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1 PROGRAMA DE FORMAÇÃO INICIAL I FASE – SUBSÍDIO PFI 05 O Sonho dos Nove Anos.

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1 1 PROGRAMA DE FORMAÇÃO INICIAL I FASE – SUBSÍDIO PFI 05 O Sonho dos Nove Anos

2 2 O SONHO A narração é do próprio Dom Bosco.

3 3 Na idade de nove anos tive um sonho que ficou profundamente impresso em minha mente pelo resto de minha vida.

4 4 Pareceu-me estar perto de casa, numa área bastante espaçosa.

5 5 Uma multidão de meninos estava a brincar. Alguns riam, outros divertiam- se, não poucos blasfemavam. Ao ouvir as blasfêmias, lancei-me de pronto no meio deles, tentando, com socos e palavras, fazê-los calar.

6 6 O CHAMADO

7 7 Neste momento apareceu um homem venerando, de aspecto varonil, nobremente vestido.

8 8 Um manto branco cobria- lhe o corpo; seu rosto, porém, era tão luminoso que eu não conseguia fitá-lo.

9 9 Chamou-me pelo nome e mandou que me pusesse à frente daqueles meninos, acrescentando estas palavras: __ Não é com pancadas, mas com a mansidão e a caridade que irá ganhar estes teus amigos. Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado e a preciosidade das virtudes.

10 10 Confuso e assustado, repliquei que eu era um menino pobre e ignorante, incapaz de lhes falar de religião.

11 11 Neste instante, aqueles meninos, parando de gritar, de brigar e de blasfemar, juntaram-se ao redor daquele personagem que estava a falar.

12 12 Quase sem saber o que dizer, acrescentei: __ Quem sois vós que me ordenais coisas impossíveis?

13 13 __ Justamente porque te parecem impossíveis, deves torná-las possíveis com a obediência e com a aquisição da ciência. __ Onde e com que meios poderei adquirir a ciência?

14 14 A MESTRA

15 15 Eu te darei a mestra, sob cuja orientação poderás tornar- te sábio e sem a qual toda a sabedoria se transforma em tolice.

16 16 __ Mas quem sois vós que assim falais?

17 17 __ Sou o filho daquela que tua mãe te ensinou a saudar três vezes ao dia.

18 18 Minha mãe diz que sem a sua licença não devo falar com pessoas que não conheço; dizei-me, pois, o vosso nome. __ Pergunta-o à minha mãe disse- me o venerando Senhor.

19 19 Nesse momento vi a seu lado uma senhora de aspecto majestoso, vestida de um manto todo resplandecente, como se cada uma de suas partes fosse fulgidíssima estrela.

20 20 e Percebendo-me cada vez mais confuso em minhas perguntas e respostas, acenou- me para que me aproximasse e tomando com bondade minha mão, disse: Olha!

21 21 4 – A GRANDE TRANSFORMAÇÃO

22 22 Vi então que todos os meninos haviam fugido, e que em lugar deles estava uma multidão de cabritos, cães, gatos, ursos e outros animais. __ Eis o teu campo, onde deves trabalhar. Torna-te humilde, forte, robusto; e o que vês agora acontecer a estes animais, deves fazê-lo aos meus filhos.

23 23 Tornei então a olhar, e em vez de animais ferozes apareceram mansos cordeirinhos que, saltitando e balindo, corriam ao redor daquele senhor e daquela senhora, como a fazer-lhes festa.

24 24 Neste ponto, sempre no sonho, desatei a chorar, e pedi que falassem de maneira que eu pudesse compreender, porque não sabia o que significava tudo aquilo.

25 25 A senhora descansou sua mão em minha cabeça, dizendo: __ A seu tempo tudo compreenderás.

26 26 Após estas palavras, um ruído qualquer me acordou, e tudo desapareceu. Fiquei transtornado. Parecia-me ter as mãos doloridas pelos socos que desferira e pelos tapas recebidos; além disso, aquele personagem, aquela senhora, as coisas ditas e ouvidas de tal modo me encheram a cabeça que naquela noite não pude mais conciliar o sono.

27 27 A REVELAÇÃO DO SONHO

28 28 De manhãzinha contei logo o sonho, primeiro aos meus irmãos, que se puseram a rir, depois à mamãe e à vovó. Cada um dava o seu palpite: O irmão José dizia: __ Vais ser pastor de cabras, de ovelhas e de outros animais. Minha mãe: ___ Quem sabe se um dia não serás sacerdote? Antonio disse secamente: __ Chefe de bandidos, isso sim!

29 29 Mas vovó que, de todo analfabeta, entendia muito de teologia, deu a sentença definitiva: __ Não se deve fazer caso dos sonhos. Eu era da opinião de minha avó. Todavia, não pude nunca tirar aquele sonho de minha cabeça.

30 30 O que vou doravante expor dará a isso uma explicação. Mantive-me sempre calado; meus parentes não lhe deram importância.

31 31 O PEDIDO DO PAPA

32 32 Mas quando, em 1858, fui à Roma para falar com o Papa sobre a Congregação Salesiana, ele me fez contar pormenorizadamente tudo quanto tivesse ainda que só a aparência de sobrenatural.

33 33 Contei então pela primeira vez o sonho que tive na idade de nove a dez anos. O Papa mandou-me escrevê-lo literalmente e com pormenores, e deixá-lo como estímulo aos filhos da Congregação, a qual era precisamente o objetivo de minha viagem à Roma.

34 34 TRABALHO PARA CASA

35 35 1 – O que mais revoltou Dom Bosco durante o sonho? 2 – Quem eram os 02 personagens principais, aqueles que o aconselharam? 3 – Até então, Dom Bosco acreditava em sonhos? 4 – Quem levou mais a sério o sonho de Dom Bosco? 5 – E eu, como interpreto este sonho?

36 36 PARTILHA

37 37 A partilha deve ser feita, sempre, após coleta e registro do Trabalho para casa da aula anterior.

38 O que mais irritou Dom Bosco foram as blasfêmias. 2 - Os Personagens principais eram: Jesus e Maria. 3 - João Bosco não acreditava em sonhos. Era da opinião da avó. 4 - Quem levou o sonho mais a serio foi o Papa. Tanto que ordenou a Dom Bosco que o escrevesse com pormenores.

39 39 - A blasfêmia, o baixo calão, piadas sujas, são contra-exemplos de educação. - Um bom educador jamais comunga com maus costumes. - A acolhida, a bondade e a mansidão abrem caminho para o coração e à alma de todos, mesmo dos mais peraltas ou dos mais rebeldes. Sc Antonio Rodrigues da Silva Pasta da Formação.


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