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A Construção do Questionário. Uma das formas mais comuns de obtenção de informações sobre o comportamento de indivíduos é a realização de entrevistas.

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Apresentação em tema: "A Construção do Questionário. Uma das formas mais comuns de obtenção de informações sobre o comportamento de indivíduos é a realização de entrevistas."— Transcrição da apresentação:

1 A Construção do Questionário

2 Uma das formas mais comuns de obtenção de informações sobre o comportamento de indivíduos é a realização de entrevistas.

3 É uma técnica amplamente utilizada nas ciências sociais em geral, adotada em áreas como sociologia, comunicação, ciência política, administração, educação e psicologia.

4 Pesquisas do IBGE

5 Pesquisas Eleitorais

6 Pesquisas de marketing

7 Pesquisas nas ciências comportamentais Psicologia, Sociologia, Ciência Política, etc. Avaliação Psicológica

8 Nessas pesquisas, as entrevistas são a principal técnica de coleta de dados, e o questionário é o instrumento utilizado por excelência.

9 Questionário, como o nome sugere, é uma coletânea de questões que tem o objetivo de observar e mensurar algumas variáveis relativas aos entrevistados.

10 Quadro comparativo Quanti/quali, questões abertas/fechadas, etc.

11 Redija as perguntas com clareza Às vezes o pesquisador está tão habituado com o tema de pesquisa que redige itens que lhe parecem claros, mas que não ficam necessariamente claros para os entrevistados Com o uso de jargão técnico, por exemplo. Pode acontecer também que o pesquisador tenha pouco conhecimento de um tema e falhe em especificar o objetivo da pergunta.

12 Redija as perguntas com clareza Ex:. A questão O que você acha do projeto de reforma política? pode suscitar no entrevistado uma contra-pergunta: Qual projeto?. Itens de questionário devem ser precisos o suficiente de modo que o entrevistado saiba exatamente qual é o objeto/objetivo exato da pergunta.

13 Redija as perguntas com clareza Além disso, pode ocorrer que, ainda que o pesquisador especifique qual é o projeto de referência da pergunta, o entrevistado concorde com parte do projeto e discorde de outra.

14 Uma estratégia interessante a se adotar no exemplo citado seria desmembrar o projeto de reforma política de interesse do pesquisador nos vários pontos que ele cobre (financiamento de campanha, lista aberta ou lista fechada, verticalização das coligações, etc.) e abordar cada aspecto em perguntas separadas.

15 Evite perguntas dois-em-um Com muita freqüência, pesquisadores fazem duas perguntas diferentes embutidas em uma só questão, e desejam obter uma única resposta. Isso ocorre especialmente quando o pesquisador tem uma identificação mais pessoal com o tema pesquisado ou quando há o interesse em provar um determinado ponto de vista, e não o de observar os pontos de vista existentes.

16 Evite perguntas dois-em-um Uma pergunta como: você acha que o Senado deve autorizar o envio de mais tropas para o Haiti e ajudar aquele país a se recuperar dos terremotos? é bem problemática nesse sentido.

17 Ela contém duas afirmações: 1ª.2ª. Senado deve autorizar o envio de tropas para o Haiti Senado deve ajudar aquele país a se recuperar do desastre natural

18 Evite perguntas dois-em-um Algumas pessoas certamente responderão que sim, pois acham que é uma questão de humanidade e de compaixão esse tipo de auxílio. Outras podem dizer que não, pois acham que o Brasil já possui muitos problemas e que precisaria resolvê-los antes de querer ajudar outros países. Para esses casos a pergunta estaria satisfatória.

19 Evite perguntas dois-em-um Contudo, da forma como está, a pergunta não prevê a possibilidade de alguém concordar com a primeira afirmação, mas discordar da segunda ou vice-versa. Um entrevistado pode achar que o Brasil deve prestar ajuda na recuperação do Haiti, mas que o envio de mais tropas não é apropriado para tal fim. Ou ainda que o Brasil deva enviar mais tropas àquele país, mas não para fins de ajuda humanitária.

20 Evite perguntas dois-em-um Da forma como foi posta a questão, os entrevistados só teriam como opção dizer que sim ou que não à pergunta inteira. Como resultado, a pesquisa não captaria fielmente as opiniões dos indivíduos que discordam de só uma das afirmações embutidas na pergunta, o que constituiria um viés na pesquisa, isto é, um desvio em relação à opinião real das pessoas.

21 Avalie a competência para responder Ao tentar obter informações por entrevistas, deve- se continuamente ponderar se o entrevistado é capaz de responder aos questionamentos confiavelmente. As perguntas não devem exigir muito da memória dos respondentes, devem tratar de temas com os quais eles sejam relativamente familiarizados e não devem exigir raciocínios muito complicados, como cálculos.

22 Avalie a competência para responder Não seria razoável, por exemplo, perguntar para alguém quantas vezes ele ou ela foi à igreja no ano passado. É duvidoso que os entrevistados se lembrem dessa informação com qualquer grau de precisão.

23 Avalie a competência para responder Algumas questões, por outro lado, exigem conhecimentos que o entrevistado pode não possuir. Um caso comum em que isto ocorre é querer obter informações sobre a renda familiar com perguntas aos filhos ou só a um dos cônjuges. É bem provável que os filhos não tenham noção de qual é a renda familiar e que um cônjuge não tenha essa informação com exatidão.

24 Avalie a competência para responder Outro caso bastante comum é fazer perguntas que demandam do entrevistado um conhecimento técnico para que ele possa avaliar as possíveis respostas: qual a melhor medida para combater o avanço do aquecimento global?

25 Faça questões relevantes Similarmente, as questões feitas durante uma entrevista devem ser relevantes para a maioria dos respondentes. Se pessoas forem questionadas sobre sua opinião em assuntos para os quais não dão muita importância ou sobre os quais nunca pararam para refletir, os resultados da pesquisa não serão muito úteis.

26 Faça questões relevantes A tendência é que o entrevistado expresse alguma opinião mesmo que nunca tenha nem pensado no assunto – constrangido por não saber – e que o pesquisador seja desorientado. Ex: BABBIE (1991, p. 150) conduziu uma pesquisa para medir a familiaridade que os indivíduos tinham com figuras políticas da comunidade. Mas para testar a inclinação dos entrevistados a emitir opiniões sobre figuras imaginárias, o autor inventou um nome: Tom Sakumoto. Em resposta, 9% dos entrevistados disseram conhecer o tal Tom Sakumoto. Dos que afirmaram ter familiaridade com o político imaginário, metade disse tê-lo visto na televisão e terem lido sobre ele nos jornais. Tom Sakumoto

27 Quando respostas são obtidas sobre figuras fictícias, pode-se simplesmente desconsiderá- las. Mas quando o assunto é real, pode ser difícil dizer quais respostas refletem atitudes genuínas e quais são apenas respostas sem significado a perguntas sem relevância.

28 Uma orientação para não incorrer no erro de se fazer perguntas irrelevantes, é compreender o contexto em que a população de pesquisa vive e redigi-las de acordo com esse contexto. Nesse sentido, pode ser irrelevante para a maioria dos brasileiros, por exemplo, uma questão sobre uma nova lei comercial promulgada em Taiwan. Não seria irrelevante, contudo, se a população de pesquisa fosse de empresários brasileiros que exportam ou importam produtos daquele país asiático.

29 Itens curtos são melhores Com o objetivo de evitar itens ambíguos e imprecisos, e tentando apontar a relevância de um assunto, o pesquisador muitas vezes se vê tentado a redigir perguntas longas e complicadas. Isso também deve ser evitado.

30 Itens curtos são melhores Entrevistados freqüentemente não estão dispostos a estudar um item para compreendê-lo. O entrevistado deve ser capaz de ler um item rapidamente, entender seu conteúdo e selecionar ou prover uma resposta sem dificuldade alguma. Devem-se redigir itens curtos o suficiente para que não haja má interpretação, pois, em geral, ao responder um questionário, um indivíduo lê e responde as questões com pressa.

31 Evite itens negativos A ocorrência de uma negação em um questionário abre caminho para a má-interpretação. Questionados se concordam ou discordam de uma sentença negativa, parte considerável dos entrevistados irá se embaralhar com a negativa do enunciado e responder de forma diferente do que fariam caso houvessem compreendido perfeitamente.

32 Evite termos e itens enviesados Algumas questões parecem encorajar certas respostas em detrimento a outras. Perguntas que direcionam os entrevistados a responderem de alguma forma são chamadas de enviesadas. É fácil perceber o provável efeito de uma questão que comece com Você não concorda que... e nenhum pesquisador conceituado usaria tal expressão.

33 Evite termos e itens enviesados Contudo, nem sempre é fácil perceber o efeito de itens e termos. A mera identificação de uma atitude ou posição com uma pessoa ou instituição renomada pode enviesar as respostas. Uma pergunta como você concorda ou discorda da decisão recente do Banco Central... poderia produzir efeito semelhante.

34 Evite termos e itens enviesados palavras mal postas provavelmente aumentarão o apoio ou a concordância àquela atitude em relação ao que seria obtido de outra forma. O pesquisador deve estar consciente da chamada aceitabilidade social de questões e respostas Quando se pede informações a uma pessoa, ela filtra suas respostas de modo a deixar transparecer uma boa imagem de sua personalidade.

35 Evite termos e itens enviesados É a vontade de parecer politicamente correto, bondoso, de demonstrar valores que a pessoa julga serem socialmente desejáveis. Isso é mais forte ainda nos casos de pesquisa presencial, face a face.

36 Evite termos e itens enviesados Por exemplo, um determinado homem pode achar que o mundo seria muito melhor se as mulheres se dedicassem exclusivamente aos trabalhos domésticos, sem votar, forçadas ao silêncio em público, etc. Perguntado se ele apóia direitos iguais para mulheres, contudo, ele pode querer evitar parecer machista e responder que sim.

37 Evite termos e itens enviesados Por outro lado, talvez ele dissesse sim para a pergunta: a sua visão sobre direitos femininos são diferentes da visão atual da sociedade?

38 Evite colocar introduções nos itens Se você sentir a necessidade de colocar uma introdução explicativa a algum item de pergunta, é porque muito provavelmente o item não está claro o suficiente. Deve-se evitar essas introduções, pois muito freqüentemente elas enviesam a compreensão da pergunta.

39 Seguindo essas orientações, a probabilidade de elaborar um questionário enviesado será muito reduzida.


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