMERICANO

51 ÍCONE ÍCONE : Semelhança entre representamen e objeto ÍCONE : representa apenas uma parte da semiose na qual o representamen evidencia um ou mais aspectos qualitativos do objeto (imagens, diagramas). Semelhança entre representamen e objeto. Nem sempre um ícone exerce apenas essa função: ÍCONE E SÍMBOLO ÍCONE = semelhança entre a representação e o objeto SÍMBOLO = reconhecemos (por convenção) que ali há um banheiro do gênero que o boneco representa.

52 ÍNDICE ÍNDICE : o representamen indica (para) o objeto ÍNDICE : relações orgânicas de causalidade são típicas dessa categoria, onde o representamen indica (para) o objeto. Onde há fumaça, há fogo Nuvem escura indica chuva Pegada na areia é "indício" de quem passou

53 SÍMBOLO SÍMBOLO : são socialmente convencionados e mutáveis SÍMBOLO : são arbitrários, no sentido de que são socialmente convencionados e mutáveis, mas não absolutamente acidentais (há homologias entre línguas). Não há semelhança entre representâmen e objeto = NÃO É ÍCONE O representâmen não indica o objeto = NÃO É ÍNDICE

54 SÍMBOLO cadeira chair cadeira - Brasil chair - Inglaterra O nome de um objeto qualquer – "cadeira" por exemplo – refere-se não só a uma cadeira em particular mas a uma idéia geral de "objeto composto de um assento sustentado a uma determinada distância do solo através de um ou mais pés e um encosto fixado angularmente em relação ao assento, transcendendo a secundidade indiciática e/ou icônica em direção à categoria simbólica.


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