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Existencialismo – Parte II 18/9/20141www.nilson.pro.br.

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1 Existencialismo – Parte II 18/9/20141www.nilson.pro.br

2 Martin Heidegger (1889 – 1976) Rompendo com a tendência dominante da filosofia moderna que, desde Descartes, estava voltada para a teoria do conhecimento, este alemão retomou a questão da ontologia, a investigação do ser. Para ele, o problema central da filosofia é o ser, a existência de tudo. Rompendo com a tendência dominante da filosofia moderna que, desde Descartes, estava voltada para a teoria do conhecimento, este alemão retomou a questão da ontologia, a investigação do ser. Para ele, o problema central da filosofia é o ser, a existência de tudo. ‘a questão que me preocupa não é a existência do homem e sim a questão do ser em seu conjunto e enquanto tal’ ‘a questão que me preocupa não é a existência do homem e sim a questão do ser em seu conjunto e enquanto tal’ Para Heidegger, o ente é a existência, a manifestação dos modos de ser. Para Heidegger, o ente é a existência, a manifestação dos modos de ser. O ser é essência, aquilo que fundamenta e ilumina a existência ou os modos do ser. O ser é essência, aquilo que fundamenta e ilumina a existência ou os modos do ser. A partir dessa diferenciação é possível estabelecer duas fases da filosofia heideggeriana. Na primeira, ela busca o conhecimento do ser através da análise do ente humano, da existência humana. Na segunda, o ente sai do primeiro plano e o próprio ser torna-se a chave para a compreensão da existência. A partir dessa diferenciação é possível estabelecer duas fases da filosofia heideggeriana. Na primeira, ela busca o conhecimento do ser através da análise do ente humano, da existência humana. Na segunda, o ente sai do primeiro plano e o próprio ser torna-se a chave para a compreensão da existência. 18/9/20142www.nilson.pro.br

3 O despertar pela angústia Um dos objetivos da obra de Heidegger Ser e tempo é investigar o sentido do ser. Para tanto, criou uma terminologia própria e, por vezes, obscura, denominando o modo de ser do homem, nossa existência, com a palavra Dasein, cujo sentido é ser-aí, estar aí. Um dos objetivos da obra de Heidegger Ser e tempo é investigar o sentido do ser. Para tanto, criou uma terminologia própria e, por vezes, obscura, denominando o modo de ser do homem, nossa existência, com a palavra Dasein, cujo sentido é ser-aí, estar aí. Ponderando sobre a vida humana, o filósofo descreveu três etapas que marcam a existência e que, para a maioria dos homens, culminam numa existência inautêntica: Ponderando sobre a vida humana, o filósofo descreveu três etapas que marcam a existência e que, para a maioria dos homens, culminam numa existência inautêntica: 18/9/20143www.nilson.pro.br

4 Existência inautêntica Fato da existência: o homem é ‘lançado’ ao mundo, sem saber o porquê. Ao despertar para a consciência da vida, já está aí, sem ter pedido para nascer; Fato da existência: o homem é ‘lançado’ ao mundo, sem saber o porquê. Ao despertar para a consciência da vida, já está aí, sem ter pedido para nascer; Desenvolvimento da existência: o ser humano estabelece relações com o mundo (ambiente natural e social historicamente situado). Para existir, o homem projeta sua vida e procura agir no campo de suas possibilidades. Move uma busca permanente para realizar aquilo que ainda não é. Em outras palavras, existir é construir um projeto; Desenvolvimento da existência: o ser humano estabelece relações com o mundo (ambiente natural e social historicamente situado). Para existir, o homem projeta sua vida e procura agir no campo de suas possibilidades. Move uma busca permanente para realizar aquilo que ainda não é. Em outras palavras, existir é construir um projeto; Destruição do eu: tentando realizar seu projeto, o homem sofre a interferência de uma série de fatores adversos que o desviam de seu caminho existencial. Trata-se de um confronto do eu com os outros. Um confronto no qual o homem comum é, geralmente, derrotado. O ser ‘eu’ é destruído, arruinado, dissolve-se na banalidade do cotidiano, nas preocupações da massa humana. Em vez de tornar-se ‘si mesmo’, torna-se o que os outros são, assim, o eu é absorvido no com – o – outro e para – o – outro. Destruição do eu: tentando realizar seu projeto, o homem sofre a interferência de uma série de fatores adversos que o desviam de seu caminho existencial. Trata-se de um confronto do eu com os outros. Um confronto no qual o homem comum é, geralmente, derrotado. O ser ‘eu’ é destruído, arruinado, dissolve-se na banalidade do cotidiano, nas preocupações da massa humana. Em vez de tornar-se ‘si mesmo’, torna-se o que os outros são, assim, o eu é absorvido no com – o – outro e para – o – outro. 18/9/20144www.nilson.pro.br

5 O sentimento profundo que faz o homem despertar da existência inautêntica é a angústia, pois ela revela o quanto nos dissolvemos em atitudes impessoais, o quanto somos absorvidos pela banalidade do cotidiano, o quanto anulamos nosso eu para inseri-lo, alienadamente, no mundo do outro. O sentimento profundo que faz o homem despertar da existência inautêntica é a angústia, pois ela revela o quanto nos dissolvemos em atitudes impessoais, o quanto somos absorvidos pela banalidade do cotidiano, o quanto anulamos nosso eu para inseri-lo, alienadamente, no mundo do outro. Angústia = anseio de ser / temor ao nada. Angústia = anseio de ser / temor ao nada. 18/9/20145www.nilson.pro.br

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7 Jean-Paul Sartre ( ) A principal obra filosófica de Sartre é O ser e o nada (1943). Nessa obra, ele ataca duramente a teoria aristotélica da potência. Para Sartre, o ser ‘é o que é’, trata-se do ‘ente em-si’. Esse ente não é ativo nem passivo, nem afirmação nem negação, mas simplesmente repousa em si, maciço e rígido. A principal obra filosófica de Sartre é O ser e o nada (1943). Nessa obra, ele ataca duramente a teoria aristotélica da potência. Para Sartre, o ser ‘é o que é’, trata-se do ‘ente em-si’. Esse ente não é ativo nem passivo, nem afirmação nem negação, mas simplesmente repousa em si, maciço e rígido. Além do ente em-si, Sartre concebe a existência do ser especificamente humano, denominando-o ‘ente para-si’. Tal, específico do humano, opõe-se ao ente em-si, que representa a plenitude do ser. O ente para-si é o nada, ou seja, para Sartre, a característica tipicamente humana é o nada: um ‘espaço aberto’. Isso não significa que a totalidade do homem que, por exemplo, inclui seu corpo, seja nada. Esse nada é nossa característica típica, singular, aquilo que faz do homem um ente não-estático, não- compacto, acessível às possibilidades de mudança. Além do ente em-si, Sartre concebe a existência do ser especificamente humano, denominando-o ‘ente para-si’. Tal, específico do humano, opõe-se ao ente em-si, que representa a plenitude do ser. O ente para-si é o nada, ou seja, para Sartre, a característica tipicamente humana é o nada: um ‘espaço aberto’. Isso não significa que a totalidade do homem que, por exemplo, inclui seu corpo, seja nada. Esse nada é nossa característica típica, singular, aquilo que faz do homem um ente não-estático, não- compacto, acessível às possibilidades de mudança. 18/9/20147www.nilson.pro.br

8 Não-ser e liberdade humana Se o homem fosse um ser cheio, total, pleno, como uma essência definida, ele não poderia ter nem consciência nem liberdade. Primeiro, porque a consciência é um espaço aberto a múltiplos conteúdos. Segundo, porque a liberdade representa a possibilidade de escolha. Por intermédio de suas escolhas, o homem constrói a si e torna-se responsável pelo que faz. Se o homem fosse um ser cheio, total, pleno, como uma essência definida, ele não poderia ter nem consciência nem liberdade. Primeiro, porque a consciência é um espaço aberto a múltiplos conteúdos. Segundo, porque a liberdade representa a possibilidade de escolha. Por intermédio de suas escolhas, o homem constrói a si e torna-se responsável pelo que faz. Assim, para Sartre, se o homem não expressa esse ‘vazio do ser’, sua consciência já estaria pronta, acabada, fechada. E, nesse caso, ele não poderia manifestar liberdade, pois estaria preso à realidade estática do ser pleno, do ser em-si. Assim, para Sartre, se o homem não expressa esse ‘vazio do ser’, sua consciência já estaria pronta, acabada, fechada. E, nesse caso, ele não poderia manifestar liberdade, pois estaria preso à realidade estática do ser pleno, do ser em-si. 18/9/20148www.nilson.pro.br

9 Outra conseqüência dessa característica específica do não-ser, é que não podemos falar da existência de uma natureza humana previamente determinada. Assim, para o filósofo, o que existiria é uma condição humana, isto é, o conjunto de limites a priori que esboçam a sua (do homem) situação fundamental no Universo Outra conseqüência dessa característica específica do não-ser, é que não podemos falar da existência de uma natureza humana previamente determinada. Assim, para o filósofo, o que existiria é uma condição humana, isto é, o conjunto de limites a priori que esboçam a sua (do homem) situação fundamental no Universo ‘As situações históricas variam: o homem pode nascer escravo numa sociedade pagã – ou senhor feudal ou proletário. Mas o que não varia é a necessidade para ele de estar no mundo, de lutar, de viver com os outros e de ser mortal.’ ‘As situações históricas variam: o homem pode nascer escravo numa sociedade pagã – ou senhor feudal ou proletário. Mas o que não varia é a necessidade para ele de estar no mundo, de lutar, de viver com os outros e de ser mortal.’ Portanto, um dos valore fundamentais da condição humana é, segundo Sartre, a liberdade. É o exercício da liberdade, em situações concretas, que move o homem, que gera a incerteza, que leva à produção de sentidos, que impulsiona a ultrapassagem de certos limites. Portanto, um dos valore fundamentais da condição humana é, segundo Sartre, a liberdade. É o exercício da liberdade, em situações concretas, que move o homem, que gera a incerteza, que leva à produção de sentidos, que impulsiona a ultrapassagem de certos limites. 18/9/20149www.nilson.pro.br

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