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A LOGÍSTICA NO C EARÁ Um encontro realizado pelo Corin.

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Apresentação em tema: "A LOGÍSTICA NO C EARÁ Um encontro realizado pelo Corin."— Transcrição da apresentação:

1 A LOGÍSTICA NO C EARÁ Um encontro realizado pelo Corin

2 L OGÍSTICA NO C EARÁ Falar sobre logística é simples e ao mesmo tempo complicado, podemos falar sobre tudo o que se está fazendo para ampliar e melhorar a logística no estado. Mas a questão é estamos preparados para o seu desenvolvimento?

3 L OGÍSTICA NO MUNDO Se soubermos que a logística (no seu conceito) começou no sec. XIII na França para atender uma demanda na guerra e no Brasil teve seu começo nos anos 80, então podemos verificar algum tempo de diferença que precisa ser trabalhado rapidamente. Buscar soluções rápidas significa muito mais que investimento, significa aprimorar a logística. Isso nos remete ao significado da palavra na sua essência: Trata-se do processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenagem de matérias prima, inventário em processo, produtos acabados e informações correlatas do ponto de origem ao ponto de consumo em conformidade com os requisitos do cliente.

4 L OGÍSTICA NO B RASIL No Brasil, a demanda por serviços de logística cresce exponencialmente, cerca de três vezes superior ao Produto Interno Bruto (PIB). O mercado, que hoje se estima em US$ 300 bilhões, deve dobrar em 5 anos. É evidente que o setor passa por uma fase de consolidação. Entretanto, este é um cenário recente. O marco zero da logística brasileira foi a estabilização econômica produzida pelo Real e a expansão do comércio internacional. Com a inflação, que incentivava a prática especulativa no processo de compras e impossibilitava a integração na cadeia de suprimentos, sob controle, a ordem foi buscar eficiência logística. Esse, certamente, foi um vetor de grande mudança. Também a tecnologia foi imprescindível neste processo. A expansão de conceitos como Supply Chain Management e o uso de sistemas de gestão foram fundamentais para subsidiar o desenvolvimento logístico dentro de parâmetros mundiais.

5 L OGÍSTICA NO B RASIL E, ao passo que a operação logística se desenvolvia, nos últimos anos a economia do país registrou índices históricos de crescimento, resultando na fórmula ideal para aquecer o mercado interno e colocar o Brasil no rol de um dos maiores exportadores mundiais. Essa nova realidade competitiva tornou vital para os negócios investir em logística. No entanto, esta é uma área para a qual o país nunca havia se preparado adequadamente, tanto em relação à infraestrutura como em relação às práticas empresariais. No que tange aos aspetos estruturais, o Brasil tem grandes desafios pela frente. Os principais entraves para a logística brasileira estão hoje na matriz de transporte, que é excessivamente concentrada no modal rodoviário, correspondendo por 60% do total de cargas movimentadas no país. A malha de rodovias nacional tem uma extensão total de 1,6 milhões de quilômetros. aproximadamente (12%) são estradas pavimentadas. A Confederação Nacional do Transporte (CNT), constatou que 73,9% apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou geometria da via, o que compromete a qualidade e a segurança do fluxo de cargas e pessoas, restringe a interação com os demais modais e gera elevados custos em razão de problemas mecânicos nos veículos de carga.

6 L OGISTICA NO C EARÁ É evidente que o país precisa de um plano emergencial logístico para vencer os gargalos da infraestrutura. E, embora os recursos públicos tenham se intensificado, serão insuficientes para evitar um estrangulamento nos próximos anos, sendo vital a ampliação do capital privado. E não há dúvida do interesse dos investidores. O setor será um bom negócio nos próximos anos e continuará rendendo lucros enquanto a economia continuar aquecida. A participação de entidades financeiras, entre elas a indústria está evoluindo a passos largos no segmento. No Brasil, ainda existe um enorme potencial a ser explorado. Apenas cerca de 5% das empresas tratam a logística com a importância devida, seja por meio de um departamento interno ou da contratação de um operador. No Japão e na Europa este índice é de 30%, e, nos EUA, de 25% e na Europa mais 70%.

7 L OGÍSTICA NO C EARÁ Nesse sentido, já no que diz respeito às práticas empresariais, as fusões e aquisições serão fundamentais para conquistar e manter mercado. A logística exige alto grau de especialização e grande poder de investimento para aguardar retornos financeiros que podem levar até 20 anos. Uma conta em que tamanho é diferencial. Será necessário também investir em recursos humanos. Isso porque, em um mercado cada vez mais competitivo e exigente, a qualificação será o grande vetor para a eficiência. A rápida expansão do setor revela uma grande carência de especialização. Por isso, nos próximos 10 anos, o requisito básico para a logística do país é a profissionalização. É importante ressaltar que diversos esforços de diferentes esferas, sejam estatais ou privadas, convergem para solucionar os entraves do setor. Mas há um longo caminho a ser percorrido.

8 L OGISTICA NO C EARÁ No Ceará, vimos crescendo nesses últimos anos e divergindo nossos produtos, hoje além do cereal, castanha e frutas exportamos minério, calçado, etc. Durante a ultima decada vimos mudar as commodities que eram produto de destaque de produção cearense como castanha e camarão que tiveram seu desempenho diminuido, por isso alguns pontos devem ser levados em consideração. Como era a logística feita no passado? Ela foi fator preponderante nesse sentido? A maioria acredito, continua alegando que outros fatores contribuíram para a diminuição de seu produto, alegam fatores como natureza, a concorrência, mas na minha visão a Logística foi sim impactante e marco decisivo para essa diminuição. ´~

9 O S PORTOS CEARENSES Apesar de ampliações estarem sendo feitas nos nossos dois portos e com crescimento considerável nos últimos anos dos portos, crescemos mais que a maioria no Brasil, mas nosso crescimento era um dos mais desfasados dos grandes portos do nordeste como Salvador e Suape. Esse crescimento é ainda muito modesto e os responsáveis pelo crescimento são sem duvida na exportação a fruta, o minério de ferro, sal, alumínio, farinha de trigo, agua de coco e calçados, já a importação essa sim foi responsável pelo crescimento de todos os estados. Só no porto de Pecem houve um crescimento de mais de 38%. A liderança nas importações ficou com os combustíveis minerais, gás natural, carvão mineral, tendo sido transportadas no período mais de um milhão de toneladas. A segunda colocação ficou com cimento não pulverizado (clinker), seguido dos produtos siderúrgicos, plásticos e suas obras com 102 mil tons e escórias de altos fornos com cem mil toneladas.

10 L OGISTICA NO CEARÁ Esse crescimento se deve ao momento que vivenciamos na construção do Brazil e seu desenvolvimento em tecnologia. Surge então a pergunta sobre esses produtos de destaque, será que devido a esse crescimento rápido estão verificando a logística ou estão tão envolvidos no seu crescimento que buscam o menor custo ao contratar profissionais, que preferem negociar um C&F com os fornecedores na sua logística para não assumir essa responsabilidade? Será que logistica é só reduzir transportes ? Reduzir com os fornecedores?

11 C RESCIMENTO DOS PRODUTOS IMPORTADOS

12 C RESCIMENTO DOS PRODUTOS EXPORTADOS

13 L OGISTICA NO CEARÁ Temos já licitações vencidas de ampliações no porto do Pecem, como construção de uma nova ponte, etc, no Mucuripe e aeroporto e é verdade também que esse governo tem se comprometido com o crescimento do estado, mas a morosidade quer seja por licenças ambientais, por greves, por outros fatores burocráticos, nos coloca sempre com um passo atrás no desenvolvimento do estado. Nossa ZPE saiu do papel e temos nossa primeira área alfandegada do estado, fizemos as primeiras entregas na área, levando maquinário para a CSP – companhia siderúrgica do Pecem, mas apesar de toda a boa vontade ainda esta muito aquém das necessidades de seu primeiro cliente.

14 L OGISTICA NO CEARÁ O objetivo do estado é ter outras empresas no mesmo espaço tal como já foi comunicado na midia, mas para tal a cadeia logística precisa funcionar, sabemos que todos os elementos estão se empenhando para colocar para funcionar, mas só a CSP tem previsto nos proximos mais de 2 navios por mês até ao final do ano com mais de 25 mil tons cada e peças entre 45 tons a 300 tons cada. Mas como poderá ser feita essa logistica neste meio tempo sem que o funcionamento da ZPE esteja sua totalidade e trabalhando 24 horas por dia. Ao estado coube atrair esse projeto, mas ao receber esse projeto não se vislumbrou que nossos portos não estavam preparados para o receber, então se espera pela frente congestionamento e falta de espaço futuro, mas isso só é novidade no porto do Pecém porque já temos essa dificuldade de espaço no Mucuripe há muito tempo que esperamos que com essa nova ampliação deverá abrir espaço.

15 L OGISTICA NO CEARÁ Os portos/aeroportos serão ampliados, mas mesmo assim não estarão a altura do futuro, mas esperamos para todos nós e para as futuras gerações e que os próximos governos continuem focados na ampliação e melhoramento da cadeia logística, quer seja a nível interno quer seja a nível externo. Com o comprometimento dos governantes, quem sabe os elementos geradores como os importadores e exportadores, operadores logísticos, armadores, agentes de cargas e despachantes, bem como órgãos públicos como Receita Federal, Anvisa, Agricultura etc acreditem e compreendam que o Brasil só tem um caminho e que esse caminho é o desenvolvimento, por isso seus intervenientes devem estar preparados e capacitados para mesmo fiscalizando fazer a Logística ser o diferencial e não o entrave. Temos ouro, petróleo, natureza e acima de tudo terra para dar certo só precisamos acreditar e investir nesse futuro, se todos continuarmos focando no presente esse futuro será como nosso passado incerto e sem crescimento significativo !

16 BIBLIOGRAFIA NOGUEIRA, Amarildo. A importância da logística. Disponível em:.Acesso em 23 maio CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Supriementos.1.ed.São Paulo: Pioneira, LARRANAGA, Félix Alfredo. A Gestão Logística Global. 3.ed. São Paulo: Aduaneiras, FILHO, Armando Oscar Cavanha. Logística: Novos Modelos. 2.ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.


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