A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

A Enfermagem no Brasil: Das Práticas Empíricas ao modelo Nightingaleano. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "A Enfermagem no Brasil: Das Práticas Empíricas ao modelo Nightingaleano. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc."— Transcrição da apresentação:

1 A Enfermagem no Brasil: Das Práticas Empíricas ao modelo Nightingaleano. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

2

3 Apesar das dificuldades que as pioneiras da Enfermagem tiveram que enfrentar, devido à incompreensão dos valores necessários ao desempenho da profissão, as escolas se espalharam pelo mundo, a partir da Inglaterra. Nos Estados Unidos a primeira Escola foi criada em 1873.

4

5

6 Em 1877 as primeiras enfermeiras diplomadas começam a prestar serviços a domicílio em New York. As escolas deveriam funcionar de acordo com a filosofia da Escola de Florence Nightingale, baseada em quatro idéias-chave:

7 1. O treinamento de enfermeiras deveria ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino e ser mantido pelo dinheiro público. 2. As escolas de treinamento deveriam uma estreita associação com os hospitais, mas manter sua independência financeira e administrativa.

8 3. Enfermeiras profissionais deveriam ser responsáveis pelo ensino no lugar de pessoas não envolvidas em Enfermagem. 4. As estudantes deveriam, durante o período de treinamento, ter residência à disposição, que lhes oferecesse ambiente confortável e agradável, próximo ao hospital.

9 As escolas conseguiram sobreviver graças aos pontos essenciais estabelecidos: 1º. Direção da escola por uma enfermeira. 2º. Mais ensino metódico, em vez de apenas ocasional. 3º. Seleção de candidatos do ponto de vista físico, moral, intelectual e aptidão profissional.

10

11

12 Período colonial A organização da Enfermagem na Sociedade Brasileira - compreende desde o período colonial até o final do século XIX; Analisa a organização da Enfermagem no contexto da sociedade brasileira em formação. Desde o princípio da colonização foi incluída a abertura das Casas de Misericórdia, que tiveram origem em Portugal.

13 A primeira Casa de Misericórdia foi fundada na Vila de Santos, em Em seguida, ainda no século XVI, surgiram as do Rio de Janeiro, Vitória, Olinda e Ilhéus. Mais tarde Porto Alegre e Curitiba, esta inaurgurada em 1880, com a presença de D.Pedro II e Dona Tereza Cristina. No que diz respeito à saúde do nosso povo, merece destaque o Padre José de Anchieta. Ele não se limitou ao ensino de ciências e catequeses; foi além: atendia aos necessitados do povo, exercendo atividades de médico e enfermeiro. Em seus escritos encontramos estudos de valor sobre o Brasil, seus primitivos habitantes, clima e as doenças mais comuns.

14

15 Santa Casa de Misericórida de Santos-SP

16 Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

17 Santa Casa de Misericórdia do Recife

18 Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre-RS

19 Padre José de Anchieta

20 A terapêutica empregada era à base de ervas medicinais minuciosamente descritas. Além dos Jesuítas, outra figura de destaque é Frei Fabiano de Cristo, que durante 40 anos exerceu atividades de enfermeiro no Convento de Santo Antonio do Rio de Janeiro, (Séc. XVIII). Os escravos tiveram papel relevante, pois auxiliavam os religiosos no cuidado aos doentes.

21 Em 1738, Romão de Matos Duarte consegue fundar no Rio de Janeiro a Casa dos Expostos. Somente em 1822, o Brasil tomou as primeiras medidas de proteção à maternidade que se conhecem na legislação mundial, graças a atuação de José Bonifácio Andrada e Silva.

22 A primeira sala de partos funcionava na Casa dos Expostos em Em 1832 organizou-se o ensino médico e foi criada a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. A escola de parteiras da Faculdade de Medicina diplomou no ano seguinte a célebre Madame Durocher, a primeira parteira formada no Brasil.

23 No começo do século XX, grande número de teses médicas foram apresentadas sobre Higiene Infantil e Escolar, demonstrando os resultados obtidos e abrindo horizontes a novas realizações. Esse progresso da medicina, entretanto, não teve influência imediata sobre a Enfermagem.

24 Na enfermagem brasileira do tempo do Império, raros nomes de destacam e, entre eles, merece especial menção o de Ana Neri.

25 Ana Nery Aos 13 de dezembro de 1814, nasceu Ana Justina Ferreira, na Cidade de Cachoeira, na Prov í ncia da Bahia. Casou-se com Isidoro Antonio Neri, enviuvando aos 30 anos. Seus dois filhos, um m é dico militar e um oficial do ex é rcito, são convocados a servir a P á tria durante a Guerra do Paraguai ( ), sob a presidência de Solano Lopes.

26 O mais jovem, aluno do 6 º ano de Medicina, oferece seus servi ç os m é dicos em prol dos brasileiros. Ana Neri não resiste à separa ç ão da fam í lia e escreve ao Presidente da Prov í ncia, colocando-se à disposi ç ão de sua P á tria. Em 15 de agosto parte para os campos de batalha, onde dois de seus irmãos tamb é m lutavam.

27 Improvisa hospitais e não mede esfor ç os no atendimento aos feridos. Ap ó s cinco anos, retorna ao Brasil, é acolhida com carinho e louvor, recebe uma coroa de louros e Victor Meireles pinta sua imagem, que é colocada no Edif í cio do Pa ç o Municipal

28 O governo Imperial lhe concede uma pensão, al é m de medalhas humanit á rias e de campanha. Faleceu no Rio de Janeiro a 20 de maio de A primeira Escola de Enfermagem fundada no Brasil recebeu o seu nome. Ana Neri como Florence Nightingale, rompeu com os preconceitos da é poca que faziam da mulher prisioneira do lar

29 Desenvolvimento da Educa ç ão em Enfermagem no Brasil Ao final do s é culo XIX, apesar de o Brasil ainda ser um imenso territ ó rio com um contigente populacional pouco elevado e disperso, um processo de urbaniza ç ão lento e progressivo j á se fazia sentir nas cidades que possu í am á reas de mercado mais intensas, como São Paulo e Rio de Janeiro. As doen ç a infecto-contagiosas, trazidas pelos europeus e pelos escravos africanos, come ç am a propagar-se r á pida e progressivamente.

30 A questão sa ú de passa a constituir um problema econômico-social. Para deter esta escalada que amea ç ava a expansão comercial brasileira, o governo, sob pressões externas, assume a assistência à sa ú de atrav é s da cria ç ão de servi ç os p ú blicos, da vigilância e do controle mais eficaz sobre os portos, inclusive estabelecendo quarentena Revitaliza, atrav é s da reforma Oswaldo Cruz introduzida em 1904, a Diretoria-Geral de Sa ú de P ú blica, incorporando novos elementos à estrutura sanit á ria, como o Servi ç o de Profilaxia da Febre Amarela, a Inspetoria de Isolamento e Desinfec ç ão e o Instituto

31 Instituto Soroter á pico Federal, que posteriormente veio se transformar no Instituto Oswaldo Cruz. Mais tarde, a Reforma Carlos Chagas (1920), numa tentativa de reorganiza ç ão dos servi ç os de sa ú de, cria o Departamento Nacional de Sa ú de P ú blica, ó rgão que, durante anos, exerceu a ç ão normativa e executiva das atividades de Sa ú de P ú blica no Brasil

32 A forma ç ão de pessoal de Enfermagem - para atender inicialmente aos hospitais civis e militares e posteriormente, à s atividades de sa ú de p ú blica - principiou com a cria ç ão, pelo governo, da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Minist é rio dos Neg ó cios do Interior. Esta escola, que é de fato a primeira escola de Enfermagem brasileira, foi criada pelo Decreto Federal n º 791, de 27 de setembro de 1890, e denomina-se hoje Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, pertencendo à Universidade do Rio de Janeiro - UNI-RIO.

33 Cruz Vermelha Brasileira A Cruz Vermelha Brasileira foi organizada e instalada no Brasil em fins de 1908, tendo como primeiro presidente Oswaldo Cruz. Destacou-se a Cruz Vermelha Brasileira por sua atua ç ão durante a I Guerra Mundial ( ).

34 Durante a epidemia de gripe espanhola (1918), colaborou na organiza ç ão de postos de socorro, hospitalizando doentes e enviando socorristas a diversas institui ç ões hospitalares e a domic í lio. Atuou tamb é m socorrendo v í timas das inunda ç ões, nos Estados de Sergipe e Bahia, e as das secas do Nordeste. Muitas das socorristas dedicaram-se ativamente à forma ç ão de volunt á rias, continuando suas atividades ap ó s o t é rmino do conflito

35 Sa ú de P ú blica Em 2 de janeiro de 1920, pelo Decreto 3.987, foi criado o Departamento Nacional de Sa ú de P ú blica. No setor de Profilaxia da Tuberculose, iniciou-se o servi ç o de visitadores. No ano seguinte, pensou-se em estender essa assistência ao setor de doen ç as ven é reas e outras doen ç as Transmiss í veis.

36 Por iniciativa de Carlos Chagas, então diretor do Departamento, e com a coopera ç ão da Funda ç ão Rockfeller, chegou ao Rio, em 1921, um grupo de enfermeiras visitadoras que iniciou um curso intensivo. Fundada a Escola Ana N é ri, as primeiras alunas foram logo contratadas pelo Departamento Nacional de Sa ú de P ú blica. Teve in í cio então um trabalho de educa ç ão sanit á ria nos setores de profilaxia da tuberculose e higiene infantil, estendendo-se depois, à higiene pr é -natal e visita ç ão aos portadores de doen ç as transmiss í veis.

37 Entidades de Classe Associa ç ão Brasileira de Enfermagem – ABEn Sociedade civil sem fins lucrativos, que congrega enfermeiras e t é cnicos em enfermagem, fundada em agosto de 1926, sob a denomina çà o de "Associa ç ão Nacional de Enfermeiras Diplomadas Brasileiras". É uma entidade de diretio privado, de car á ter cient í fico e assistencial regida pelas disposi ç ões do Estatuto, Regulamento Geral ou Regimento Especial. Em 1929, no Canad á, na Cidade de Montreal, a Associa ç ão Brasileira de Enfermagem, foi admitida no Conselho Internacional de Enfermeiras (I.C.N). Por um espa ç o de tempo a associa ç ão ficou inativa

38 Em 1944, um grupo de enfermeiras resolveu reerguê-la com o nome Associa ç ão Brasileira de Enfermeiras Diplomadas. Seus estatutos foram aprovados em 18 de setembro de Foram criadas Se ç ões Estaduais, Coordenadorias de Comissões. Ficou estabelecido que em qualquer Estado onde houvesse 7 (sete) enfermeiras diplomadas, poderia ser formada uma Se ç ão.

39 Em 1955, esse n ú mero foi elevado a 10 (dez). Em 1952, a Associa ç ão foi considerada de Utilidade P ú blica pelo Decreto n º /52 Em 21 de agosto de 1964, foi mudada a denomina ç ão para Associa ç ão Brasileira de Enfermagem - ABEn. Atualmente a ABEn, com sede em Bras í lia, funciona atrav é s de Se ç ões formadas nos Estados, e no Distrito Federal, as quais, por sua vez, poderão subdividir-se em Distritos formados nos Munic í pios das Unidades Federativas da União

40 Finalidades da ABEN Congregar os enfermeiros e t é cnicos em Enfermagem, incentivar o esp í rito de união e solidariedade entre as classes. Promover o desenvolvimento t é cnico, cient í fico e profissional dos integrantes de Enfermagem do Pa í s. Promover integra ç ão à s demais entidades representativas da Enfermagem, na defesa dos interesses da profissão.

41 Sistema COFEN/COREN'S Cria ç ão - Em 12 de julho de 1973, atrav é s da Lei 5.905, foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem. Constituindo em seu conjunto Autarquias Federais, vinculadas ao Minist é rio do Trabalho e Previdência Social. O Conselho Federal e os Conselhos Regionais são ó rgãos disciplinadores do exerc í cio da Profissão de Enfermeiros, e T é cnicos de Enfermagem e Auxiliares de Enfermagem. Em cada estado existe um Conselho Regional os quais estão subordinados ao Conselho Federal, que é sediado em Bras í lia

42 Direção Os Conselhos Regionais de Enfermagem, são dirigidos pelos pr ó prios inscritos, que formam uma chapa e concorrem a elei ç ões. O mandato dos membros do COFEN/COREN's é honor í fico e tem dura ç ão de três anos, com direito apenas a uma reelei ç ão. A forma ç ão do plen á rio do COFEN é composta pelos profissionais que são eleitos pelos Presidentes dos CORENs.

43 Receita - A manuten ç ão dos Sistema OFEN/CORENs é feita atrav é s da arrecada ç ão de taxas emolumentos por servi ç os prestados, anuidades, doa ç ões, legados e outros, dos profissionais inscritos nos CORENs Finalidade - São entidades p ú blicas de direito privado vinculadas ao Poder Executivo, na esfera da fiscaliza ç ão do exerc í cio profissional. O objetivo primordial é zelar pela qualidade dos profissionais de Enfermagem, pelo respeito ao C ó digo de É tica dos Profissionais de Enfermagem e cumprimento da Lei do Exerc í cio Profissional.

44 Competências Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) ó rgão normativo e de decisão superior: Normatizar e expedir instru ç ões, para uniformidade de procedimento e bom funcionamento dos Conselhos Regionais; Esclarecer d ú vidas apresentadas pelos COREN's; Y apreciar decisões dos COREN's, homologando, suprindo ou anulando atos praticados por este;

45 Aprovar contas e propostas or ç ament á ria de autarquia, remetendo-as aos ó rgãos competentes; Promover estudos e campanhas para aperfei ç oamento profissional; Exercer as demais atribui ç ões que lhe forem conferidas por lei.

46 Conselho Regional de Enfermagem (COREN) Deliberar sobre inscri ç ões no Conselho e seu cancelamento; Disciplinar e fiscalizar o exerc í cio profissional, observando as diretrizes gerais do COFEN; Executar as instru ç ões e resolu ç ões do COFEN;

47 Expedir carteira e cédula de identidade profissional, indispensável ao exercício da profissão, a qual tem validade em todo território nacional; Fiscalizar e decidir os assuntos referentes à Ética Profissional impondo as penalidades cabíveis; Elaborar a proposta orçamentária anual e o projeto de seu regimento interno, submetendo-os a aprovação do COFEN;

48 Zelar pelo conceito da profissão e dos que a exercem; Propor ao COFEN medidas visando a melhoria do Exercício Profissional; Eleger sua diretoria e seus delegados eleitores a nível central e regional; Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas pela Lei 5.905/73 e pelo COFEN.

49 Sistema de Disciplina e Fiscaliza ç ão O Sistema de Disciplina e Fiscaliza ç ão do Exerc í cio Profissional da Enfermagem, institu í do por lei, desenvolve suas atividades segundo as normas baixadas por Resolu ç ões do COFEN. O Sistema é constitu í do dos seguintes objetivos: - á rea disciplinar normativa - estabelecendo crit é rios de orienta ç ão e aconselhamento, para o exerc í cio de Enfermagem, baixando normas visando o exerc í cio da profissão, bem como atividade na á rea de Enfermagem nas empresas, consult ó rios de Enfermagem, observando as peculiaridades atinentes à classe e a conjuntura de sa ú de do pa í s.

50 Á rea disciplinar corretiva - instaurando processo em casos de infra ç ões ao C ó digo de É tica do Profissionais de Enfermagem, cometidas pelos profissionais inscritos e, no caso de empresa, processos administrativos, dando prosseguimento aos respectivos julgamentos e aplica ç ões das penalidades cab í veis; encaminhando à s reparti ç ões competentes os casos de al ç ada destas. Á rea fiscalizat ó ria - realizando atos e procedimentos para prevenir a ocorência de infra ç ões à legisla ç ão que regulamenta o exerc í cio da Enfermagem; inspecionando e examinando os locais p ú blicos e privados, onde a Enfermagem é exercida, anotando as irregularidades e infra ç ões verificadas, orientando para sua corre ç ão e colhendo dados para a instaura ç ão dos processos de competência do COREN e encaminhando à s reparti ç ões competentes, representa ç ões.


Carregar ppt "A Enfermagem no Brasil: Das Práticas Empíricas ao modelo Nightingaleano. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google