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Redação - Enem Prof. Maria Cristina Martins. Enem – exame nacional do ensino médio O Professor Reginaldo P. de Carvalho, professor da Universidade de.

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1 Redação - Enem Prof. Maria Cristina Martins

2 Enem – exame nacional do ensino médio O Professor Reginaldo P. de Carvalho, professor da Universidade de São Paulo - USP, da área de Língua Portuguesa e Coordenador das correções de Redação do ENEM. A proposta de redação do ENEM (e da maioria dos vestibulares) é sempre uma proposta de reflexão, escrita em linguagem culta, sobre temas atuais. Ela se apresenta ao participante como um desafio, para o qual são oferecidos subsídios em diferentes linguagens, como, por exemplo, pequenos textos que abordam a questão com diferentes enfoques, e por meio de algum texto em linguagem não-verbal, por exemplo, charge, foto, tirinha etc., também relacionados ao tema proposto.

3 Enem – exame nacional do ensino médio A primeira atitude que o participante deve tomar ao iniciar uma redação é compreender o tema, refletir sobre ele. Em segundo lugar é preciso desenvolver esse tema dentro da estrutura de texto solicitada, que na maioria das provas é a do tipo dissertativo-argumentativo. Para isso é necessário adotar um ponto de vista, sempre respeitando os direitos humanos, e mobilizar argumentos para fundamentar o ponto de vista escolhido. A avaliação da prova de redação, tanto nos bons vestibulares como no ENEM, é feita por competências que o participante deverá demonstrar na produção de seu texto. As dicas para que sua redação seja bem avaliada podem ser traduzidas em cinco pontos essenciais:

4 Enem – exame nacional do ensino médio 1) O aluno terá que demonstrar em sua redação o domínio da norma culta da língua escrita; 2) Compreensão da proposta de redação e aplicação de conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo; 3) Seleção, relação, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; 4) Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação; 5) Elaboração da proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sócio-cultural.

5 Enem – exame nacional do ensino médio Cada texto passa por dois corretores, segundo o Inep. Caso a nota dada por um avaliador seja mais de 0,5 ponto diferente da do outro, a redação é encaminhada para uma terceira pessoa. Se, novamente, a nota tiver uma diferença de mais de 0,5 ponto, a redação é encaminhada para uma banca de professores para que haja uma nova correção. Critérios de correção Segundo o Inep, as redações foram corrigidas com base nas cinco competências expressas na matriz do Enem e traduzidas para uma situação específica de produção de texto. Cada competência foi avaliada por quatro critérios correspondentes aos conceitos insuficiente, regular, bom e excelente. Esses níveis serão representados por pontos, respectivamente, 2,5; 5,0; 7,5 e 10. A competência 1 avalia se o estudante demonstra domínio da norma culta da língua escrita; a 2 analisa a compreensão que o aluno teve da proposta da redação; a 3 se o candidato sabe selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos e opiniões dentro de um ponto de vista; a 4 avalia se o aluno demonstra conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da redação e, por fim, a competência 5 observa se o estudante sabe elaborar a proposta de intervenção para o problema abordado.

6 Enem – exame nacional do ensino médio Parte ObjetivaRedação I. Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica. I. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. II. Construir e aplicar conceitos da várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas. II. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. III. Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema. III. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. IV. Relacionar informações, representadas em diferentes formas e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente. IV. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. V. Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. V. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

7 Enem – exame nacional do ensino médio Na competência I, espera-se que o participante escolha o registro adequado a uma situação formal de produção de texto escrito. Na avaliação, serão considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos na utilização da norma culta em aspectos como: sintaxe de concordância, regência e colocação; pontuação; flexão; ortografia; e adequação de registro demonstrada, no desempenho lingüístico, de acordo com a situação formal de produção exigida. O eixo da competência II reside na compreensão do tema que instaura uma problemática a respeito da qual se pede um texto escrito, em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo. Por meio desse tipo de texto, analisam-se, interpretam-se e relacionam-se dados, informações e conceitos amplos, tendo-se em vista a construção de uma argumentação, em defesa de um ponto de vista.

8 Enem – exame nacional do ensino médio Na competência III, procura-se avaliar como o participante, em uma situação formal de interlocução, seleciona, organiza, relaciona e interpreta os dados, informações e conceitos necessários para defender sua perspectiva sobre o tema proposto. Na competência IV, avalia-se a utilização de recursos coesivos da modalidade escrita, com vistas à adequada articulação dos argumentos, fatos e opiniões selecionados para a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. Serão considerados os mecanismos lingüísticos responsáveis pela construção da argumentação na superfície textual, tais como: coesão referencial; coesão lexical (sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração); e coesão gramatical (uso de conectivos, tempos verbais, pontuação, seqüência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, intersentenciais, interparágrafos). Na competência V, verifica-se como o participante indicará as possíveis variáveis para solucionar a problemática desenvolvida, quais propostas de intervenção apresentou, qual a relação destas com o projeto desenvolvido sobre o tema proposto e a qualidade destas propostas, mais genéricas ou específicas, tendo por base a solidariedade humana e o respeito à diversidade de pontos de vista, eixos de uma sociedade democrática.

9 Enem – exame nacional do ensino médio A proposta de redação O tema da redação do Enem muda a cada ano. Sempre são propostos temas atuais, que têm a ver com a realidade do próprio estudante que faz a prova. Antes de partir para a escrita, o participante é instigado a refletir sobre o tema por meio de textos de outros autores. A proposta de redação do ENEM em 2006 teve como tema O Poder de Transformação da Leitura. Foram apresentados os seguintes textos de reflexão e proposta:

10 Enem – exame nacional do ensino médio Uma vez que nos tornamos leitores da palavra, invariavelmente estaremos lendo o mundo sob a influência dela, tenhamos consciência disso ou não. A partir de então, mundo e palavra permearão constantemente nossa leitura e inevitáveis serão as correlações, de modo intertextual, simbiótico, entre realidade e ficção. Lemos porque a necessidade de desvendar caracteres, letreiros, números faz com que passemos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido. Antes mesmo de ler a palavra, já lemos o universo que nos permeia: um cartaz, uma imagem, um som, um olhar, um gesto. São muitas as razões para a leitura. Cada leitor tem a sua maneira de perceber e de atribuir significado ao que lê. Inajá Martins de Almeida. O ato de ler. Internet: (com adaptações).www.amigosdolivro.com.br

11 Enem – exame nacional do ensino médio Minha mãe muito cedo me introduziu aos livros. Embora nos faltassem móveis e roupas, livros não poderiam faltar. E estava absolutamente certa. Entrei na universidade e tornei-me escritor. Posso garantir: todo escritor é, antes de tudo, um leitor. Moacyr Scliar. O poder das letras. In: TAM Magazine, jul./2006, p. 70 (com adaptações) Existem inúmeros universos coexistindo com o nosso, neste exato instante, e todos bem perto de nós. Eles são bidimensionais e, em geral, neles imperam o branco e o negro. Estes universos bidimensionais que nos rodeiam guardam surpresas incríveis e inimagináveis! Viajamos instantaneamente aos mais remotos pontos da Terra ou do Universo; ficamos sabendo os segredos mais ocultos de vidas humanas e da natureza; atravessamos eras num piscar de olhos; conhecemos civilizações desaparecidas e outras que nunca foram vistas por olhos humanos. Estou falando dos universos a que chamamos de livros. Por uns poucos reais podemos nos transportar a esses universos e sair deles muito mais ricos do que quando entramos. Internet: (com adaptações).www.amigosdolivro.com.br

12 Enem – exame nacional do ensino médio Considerando que os textos acima têm caráter apenas motivador, redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema: O PODER DE TRANSFORMAÇÃO DA LEITURA. Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos. Observações: Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa. O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração. O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas. A redação deve ser desenvolvida na folha própria e apresentada a tinta. O rascunho pode ser feito na última página deste Caderno.

13 Enem – exame nacional do ensino médio Com essa proposta, esperava-se que os participantes se inspirassem nas idéias presentes na coletânea, que trazia alguns argumentos, como a influência da ficção, das palavras, na vida de quem é leitor; a leitura do mundo (de letreiros, cartazes, imagens, sons, gestos, por todos, inclusive os que não sabem ler) e a necessidade da leitura das letras; depoimento de escritor sobre o estímulo à leitura pela mãe: em sua casa podiam faltar móveis e roupas, mas livros não; existência de um universo bidimensional, em preto e branco (a escrita), cheio de surpresas, que podemos conhecer e que nos enriquece. A partir daí, esperava-se que os participantes acrescentassem idéias de sua experiência pessoal, para a produção de um texto que revelasse autoria própria, domínio do assunto e poder de argumentação.

14 Enem – exame nacional do ensino médio Ler para compreender Vivemos na era em que para nos inserir no mundo profissional devemos portar de boa formação e informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica. A leitura tem a capacidade de influenciar nosso modo de agir, pensar e falar. Com a sua prática freqüente, tudo isso é expresso de forma clara e objetiva. Pessoas que não possuem esse hábito ficam presas a gestos e formas rudimentares de comunicação. Isso tudo é comprovado por meio de pesquisar as quais revelam que, na maioria dos casos, pessoas com ativa participação no mundo das palavras possuem um bom acervo léxico e, por isso, entram mais fácil no mercado de trabalho ocupando cargos de diretoria. Porém, conter um bom vocabulário não torna-se (sic) o único meio de vencer na vida. É preciso ler e compreender para poder opinar, criticar e modificar situações. Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmente o ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável a intimidade com a leitura.

15 Enem – exame nacional do ensino médio Quadro Negro Se para Monteiro Lobato um país se faz de homens e livros, para os governantes diferente não poderia ser. O papel da leitura na formação de um indivíduo é de notória importância. Basta-nos observar a relevância da escrita até mesmo na marcação histórica do homem, que destaca, por tal motivo, a pré-história. Em uma esfera mais prática, pode-se perceber que nenhum grande pensador fez-se uma exceção e não deixou seu legado através da escrita, dos seus livros, das anotações. Exemplos não são escassos: de Aristóteles a Nietzsche, de Newton a Ohm, sejam pergaminhos fossilizados ou produções da imprensa de Gutenberg, muito devemos a esses escritos. Desta forma, iniciarmos o nosso processo de transformação adquirindo tamanha produção intelectual que nos é disponibilizada. A aquisição de idéias pelo ser humano apresenta um grande efeito colateral: a reflexão. A leitura é capaz de nos oferecer o poder de questionar, sendo a mesma freqüente em nossas vidas. Outrossim, é impossível que a nossa visão do mundo ao redor não se modifique com essa capacidade adquirida. Embora a questão e a dúvida sejam de extrema importância a um ser pensante, precisam ter um curto prazo de validade. A necessidade de resposta nos é intrínseca e gera novas idéias, fechando, assim, um círculo vicioso, o qual nos integra e nunca terminamos de transformar e sermos transformados. A leitura é a base para o desenvolvimento e a integração na sociedade e na vida, porquanto viver não é apenas respirar. Se Descartes estiver certo, é preciso pensar. Pensando, poderemos mudar o quadro negro do país e construir o Brasil de Monteiro Lobato: quadro negro apenas na sala de aula, repleto de idéias, pensamentos, autores, repleto de transformação e de vida.

16 Enem – exame nacional do ensino médio Quando o sol da cultura está baixo, até os mais ínfimos seres emitem luz Marcel Proust, grande escritor e exemplo máximo de uma vida dedicada unicamente à leitura e à literatura, disse em seus escritos cada leitor, quando lê, é um leitor de si mesmo. O que Proust evidencia nessa frase deixa em aberto uma série de interpretações que podem ser realizadas a partir do hábito entusiástico e não visto como uma obrigação, pela leitura. Estar em contato com o universo das palavras e nele encontrar uma atividade prazerosa, ao mesmo tempo que nos leva a absorver todo o conhecimento exterior, também nos conduz a uma busca de tudo que representa algo de nós mesmos nesse conhecimento que chega até nós. Em cada nova leitura, ocorre algo semelhante a uma lapidação de nossos desejos e predileções. Os livros constituem um tipo de transporte de conhecimento diferente da televisão por exemplo, onde as informações são transmitidas a todo o momento, e para tal, só precisa de nossa permissão para a passagem de suas imagens através de nosso córtex. O nível de saber que podemos extrair de um livro possui o mesmo limite de nossa vontade de fazê-lo. E, ao contrário das informações prontas da televisão, temos a total liberdade de interpretação, o que confere o aperfeiçoamento de nosso senso crítico e o melhoramento de como nos posicionamos diante do mundo. O hábito da leitura não possui caráter elitista e nem está associado ao poder aquisitivo. Em qualquer cidade, por menor que seja, há uma biblioteca, basta que tenhamos interesse em desvendar todo o mistério contido nela. Ao ler, nos tornamos mais cultos, mais seguros de nossas convicções, nos expressamos e escrevemos melhor. Medidas públicas devem ser realizadas para garantir essa acessibilidade e assim, seus respectivos países possam brilhar, iluminados pelo sol da cultura.

17 Enem – exame nacional do ensino médio Benefícios da leitura Como a leitura pode transformação nossa realidade? A leitura é extremamente importante, não apenas por ser fundamental em nossa formação intelectual, mas também por permitir a todos um acesso a um mundo de informações, idéias e sonhos. Sim, pois ler é ampliar horizontes e deixar que a imaginação desenhe situações e lugares desconhecidos e isto é um direito de todos. A leitura permite ao homem se comunicar, aprender e até mesmo desenvolver, trabalhar suas dificuldades. Em reportagem recente, uma grande revista de circulação nacional atribuiu à leitura, a importância de agente fundamental para a transformação social do nosso país. Através do conhecimento da língua, todos tem (sic) acesso à informação e são capazes de emitir uma opinião sobre os acontecimentos. Ter opinião é cidadania e essa parte pode ser a grande transformação social do Brasil. Os benefícios da leitura são cientificamente comprovados. Pesquisas indicam que crianças que tem (sic) o hábito da leitura incentivado durante toda a vida escolar desenvolvem seu senso crítico e mantém seu rendimento escolar em um nível alto. O analfabetismo, um dos grandes obstáculos da educação no Brasil está sendo combatido com a educação de jovens e adultos, mas a tecnologia está afastando nossas crianças dos livros. Permitir a uma criança sonhar com uma aventura pela selva ou imaginar uma incrível viagem espacial são algumas das mágicas da leitura. Ler amplia nosso conhecimento, desenvolve a nossa criatividade e nos desperta para um mundo de palavras e com elas construímos o que gostamos, o que queremos e o que sonhamos. Portanto, garantir a todos o acesso à leitura deve ser uma política de Estado, mas cabe a nós dedicarmos um tempo do nosso dia a um bom livro, incentivar nossos amigos, filhos ou irmãos a se apegarem à leitura e acima de tudo utilizar nosso conhecimento para fazer de nossa cidade, estado ou país, um lugar melhor para se viver.

18 Enem – exame nacional do ensino médio Obrigada!


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