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F ILOSOFIA DA R ENASCENÇA Aula 06 Convite a Filosofia: Unidade 01. Capítulo 04: p.55 AMARAL, Marcia do. Maquiavel e as relações entre ética e política.

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1 F ILOSOFIA DA R ENASCENÇA Aula 06 Convite a Filosofia: Unidade 01. Capítulo 04: p.55 AMARAL, Marcia do. Maquiavel e as relações entre ética e política.

2 F ILOSOFIA DA R ENASCENÇA : ( DO SÉCULO XIV AO SÉCULO XVI) É marcada pela descoberta de obras de Platão desconhecidas na Idade Média, de novas obras de Aristóteles, bem como pela recuperação das obras dos grandes autores e artistas gregos e romanos.

3 SÃO TRÊS AS GRANDES LINHAS DE PENSAMENTO QUE PREDOMINAVAM NA RENASCENÇA: 1. Aquela proveniente de Platão, do neoplatonismo e da descoberta dos livros do Hermetismo; Nela se destacava a ideia da Natureza como um grande ser vivo; o homem faz parte da Natureza como um microcosmo (como espelho do Universo inteiro) e pode agir sobre ela através da magia natural, da alquimia e da astrologia pois o mundo é constituído por vínculos e ligações secretas (a simpatia) entre as coisas; o homem pode, também, conhecer esses vínculos e criar outros, como um deus.

4 SÃO TRÊS AS GRANDES LINHAS DE PENSAMENTO QUE PREDOMINAVAM NA RENASCENÇA: 2. Aquela originária dos pensadores florentinos, que valorizava a vida ativa, isto é, a política, e defendia os ideais republicanos das cidades italianas contra o Império Romano- Germânico, isto é, contra o poderio dos papas e dos imperadores. Na defesa do ideal republicano, os escritores resgataram autores políticos da Antiguidade, historiadores e juristas, e propuseram a “imitação dos antigos” ou o renascimento da liberdade política, anterior ao surgimento do império eclesiástico.

5 SÃO TRÊS AS GRANDES LINHAS DE PENSAMENTO QUE PREDOMINAVAM NA RENASCENÇA: 3. Aquela que propunha o ideal do homem como artífice de seu próprio destino,tanto através dos conhecimentos (astrologia, magia, alquimia), Quanto através da política (o ideal republicano), das técnicas (medicina, arquitetura, engenharia, navegação) e das artes (pintura, escultura, literatura, teatro).

6 A efervescência teórica e prática foi alimentada com as grandes descobertas marítimas, que garantiam ao homem o conhecimento de novos mares, novos céus, novas terras e novas gentes, permitindo-lhe ter uma visão crítica de sua própria sociedade. Essa efervescência cultural e política levou a críticas profundas à Igreja Romana, culminando na Reforma Protestante, baseada na idéia de liberdade de crença e de pensamento. À Reforma a Igreja respondeu com a Contra-Reforma e com o recrudescimento do poder da Inquisição.

7 M AQUIAVEL ( ) Características do pensamento maquiaveliano: O realismo e o estabelecimento de uma ética laica. O realismo: O realismo extremo impresso em toda sua obra rompe com uma tradição oriunda ainda da Grécia Antiga – a da construção de utopias políticas –, para descrever não como o homem deve agir, ou como deve ser o governo, mas sim, como o homem age de fato e como, de fato, é o governo.

8 ÉTICA LAICA : SUBPRODUTO DA POLÍTICA A segunda característica marcante do pensamento maquiaveliano é a rejeição completa ao legado ético cristão da Medievalidade e a constituição de uma moral laica de base naturalista. Isto vai nos levar à secularização da política, movimento de ruptura com o pensamento político medieval que vinculava política à religião, à Igreja. É, por romper estes laços da política com a religião que Maquiavel entrou para a história como o fundador da ciência política. Foi ele o primeiro pensador a tomar a política e analisá-la como uma categoria autônoma. A ética proposta por Maquiavel não admite a existência de uma hierarquia de valores a priori, a partir dos quais nossas ações serão julgadas. A nova ética analisa as ações tendo em vista suas consequências, seus resultados. A ação política será julgada em função de sua utilidade para a comunidade, ou seja, o critério para a avaliação da ação política é sua utilidade para o grupo social.

9 Maquiavel não reconhece a subordinação do Estado a valores espirituais,valores transcendentes. Não reconhece também que o homem possua direitos naturais, anteriores à constituição da sociedade. Ao contrário, em estado de natureza, o homem vive nivelado aos animais, desconhecendo quaisquer noções de bem ou de mal, de justiça ou injustiça. Desta forma, antecipando a filosofia política de Hobbes, Maquiavel afirma que a moral e a justiça não preexistem ao Estado, mas dele resultam em obediência às condições e exigências sociológicas. Tanto a moral quanto a justiça são subprodutos sociais, nascidos do instinto de conservação e da necessidade do Estado de manter a ordem social. As normas éticas, como também as leis positivas, a educação e a religião, são meios a que recorre o Estado para instaurar coercitivamente bons costumes na sociedade, para dirigir no sentido do bem comum o egoísmo individual ou para dar forma de moralidade e justiça à fundamental amoralidade da maioria.

10 "AÇÃO VIRTUOSA" E "AÇÃO MORAL". Ação moral é toda ação manifestamente útil à comunidade, ação imoral é aquela que só tem em vista a satisfação de interesses privados e egoísticos. O homem virtuoso não é aquele que se submete a razões superiores ou que confia à uma justiça abstrata ou a Deus a solução dos conflitos que trava com o mundo, mas é aquele que ajusta as suas ações, que observa as suas capacidades e age com obstinação. Em síntese, a concepção moral maquiaveliana não admite a existência de um Bem ou um Mal preexistentes a definir os atos humanos, mas admite a existência de atos bons ou maus conforme observem ou não o bem da coletividade. Portanto, a Moral em Maquiavel perde sua autonomia e sua transcendência e é integralmente absorvida pela Política.

11 REFORMA PROTESTANTE: JOÃO CALVINO ( ) João Calvino, no século XVI, elaborou e desenvolveu os princípios protestantes que norteiam a conduta ética do indivíduo em seu trabalho, ao desenvolver o exercício de sua função, não importando qual seja; os quais foram largamente difundidos e praticados pelos reformados, huguenotes e os puritanos, dos séculos XVII e XVIII. Este conhecimento levará o indivíduo a uma verdadeira piedade que se refletirá em sua conduta diária, demonstrando que ama a Deus pela prática da justiça, revelando uma conduta ética em seu ethos, cotidianamente. A ideia sobre a necessidade do homem conhecer a Deus em sua majestade em primeiro lugar, para depois conhecer-se a si mesmo.

12 AGIR E PAUTAR A SUA VIDA COM DIGNIDADE E RETIDÃO: 1) Tudo deverá ser feito para a glória de Deus; 2) Tudo deverá ser feito sem se manchar e nem se contaminar com o pecado. Calvino discorda da ideologia filosófica humanista, cuja ênfase recai sobre a razão do homem que governa e rege a sua vida segundo a sua vontade, com total liberdade. Reportando-se aos filósofos e ao que eles defendem com ênfase na razão, Calvino afirma: Eles ensinam que somente a razão deve reger e dirigir o homem, e pensam que só a ela devemos ouvir; com isso, atribuem unicamente à razão o governo da vida. [...] Por outro lado, a filosofia cristã pretende que a razão ceda e se afaste, para dar lugar ao Espírito Santo, e que por ele seja subjugada e conduzida, de modo que já não seja o homem que viva, mas que, tendo sofrido com Cristo, nele Cristo vive e reina. “Nós não nos pertencemos; e, nós somos do Senhor.” * Autonegação*

13 A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO Neste livro, Weber avança a tese de que a ética e as ideias puritanas influenciaram o desenvolvimento do capitalismo. Tradicionalmente, na Igreja Católica Romana, a devoção religiosa estava normalmente acompanhada da rejeição dos assuntos mundanos, incluindo a ocupação econômica. Tais conflitos eram baseados na luta ascética - não valorização do corpo e desprendimento material. Weber mostrou que certos tipos de Protestantismo (em especial o Calvinismo) favoreciam o comportamento econômico racional e que a vida terrena (em contraste com a vida "eterna") recebeu um significado espiritual e moral positivo. O Calvinismo trouxe a ideia de que as habilidades humanas (música, comércio etc.) deveriam ser percebidas como dádiva divina e por isso incentivadas.

14 QUESTÃO 01 O Renascimento designa o movimento de renovação artístico e intelectual iniciado na Itália no século XIV, atingindo seu apogeu no século XVI e expandindo-se por toda Europa. Sobre a íntima relação entre Renascimento e filosofia, é CORRETO afirmar: a) A vida contemplativa se torna mais importante que a vida ativa, tendo em vista a sobrevalorização da visão religiosa do mundo. b) Neste momento histórico é inaugurada uma nova visão de mundo chamada de teocêntrica. c) É o momento por excelência da releitura filosófica dos gregos. d) A filosofia neste período foi destacada como serva da teologia.

15 QUESTÃO 02 Maquiavel inaugura o pensamento político moderno. Seculariza a política, rejeitando o legado ético-cristão. Maquiavel tem uma visão do homem e da política como elas são e não como deveriam ser. A política deve ater-se ao real, deve preocupar-se com a eficiência da ação e não teorizar, como fazia Platão, sobre a forma ideal de governo. Assinale o que for correto. 01) Para Maquiavel, o príncipe virtuoso é aquele que governa com justiça, estabelecendo, entre seus súditos, a igualdade social e uma participação político- democrática. 02) Maquiavel redefine as relações entre ética e política,não julga mais as ações políticas em função de uma hierarquia de valores dada de antemão, mas em função da necessidade dos resultados que as ações políticas devem alcançar. 04) Maquiavel faz a apologia da tirania, pois considera ser a forma mais eficiente de o príncipe manter-se no poder e garantir a segurança da ordem social e política para seus súditos. 08) Na concepção política de Maquiavel, não há uma exclusão entre ética e política, todavia a primeira deve ser entendida a partir da segunda. Para ele, as exigências da ação política implicam uma ética cujo caráter é diferente da ética praticada pelos indivíduos na vida privada. 16) Para Maquiavel, a sociedade é dividida entre os grandes, isto é, os que possuem o poder político e econômico, e o povo oprimido. A sociedade é cindida por lutas sociais, não pode, portanto, ser vista como uma comunidade homogênea voltada para o bem comum.

16 QUESTÃO 03 Uma das características do Renascimento e da Modernidade que lhe é associada é um processo de secularização da ciência que se expressa por uma dissociação entre a teologia e a filosofia da natureza. A secularização da ciência realiza-se na separação entre razão e fé, as verdades científicas tornam-se independentes das verdades reveladas. Assinale o que for correto. 01) O processo de secularização na Modernidade modifica o caráter da ciência; essa deixa de ser essencialmente contemplativa para transformar-se em uma ciência instrumental, cujo objetivo é conhecer a natureza para intervir nela, controlá-la e apropriar-se da mesma para fins úteis. 02) O mecanicismo constitui-se em um aspecto importante da ciência moderna. A natureza e o próprio ser humano são comparados a uma máquina, isto é, a um conjunto de mecanismos cujas leis precisam ser descobertas. 04) Copérnico encontra em Aristóteles os fundamentos teóricos para combater a concepção heliocêntrica do universo defendida por Ptolomeu e pela Igreja. 08) Vesalius contribui para o conhecimento da anatomia humana, ao desafiar a proibição religiosa de dissecação de cadáveres. Suas observações corrigem muitos erros contidos na medicina de Galeno. 16) Com Galileu Galilei, o experimento torna-se parte do método científico; torna- se um marco do novo espírito da ciência. É com seus experimentos que ele refuta as teses aristotélicas de que o peso de um corpo depende de seu tamanho.


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