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PROJETOS CIENTÍFICOS Maria Inês Castilho. Por que desenvolvemos projetos? Para ativar nosso pensamento reflexivo.

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Apresentação em tema: "PROJETOS CIENTÍFICOS Maria Inês Castilho. Por que desenvolvemos projetos? Para ativar nosso pensamento reflexivo."— Transcrição da apresentação:

1 PROJETOS CIENTÍFICOS Maria Inês Castilho

2 Por que desenvolvemos projetos? Para ativar nosso pensamento reflexivo.

3 UM ATO COMPLETO DO PENSAMENTO REFLEXIVO COMPÕE-SE DAS SEGUINTES FASES: Uma dificuldade é sentida; Procura-se então compreender e definir esta dificuldade; Dá-se para a mesma uma solução provisória; Elabora-se mentalmente uma solução; Tem-se a convicção de ser a solução correta; Comprova-se experimentalmente a mesma; Procura-se avaliar adequadamente os dados experimentais, que conduzem a aceitação ou rejeição da solução mental; O processo se repete até que se obtenha uma solução comprovada, imediatamente utilizável; Elabora-se um quadro mental de situações futuras para as quais a situação atual é pertinente. (WHITNEY)

4 AS FASES DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS Comparando com as fases do pensamento reflexivo, temos: 1. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA (corresponde aos itens a e b); 2. ENUNCIADO DE HIPÓTESES (corresponde aos itens c, d e e); 3. EXPERIMENTAÇÃO E COLETA DE DADOS (corresponde ao item F) 4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS (corresponde aos itens g e h). Franz Victor Rudio

5 PROBLEMA A FORMULAÇÃO DO PROBLEMA tem por objetivo buscar a solução do mesmo e geralmente é apresentado na forma interrogativa; “É um enunciado, sem solução, que é mister determinar com precisão para intentar, em seguida, seu exame, avaliação, crítica e solução” Armando Asti Vera

6 EXEMPLO DE FORMULAÇÃO DE UM PROBLEMA 1. Como tornar mais veloz um aeromóvel, preservando sua aerodinâmica e sua massa?

7 ORIENTAÇÕES PARA MELHOR FORMULAR UM PROBLEMA Os critérios que seguem, estabelecidos por J.W.Best, ajudam na melhor formulação de um problema. Pense neles!  Este problema pode realmente ser resolvido pelo processo de pesquisa científica?  O problema é suficientemente relevante a ponto de justificar que a pesquisa seja feita?  Trata-se realmente de um problema original?  A pesquisa é factível?  Ainda que seja “bom”, é adequado para mim?  Pode-se chegar a uma conclusão valiosa?  Os dados, que a pesquisa exige, podem realmente ser obtidos?  Há recursos financeiros disponíveis para a execução do projeto?  Terei tempo de terminar o projeto?  Serei persistente?

8 HIPÓTESE  É uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que se desconhece;  Esta suposição tem como característica o fato de ser provisória, devendo, portanto, ser posteriormente testada para verificar sua validade;  É uma condicional e, portanto, na sua formulação pode-se usar as preposições SE... ENTÃO.

9 EXEMPLOS DE FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES 1.1. Se aumentarmos o diâmetro das rodas então o aeromóvel ficará mais veloz; 1.2. Se diminuirmos o atrito entre as rodas e o solo, fazendo deslizar sobre um colchão de ar, então o aeromóvel ficará mais veloz; 1.3.Se diminuirmos o atrito entre o eixo e a roda, utilizando rolamentos duplos, então o aeromóvel ficará mais veloz; 1.4. Se usarmos uma aleta côncava para ser a propulsora do aeromóvel, então o mesmo ficará mais veloz; 1.5. Se aumentarmos a potência dos geradores do ar que impulsiona o aeromóvel, então o mesmo adquire maior velocidade; etc,...

10 ORIENTAÇÕES DE COMO FORMULAR HIPÓTESES Existem alguns critérios que balizam e validam o enunciado da hipótese. Ela deve ser:  Plausível – indicar uma situação possível de ser admitida, de ser aceita;  Consistente – não estar em contradição com o conhecimento científico mais amplo;  Específica – dando as características para identificar o que deve ser observado;  Verificável – ser possível a realização de experimentos que possam validá-la (ou rejeitá-la);  Clara – contenha termos que ajudem a compreender o que se pretende afrirmar;  Simples – ter todos os termos e somente os termos que são necessários à compreensão;  Explicativa – ser uma explicação (solução provisória) do problema. Se isto não acontece, a hipótese não tem razão de existir.

11 VARIÁVEIS E CONTROLE DE VARIÁVEIS Durante a execução de um projeto, o pesquisador manipula deli- beradamente um aspecto da realidade, dentro de condições anterior- mente definidas, a fim de observar certos efeitos. Assim, ele trabalha com VARIÁVEIS que são classificadas em:  VARIÁVEL INDEPENDENTE – Tem papel preparador, contribuinte e causador da variável dependente;  VARIÁVEL DEPENDENTE – Assume valor subordinado, de efeito. É a reação à ação da primeira variável;  VARIÁVEL INTERVENIENTE – Produz um efeito sobre a relação das variáveis independente e dependente. OBERVAÇÃO IMPORTANTE: É preciso ficar atento quando na testagem de uma hipótese. Quando se muda uma variável para verificar o efeito que ela causa, somente esta variável deve estar sendo modificada neste momento. Se outras variáveis são mudadas junto, estas são consideradas INTERVENIENTES porque irão intervir, alterando o resultado.

12 EXEMPLO DE CONTROLE DE VARIÁVEIS PROBLEMA: Como tornar mais veloz um aeromóvel, preservando sua aerodinâmica e sua massa? HIPÓTESE 1.1. Se aumentarmos o diâmetro das rodas então o aeromóvel ficará mais veloz; VARIÁVEL INDEPENDENTE: Aumento do diâmetro das rodas VARIÁVEL DEPENDENTE: Velocidade VARIÁVEIS INTERVENIENTES: Carga do veículo; Aerodinâmica; Ventos; Lubrificação dos eixos; Potência do motor; Formato do pneu;

13 FASES DE UM PROJETO CIENTÍFICO Um projeto científico deve constar das seguintes fases: 1.Planejamento 2.Execução 3.Coleta e tratamento dos dados 4.Conclusão 5.Divulgação - opcional

14 RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO TÍTULO – Deve ter alguma relação com o problema. E pode ser definido mais tarde, quando se está a descrever a metodologia do trabalho. JUSTIFICATIVA – Apresentação das razões que levaram a investigar o problema. OBJETIVOS – Deixar claro quais são os objetivos que se pretende alcançar. REVISÃO DA LITERATURA – Resumo do que foi pesquisado sobre o assunto. PROBLEMA - Enunciar o problema. HIPÓTESES - Enunciar todas as hipóteses. VARIÁVEIS - Enunciar as variáveis para cada hipótese. Isso pode ser feito de modo resumido, mas que fique claro que houve controle de variáveis. METODOLOGIA – Descrever, detalhadamente, como será executado o projeto, desde o modo como será operacionalizado, passando pelos materiais e técnicas, o tempo para cada etapa e como será avaliado para chegar a conclusões. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS – Relação de todos os livros, revistas, jornais, sites, etc,... consultados

15 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 1) INVESTIGANDO AUMENTAR A VELOCIDADE DE UM AEROMÓVEL SEM MUDAR SUA AERODINÂMICA, MASSA E SISTEMA DE PROPULSÃO JUSTIFICATIVA: Considerando a necessidade de veículos coletivos para transportes de passageiros, que sejam eficientes e não poluentes, decidimos pesquisar sobre o aeromóvel e sua eficiência. Já existe um protótipo de aeromóvel em nossa cidade e que está em vistas de implementação definitiva. OBJETIVOS: Determinar quais são os fatores que influem na velocidade de um aeromóvel, sem modificar a sua aerodinâmica, massa e sistema de propulsão.

16 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 2) REVISÃO DA LITERATURA: (Resumo da pesquisa realizada sobre o tema) PROBLEMA: Como tornar mais veloz um aeromóvel, preservando sua aerodinâmica e sua massa? HIPÓTESES: 1.1. Se aumentarmos o diâmetro das rodas então o aeromóvel ficará mais veloz; 1.2. Se diminuirmos o atrito entre as rodas e o solo, fazendo deslizar sobre um colchão de ar, então o aeromóvel ficará mais veloz; 1.3.Se diminuirmos o atrito entre o eixo e a roda, utilizando rolamentos duplos, então o aeromóvel ficará mais veloz; (continua)

17 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 3) 1.4. Se usarmos uma aleta côncava para ser a propulsora do aeromóvel, então o mesmo ficará mais veloz; 1.5. Se aumentarmos a potência dos geradores do ar que impulsiona o aeromóvel, então o mesmo adquire maior velocidade; VARIÁVEIS: A variável dependente VELOCIDADE será avaliada em função de outras que são independentes (diâmetro das rodas, atrito das rodas e trilho, atrito do eixo e roda, formato da aleta e potência do motor). A cada experimentação teremos o cuidado de apenas mudar uma das variáveis independentes, preservando as demais como estão, para que não sejam intervenientes no resultado.

18 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 4) METODOLOGIA: ( É a descrição detalhada de como se pretende desenvolver a testagem das hipóteses, com que material, em que tempo, etc.) Construiremos um protótipo de aeromóvel, que deslizará sobre um trilho que será de cano de PCV com um corte longitudinal onde a aleta fará conexão aeromóvel e o ar que se deslocará dentro do cano. Este ar será proveniente de um secador de cabelo. (Aqui podem ser colocados esquemas, desenhos, etc... tudo que melhor explique o protótipo que irão construir). O sistema cano de PVC será bem vedado no contato com o aparelho propulsor de ar (secador) de forma a diminuir a perda de energia pelo escape do vento. Inicialmente faremos várias medidas de velocidade com o protótipo. Várias medidas para cada hipótese formulada e em testagem. Faremos uma média das medidas e anotaremos em tabelas. A primeira hipótese testada será a mudança das rodas do aeromóvel, por outras cujo diâmetro seja maior. Teremos o cuidado de alterar somente o diâmetro e manter o mesmo tipo de pneu, eixo, etc, para que não ocorra resultados errôneos. Faremos várias medidas e anotaremos na mesma tabela. A segunda hipótese... A terceira hipótese Analisaremos as tabelas e poderemos relatar o observado.

19 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 5) CRONOGRAMA: (É a divisão do tempo destinado a cada etapa do projeto. Pode ser apresentado na forma de tabela. Veja exemplo:) março abrilmaiojunhojulhoagostosetembrooutubro Definição do problema xx Revisão da Literatura xx Relatório do Planejamento e entrega do Relatório x Testagem das hipóteses xx Coleta dos dados xx Análise dos dados x Relatório Final xx Apresentação x

20 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 6) CONSTRUÇÃO DE TABELAS: ( Elabora-se tabelas que ficam a espera dos dados que serão coletados ao realizarem as testagem das hipóteses, as experimentações ) Exemplo de tabela da hipótese 1: NOTA: Devem ser elaboradas tabelas para todas as hipóteses.As tabelas ficarão a espera dos dados que serão obtidos no dia em que será feita a experimentação e observados os valores das medidas. Raio da roda2 cm5cm10 cm Distância percorrida Tempo Velocidade Média

21 EXEMPLO DE UM RELATÓRIO DO PLANEJAMENTO (PARTE 7) AVALIAÇÃO – Será feito a análise dos dados de cada tabela, construiremos gráficos e a partir daí chegaremos as conclusões. ( Também poderão, nesta primeira etapa,que é o relatório do planejamento, deixarem como avaliarão o desempenho do grupo em relação a participação, cooperação e comprometimento além de como será feita a análise dos dados coletados, se construirão gráficos, etc..) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Hewitt, P. G., Física Conceitual, Porto Alegre, Bookman, 2002, p. 60 a 70. Movimento Retilíneo, disponível em acesso em 10/03/2013.www.fisicamariaines.com Até aqui é a fase de planejamento de um projeto científico = o relatório do planejamento. A outra fase é a execução do projeto como foi detalhado neste relatório. E terá novo relatório. Porém este será com as tabelas preenchidas e a conclusão a que chegaram.


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