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9. A II Guerra Mundial e a Hegemonia dos EUA Gilberto Maringoni – UFABC 2014.

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1 9. A II Guerra Mundial e a Hegemonia dos EUA Gilberto Maringoni – UFABC 2014

2 Saídas da crise e a II Guerra Mundial. Hegemonia dos EUA; HOBSBAWM, Eric J., A era dos extremos, Companhia das Letras, São Paulo, 1996, pags. 144 a 177 KENNEDY, Paul. Ascensão e queda das grandes potências, Editora Campus, Rio de Janeiro, 1989, pags. 331 a 356

3 Contra o inimigo comum - Hobsbawm A Guerra foi o único momento em que dois antípodas, a pátria mãe do capitalismo, os EUA, e a matriz do socialismo, a URSS, se uniram em prol de uma causa comum. A situação histórica era sem dúvida excepcional e teria vida relativamentte curta. Durou, no máximo, de 1939 (quando os EUA reconheceram oficial­ mente a URSS ) até 1947 (quando os dois campos ideológicos se defrontaram como inimigos na Guerra Fria).

4 Em outras palavras, a aliança foi determinada pela ascensão e queda da Alemanha de Hitler ( ), contra a qual EUA e URSS fizeram causa comum, porque a viam como um perigo maior do que cada um ao outro. Os motivos pelos quais o fizeram transcendem o alcance das relações internacionais convencionais ou a política de influência, e é o que toma tão significativo o anômalo alinhamento de Estados e movimentos que acabaram travando e ganhando a Segunda Guerra Mundial.

5 O que acabou forjando a união contra a Alemanha foi o fato de que não se tratava apenas de um Estado-nação com razões para sentir-se descontente com sua situação, mas de um Estado cuja política e ambições eram determinadas por sua ideologia.

6 A fronteira passava não entre capitalismo e comunismo, mas entre o que o século XIX teria chamado de progresso e a reação só que esses termos já não eram exatamente opostos. Tomou-se uma guerra internacional, porque em essência suscitou as mesmas questões na maioria dos países ocidentais. Foi também uma guerra civil, porque as linhas que separavam as forças pró e antifascistas cortavam cada sociedade.

7 O que uniu todas essas divisões civis nacionais numa única guerra global, internacional e civil, foi o surgimento da Alemanha de Hitler. Ou, mais precisamente, entre 1931 e 1941, a marcha para a conquista e a guerra da aliança de Estados Alemanha, Itália e Japão, da qual a Alemanha de Hitler se tornou o pilar central.

8 O tabuleiro da Guerra foi montado na década anterior. Em 1931, o Japão invadiu a Manchúria e estabeleceu ali um Estado títere. Em 1932 ocupou a China ao Norte da Grande Muralha e chegou a Xangai. Em 1933 Hitler subiu ao poder na Alemanha com um programa que ele não tentava ocultar.

9 Em 1934, uma breve guerra civil na Áustria eliminou a democracia ali e introduziu um regime semifascista que se destacou sobretudo por resistir à integração com a Alemanha e (com apoio ita liano na época) por derrotar um golpe nazista que assassinou o premiê austríaco. Em 1935, a Alemanha comunicou sua ruptura com os tratados de paz e ressurgiu como grande potência militar e naval, reapossando-se (por plebiscito) da região do Saar em sua fronteira ocidental e desligando-se com desprezo da Liga das Nações.

10 No mesmo ano Mussolini, com igual desprezo pela opinião pública, invadiu a Etiópia, que a Itália passou ocupar como colônia em , após o que o Estado também rasgou sua ficha de membro da Liga. Em 1936, a Alemanha recuperou a Renânia e, com ajuda e intervenção ostensivas de Itália e Alemanha, um golpe militar na Espanha iniciou um grande conflito, a Guerra Civil Espanhola. As duas potências fascistas fizeram num alinhamento formal, o Eixo Berlim-Roma, en­ quanto Alemanha e Japão concluíam um Pacto Anti-Comintem.

11 Em 1937, sem surpreender ninguém, o Japão invadiu a China e partiu para uma guerra aberta que só cessou em Em 1938, a Alemanha também achou que chegara a hora da conquista. A Áustria foi invadida e anexada em março, sem resistência militar, e, após várias ameaças, o acordo de Munique em outubro despedaçou a Tchecoslováquia e transferiu grandes partes dela para Hitler, mais uma vez pacificamente. O resto foi ocupado em março de 1939, encorajando a Itália, que não tinha demonstrado ambições imperiais por alguns meses, a ocupar a Albânia.

12 Quase imediatamente uma crise polonesa, mais uma vez resultante de mais exigências territoriais alemãs, paralisou a Europa. Disso veio a guerra européia de , que se tomou a Segunda Guerra Mundial.

13 Decorrência da crise do liberalismo Outro fator entrelaçou os fios da política nacional numa única teia internacional: a consistente e cada vez mais espetacular debilidade dos Estados democráticos liberais (que coincidiam ser também os Estados vitoriosos da Primeira Guerra Mundial); a sua incapacidade ou falta de vontade de agir, individualmente ou em conjunto, para resistir ao avanço de seus inimigos.

14 Há um agudo contraste entre o Velho e Novo Mundo. Na Europa não ocorreu nada semelhante à dramática mudança de republicanos para democratas em 1932 (o voto presidencial destes subiu de entre 15 a 16 milhões para quase 28 milhões em quatro anos), mas deve-se dizer que, em termos eleitorais, Franklin D. Roosevelt atingiu seu pico em 1932, embora (para surpresa de todos, com exceção de seu povo) ficasse só um pouco aquém daquilo em 1936.

15 O racismo nazista logo provocou o êxodo em massa de intelectuais judeus e esquerdistas, que se espalharam pelo que restava de um mundo tolerante. A hostilidade nazista à liberdade intelectual quase imediatamente expurgou das universidades alemãs talvez um terço de seus professores.

16 Muitos conservadores achavam, sobretudo na Grã-Bretanha, que a melhor de todas as soluções seria uma guerra germano- soviética, enfraquecendo, e talvez destruindo, os dois inimigos, e uma derrota do bolchevismo por uma enfraquecida Alemanha não seria uma coisa ruim.

17 A relutância pura e simples dos governos ocidentais em entrar em negociações efetivas com o Estado vermelho, mesmo em , quando a urgência de uma aliança antiHitler não era mais negada por ninguém, é demasiado patente. Na verdade, foi o temor de ter de enfrentar Hitler sozinho que acabou levando Stalin, desde 1935 um inflexível defensor de uma aliança com o Ocidente contra Hitler, ao Pacto Stalin- Ribbentrop de agosto de 1939, com o qual esperava manter a URSS fora da guerra enquanto a Alemanha e as potências ocidentais se enfraqueciam mutuamente

18 Como a Segunda Guerra Mundial iria demonstrar, a única aliança antifascista efetiva seria a que incluísse a URSS.

19 Segunda Guerra Mundial (1939–1945) O conflito opôs os Aliados às Potências do Eixo, tendo sido o conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade. As principais potências aliadas eram a China, a França, a Grã- Bretanha, a União Soviética e os Estados Unidos. O Brasil se integrou aos Aliados em 1943.

20 A Alemanha, a Itália e o Japão, por sua vez, perfaziam as forças do Eixo. Muitos outros países participaram na guerra, quer porque se juntaram a um dos lados, quer porque foram invadidos, ou por haver participado de conflitos laterais. Em algumas nações (como a França e a Jugoslávia), a Segunda Guerra Mundial provocou confrontos internos entre partidários de lados distintos.

21 Início da guerra na Europa A 1 de Setembro de 1939, o exército alemão lançou uma forte ofensiva de surpresa contra a Polônia, com o principal objetivo de reconquistar seus territórios perdidos na Primeira Guerra Mundial e com o objetivo secundário de expandir o território alemão. As tropas alemãs conseguiram derrotar as tropas polacas em apenas um mês.

22 A União Soviética tornou efetivo o acordo (Ribbentrop-Molotov) com a Alemanha e ocupou a parte oriental da Polónia. A Grã-Bretanha e a França, responderam à ocupação declarando guerra à Alemanha, mas não entrando, porém, imediatamente em combate. A Itália, nesta fase, declarou-se "país neutro".

23 O plano de expansão do governo envolvia uma série de etapas. Em 1938, com o apoio da população austríaca, o governo nazista anexou a Áustria, episódio conhecido como Anschluss. Em seguida, reivindicou a integração das minorias germânicas que habitavam os Sudetos (região montanhosa da Checoslováquia). Como esta não estava disposta a ceder, a guerra parecia iminente, foi então convocada uma conferência internacional em Munique. Na conferência de Munique, em setembro de 1938, ingleses e franceses, seguindo a política de apaziguamento, cederam à vontade de Hitler, concordando com a anexação dos Sudetos

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25 Dresden, Alemanha, fevereiro de 1945

26 Stuka

27 GUERRA! Início da guerra na Europa A 1 de Setembro de 1939, o exército alemão lançou uma forte ofensiva de surpresa contra a Polónia, com o principal objectivo de reconquistar seus territórios perdidos na Primeira Guerra Mundial e com o objetivo secundário de expandir o território alemão. As tropas alemãs conseguiram derrotar as tropas polacas em apenas um mês.

28 A União Soviética tornou efetivo o acordo (Ribbentrop-Molotov) com a Alemanha nazista e ocupou a parte oriental da Polónia. A Grã-Bretanha e a França, responderam à ocupação declarando guerra à Alemanha, mas não entrando, porém, imediatamente em combate. A Itália, nesta fase, declarou-se "país neutro".

29 O plano de expansão alemão envolvia uma série de etapas. Em 1938, com o apoio da população austríaca, o governo nazista anexou a Áustria, episódio conhecido como Anschluss. Em seguida, reivindicou a integração das minorias germânicas que habitavam os Sudetas (região montanhosa da Checoslováquia). Como esta não estava disposta a ceder, a guerra parecia iminente, foi então convocada uma conferência internacional em Munique. Na conferência de Munique, em setembro de 1938, ingleses e franceses, seguindo a política de apaziguamento, concordaram com a anexação dos Sudetos.

30 Cronologia da II Guerra Mundial setembro - tropas da Alemanha invadem a Polônia. Começa oficialmente Guerra. 3 de setembro - França e Inglaterra declaram guerra à Alemanha. 6 de setembro – Os EUA se declaram neutros 10 de setembro - começa a Batalha do Atlântico. 17 de setembro - União Soviética invade a Polônia. 27 de setembro - Polônia se rende aos alemães. 30 de novembro- URSS ataca a Finlândia.

31 de janeiro - Dinamarca, Suécia e Noruega declaram neutralidade. 10 de maio - Alemanha invade a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e norte da França. 16 de maio - a Alemanha começa a bombardear o sul da Inglaterra. 3 de junho - Aviões da Alemanha bombardeiam Paris. 10 de junho - Itália declara guerra aos aliados. 14 de junho - Paris é tomada pelos alemães. 8 de agosto - Alemães começam a atacar Londres pelo ar. 25 de agosto - Aviação inglesa bombardeia a cidade de Berlim. 13 de setembro - Incursões militares italianas no norte da África. 22 de setembro - Japão invade a Indochina Francesa (Vietnã). 27 de setembro - Alemanha, Itália e Japão firmam o tratado conhecido como Eixo Roma-Berlim-Tóquio, delineado desde a década anterior.

32 de abril - URSS e Japão assinam o Pacto de Neutralidade. 16 de junho - EUA ordenam o fechamento de todos os consulados alemães no país. 22 de junho - Alemanha ataca URSS 7 de dezembro - Japão ataca Pearl Harbor. 8 de dezembro - EUA declaram guerra ao Japão 11 de dezembro - Alemanha e Itália declaram guerra aos Estados Unidos.

33 de setembro - Tem início a Batalha de Stalingrado. O cerco nazista à cidade se deu entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de A batalha foi o ponto de virada na frente leste da guerra, marcando o limite da expansão alemã no território soviético e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a História, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis. 10 de novembro - A França de Vichy é ocupada pelos alemães. 24 de novembro - Tropas alemãs são cercadas em Stalingrado.

34 de julho - Tropas aliadas desembarcam na Sicília. 28 de novembro - Conferência de Teerã, onde se encontram Churchill, Roosevelt e Stálin para decidir o final da Guerra

35 de janeiro - Começa a Batalha de Monte Cassino na Itália com participação de soldados brasileiros do lado dos aliados. 4 de junho - Aliados entram em Roma. 6 de junho - Dia D, os aliados desembarcam na Normandia.

36 de janeiro - Varsóvia é ocupada pela URSS 27 de janeiro - Exército vermelho libertam os prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz. 4 de fevereiro - começa a Conferência de Yalta (Criméia), reunindo Churchill, Roosevelt e Stalin. 28 de abril – Mussolini é morto por guerrilheiros resistentes 30 de abril - Hitler se suicida em Berlim. 2 de maio - Berlim é ocupada pelo exército soviético. 6 de agosto - EUA lançam bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima. 2 de setembro - Assinatura da rendição do Japão e fim da Segunda Guerra Mundial.

37 Europa antes da Guerra

38 Alemanha – ofensiva inicial

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41 1941

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47 OS EUA na Guerra Não fosse Pearl Harbor e a declaração de guerra de Hitler, os EUA sem dúvida teriam continuado fora da guerra. Não está claro sob que circunstâncias poderiam ter entrado.

48 A aliança anti-Hitler na Europa A França e a Inglaterra se sabiam fracos demais para defender a paz estabelecida em 1918 para atender a seus interesses. Também sabiam que esse status quo era instável e impossível de ser mantido. Nenhum tinha nada a ganhar com outra guerra, e muito a perder. A política óbvia e lógica era negociar com a nova Alemanha para estabelecer um padrão europeu mais durável,

49 Uma Segunda Guerra Mundial, podia-se prever com segurança, arruinaria a economia britânica e desmontaria grandes partes de seu império. O que verdade foi o que aconteceu. As vacilações terminaram numa guerra que ninguém queria, numa época e lugar que ninguém queria (nem a Alemanha), e que na verdade deixou a GrãBretanha e a França sem a mínima idéia do que, como beligerantes, deviam fazer, até que a blitzkrieg (a invasão da França e a batalha da Inglaterra) de 1940 os aniquilou.

50 Mesmo diante da evidência que eles próprios aceitaram, os apaziguadores na Grã-Bretanha e França ainda não conseguiam pensar em negociar a sério uma aliança com a URSS, sem a qual a guerra não podia ser nem adiada nem vencida. Até quando os exércitos alemães entraram na Polônia, o govemo de Chamberlain ainda estava disposto a negociar com Hitler, como Hitler calculara que ele faria.

51 Guerras periféricas – Década de 1930 As disputas da década de 1930, travadas dentro dos Estados ou entre eles, eram transnacionais. Em nenhuma parte foi isso mais evidente do que na Guerra Civil Espanhola de , que se tomou a expressão exemplar desse confronto global.

52 A Espanha era uma parte periférica da Europa Mais de 40 mil jovens estrangeiros de mais de 50 países acabaram indo lutar e muitos morrer num país sobre o qual provavelmente não conheciam mais que o mapa no atlas da escola. É significativo que não mais de mil voluntários estrangeiros tenham lutado do lado de Franco.

53 Na época, a Guerra Civil Espanhola não pareceu um bom presságio para a derrota do fascismo. Internacionalmente, foi uma versão em miniatura de uma guerra européia, travada entre Estados fascistas e comunistas, os últimos marcadamente mais cautelosos e menos decididos que os primeiros. A Internacional Comunista – mobilizara todos os seus formidáveis talentos em favor da República espanhola.

54 O futuro marechal Tito, libertador e líder da Iugoslávia comunista, organizava o fluxo de recrutas das Brigadas Internacionais em Paris; Palmiro Togliati, líder comunista italiano, era o dirigente de fato do inexperiente Partido Comunista espanhol, e foi um dos últimos a escapar do país em 1939.

55 O teatro da Guerra Internacionalmente, transformou-se numa aliança entre o capitalismo dos EUA e o comunismo da União Soviética. Dentro de cada país da Europa mas não, na época, do mundo dependente do imperialismo ocidental esperava unir todos os dispostos a resistir à Alemanha ou à Itália, ou seja, formar uma coalizão de resistência que fosse de um lado a outro do espectro político.

56 Geopolítica do pós Guerra A divisão do globo, ou de uma grande parte dele, em duas zonas de influência, negociadas em , permaneceu estável. Nenhum lado cruzou mais que momentaneamente a linha que os dividiu durante trinta anos. Ambos recuaram do confronto aberto, assegurando assim que as guerras frias mundiais jamais se tornassem quentes.

57 EUA X URSS O breve sonho de Stalin, de uma parceria americano-soviética no pós Guerra, não fortaleceu de fato a aliança global de capitalismo liberal e comunismo contra o fascismo. Em vez disso, demonstrou sua força e amplitude. Várias partes da Europa foram libertadas pela revolução guerrilheira ou pelo Exército Vermelho.

58 Muito curiosamente, a URSS foi (com os EUA ) o único país beligerante a que a guerra não trouxe nenhuma mudança social e institucional significativa. Começou e terminou o conflito sob Joseph Stalin.

59 A guerra impôs enormes tensões à estabilidade do sistema, sobretudo severamente reprimida na área rural. Não fosse a arraigada crença do nacional- socialismo de que os eslavos eram uma raça de escravos subumanos, os invasores alemães teriam podido conquistar apoio duradouro entre muitos povos soviéticos. Por outro lado, a verdadeira base da vitória soviética foi o patriotismo da nacionalidade majoritária da URSS.

60 A Segunda Guerra Mundial se tomou oficialmente conhecida na URSS como a Grande Guerra Patriótica.

61 Balanço macabro Países Número de mortos na II Guerra URSS Alemanha Polônia China Iugoslávia Japão França Itália Grã-Bretanha EUA Fonte: Almanaque Abril, 1999

62 No Oriente O que exige explicação é por que, afinal, o antiimperialismo e os movimentos de libertação coloniais se inclinaram em sua maioria para a esquerda, e assim se viram, pelo menos no fim da guerra, convergindo com a mobilização antifascista global. O motivo fundamental é que a esquerda ocidental era o viveiro das teorias e políticas antiimperialistas, e o apoio aos movimentos de libertação colonial vinha em maior parte da esquerda internacional, e sobretudo (desde o Congresso Bolchevique dos Povos Orientais, em Baku, em 1922) do Comintern e da URSS.

63 Além disso, os ativistas e futuros líderes dos movimentos de independência, que pertenciam principalmente às elites de seus países educadas no Ocidente, sentiam-se mais à vontade no ambiente não racista e anticolonial dos liberais, democratas, socialistas e comunistas locais do que em que qualquer outro, quando iam às suas metrópoles.

64 Quem o fascismo mobilizava No fim, o fascismo não tinha mobilizado nada além de seus países originais, a não ser um punhado de minorias ideológicas da direita radical, a maioria das quais teria sido marginalizada em seus próprios países, uns poucos grupos nacionalistas que esperavam atingir seus objetivos com uma aliança germânica, e um monte de refugos do fluir e refluir da guerra e conquista, recrutados para a bár­ bara soldadesca auxiliar da ocupação nazista.

65 O nacional-socialismo nada tinha a oferecer à Alemanha pós-1945, a não ser lembranças amargas. O fascismo desapareceu com a crise mundial que lhe permitira surgir. Jamais fora, mesmo em teoria, um programa ou projeto político universal. Por outro lado, o antifascismo, por mais heterogêneo e transitório que fosse sua mobilização, conseguiu unir uma extraordinária gama de forças.

66 Países do Terceiro Mundo acreditavam que só a ação pública podia tirar suas econo mias do atraso e dependência. No mundo descolonizado, seguindo a inspiração da União Soviética, a estrada para o futuro parecia ser a do socialismo. A União Soviética e sua nova e extensa família acreditavam apenas no planeja mento central.

67 Todas as regiões do mundo avançaram no pós-guerra com a convicção de que a vitória sobre o Eixo, conseguida através da mobilização política e de políticas revolucionárias, além de sangue e ferro, abria uma nova era de transformação social.

68 Em certo sentido, tinham razão. Jamais a face do globo e a vida humana foram tão dramaticamente transformadas quanto na era que começou sob as nuvens em cogumelo de Hiroxima e Nagasaki.

69 ONU No plano das relações internacionais, o fracasso da Sociedade das Nações em evitar a guerra levaria à criação de uma nova instituição, a Organização das Nações Unidas. Fundada em Junho de 1945, apresentou como objectivos assegurar a paz e a cooperação internacional. Uma das razões apontadas para o fracasso da Liga das Nações foi a igualdade entre países pequenos e grandes, que bloqueava o processo de tomada de decisões.

70 A ONU vai distinguir na sua organização interna cinco grandes países, tidos como detentores de maiores responsabilidades, e os restantes; estes cinco países possuem assento permanente no Conselho de Segurança, principal órgão da ONU, onde possuem direito de veto. Os outros membros do Conselho de Segurança são seis países eleitos rotativamente.

71 As principais potências imperialistas (França e Inglaterra) saíram da Guerra completamente arrasadas, tornado insustentável a manutenção de seus vastos territórios coloniais. Foi durante essa época que iniciou- se o movimento de descolonização afro-asiática.

72 A Segunda Guerra Mundial provocou igualmente o fim da hegemonia mundial da Europa e a ascensão de duas superpotências, os Estados Unidos da América e a União Soviética, que seriam os protagonistas da cena internacional durante o período conhecido como a Guerra Fria.

73 Supremacia norteamericana Com o desfecho da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos podiam considerar-se os maiores beneficiários da Guerra. Seu território não fora alvo de massivas destruições, a perda de vidas fora diminuta (apesar dos cerca de 292mil soldados mortos em combate, não contando com os feridos e desaparecidos) e o esforço de guerra proporcionou crescimento econômico.

74 Entre 1939 e 1945, os EUA entraram num período de desenvolvimento resultante do aumento do PIB, do incremento da produtividade agrícola e industrial e da queda das taxas de desemprego. Este crescimento económico foi mais notório a partir de 1945, porque os EUA, além de abastecerem o mercado interno, estavam passaram a ser fornecedores e a estender seu raio de influência aos países devastados pela guerra.

75 Nos anos 1950, a sociedade americana era vista no exterior como a terra da abundância: de pessoas, de bens e de meios técnicos. E afirmava-se já como uma superpotência capitalista na corrida pela liderança do mundo ocidental.


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