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Matéria publicada no site: msn.minhavida.com.br Escrita por: Dra Miriam Barros- Especialidade: Psicologia Dra Miriam Barros Quando alguém nos desaponta,

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2 Matéria publicada no site: msn.minhavida.com.br Escrita por: Dra Miriam Barros- Especialidade: Psicologia Dra Miriam Barros Quando alguém nos desaponta, nos fere, quando perdemos algo importante ou sofremos alguma injustiça, a raiva e a indignação são sentimentos normais, mas o problema é quando esses sentimentos se transformam em mágoa e amargura. No livro "O poder do perdão", o psiquiatra americano Fred Luskin, apresenta a sua experiência e estudos sobre esse tema. Ele demonstra que o processo de perdoar pode ser treinado e desenvolvido. Ele utiliza a metáfora de um aeroporto, que está com o tráfego aéreo congestionado, para explicar como fica a mente de uma pessoa, sobrecarregada pelas mágoas. Cada avião que está no ar é comparado a uma mágoa, que enquanto não pousa, fica exigindo energia e exaurindo os seus recursos. Quando guardamos mágoas, o nosso cérebro produz substâncias químicas e hormônios ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações e prejudicam nosso bem-estar

3 Quando guardamos uma mágoa e pensamos na dor que sofremos, o cérebro reage como se estivéssemos em perigo naquele momento. Ele produz substâncias químicas ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações. A parte pensante do cérebro fica limitada, é quando agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo. Portanto, a mágoa consome muita energia, pois cada vez que contamos o que aconteceu, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição ou agressão aconteceu agora ou há três anos. Assim como escolhemos o canal de TV que queremos assistir, também podemos aprender a escolher qual o "canal" que estará passando na nossa mente. Podemos escolher pensar no quanto fomos vítimas, o quanto fomos machucados, e com isso perpetuar o nosso sofrimento ou podemos escolher pensar no quanto fomos fortes para sobreviver ao que aconteceu e mudar o nosso foco. Não significa que devamos passar por cima da tristeza, da dor e da raiva que sentimos, mas precisamos aprender que existe um tempo para esses sentimentos.estresse

4 Uma forma de mudarmos o "canal" da nossa mente é pensar em como podemos mudar a história da nossa dor. Qual a história que contamos para nós mesmos sobre o que nos aconteceu? Relembrar o fato, falar disso inúmeras vezes, ficar no lugar de "vítimas" dentro da história que contamos, nos dá a sensação de que o sofrimento que passamos não será esquecido e que se e abandonarmos esse lugar, quem nos fez sofrer ficará liberado de pagar pelo que fez. Mas, conservar a mágoa, nos mantém ligados de forma ineficaz à pessoa que nos fez sofrer. O outro provavelmente não está sofrendo, nem mais e nem menos, só porque mantemos a mágoa dentro de nós.mágoa

5 Cada vez que contamos a história da nossa dor, ressaltando o quanto fomos vitimas daquela pessoa e enfatizando o quanto ela foi cruel conosco, continuamos dando poder a ela. Ficamos presos num papel que não deveria ser mais o nosso. Precisamos ultrapassar esse momento, precisamos nos curar.dor Que tal parar um pouco e reformular a história da nossa dor? Sem forçar acontecimentos ou inocentar ninguém, mas colocando um foco nas nossas atitudes, no que fizemos e podemos fazer de construtivo diante do que aconteceu.

6  De acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes.  Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis);  6 milhões de judeus;  5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis);  4 milhões de poloneses (3 milhões de civis);  2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos;  1,5 milhão de japoneses;  franceses ( civis);  italianos ( civis);  ingleses e soldados norte-americanos. Wikipedia (2011) O Holocausto

7  RESSENTIMENTO sm (ressentir+mento 2 ) 1 Ação ou efeito de ressentir-se. 2 Melindre, suscetibilidade. 3 Recordação de uma afronta, acompanhada do desejo de vingança. 4 Sentimento reservado de qualquer ofensa. 5 Lembrança dolorosa de uma palavra ou ato ofensivo. Dicionário Michaelis (2011) Significado segundo o dicionário:

8 Vejamos a seguir o que nos mostra as Obras Básicas sobre o RESSENTIMENTO

9 Questão 293 – Página 231 Conservarão ressentimento um do outro, no mundo dos Espíritos, dois seres que foram inimigos na Terra? “Não; compreenderão que era estúpido o ódio que se votavam mutuamente e pueril o motivo que o inspirava. Apenas os Espíritos imperfeitos conservam uma espécie de animosidade, enquanto se não purificam. Se foi unicamente um interesse material o que os inimizou, nisso não pensarão mais, por pouco desmaterializados que estejam. Não havendo entre eles antipatia e tendo deixado de existir a causa de suas desavenças, aproximam-se uns dos outros com prazer.” Sucede como entre dois colegiais que, chegando à idade da ponderação, reconhecem a puerilidade de suas dissensões infantis e deixam de se malquerer. Livro dos Espíritos

10 Questão 295 – Página 232 Que sentimento anima, depois da morte, aqueles a quem fizemos mal neste mundo? “Se são bons, eles vos perdoam, segundo o vosso arrependimento. Se maus, é possível que guardem ressentimento do mal que lhes fizestes e vos persigam até, não raro, em outra existência. Deus pode permitir que assim seja, por castigo.” Livro dos Espíritos

11 Bem Aventurado os Misericordiosos – Página Quando diz: “Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar”, Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem-aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria-lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada. Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno. Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: “Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar--vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor.” Evangelho Segundo o Espiritismo

12 A Caridade Material e a Caridade Moral – Página 272 Instrução dos Espíritos 9. “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava. Evangelho Segundo o Espiritismo

13 Edição 1862 – Página 196 DISCURSO DO SR. ALLAN KARDEC NO ENTERRO DO SR. SANSON “Que, doravante, para a vossa felicidade futura, possais ficar inacessível aos ressentimentos terrenos! Perdoai aos que cometeram faltas para convosco, como eles vos perdoam as que podeis ter cometido para com eles.” Revista Espírita

14 Edição 1864 – Página 323 ORAÇÃO DOMINICAL DESENVOLVIDA Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. – Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam “Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda guardando no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes.” Revista Espírita

15  Nas obras: O que é o Espiritismo - Livros dos Médiuns e Obras Póstumas, não há citações sobre esse tema.

16 Livro: Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis

17 Biografia:  Médico-psiquiatra austríaco nascido em Penzing (Austria), conhecido por suas teorias sobre o emocional divergentes das de Freud. Formado em medicina na Universidade de Viena, doutor em medicina (1895) profissão que exerceu inicialmente, mas com o tempo passou a dedicar-se à neuropsiquiatria, após conhecer Freud (1901) e, impressionado com sua nova teoria e seus trabalhos à frente da Sociedade Psicanalítica de Viena, passou a integrar o grupo.  Inicialmente da corrente de Freud, aos poucos rejeitou as teorias enfáticas da sexualidade Sigmund Freud e teorizou que o comportamento neurótico é uma supervalorização do sentimento de inferioridade. Deixou a presidência da Sociedade Psicanalítica de Viena (1911) quando rompeu definitivamente com Freud, no Congresso de Weimar, e fundou a Sociedade de Psicanálise Livre. Serviu como médico no exército austríaco durante a Primeira Guerra Mundial, terminada a guerra, voltou-se principalmente para os problemas da criança, organizando em Viena as primeiras clínicas dessa especialidade. Alfredo Adler

18 A ânsia de poder, inerente ao ser humano pelo seu atavismo ancestral do processo de evolução animal, conforme Alfredo Adler, é geradora de inúmeros conflitos quando não resolvida de maneira equilibrada. A luta pelo poder, desse ponto de vista, constitui o motivo essencial da existência humana, na busca do seu bem-estar, da sua felicidade. Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis

19 Biografia: Neuropsiquiatra austríaco nascido em Freiberg, na República Tcheca, fundador da psicanálise, desenvolvedor dos estudos da mente inconsciente e criador da teoria da importância da experiência sexual infantil. Levado para Viena, onde ele passou a maior parte da vida, ingressou na Universidade de Viena (1873) para estudar medicina e sofreu restrições devido a sua condição de judeu. Trabalhou no laboratório de fisiologia com Ernst Wilhelm von Brücke ( ) e concentrou-se em pesquisas sobre a histologia do sistema nervoso. Dedicou-se à clínica psiquiátrica a partir de então (1882), em intensa colaboração com Josef Breuer, que criara o método catártico e descobrira a íntima relação existente entre os sintomas histéricos e certos traumas de infância ( ). Sigmund Freud

20 Segundo Freud, mediante a sua psicologia negativa sobre a natureza humana, considerava religião, ciência, moralidade como defesas elaboradas contra os conflitos humanos básicos que permaneciam ligados a agressão e à sexualidade. O seu paradigma opõe-se ao conceito de que o bem-estar, a felicidade, tenham origem em a natureza do homem e da mulher, não confirmando a possibilidade de que o ser humano possa nascer bom e nobre. Em realidade, para ele, todas as repressões dos conflitos básicos que resultam da ansiedade que pr0porcionam, transformando a energia que funciona como o acionador dos comportamentos, conduzindo a sociedade, a cultura e a civilização tanto à grandeza dos sentimentos como ao seu desvario. Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis

21 Ainda, na mesma visão, os sentimentos de elevação moral, fundamentados na justiça, na bondade, na generosidade, no amor fraternal, seriam destituídos de autenticidade, pois que essas manifestações superiores seriam geradas na personalidade. Resultariam desse modo, na ansiedade produzida por esses mesmos conflitos básicos, ao invés de terem sua procedência nas virtudes e nas conquistas pessoais. Mesmo a contribuição humana direcionada para a produção social, para o crescimento e edificação do indivíduo como do seu grupo, ainda seriam rescaldo da repressão dos impulsos violentos e homicidas, então transformados em gestos de grandiosa solidariedade e relevante edificação de valores morais, sendo uma forma de compensação dos impulsos para agredir ou destruir as demais pessoas. Mediante essa formulação, inexistiriam em a natureza humana a bondade intrínseca, a herança da evolução superior, tudo reduzido aos conflitos ancestrais que se fixaram os instintos básicos. Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis

22 O verdadeiro poder, sob um novo enfoque da psicologia profunda não se encontra nos recursos amoedados, no relevo social ou político, no religioso ou cultural nas suas multifaces, mas sim na conquista interior do prazer de realizar-se, especialmente quando se consegue a vitória pelo amor, alcançando-se a individuação. Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis O sentido do poder, conforme Adler, que superaria o sentido do prazer, proposto por Freud, deveria avançar rumo do sentido do existir, conforme Viktor Frankl.

23 Biografia:  Viktor Emil Frankl foi um médico e psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência.  Segundo Frankl, existiria no ser humano um desejo e uma vontade de "sentido". Ele percebe que seus pacientes não sofrem exclusivamente de frustrações sexuais (Freud) ou de complexos como o de inferioridade (Adler), mas também do que reputa ser o vazio existencial.  Para o analista, a neurose revelaria antes de mais nada um ser frustrado de sentido, o que o levou a concluir que a exigência fundamental do homem não é nem a emancipação sexual, nem a valorização do self, mas a "plenitude de sentido".  Para o autor, haveria um hiato ontológico entre o instinto e o espírito. Ele considera o homem uma totalidade trinária e tridimensional, a saber: físico-psico-espiritual. Segundo Frankl, Freud teria negligenciado a terceira dimensão. Viktor Frankl

24  O termo "logos" é uma palavra grega que significa "sentido". Assim, a "Logoterapia concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por este sentido" (Frankl).  "Para a Logoterapia, a busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano... A Logoterapia é considerada e desenhada como terapia centrada no sentido. Vê o homem como um ser orientado para o sentido". (Frankl).  O homem sempre procurou dar um sentido à sua vida e aprofundar-se em sua existência. A frustração dessa necessidade é um sintoma do nosso tempo. O sofrimento e a falta de sentido configuram o vazio existencial que muitos experimentam. Para esse mal, Frankl foi desenvolvendo durante décadas a Logoterapia.existência  Frankl não pretendeu "suplantar a Psicoterapia vigente, mas complementá-la e completar também o conceito de ser humano – mais indispensável às ciências do homem do que o método e técnicas corretas". A Logoterapia busca restituir a imagem do homem superando reducionismos, faz uma proposta que não se limita à Psicologia, mas abrange todas as áreas da atividade humana, e busca resgatar aquilo que é especificamente humano na pessoa. O que é a Logoterapia?

25 “Nós que vivemos nos campos de concentração podemos lembrar de homens que andavam pelos alojamentos confortando a outros, dando o seu último pedaço de pão. Eles devem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova suficiente que tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.” Viktor Frankl Visão do campo de concentração de Auschwitz no inverno, onde Viktor Frankl foi aprisionado pelos nazistas

26 Transferindo-se da emoção para a memória, faz-se verdugo cruel do indivíduo que perde o discernimento, a faculdade de logicar, para fixar-se naquilo que considera rios da revolta que termina por acometê-lo de perturbações emocionais e fisiológicas que se desenvolvem e se estimulam pela vitalização contínua. Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis É compreensível o surgimento de uma certa frustação e mesmo desagrado diante de confrontos e agressões promovidos por outrem, dando lugar a mágoas, que são uma certa aflição de caráter transitório, não, porém, a instalação do ressentimento.

27 Spinoza afirmou com propriedade no seu valioso tratado sobre a Ética, que a emoção que é sofrimento deixa de sê-lo no momento em que dela formamos uma ideia clara e nítida.

28 O ser humano, em face da sua procedência espiritual, é portador do anjo e do demônio em latência, devendo desenvolver as inesgotáveis jazidas portadoras das elevadas manifestações adormecidas, ao tempo que supera as heranças mais próximas do primarismo de onde procedem as formas físicas. Conflitos Existenciais Joanna de Ângelis O ressentimento permanece como um especial arquétipo, sombra densa dominando os sentimentos humanos, aumentando o comportamento conflitivo, quando seria ideal liberá-lo da conduta, mesmo quando iniciando os passos de equilíbrio e da afirmação dos seu valores éticos, dos quais decorrem o bem-estar, a saúde em várias expressões, alcançando o numinoso.

29 Os sentimentos violentados que se transformam em conflitos não resolvidos, escravizam a criatura, que passa a vivenciá-los de acordo com o que lhe parece real, jamais conforme exercício da evolução. Logo advêm transtornos de breve ou de longa duração, tal a depressão como resultado da amargura que domina as paisagens íntimas, devorando os parcos ideais de viver ou transformando-se em mecanismo de vingança, transferindo a culpa que perturba como de responsabilidade de outrem, daquele que gerou a situação, nunca, porém, de si mesmo. Vezes outras, desenvolve a ansiedade pelo desejo mórbido de desforço, mediante o qual supõe erradamente seria resolvido o conflito injustificado. Efeitos perniciosos e transtornos emocionais do ressentimento

30 Não amando, consideram-se desamados, e sempre estão em vigilância rigorosa em torno de tudo quanto lhes diz respeito, desde que procedente dos demais, nunca, porém, deles originado. A um passo de distúrbios graves, facilmente acolhem o ressentimento em que se comprazem, alterando o comportamento já doentio e mergulhando cada vez mais no poço sem fundo da amargura. Neurotizando-se com mais vigor, não são capazes de uma catarse honesta, de uma busca de esclarecimento, de um apaziguamento interior, e mais revoltam-se quando são confrontados pela sensatez que os convida a uma revisão do acontecimento, a uma mudança de atitude. Efeitos perniciosos e transtornos emocionais do ressentimento

31 Acumulam motivos e transtornam-se emocionalmente, considerando- se perseguidos e vinculando-se a mais graves compulsões de desforço. É nesse clima de fixação mental, cultivando o fel da amargura, que se deixam tombar nas malhas nefastas de vinculações psíquicas com outras mentes em desalinho na Esfera espiritual em que se movimentam, iniciando-se conúbios obsessivos de grave porte. Efeitos perniciosos e transtornos emocionais do ressentimento

32 Estabelecida a sintonia, o hóspede psíquico passa a realizar um processo hipnótico bem urdido, ampliando a ideia da ocorrência na mente do hospedeiro, aumentando-lhe a carga vibratória com o acumular de outras ocorrências já superadas, que agora ressumam com teor de gravidade, mais afligindo o desditoso que se entrega de maneira masoquista ao fenômeno de que não se dá conta. Efeitos perniciosos e transtornos emocionais do ressentimento

33 Neste novo processo, apresenta-se a mistura dos sentimentos da vítima e do novo algoz, induzindo a desiquilíbrio grave. É natural que a incidência do transtorno obsessivo sobre o orgulho do ego ferido na sua soberania, resulte em alta carga de descompensação emocional que o sistema nervoso central tem dificuldade de administrar, emitindo ondas fragmentárias ou aceleradas para as glândulas de secreção endócrina que descarregarão as suas substâncias no sistema imunológico, desarticulando-lhe as defesas. Efeitos perniciosos e transtornos emocionais do ressentimento

34 O avanço para distúrbios mais profundos é inevitável, porque o paciente bloqueia o discernimento e qualquer convite para o equilíbrio, para a revisão do comportamento, nele produz reação violenta ou falsa passividade que significa indiferença pela terapia que necessita. Efeitos perniciosos e transtornos emocionais do ressentimento

35 Ei-los que transitam pelo mundo infelizes, cabisbaixos, sucumbidos ou exaltados, rancorosos, despejando dardos violentos a qualquer contrariedade, justificando a insânia coletiva e desejando agravamento das ocorrências infelizes até a consumação geral pelo caos que gostariam que tivesse vigência imediata. Nada obstante, tudo poderia ser resolvido, com uma boa dose de compreensão, tolerância e de compaixão.

36 Terapia Libertadora A visão nova da Psicologia Positiva, que reage à proposta freudiana a respeito da personalidade humana, procura entender de maneira muito diversa as emoções, ensejando-lhe uma conduta otimista, na qual devem permanecer como assinaladores de fronteiras a bondade, o perdão, o prazer, as gratificações do sentimento, a esperança e a fé, a confiança, o cultivo das virtudes, a busca e enriquecimento pela sabedoria, o amor pela humanidade, a coragem e a justiça, a espiritualidade e a transcendência do ser.

37 Terapia Libertadora Todos os seus argumentos são profundamente humanistas, ensejando uma visão de felicidade no destino da criatura, estimulando- a a desenvolver as forças psicológicas dos sentimentos orientados para as virtudes A sua proposta induz a uma visão mais profunda do indivíduo no contexto da família, da sociedade da democracia e da liberdade, ensejando uma orientação para que seja alcançado plenamente o sentido existencial.

38 Terapia Libertadora O ser, em si mesmo, não é portador de maldade, mas foram as experiências do processo de evolução que despertaram essa face negativa que pode e deve ser corrigida pela aplicação dos recursos do altruísmo, da bondade, da moralidade e da cooperação com as demais criaturas do mundo. O processo de evolução gera prazeres mesmo no mal, no entanto, são transitórios, servindo de medida para comparação com as conquistas de bem e as alegrias dele derivadas com sabor duradouro.

39 Terapia Libertadora Essa psicologia proporciona a libertação natural do excruciante padecer que ressuma do ressentimento, desde que o paciente predisponha-se à reflexão, à mudança de comportamento mental para posterior alteração da conduta emocional.

40 Terapia Libertadora  Desvalorizando o que considerava ofensivo, em razão da fragilidade de que se reveste esse infeliz conceito, logo descobre o prazer de ser livre, de poder amar sem exigir compensação, de conviver sem qualquer estado preconcebido de autodefesa.  Ninguém vive a atacar outrem, exceto quando em desarmonia consigo, o que deixa de merecer consideração em face do distúrbio do agressor.

41  Nesse sentido, a mudança de atitude mental e emocional rompe os liames da indução obsessiva, facilitando a maior claridade do raciocínio, então livre dos impulsos dominadores do algoz.  Ao mesmo tempo, a aplicação dos valiosos equipamentos do bem, em forma de ações meritórias, não somente é gratificante para a emoção, como é compensador de dívidas transatas, de agressões à vida em outras paragens do tempo e do espaço, quando em diferente vilegiatura carnal. Terapia Libertadora

42 Persistindo, porém, o gravame que compraz o paciente, ei-lo incapaz de recuperar-se, necessitando de urgente socorro psicoterapêutico proporcionado por outrem bem equipado de conhecimentos ou especializado, a fim de que não se converta em um processo irreversível. Em qualquer circunstância, porém, deve o indivíduo contribuir com a sua vontade, sem a qual todo o empenho e cooperação de outra pessoa redundam, infelizmente, inócuos, quando não mais agradáveis para o padecente.


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