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Aula 6 – O Empirismo. O Empisirmo moderno David Hume (Escócia, 1711 – 1776) John Locke (Inglaterra, 1632 – 1704) Continuando nossos estudos em teoria.

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1 Aula 6 – O Empirismo

2 O Empisirmo moderno David Hume (Escócia, 1711 – 1776) John Locke (Inglaterra, 1632 – 1704) Continuando nossos estudos em teoria do conhecimento passaremos pelos filósofos da ilha para dar uma olhada na tradição do empirismo.

3 John Locke Nem só de teoria do conhecimento vive o homem. Escreve importantes obras sobre política, em especial os Dois Tratados Sobre o Governo, onde questiona as bases do poder absolutista. Influencia assim a revolução burguesa e até mesmo a posterior Revolução Francesa. É notável sua discussão sobre a luta pela liberdade individual. A partir de sua atuação como médico acaba ingressando em importantes círculos políticos da Inglaterra

4 Ensaio Sobre o Entendimento Humano (1690). Questão de fundo: seria a nossa mente como um papel em branco? Como ela é preenchida? Vamos supor que nossa mente não tenha ideias em si, tal como um papel em branco onde não haja nada escrito. Como se pode então escrever algo aí? De onde ela obtém o vasto estoque que a ocupada e ilimitada imaginação do homem aí pintou – todos os materiais da razão e da experiência? A isso respondo em uma palavra: da experiência. Nossos entendimentos derivam todos os materiais do pensamento de observações que fazemos dos objetos externos que podem ser percebidos através dos sentidos e das operações internas de nossas mentes, as quais percebemos ao olharmos para dentro de nós mesmos. Essas são as duas fontes do conhecimento, das quais emergem todas as ideias que temos ou que podemos naturalmente ter. (LOCKE, ECHU, Livro II, cap. 1, §2)

5 O processo de conhecimento. Experiência Objetos exteriores sensíveis Percebidos pela SENSAÇÃO : Percepções dos objetos externos Ex: A dureza e frieza do gelo. O aroma e brancura de uma flor. Objetos internos da mente Percebidos pela REFLEXÃO : Operação da mente sobre si mesma (O que a mente faz e como faz) Ex: percepção, dúvida, vontade

6 A experiência fornece nossas ideias. É a partir da experiência que obtemos as ideias, ou seja, aquilo que forma o nosso entendimento do mundo a partir das qualidades dos objetos. Estas ideias se dividem em dois tipos maiores: Ideias simples: qualidades obtidas através da sensação e/ou da reflexão. Ideias Complexas: produto da combinação e relação de ideias simples.

7 Façamos a experiência Quais ideias vêm à nossa mente pela experiência das seguintes?

8 David Hume Hume é também autor de vasta obra: Teoria do Conhecimento Tratado da Natureza Humana (a obra que nasceu morta) Investigações Sobre o Entendimento Humano. Além de escritos em outros campos: História da Inglaterra Investigação Sobre os Princípios da Moral História Natural da Religião

9 Como conhecemos as coisas? PERCEPÇÕES – a experiência é a única fonte de conhecimentos. Impressões: dados fornecidos pelos sentidos e produções mentais. externas: visão de uma paisagem; audição de um ruído. internas: estados emocionais. Ideias: cópias modificadas das impressões. Memória: lembrança enfraquecida de impressões já vividas. Imaginação: associação aleatória de impressões já vividas. Investigações sobre o entendimento humano (1748)

10 Que diz o autor? Todos admitirão sem hesitar que existe uma considerável diferença entre as percepções da mente quando o homem sente a dor de um calor excessivo ou o prazer de um ar moderadamente tépido e quando relembra mais tarde essa sensação ou a antecipa pela imaginação. Essas faculdades podem remedar ou copiar as percepções dos sentidos, mas jamais atingirão a força e a vivacidade do sentimento original. O máximo que podemos dizer delas, mesmo quando operam com todo o seu vigor, é que representam o objeto de maneira tão viva que quase se poderia dizer que os vemos ou sentimos. (...)Todas as cores da poesia, por mais esplêndidas, jamais poderão pintar os objetos naturais de tal modo que a descrição seja tomada por uma verdadeira paisagem. O mais vivo pensamento é ainda inferior à mais embotada das sensações. HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

11 Crítica à noção de causalidade Analisemos a seguinte sentença: A pedra esquenta porque os raios de sol incidem sobre ela Quais impressões ela nos fornece? - Tátil: a pedra esquenta - Visual: os raios de sol incidem sobre ela Mas os sentidos não conseguem provar a vinculação necessária entre estes eventos. A conexão entre impressões é produto da crença fundada no hábito. Pense, como podemos ter certeza de que o sol nascerá amanhã? As ciências naturais se constroem sobre o hábito. Elas estão baseadas na frequência e repetição de certos fenômenos, e não na certeza de que certos efeitos derivam necessariamente de certas causas.

12 Que diz o autor? Quando olhamos os objetos exteriores à nossa volta e consideramos a operação das causas, nunca podemos descobrir, num único exemplo, qualquer poder ou conexão necessária, qualquer qualidade que ligue o efeito à causa e faça com que um deles seja consequência infalível do outro. Observamos, apenas, que um deles se segue realmente ao outro. O impulso de uma bola de bilhar é seguido pelo movimento da segunda. Isso é tudo que se apresenta aos nossos sentidos exteriores. Essa sucessão de objetos não produz nenhum sentimento ou impressão interior na mente: por conseguinte, num exemplo único e particular de causa e efeito nada existe que possa sugerir a ideia de poder ou conexão necessária. HUME, D. Investigação Sobre o Entendimento Humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

13 Hume produz então um poderoso ataque à metafísica: não é possível afirmar nada sobre o que não pode ser percebido pelas impressões Não é possível afirmar que há uma causa primeira que originou a tudo e mantém e ordena o universo. (ideia de causalidade) Não é possível afirmar a existência real de algo perfeito, como Deus. (ideias inatas) A filosofia de Hume apresenta-se como forte contraposição à René Descartes.

14 Que diz o autor? [...] quando analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos e sublimes que sejam, sempre descobrimos que se resolvem em ideias simples que são cópias de uma sensação ou sentimento anterior. Mesmo as ideias que, a primeira vista, parecem mais afastadas dessa origem mostram, a um exame mais atento, ser derivadas dela. A ideia de Deus, correspondendo a um Ser infinitamente inteligente, sábio e bom, surge das reflexões que fazemos das operações de nossa própria mente, aumentando sem limites essas qualidades de bondade e sabedoria. Podemos prosseguir esse exame tanto quanto desejarmos, e sempre descobriremos que todas as ideias que examinamos são copiadas de uma impressão semelhante. HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano, seção II, pg. 14, apud COTRIM, G.; FERNANDES, M. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, P. 163.

15 Exercícios de vestibular UEL 2008 Certamente, temos aqui ao menos uma proposição bem inteligível, senão uma verdade, quando armamos que, depois da conjunção constante de dois objetos, por exemplo, calor e chama, peso e solidez, unicamente o costume nos determina a esperar um devido ao aparecimento do outro. Parece que esta hipótese é a única que explica a diculdade que temos de, em mil casos, tirar uma conclusão que não somos capazes de tirar de um só caso, que não discrepa em nenhum aspecto dos outros. A razão não é capaz de semelhante variação. As conclusões tiradas por ela, ao considerar um círculo, são as mesmas que formaria examinando todos os círculos do universo. Mas ninguém, tendo visto somente um corpo se mover depois de ter sido impulsionado por outro, poderia inferir que todos os demais corpos se moveriam depois de receberem impulso igual. Portanto, todas as inferências tiradas da experiência são efeitos do costume e não do raciocínio. (HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, pp ) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de David Hume, é correto armar: a) A razão, para Hume, é incapaz de demonstrar proposições matemáticas, como, por exemplo, uma proposição da geometria acerca de um círculo. b) Hume defende que todo tipo de conhecimento, matemático ou experimental, é obtido mediante o uso da razão, e pode ser justicado com base nas operações do raciocínio. c) É necessário examinar um grande número de círculos, de acordo com Hume, para se poder concluir, por exemplo, que a área de um círculo qualquer é igual a π multiplicado pelo quadrado do raio desse círculo. d) Hume pode ser classicado como um lósofo cético, no sentido de que ele defende a impossibilidade de se obter qualquer tipo de conhecimento com base na razão. e) Segundo Hume, somente o costume, e não a razão, pode ser apontado como sendo o responsável pelas conclusões acerca da relação de causa e efeito, às quais as pessoas chegam com base na experiência. Gabarito: E

16 UEL 2008 Leia o texto a seguir. Como o costume nos determina a transferir o passado para o futuro em todas as nossas inferências, esperamos se o passado tem sido inteiramente regular e uniforme o mesmo evento com a máxima segurança e não toleramos qualquer suposição contrária. Mas, se temos encontrado que diferentes efeitos acompanham causas que em aparência são exatamente similares, todos estes efeitos variados devem apresentar-se ao espírito ao transferir o passado para o futuro, e devemos considerá-los quando determinamos a probabilidade do evento. (HUME, D. Investigações acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 73.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre Hume, é correto armar: a) Hume procura demonstrar o cálculo matemático de probabilidades. b) Para Hume, há uma conexão necessária entre causa e efeito. c) Para Hume, as inferências causais são a priori. d) Hume procura mostrar o mecanismo psicológico pelo qual a crença se xa na imaginação. e) Hume procura mostrar que crença e cção produzem o mesmo efeito na imaginação humana. Gabarito: D


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