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Memória Memória : Modelos, Estruturas e Processos Prof. Dr. Liércio Pinheiro de Araújo.

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1 Memória Memória : Modelos, Estruturas e Processos Prof. Dr. Liércio Pinheiro de Araújo

2 Memória É o meio pelo qual uma pessoa recorre às suas experiências passadas a fim de usar essas informações no presente. Nas palavras de Iván Isquierdo, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRGS, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo: “Tudo no cérebro funciona através da memória. Caminhamos, falamos e nos comunicamos, porque nos lembramos de fazê-lo. O cérebro manda secretar um ou outro neuro-transmissor ou hormônio quando estamos tristes ou alegres, ou quando sentimos medo ou prazer, porque se recorda em fazê-lo”.

3 Memória Excepcional  Memória Deficiente: Amnésia ou perda grave de memória.  Tipos de Memória Deficiente:  (a)Amnésia Anterógrada: Dificuldade que uma pessoa apresenta para lembrar-se de eventos ocorridos a partir de um fato que aconteceu num dado momento, porém tendo lembrança completa de eventos que ocorreram antes deste evento.

4 Memória Excepcional – Exemplo de Amnésia Anterógrada. No filme americano Amnésia (“Memento”), dirigido por Cristopher Nolan, Leonard, o personagem principal, se recorda de tudo que aconteceu em sua vida até a noite do ataque no qual sua mulher foi morta e ele sofreu golpes na cabeça que o deixaram com danos cerebrais. Desde então, ele não consegue reter suas memórias.

5 Memória Excepcional  (b) Amnésia Retrógrada: Neste caso as pessoas perdem sua memória intencional para eventos anteriores a seja qual for o trauma que induz à perda de memória.  (c) Amnésia Infantil: Incapacidade que quase todas as pessoas apresentam para evocar eventos ocorridos quando eram muito jovens. Em geral, uma pessoa pode lembrar pouco ou nada o que aconteceu antes da idade aproximada de 5 anos.

6 Memória Excepcional  Memória Notável ou Mnemonista: Capacidade de memória extraordinariamente aguçada. Em geral, baseada no uso de uma técnica especial para a intensificação da memória.  Pessoas mnemonistas normalmente evocam sua memória devido a um raro fenômeno psicológico denominado “sinestesia”, no qual elas experimentam sensações em uma modalidade sensorial diferente do sentido que era fisicamente estimulado. (sýn=ação conjunta, aísthesis= sensação e ía=qualidade).

7 Memória Excepcional – Comentários:  Os pesquisadores estudam os pacientes com amnésia em parte para obter insight sobre o funcionamento da memória, comparando, por exemplo, memória temporária com memória de curto prazo, processos de memória procedural versus declarativa e memória explícita versus memória implícita.  Os estudos com mnemonistas mostraram o valor da imaginação na memória para informações concretas, bem como a importância de descobrir ou formar conexões significativas entre os itens a serem lembrados;

8 Modelos de Memória O Primeiro Modelo: Em 1965, Nancy Waugh e Donald Norman propuseram um modelo distinguindo duas estruturas de memórias: Memória primária: nela são mantidas as informações temporárias comumente em uso. Memória secundária: nela são mantidas permanentemente as informações ou, no mínimo, por um longo período de tempo.

9 Modelos de Memória O Modelo Tradicional:  Em 1968, Richard Atkinson e Richard Shiffin apresentaram um metáfora alternativa que conceituava a memória em termos de três armazenamentos de memória: armazenamento sensorial, armazenamento de curto prazo e armazenamento de longo prazo.  Eles distinguiam as estruturas que denominavam armazenamentos, das informações armazenadas nas estruturas, às quais denominavam memória.  Atualmente os psicólogos cognitivos descrevem usualmente os três armazenamentos como memória sensorial (MS), memória de curto prazo(MCP) e memória de longo prazo (MLP).

10 Modelos de Memória – O Modelo tradicional  Memória Sensorial (MS): Capaz de estocar quantidades relativamente limitadas de informação por períodos de tempo muito breves. Repositório inicial das muitas informações que, posteriormente ingressam na memória de curto prazo e na memória de longo prazo.  Memória de Curto Prazo (MCP): Capaz de armazenar informações por períodos de tempo um pouco mais longos, mas também de capacidade relativamente limitada.  Memória de Longo Prazo (MLP): Capaz de estocar informações durante períodos de tempo muito longos, talvez até indefinidamente.

11 MEMÓRIA SENSORIAL (MS) MEMÓRIA DE CURTO PRAZO (MCP) MEMÓRIA DE LONGO PRAZO (MLP) Modelos de Memória – O Modelo Tradicional

12 Comentário: Para Atkinson e Shiffin os três armazenamentos não eram estruturas fisiológicas diferentes. Eles são, na verdade, constructos hipotéticos, mas que servem como modelos mentais para compreender-se como um fenômeno psicológico, tal como a memória, funciona;

13 Modelos de Memória OUTROS MODELOS:  Memória de Trabalho: Este modelo postula que uma fração da memória pode considerada como uma parte especializada da MLP. A memória de trabalho mantém apenas a fração ativada mais recentemente de MLP e transfere esses elementos ativados para dentro e para fora da MCP.

14 Modelos de Memória – Outros modelos Modelo TradicionalMemória de Trabalho Depósito de MercadoriasAgência de Produção Multimídia MS = doca de carga MCP = área circundante da doca de carga, onde a informação é armazenada temporariamente até que seja transferida para o depósito de mercadorias MLP = Depósito de mercadorias A agência continuamente gera e manipula imagens e sons. Depois que as imagens, os sons e as outras informações são armazenadas, ainda estão disponíveis para reformatação e reintegração em novos meios, quando novas demandas e informações tornam-se acessíveis.

15 Modelos de Memória – Outros modelos  Estrutura dos níveis de tratamento: Este modelo postula que a memória não compreende qualquer número específico de armazenamentos separados, ao contrário do modelo tradicional. Aqui quanto mais profundo o nível de tratamento, mais alta a probabilidade de que um item possa ser recuperado.  Modelo dos Sistemas Múltiplos de Memória: Este modelo postula que podem existir sistemas de memória separados para organizar e armazenar a informação com um referencial de tempo característico (memória episódica) em comparação à informação que não tem um referencial de tempo específico (memória semântica).

16 Estruturas da Memória Estruturas da Memória Semântica:  A memória semântica trabalha com conceitos – idéias às quais uma pessoa pode associar várias características e com as quais ela pode conectar várias outras idéias;  A estrutura da memória semântica não é considerada uma estrutura fisiológica real. Por enquanto, ela é uma estrutura hipotética descrita pelos psicólogos cognitivos para descrever uma estrutura cognitiva para organizar conceitos associados, baseada em experiências anteriores;  Em 1969, Allan Collins e Ross Quillian publicaram os resultados de seu estudo referencial que sugeria uma estrutura organizada na hierarquia de categorias;  Em 1974, Edward Smith, Edward Shoben e Lance Rips propuseram um modelo alternativo baseado na comparação de aspectos semânticos.

17 Estruturas da Memória: Processamento Distribuído em Paralelo (PDP) – Um Perspectiva Conexionista:  De acordo com este modelo, a chave para a representação do conhecimento encontra-se nas conexões entre nós, não em cada nó individual;  Este modelo harmoniza-se com a noção de memória de trabalho;  Muitos psicólogos cognitivos que sustentam essa concepção integrada sugerem que parte da razão pela qual nós, humanos, somos tão eficientes no processamento da informação é porque podemos manipular muitas operações ao mesmo tempo; priming  Algumas pesquisas indicam que este modelo explica eficientemente os efeitos de priming, memória procedural e vários outros fenômenos da memória, porém até agora este modelo não conseguiu fornecer predições e explicações claras da evocação e da memória de reconhecimento, que ocorrem imediatamente a um único episódio ou a uma única exposição à informação semântica.

18 Processos de Memória – As três operações  A codificação refere-se ao modo como uma pessoa transforma a entrada de uma informação física e sensorial em uma espécie de representação que pode ser colocada na memória.  O armazenamento refere-se à maneira como a pessoa mantém a informação codificada na memória.  A recuperação refere-se ao modo como a pessoa obtém acesso à informação armazenada na memória.  Estes processos interagem reciprocamente e são interdependentes.  Por exemplo, ao tentar codificar a informação no texto apresentado, você pode ter achado complicado para codificar, dificultando também o armazenamento e a recuperação da informação. Entretanto um rótulo verbal pode facilitar a codificação e, por conseguinte, o armazenamento e a recuperação. A maioria das pessoas aceita melhor o trecho se lhes for dado seu título “Lavagem de roupas”.

19 Codificação da Informação  Os pesquisadores mostraram, através de estudos, que as pessoas parecem codificar as letras pelo modo como elas soam e não pela maneira como se parecem. Os experimentos mostram a importância de um código acústico, em vez de um código visual na MCP;  Posteriormente também foi mostrado que alguma codificação semântica aparecia na MCP;  A informação armazenada na MLP parece ser basicamente codificada semanticamente, isto é, codificada por meio dos significados das palavras.

20 Armazenamento da Informação – Esquecimento da Informação  Segundo a Teoria da Interferência, o esquecimento ocorre porque uma nova informação interfere na antiga e finalmente a desloca, na MCP;  Há pelo menos dois tipos de interferência que aparecem na teoria e na pesquisa psicológica: a interferência retroativa (causada pela atividade que ocorre depois que a pessoa aprende alguma coisa, mas antes de ela ser solicitada a evocar essa coisa) e a interferência proativa (quando o conteúdo interferente atua antes, não depois da aprendizagem do conteúdo a ser lembrado);  Segundo a Teoria da Deterioração, a informação é esquecida porque desaparece gradualmente, com o passar do tempo, e não porque ela foi deslocada por outra informação.

21 Armazenamento da Informação – Transferência da Informação  Consolidação: Um método para realizar a transferência da informação no qual deliberadamente presta-se atenção à informação a fim de compreendê-la. Faz-se isto integrando os novos dados aos esquemas já existentes da informação armazenada. Muito utilizado na transferência para a MLP.  Repetição: Método através do qual é feita uma recitação repetida de um item. A repetição pode ser aberta quando a recitação é em voz alta e óbvia a qualquer pessoa que estiver observando, ou oculta quando a recitação é silenciosa e escondida;  Herman Ebbinghauss (1885), apoiado mais tarde por Harry Bahrick e Elizabeth Phelps (1987) observaram que as pessoas tendem a lembrar-se da informação por mais tempo quando a adquirem pela prática distribuída (aprendizagem na qual várias sessões são espaçadas ao longo do tempo) do que na prática aglomerada (com sessões apinhadas, todas juntas). Quanto maior a distribuição das experiências de aprendizagem ao longo do tempo, mais elas as lembravam durante longos períodos de tempo;

22 Armazenamento da Informação – Transferência da Informação  Arthur Glenberg (1977,1979) estudou o efeito do espaçamento e ele e outros associaram este efeito ao processo pelo qual as memórias são consolidadas na MLP. Uma pessoa evocará a informação por mais tempo, em média, se distribuir sua aprendizagem do assunto em questão e variar o contexto para codificação, em vez de tentar aglomerar ou apinhar tudo num curto período de tempo;  De acordo com a hipótese de tempo total, a quantidade de tempo despendido em repetir a matéria, sem levar em consideração como esse tempo é dividido entre as experiências em qualquer sessão. Porém, há pelo menos duas restrições a esta hipótese: (a) o tempo distribuído para a repetição deve realmente ser usado para esse propósito; (b) para alcançar os objetivos, a repetição deve incluir alguns dos vários de elaboração ou de estratégias mnemônicas que podem melhorar a evocação

23 Armazenamento da Informação – Transferência da Informação Estratégias MnemônicasDescrição Agrupamento CategóricoOrganização de uma lista de itens em um conjunto de categorias. Imagens InterativasCriação de imagens interativas que associem as palavras isoladas em uma lista. Sistema de Palavras AssociadasAssociação de cada palavra de uma lista memorizada previamente e formação de uma imagem interativa entre ambas. Método dos LugaresVisualização de um passeio por uma área com diferentes pontos de referência que se conheça bem e, então, associar esses vários pontos a itens específicos a serem lembrados. AcrônimoUtilização de frases ou palavras cujas iniciais representam outras palavras ou conceitos. AcrósticoFormação de frases para lembrar palavras novas. Sistemas de palavras-chaveFormação de uma imagem interativa que associe o som e o significado de uma palavra estrangeira ao som e significado de uma palavra familiar.

24 Recuperação da Informação Diferenças no Processo Metacognitivo:  De acordo com estudos realizados por diversos pesquisadores, as crianças mais novas carecem não só do conhecimento de estratégias, mas também da tendência a usá-las quando as conhecem;  As crianças mais velhas sabem que, para reter a MCP, precisam repeti-las; as crianças mais novas não;  As crianças com deficiência mental são muito menos prováveis de repetirem espontaneamente do que as de inteligência normal;  Cultura, experiência e demandas ambientais também afetam o uso de estratégias para aumentar a memória. Por exemplo, crianças ocidentais utilizam mais as estratégias de repetição, enquanto que aborígenes australianos são mais adeptos às estratégias mnemônicas da localização espacial e em arranjos de objetos.

25 Recuperação da Informação  Um problema que surge quando se estuda a memória é o de entender porque, às vezes, algumas pessoas têm dificuldade em recuperar a informação;  Os psicólogos cognitivos têm freqüentemente dificuldades em encontrar um meio para distinguir entre disponibilidade (informação armazenada permanentemente na MLP) e acessibilidade (grau que se tem acesso à informação disponível). O desempenho da memória depende da acessibilidade da informação a ser lembrada.

26 Recuperação da Informação Tratamento em paralelo x Tratamento em série:  O tratamento em paralelo refere-se à manipulação simultânea de múltiplas operações; quando aplicados à MCP, os itens armazenados seriam recuperados todos juntos, não um de cada vez. Tempo de resposta Número de itens da lista

27 Recuperação da Informação O tratamento em série refere-se a operações que são feitas uma após a outra. Neste caso, os itens são recuperados em sucessão, em vez de em conjunto. Tempo de resposta Número de itens da lista

28 Recuperação da Informação O processamento seriado da informação possui duas formas de obter-se acesso aos estímulos: (a) Tratamento seriado exaustivo: o sujeito sempre deve checar o dígito-teste contra todos os dígitos na série positiva, mesmo se um dígito igual for encontrado a meio caminho de toda a lista. Tempo de resposta Posição dos símbolos na lista

29 Recuperação da Informação (b) Tratamento seriado autoterminante ou autodelimitante: nesta situação o sujeito sempre deve verificar o dígito-teste contra todos os dígitos na série positiva, até o ponto em que ela encontre um dígito igual. Tempo de resposta Posição dos itens na lista

30 Processos de Construção da Memória  Frederico Bartlett (1932) reconheceu a necessidade de estudar-se a recuperação da memória para textos associados e não apenas para séries não-relacionadas de dígitos;  Ele sugeriu que, nestes casos, as pessoas trazem para uma tarefa de memória seus esquemas já existentes que às vezes levam à interferência ou à distorção e, outras vezes, à intesificação dos processos de memória;  Experimentos também mostraram uma grande suscetibilidade das pessoas para a distorção em relatos de testemunho ocular, evidenciando que elas podem facilmente ser levadas a construir uma memória que é diferente do que realmente aconteceu;  Outros fatores que interferem na eficácia da recuperação da memória são: (a) a existência de esquemas mais elaborados em especialistas quanto à sua área de atuação, (b) clareza percebida da experiência e seu contexto, (c) a intensidade emocional de uma experiência.

31 ERIC KANDEL

32 No sistema nervoso simples da lesma-do-mar, Kandel identificou os genes e as proteínas que tornam possível a memória nos neurônios. Os mecanismos que ele desvendou são os mesmos que, no cérebro humano, regem as lembranças de curto e longo prazo. Hoje pode-se dizer que quase tudo o que sabemos sobre a base molecular da memória se deve ao molusco e a Kandel.

33 Aplísia, lesma-do-mar

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35 Nós definimos memória como um resgate de informação sobre o passado que é expresso no comportamento. Os mesmos mecanismos moleculares podem estar envolvidos em mudanças a longo prazo no fígado ou no rim. Não chamaríamos isso de memória, e sim de mudanças adaptativas. É perfeitamente possível haver um número enorme de mecanismos moleculares para converter um sinal de curto prazo em um sinal de longo prazo. E que talvez o cérebro se utilize de apenas um deles para produzir memória. Talvez as células dos rins, assim como as do cérebro, sejam capazes de receber informações novas e fazer com que essas informações sejam registradas quimicamente. Dessa forma, elas também seriam capazes de um tipo de “aprendizado”.

36 Mostramos que as memórias de longo prazo envolvem a expressão de genes específicos a certas sinapses no nosso cérebro. O modo como as sinapses das memórias de longo prazo se mantêm é pela síntese de algumas proteínas.

37 O mal de Alzheimer produz uma toxina, beta-amiloide, que mata as células nervosas. No envelhecimento, não há morte de células nervosas, mas um enfraquecimento na função das sinapses. Mas o mal de Alzheimer mata as sinapses e as células nervosas. Recentemente, foram descobertas várias técnicas para detectar a doença em seu estágio inicial. Hoje há um achado nos exames de imagem que permite identificar placas de beta- amiloide.

38 MEMÓRIA E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO

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41 Placas de beta-amiloide

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44 MEMÓRIA E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO

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