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VERDADE E SIGNIFICADO: UMA ABORDAGEM LINGUISTICO-COGNITIVA www.nilson.pro.br.

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1 VERDADE E SIGNIFICADO: UMA ABORDAGEM LINGUISTICO-COGNITIVA

2 2 Linguagem, Cultura, Cognição Como é que a língua pode instituir nomes, descrições, correlações e indicações que não têm nada a ver com uma suposta ordem dos factos, e como, mesmo assim, esses discursos constituem, no bem como no mal, o nervo de uma cultura e a substância da comunicação quotidiana? U. Eco (1973)

3 Círculo de preocupações… Retórica (hiper)mediática ao serviço do poder Pobreza gerada pela exclusão dos sistemas simbólicos Anestesia moral dos decisores políticos –Divórcio entre Ética e Lei –Relativismo epistemológico e cultural; Multiculturalismo –Desumanização da relação educativa

4 Círculo de preocupações… Que papel para o ensino e iniciação filosóficos, para a pedagogia do pensamento e debate crítico de ideias, da acção reflectida? –Que tempo merece a iniciação à argumentação no 10º e 11º Anos? Ensinar ou iniciar? –Como superar o fraco domínio da Língua? –Que ideia de sentido e de verdade subjazem à apresentação das temáticas de Lógica, de Epistemologia, da relação entre valores e cultura, de Ética Pessoal e Social?

5 Um ponto de partida… «As palavras faladas são símbolos das afecções da alma, e as palavras escritas são símbolos das palavras faladas. E como a escrita não é igual em toda a parte, também as palavras faladas não são as mesmas em toda a parte, ainda que as afecções de alma de que as palavras são signos primeiros, sejam idênticas, tal como são idênticas as coisas de que as afecções referidas são imagens». –Aristóteles, Periérmeneias

6 O triângulo de Aristóteles… Aristóteles, Periérmeneias «E como a escrita não é igual em toda a parte, também as palavras faladas não são as mesmas em toda a parte, ainda que as afecções de alma de que as palavras são signos primeiros, sejam idênticas, tal como são idênticas as coisas de que as afecções referidas são imagens». Palavra falada / escrita P A C Coisa Afecção da Alma é símbolo de é imagem de significa

7 Verdade Significado? P? A? C? Palavra falada / escrita P A C Coisa Afecção da Alma símbolo imagem significado P A

8 Problemas e questões básicas A Verdade é acordo com as coisas, coerência de ideias ou convenção? O Significado é empírica, intuitiva ou funcionalmentemente dado? O significado é irrelevante para a noção de verdade? A verdade é condição necessária do significado? Quais as implicações filosóficas e didácticas das respostas a estas questões?

9 O triângulo filosófico P A C Filosofia da Mente e da Consciência Filosofia da Linguagem L M R Teorias do Significado Teorias da Verdade Epistemologia Metafísica

10 O triângulo da discórdia? P A C Objecto (Frege; Peirce), Denotatum (Morris), Significado (Frege), denotação (Russell), extensão (Carnap) Signo (Peirce), veículo sígnico (Morris), Símbolo (Ogden-Richards), expressão (Hjelmslev), representamen (Peirce), sema (Buyssens), significante (Saussure) Interpretante (Peirce), Referência (Ogden-Richards), sentido (Frege), intensão (Carnap), designatum (Morris, 1938), significatum (Morris, 1946), conceito, significado (Saussure), comotação connotatum (Stuart Mill), imagem mental (Saussure, Peirce), conteúdo (Hjelmslev), estado de consciência (Buyssens)

11 A Base das Teorias da Verdade teorias referenciais –concepção do significado como algo directamente conectado com elementos do mundo (e, por isso mesmo, objectivamente analisável em termos de condições-de- verdade através de uma lógica formal) teorias conceptuais do significado –uma concepção do significado como uma entidade mental e inevitavelmente conectada com a experiência humana.

12 Significado e Verdade: soluções? Só tem significado o que é verificável (Carnap,1928) O significado é irrelevante para a verdade (Russell, 1903) O significado é condição necessária da verdade (Davidson 1986)

13 Só faz sentido o verificável Carnap (1928) –«O sentido de uma proposição consiste em que expressa um estado de facto (pensável, porém não necessariamente existente). Se uma (pretensa) proposição não expressa um facto (pensável), carece de sentido e, por isso, é uma asserção apenas em aparência. Se uma proposição exprime um facto, então possui sempre significado; e é verdadeira quando tal facto existe e falsa quando não existe.»

14 Significado é irrelevante… Russell (1903) –«Todas as palavras têm significado, no puro sentido de que estão por alguma coisa diferente de si. Mas uma proposição, salvo no caso em que verse sobre a linguagem, não contém palavras, mas entidades indicadas por palavras. Assim, o significado, no sentido em que as palavras têm significado, é irrelevante para a Lógica»

15 O significado é crucial Davidson (1986) –«Pondo de parte casos aberrantes, o que une a verdade e o conhecimento é o sentido.» –«… a verdade de uma elocução depende apenas de duas coisas: aquilo que as palavras enquanto faladas significam e o modo como o mundo está disposto. –Dois intérpretes… podem não estar de acordo sobre se uma elocução é verdadeira, mas apenas de diferirem sobre como as coisas são no mundo que partilham, ou sobre o que a elocução significa.»

16 Uma falsa premissa oculta? Davidson (1984) –Há perspectivas correntes acerca da linguagem que encorajam uma má epistemologia. O que, claro, não acontece por acidente, uma vez que as teorias do sentido estão ligadas à epistemologia através de esforços para responder à questão acerca de como é que se determina que uma frase é verdadeira.»

17 LC: um método para a Filosofia? Davidson (1984) –«Ao partilharmos uma linguagem… partilhamos uma imagem do mundo que é, nas suas características mais gerais, necessariamente verdadeira. –Segue-se que, ao tornarmos manifestas as características mais gerais da nossa linguagem, tornamos manifestas as características mais gerais da realidade. –Uma maneira de investigar em metafísica é, por conseguinte, a de estudar a estrutura geral da nossa linguagem.»

18 A Linguística Cognitiva

19 O que é a Linguística Cognitiva? A Linguística Cognitiva (LC) não é uma única teoria da linguagem A Linguística Cognitiva é conjunto de programas de investigação genericamente compatíveis, quer em termos teóricos quer em termos metodológicos.

20 Tendências metodológicas Fenomenológica: introspecção; análise teórica Fisicalista: método experimental (NTL) Empírica: métodos estatísticos; linguística de corpus Biosemiótica: modelização matemática (teoria das catástrofes) de sistemas dinâmicos

21 O que é um significado? Um significado consiste num conteúdo (conceptual, perceptual, etc.) e numa forma particular de construir, configurar esse conteúdo. Significado = Base conceptual + Construal

22 Caso I – Significado flexível 1.Exemplo Clássico (Frege, 1892) –estrela da manhã, estrela da tarde –ESTRELA DA MANHÃ, ESTRELA DA TARDE –Planeta Vénus 2.Léxico da chuva (Kimbundu, Angola) –Ixi ia nvula TERRA DE CHUVA –Mvúla CHUVA; –Kusonha PINGAR, GOTEJAR, CHUVISCAR –Uaia SOM DA CHUVA AO CAIR

23 Caso I – Significado flexível 3.Fruta / Fruto (Teixeira, 2005)

24 Caso I – Significado flexível 3.Fruta / Fruto (Teixeira, 2005)

25 Caso I – Problemas Há diferentes palavras porque, por razões de sobrevivência, os falantes percepcionam instintivamente realidades diferentes ou percebem realidades distintas porque são condicionados pela existência de diferentes palavras (unidades significante/significado) ?

26 Caso II – Significados corpóreos 1.Conceito de COR (Berlin & Kay; Rosch) Preto Branco Vermelho Amarelo Verde AzulCastanho Púrpura Rosa Laranja Cinzento

27 Caso II – Significados corpóreos 2.Lexicalização do espaço: esquemas imagéticos em CORA (E. Cassad) –137 relações espaciais Não são preposições, posposições, casos… Pronomes deícticos (locativos): m a u h i

28 Caso II – Significados corpóreos 3.Metáforas espaciais (partes do corpo) em Mixtec (L. Talmy) –Diferentes padrões de Lexicalização do espaço –Em Mixtec todas as relações espaciais são dadas em metáforas que envolvem partes do corpo: –A casa está no cimo do monte / A casa está na cabeça do monte –Espaço peripessoal: o corpo (cérebro) está preparado para identificar o espaço perto das várias partes do corpo. –Significado emerge das estruturas secundárias do cérebro (mirror + cannonic neurons)

29 Caso III – Argumento e metáfora Um argumento é formado pelos seguintes elementos: 1.Premissas 2.Conclusão 3.Conexão Lógica entre premissas e conclusão Exemplo: –Se o produto X dissolve-se em água, então X é um sal. Ora, X dissolve-se. Logo, X é um sal.

30 Caso III – Argumento e metáfora Conexão linguística –Unidade e continuidade de sentido criada por conectores Conexão psicológica –Associação de ideias motivada por crenças, desejos, sentimentos, herança cultural Conexão lógica –Organização e relação das proposições entre si de acordo com: Relações lógicas: Uma forma lógica, isto é, um esquema que assegura que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão.

31 Caso III – Argumento e metáfora Forma lógica –um esquema que preserva a verdade das premissas, passando-a para a conclusão. P1P2 C

32 Caso IV – Espaço e texto Experiência muito simples: pedir aos alunos que pusessem uma cruz à frente de uma palavra (Amigo) escrita no centro de um pedaço de papel em branco (6x4 cm, aproximadamente).

33 À frente é…

34 Caso IIIb

35 Caso IIIb

36 Como se cria significado? Apresentação –Uma percepção actual que ressoa como um presente recordado do aqui-e-agora O Que é? Representação –Uma variação imaginativa que cria entidades, eventos, estados ou processos hipotéticos ou contrafactuais do ali-e-depois E se…? Meta-Representação: –Uma representação fictiva que projecta o ali-e-depois no aqui-e- agora perceptivo Como se Fig. 1 – Experiências conduzidas por Pöpell (1994; 1997) sobre os mecanismos temporais da percepção correlacionam distintos tempos de processamento neuro-conceptual com diferentes conteúdos processados.

37 Existe um nível intermédio em que apresentação e representação se encontram (Brandt 1998:468) O organismo toma consciência, sente que algo afectou, alterou o seu estado de homeostasia e, mais, sente que é ele e não qualquer outra coisa que possui a imagem (padrão neuronal em qualquer das modalidades sensoriais) de um objecto ou entidade (Damásio 1999). Fig. 1 – Experiências conduzidas por Pöpell (1994; 1997) sobre os mecanismos temporais da percepção correlacionam distintos tempos de processamento neuro-conceptual com diferentes conteúdos processados.

38 O significado emerge na integração dos níveis natural e fenomenal. Estes significados básicos invocam uma auto-cognição, –um acesso do organismo a si mesmo e à sua experiência,(core consciousness de Damásio,1999) Fig. 1 – Experiências conduzidas por Pöpell (1994; 1997) sobre os mecanismos temporais da percepção correlacionam distintos tempos de processamento neuro-conceptual com diferentes conteúdos processados.

39 Quatro domínios igualmente básicos D1-D4: físico, social, mental e intersubjectivo Diferentes interacções (percepção, acção, reflexão e expressão) entre o sujeito individual (S) e os seus mundos exteriores (D1, D2, D4) e interior (D3).

40 Ponto de Situação O significado é, pois, intrinsecamente perspectivista, flexível, enciclopédico, experiencial. O conhecimento do mundo é uma construção activa, emotiva e imaginativa e não uma reflexão fria e passiva de um mundo objectivamente dado, havendo diferenças entre culturas, entre grupos sociais e entre indivíduos. O conhecimento linguístico é mais procedimental que declarativo

41 E a verdade? A Verdade não é pura correspondência, coerência ou convenção. A verdade também não é relativa! –A verdade é uma modalidade de sentido corporizado, construído e discernido de forma imaginativa e intersubjectiva, com variações limitadas. –Novos arranjos de crenças compartilhadas ou crenças inovadoras impelem a busca de novos sentidos ou verdades.

42 Conclusões A LC como método auxiliar para uma Filosofia cognitivamente realista Natureza interpretativa e aberta da verdade mas sem relativismo Revisitar Aristóteles (Lógica + Retórica) Textualizar é humanizar Projecto – Centro de Escrita Projecto Vieira 2008

43 Para saber mais… Textos Introdutórios à Linguística Cognitiva –Linguística Cognitiva – um novo paradigma?Linguística Cognitiva – um novo paradigma? –Linguagem, cultura e cognição – estudos de linguística cognitivaLinguagem, cultura e cognição – estudos de linguística cognitiva –O Mundo dos Sentidos em Português - Polissemia, Semântica e CogniçãoO Mundo dos Sentidos em Português - Polissemia, Semântica e Cognição Texto interessante sobre a temática desta comunicação –Relações linguísticas de antonímia : o insucesso da lógica e o valor da cognição humanaRelações linguísticas de antonímia : o insucesso da lógica e o valor da cognição humana Curso online de Linguística Cognitiva (Prof. Dra Hanna Batoréo, U. Aberta) –Linguística II - Linguística Portuguesa: Abordagem CognitivaLinguística II - Linguística Portuguesa: Abordagem Cognitiva Nota: para aceder aos links, abra em modo de apresentação e clique na hiperligação.


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